As três vozes que não devemos escutar


Além de nós mesmos, em nossa mente, usualmente aparecem três vozes de “meta comentário”, como se costuma dizer em neurolinguística.

São vozes que comentam a realidade e tentam extrair significado da percepção objetiva.

Muitas pessoas as encaram como um tipo de aconselhamento interior e as confundem com a voz da intuição.

Mas no fundo elas mais nos prejudicam do que ajudam.

São elas:
– a voz do anjinho condescendente e auto tolerante, que nos diz que somos maravilhosos, sempre fazemos tudo certo e sempre temos razão;

– a voz do diabinho crítico, que assim como na série “O bom lugar”, nos tortura psicologicamente, e que diz que é tudo ruim, que somos idiotas e imbecis e sempre fazemos tudo errado;

– E temos também o “cachorro louco”, um animal raivoso, que vive com raiva e agride tudo e todos, botando a culpa de tudo que acontece de errado nos outros.

Essas três vozes estão erradas. Todas essas três formas de encarar o mundo são reducionistas, isto é, simplificadoras em demasia da realidade.

Precisamos ver o mundo com todas as suas gravações de cinza e também com as suas variadas cores de arco-íris. Nenhuma explicação simplista e rotulação definitiva servirá para todas as situações.

Estas vozes não são só representações de emoções mas são um pouco verbalizações e interpretações que lembram um pouco as personas Alegria, Medo e Raiva, do filme “Divertidamente”.

Faz parte da prática da maturidade aprendermos a filtrar os impulsos básicos dessas três vozes e dialogar com elas, oferecendo uma percepção mais sutil e não tão maniqueísta sobre o mundo.

Só depois de fazer isso poderemos desenvolver melhor a nossa racionalidade e ligá-la, conectá-la com a nossa criatividade e intuição verdadeira.

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27/11/2017 · 22:43

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