Coaching em grupos

coachingbytelephoneAlgumas pessoas mistificam por demais o que é Coaching. Ou ensinam técnicas complexas com muita teorização e impossíveis de serem replicadas no dia a dia ou sutilmente vendem o peixe de que dispõem de uma “metodologia” infalível.

Na verdade o Coaching é simples, pois tem como base a psicologia da essência da comunicação: nós, seres humanos, somos, no fundo, primatas sociais. Precisamos da aprovação do grupo. Mesmo que este grupo seja de apenas duas pessoas.

Este artigo versa mais o que é chamado de “Coaching Externo”, isto é, aquele que é feito fora de um ambiente de trabalho. O que um bom profissional de Coaching faz é se tornar um grupo de alavancamento positivo do seu coachee, aquela pessoa que está apoiando. Isto porquê a maioria dos grupos ao qual o coachee pertence não podem preencher completamente esta função, seja pela necessidade de preservação da imagem – como no ambiente de trabalho – ou devido à vínculos emocionais de longo prazo, que criam questionamentos de valor.

O que dificulta é o fato de que a maioria das pessoas não tem o treinamento suficiente para dar suporte positivo à pessoas próximas. Por questões culturais, quando uma pessoa envolvida no mesmo ambiente (de trabalho ou social) observa o outro agir de forma que a afeta pessoalmente, é muito provável que a sua resposta de comunicação seja contaminada pelas suas próprias expectativas e necessidades.

Sua primeira ação é o que chamamos de “comunicação corretiva” ou de “feedback negativo”. Isto é, a pessoa não consegue manter uma imagem positiva da outra pessoa porque é afetada por suas ações. E, por mais que tente manter uma comunicação direcionada para resultados, e despida de questionamentos quanto a valor, qualquer coisa que diga pode ser interpretada inadequadamente pelo outro, devido aos vínculos anteriores; e tudo isso dificulta o foco no que realmente se quer melhorar.

No Coaching Externo o coach não tem vínculo com o seu coachee – seja de liderança-subordinado, pertencimento a um grupo de ação contínua de longo prazo ou vínculo familiar ou emocional de longo prazo. Este “distanciamento” purifica o grupo formado pelos dois participantes, facilitando que o trabalho de discussão de ações seja iniciado do zero, sem questionamentos de valor, dúvidas sobre repercussões na imagem ou cerceamentos sobre a análise de alternativas.

O Coaching Externo, discutido aqui, funciona bem justamente porque é uma relação sem expectativa de ser de longo prazo e sem vínculos de sobrevivência e de carência presentes. Por isso não cria reações de defesa, tão comuns em outros tipos de relação.

É um momento de liberdade para o pensamento do coachee, que não deve ser limitado com intervenções e sugestões rápidas.

Não vou discutir aqui o que é chamado de “Coaching Interno” e “Líder-Coach”. Isto será objeto de outro artigo. Só comento que este outros tipos só funcionam bem se extremamente bem estruturados e executados na diagonal (profissional de área diferente do coachee), ou através de uma mudança cultural em toda a organização, que assuma completamente uma “cultura coach”. Só assim se tornam eficazes.

Alguns coaches, com o objetivo de esclarecer melhor o processo de reflexão do coachee, dizem que o coach faz o papel de “parede” em um jogo de “squash”, em que o coachee deve rebater a bolinha de seus pensamentos. Mas o fato de ser parede não significa que não é ativo. Mesmo uma parede atua como superfície refletora, e a comunicação do coach deve estimular ao máximo a atuação do coachee. Além do mais, o coach ajuda a direcionar e manter o foco de energia do coachee. Se seguirmos por esta analogia, o coach não faz o papel de parede, mas sim de um funil, permitindo que a energia do coachee não seja desperdiçada em coisas fora do seu objetivo traçado.

Mas para o bem da verdade, não é necessário exatamente que um grupo de Coaching tenha apenas dois participantes. Poderia ter mais – desde que todos recebam a orientação para manter um feedback positivo e se mantenham relativamente isolados de outros grupos vinculados aos participantes. Isto é, se não pertencerem ao mesmo grupo de trabalho ou familiar, seus comentários e discussões sendo apoiados incondicionalmente e dirigidos para o lado positivo, o grupo de Coaching poderia ter qualquer tamanho razoável onde um grupo poderia discutir suas questões e haver tempo para todos serem ouvidos. Isto limita o grupo a aproximadamente 8 e no máximo 12 pessoas, dependendo da dinâmica social das pessoas.

Se pensarmos bem, perceberemos que já existem “grupos de apoio” que utilizam este processo de psicologia de grupo para obterem melhorias em pessoas – são eles, por exemplo, os grupos AAnom e outros similares. Nos últimos quarenta anos, a ampla aplicação destes processos de grupo para a melhoria do comportamento social em pessoas disfuncionais em variados graus serviu de base para vários estudos do chamado “processo de aconselhamento” e que culminou em seu uso para pessoas funcionais mas que estavam insatisfeitas com seus resultados, até redundar no que chamamos hoje de Coaching.

Desta forma, a aplicação no ambiente de trabalho é apenas um ponto culminante neste processo, pois há sólida confirmação de que tais princípios também são muito eficazes para pessoas funcionais e profissionais competentes, que querem alavancar os seus resultados. Assim, dizer que coaching é algo “novo” ou “não testado” não é bem o caso.

Atualmente estou acompanhando algumas iniciativas de se fazer coaching em grupos e percebo como ele traz como vantagens:
– a obrigatoriedade de se manter o foco em um só objetivo, já que ele é compartilhado por todos os participantes;
– a possibilidade de pessoas pertencerem a grupos de coaching diferentes, cada um especializado em um determinado objetivo;
– a facilidade de ensinar a “atitude coach” e assim permitir que todos dêem suporte a todos;
– o acompanhamento de ações contínuas, que pode ser mantido por muito mais tempo do que seria permissível a um processo de coaching, pela delegação entre membros do grupo;
– a possibilidade de haver um espaçamento maior entre as sessões, pois os membros do grupo se reforçam entre si;
– a economicidade do trabalho como um todo, permitindo o uso do coaching por mais pessoas interessadas.

Desta forma, voltando à analogia do “bater a bolinha na parede”, o coaching em grupo se transforma assim em uma divertida partida de tênis, onde os participantes se revezam entre jogar com o coach e, à medida que aprendem as regras do feedback positivo, a jogar entre si.

Até agora nenhum dos processos de coaching em grupo que acompanho terminou e assim não tenho uma confirmação de resultados à longo prazo em terras brasileiras. No entanto as pesquisas americanas sobre coaching me fazem crer que estes resultados também serão duradouros aqui no Brasil.

Desta forma, optei por abrir mais três espaços para coaching em grupo online, através do sistema de teleconferência por telefone:
Grupo 1 – sobre Organização de Tempo;
Grupo 2 – sobre Negociação e Mediação;
Grupo 3 – sobre Comunicação em Público.

Se você se interessar por um dos temas, preencha o formulário de contato neste site, especificando se é para o grupo 1, 2 ou 3, seu nome, idade (necessário ser maior de idade), cidade, região, formação e profissão.

http://www.antonioazevedo.com.br/contato

Cada um dos grupos tem a previsão de duração de 6 meses, a um custo de R$ 350,00/mês. É uma reunião telefônica semanal no regime de teleconferência com 2 horas de duração.

O grupo 1 está marcado para 3. Feira às 8 horas da manhã, o grupo 2 para 4. Feira às 8 horas da manhã e o grupo 3 para 5. Feira às 8 horas da manhã (horário de Brasília).

O custo do telefonema é de uma ligação local para telefone fixo – para qualquer capital do Brasil. Se estiver em uma cidade fora das capitais, terá uma taxa como se estivesse ligando para a própria capital.

Neste momento está terminando um grupo sobre Planejamento de Carreira e outro sobre Abertura de Negócio. Se alguém se interessar por estes temas – e também pelo tema Melhoria de Relacionamentos, que está agendado para o futuro, também pode mandar mensagem pelos contatos abaixo – especifique a cidade e onde trabalha, pois não colocaremos junto pessoas que sejam da mesma região e nem que trabalhem em empresas da mesma área, justamente para manter o melhor possível o distanciamento físico nos primeiros encontros, onde as pessoas ainda estão treinando o “modo coach de ser”.

Grande Abraço e Sucesso!
Antonio Azevedo
http://antonioazevedo.com.br

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