Category Archives: Aprendizagem

O melhor hábito a se desenvolver

Muitas pessoas me perguntam qual é o melhor hábito de vida a se desenvolver; se é fazer ginástica, meditar, se alimentar bem…

Eu costumo responder que é ler. Quem tem o costume de ler acaba desenvolvendo os outros bons hábitos. Continue reading

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Minions

MinionsVocê já assistiu aos filmes dos Minions? Ou aquele filme DivertidaMente?

Já parou para pensar que a nossa mente É realmente daquela maneira? Continue reading

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Revista Boa Forma – Técnica dos 21 dias

Recentemente fui entrevistado pela revista Boa Forma para complementar uma matéria sobre a Mudança de Hábitos e a aplicação da Técnica dos 21 Dias. Saiu na Edição de Abril 2013.

O link para a reportagem (estou em um quadrinho, na última página) está aqui.

E, aproveitando, o vídeo abaixo (em inglês, infelizmente ainda sem legendas) mostra de forma interessante o circuito de formação e mudança de hábitos.

Em resumo, trate sua mente inconsciente como adestraria um cachorro: usando pequenas recompensas em resposta ao bom comportamento…

http://youtu.be/wQLHwSphu-M

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O Poder do Hábito

A cura do hábito

Prólogo

Ela era a participante de estudo favorita dos cientistas.
Lisa Allen, de acordo com sua ficha, tinha 34 anos, começara a fumar e beber aos 16, e lutara com a obesidade durante a maior parte da vida. Chegou a um ponto, aos 20 e poucos anos, em que órgãos de cobrança começaram a persegui-la para recuperar mais de 10 mil dólares em dívidas. Um velho currículo listava que seu emprego mais longo durara menos de um ano.
A mulher que estava diante dos pesquisadores naquele dia, no entanto, era esbelta e vibrante, com as pernas tonificadas de uma corredora. Parecia uma década mais nova que as fotos em seu prontuário, e capaz de aguentar mais exercícios do que qualquer outra pessoa no recinto. Segundo o relatório mais recente em seu arquivo, Lisa não tinha dívidas, não bebia e estava em seu 39o mês numa empresa de design gráfico. Continue reading

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Mudança de Hábitos: Técnica dos 21 dias

A “técnica dos 21 dias” não é uma teoria em si mesma, e sim uma prática derivada de conceitos da sabedoria antiga, já ensinados na Ìndia e outras culturas milenares. Um indivíduo, para modificar um comportamento, melhorar uma habilidade ou para modificar ou formar um hábito, necessita manter acesa a chama da motivação e persistir praticando por um período suficiente até que esteja consolidado e comece a aparecer espontâneamente, tanto no corpo quanto na mente. Continue reading

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Recordando melhor

Um aluno perguntou como fazer para melhorar a memória. Comentou a respeito da dificuldade que sentia em relembrar fatos, principalmente daquilo que tinha estudado.

Eis minha resposta:
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Pergunta: PhotoReading e Sculpt Reading

Já faz um bom tempo recebi a seguinte pergunta: “ouvi falar de um método de aprendizagem acelerada utilizada na leitura, ou seja, a FotoLeitura. Comprei o livro do criador da técnica Paul R. Scheele. Estou Fotolendo alguns livros. No entanto ainda não tenho controle sobre as informações fotolidas, elas apenas acontecem (mesmo com a “ativação”). Visitei o amazon.com para ler as opiniões dos compradores, a maioria não parece satisfeita. Entretanto como o autor cita que leva algum tempo para ‘aprender’ a fotoler, pensei que seria interessante perguntar a alguém com mais experiência sobre o assunto. Se for possível que você dê a sua opinião sobre a técnica, ficarei imensamente grato.

Resposta
Eu já li, muito tempo atrás, o livro de fotoleitura. E não me convenceu muito a técnica, por isso não a experimentei. Só posso falar a partir de depoimentos de terceiros.

Acho que há muito poucos fotoleitores por aí, para termos um testemunho de confiança… Verifiquei no Yahoo Groups Internacional e no Nacional para saber se há um grupo de Photoread ou de fotoleitura.

O melhor dentre eles parece ser o http://www.learningstrategies.com/forum.html
. Se consegue se virar em inglês, talvez valha a pena dar uma olhadinha nele.

De qualquer maneira, é necessário uma certa prática de auto-hipnose para ficar bom em resgatar as informações absorvidas por fotoleitura. Na minha opinião o processo requer abertura profunda do inconsciente, para podermos ter acesso à memória fotográfica.

Uma boa parte do que é ensinado lá também é ensinado em cursos de Aprendizagem Acelerada – a preparação para a leitura, a leitura em vários níveis, a busca de palavras chaves… No entanto, a parte de “fotoler” específicamente falando, na maior parte das vezes ouvi relatos de frustração. Várias pessoas a experimentam e não ficam satisfeitos com os resultados. Persistem por algum tempo e depois desistem.

Então, atualmente só posso interpretar – lembre-se, a partir de relatos de terceiros, eu mesmo não experimentei – que a técnica não entrega o que promete. Talvez seja possível, em algumas situações, mas não como regra geral.

Mas sobre este assunto eu tenho outras considerações. Uma vez fiz um curso de Aprendizagem Acelerada com Maurício Aguiar, um colega meu da formação de Master Practitioner em PNL. Uma frase que ele falou ficou ecoando em minha mente: “Não leia livros. Absorva conceitos. Não mensure livros pelo número de páginas. Mensure pela fertilização de suas idéias”.

E muito tempo atrás eu li, na introdução do livro “O Meio é a Mensagem”, de Marshal MacLuhan, que os editores de livros costumam publicar um livro se este tem pelo menos 10% de informação nova entre 90% de “cozinha” de informações retiradas de outros livros. Isto significa que, em média, estamos lendo e relendo cinco a nove vezes a mesma informação, se lemos dez livros sobre o mesmo assunto…

Isso pode parecer ruim, mas tem seu lado bom. A PNL nos diz que na maior parte das vezes precisamos repisar um fato umas seis vezes para o colocarmos em nossa memória de longo prazo, de onde dificilmente será esquecido. Se lemos dez livros de um assunto, a probabilidade de estarmos realmente detentores dos dados adequados sobre o assunto é muito grande. Contudo, também significa que boa parte da leitura é desperdiçada.

E por isso sugiro a você que não se preocupe tanto em “ler rápido” e sim em “ler bem”. Eu de minha parte prefiro trabalhar, ao invés de “photoreading”, com “sculpt reading”. Ler bem pode ser até mais lento, pois é uma leitura reflexiva.

Eu leio muito – ocupo bastante do meu tempo com leitura – mas atualmente leio com o computador do lado, construindo mapas mentais e quadros sinópticos (sistemas de palavras-chaves) e fazendo anotações do que entendo e crio a partir do que leio. Assim, pode ser que até eu demore mais para ler um texto. Mas é uma leitura ativa e produtiva e não algo passivo.

Se você não sabe como fazer mapas mentais, visite o excelente site http://www.mapasmentais.com.br, do Virgílio Vilela. E estude os tutoriais. Há uma apostila ótima que pode ser baixada de graça, no site.

Leio bem mais devagar, é certo, e tenho livros não-lidos e semi-lidos em profusão, mas o que eu leio é meu, faz parte de meus conceitos de vida, está bem digerido e assimilado. Se estudarmos um livro procurando, classificando e fazendo mapas mentais de tudo o que é novo e faz sentido, o próximo poderemos ler ainda mais rápido, e cada vez mais rápido… E sem a técnica de fotoleitura.

E o principal: não precisaremos de reler todo o livro, se for necessário uma segunda vista. Nossas fichas de mapas mentais e nossa estruturação de idéias servirão como uma perfeita sinopse, facilitando que encontremos os 10% criativos que só estão naquele livro.

Suponho que esta técnica seja dez vezes mais lenta do que a fotoleitura para ler um livro pela primeira vez e cerca de três vezes mais lenta do que a leitura normal.

Mas, no entanto, para ficarmos realmente com o entendimento de um livro-texto (não me refiro a um romance, fique bem entendido) costuma ser necessário que nós o releiamos umas cinco vezes. E a fotoleitura seria mais rápido, mas quanto tempo precisamos até termos a confiança nela?

Posso estar errado, mas por enquanto prefiro ser um “sculpt reader”. Pois a leitura é um processo de “garimpagem” de idéias. E toda boa idéia exige um tempo de “ruminação”, de comparação inconsciente com outras percepções, valores e crenças que já fazem parte de nosso mundo mental.

Feito isso, vamos ao que faço. Vou descrever minha técnica com rigor. Esta técnica é adaptada dos princípios da Aprendizagem Acelerada, um curso que fiz em 1994 com Maurício Aguiar (que também publicou um livro sobre este assunto, junto com o professor Rousseau, um conhecido consultor de treinamento empresarial). Eu já usava técnicas similares antes, aprendidas em livros, mas o curso apurou meu sistema.

Começo dando uma boa olhada no livro, na orelha, na sinopse da contra-capa, no índice e leio cuidadosamente os nomes dos capítulos. Já observei que 90% dos leitores têm preguiça de fazer isso, ou o fazem descuidadamente, e começam a ler o livro para ver se este o “captura”. Isto é, ao meu ver, uma forma passiva de ler, pois o transforma em refém do livro… Se este for construido para instigá-lo emocionalmente, a gente o lê de uma assentada. Se for mais cerebral, mais frio, a gente pode até parar para ler depois e, por alguma razão, é “capturado” por outro livro.

Eu me pergunto também qual é o propósito que tenho ao ler este livro. Se é um propósito meramente informativo, se viso enriquecer uma idéia que já tenho ou se estou motivado a acrescentar uma nova compreensão de vida, um novo ponto de vista. Isto é, se estou preparado para ser confrontado, para a mudança. Pode parecer bobagem fazer isso, mas considero extremamente importante, pois nos prepara para sermos senhores do livro, não seus servos.

A partir disto eu posso começar a fazer uma leitura pró-ativa do livro. Eu é que escolho o que quero ler, em que quero me aprofundar e o que quero reter como recordação e aceitar como ponto de vista. Me permito discordar, desta maneira, dos autores, e fazer o meu próprio processo de leitura, seja na diagonal, do início para o final ou do final para o início.

Maurício Aguiar diz que devemos mudar até a forma como falamos a respeito de um livro-texto. Não devemos dizer que nós “já lemos” o livro. Devemos dizer que nós “já processamos” o livro. E que, muitas vezes, ele pode estar “em processo” por anos, enquanto “cozinhamos” vários livros ao mesmo tempo.

Começo procurando as idéias-chave. Folheio o livro em primeiro lugar, em uma espécie de “sobrevôo”. Identifico as passagens mais interessantes, leio algumas anedotas e histórias, observo os diagramas e quadros sinópticos.

Findo isto, eu começo a ler o livro, com um bloquinho ou o computador ao lado. Começo a anotar as palavras-chaves do livro e, de forma bem sintética, a minha opinião sobre algum conceito, demarcando com um colchete ou balão e encimando com a palavra “eu”. Isto para mostrar que eu tenho um ponto de vista diferente.

Antigamente eu marcava o livro com um lápis (jamais com caneta ou marca-texto, é um desrespeito com o livro). Hoje considero que esta forma é desorganizada demais, pois nos obriga a catar o livro inteiro por trechos grifados. E, quando grifamos desta maneira, não prestamos tanta atenção no que estamos pensando e, depois, o esquecemos.

Quando transcrevemos o texto de forma sintética, buscando transformar em uma ou duas palavras-chaves, o esforço neural é muito maior, e assim o conceito fica melhor marcado no cérebro.

Feito isto em uma estrutura lógica do livro – que às vezes pode ser um capítulo, às vezes pode ser uma estrutura dividida em dois ou três capítulos – eu paro, volto ao meu bloco ou arquivo texto no computador e busco criar um mapa mental daquela estrutura – mas não me preocupo em englobar todo o livro, e sim apenas a idéia que eu entendi, a que fixei, que é a minha forma de ver e compreender.

Isto é, faço um mapa mental de *minhas* idéias sobre o livro, não do livro. Não vou descrever detalhes de como fazer um mapa mental. Veja no site do Virgílio.

Completada esta etapa, das duas uma: se eu *sinto* que minha opinião parece bem diferente do livro, releio os capítulos para identificar os pontos de discordância e verificar qualquer falha de compreensão minha. Mas, na maioria das vezes, eu prefiro seguir adiante, pois, talvez, em uma parte posterior, o autor poderá se repetir de outra maneira e assim enriquecer a sua idéia. Mas aí eu já terei uma forma de pensar, pela qual avaliar o que li.

Detalhe: não faço quadros sinópticos e mapas mentais de todo e qualquer detalhezinho do livro. E não recomendo fazer os mapas mentais detalhados, enquanto se lê. Ao contrário, prefiro e recomendo que se leia o livro de uma forma global, definindo em forma de rascunho rápido mapas mentais e quadros sinópticos apenas daquilo que é interessante ou se discorda, e portanto se deseja esclarecer as idéias, através de um mapa mental.

No final, o livro “processado”, posso (ou não) parar e fazer um mapa mental do livro todo. Contudo, nem todo livro é recomendável ou possível de se fazer isso, pois os livros não são tão bem estruturados assim. É melhor fazer mapas mentais apenas das partes interessantes, mantendo uma ligação fraca entre os mapas, pela referência de assunto. O tempo perdido em confeccionar o mapa mental completo e perfeito é desgastante demais. No geral, não paro para fazer o mapa mental do livro integral, me contento em mapear idéias coesas.

Isto é, prefiro ler com cuidado, refletindo bem no que estou lendo, fazendo mapas mentais e tecendo elucubrações sobre o que leio… Paro toda hora e converso mentalmente comigo, fazendo diagramas em um papel à parte sobre minhas idéias, descobrindo se eu concordo ou não, se entendo ou não o que está proposto no livro. Me imagino (visualizo) explicando isso para alguém. Ficaria com dúvidas? Verifico. Só vou adiante quando estou satisfeito com as minhas idéias próprias sobre o livro, não sobre as idéias do livro. Se estou cansado, paro, pego outro livro, não me preocupo em ler de fio a pavio.

Se é um livro de ficção, puro lazer, óbviamente não sigo estes passos de forma tão rigorosa. Em alguns livros este processo todo pode demorar três, quatro dias. Em outros pode demorar meses. Ou anos. E daí? Isso não importa. Não vivo de citar livros, e sim de manifestar idéias, em minha vida e em minha interação com meus parentes, amigos, conhecidos e clientes. Algumas destas leituras frutificam em artigos, outras em idéias próprias. Não é isso o que se quer? O pensar é a consequência da leitura, não o acúmulo desta.

Agora, um adendo: se uma pessoa está estudando para um concurso, ou vestibular, ela quer enfocar mais a memória. Talvez ela precise fazer mapas mentais mais detalhados e coesos. Mas é um caso específico. E, mesmo assim, os concursos e vestibulares hoje em dia estão privilegiando mais a compreensão e as idéias próprias do estudante, não tanto o “decoreba” puro.

Esperar aprender rápido é uma distorção dos tempos modernos – todos preferem livros condensados, extratos etc. Então, porque a maioria das pessoas não conseguem aprender uma nova língua apenas lendo dicionários? É necessária uma exposição gradual a idéias, para que formemos nossos pontos de vista. E quem quer ler rápido também absorve sem análise crítica o que está sendo lido – pode acabar acreditando em qualquer coisa.

Experimente uma vez pesquisar na revista Seleções se existe um livro condensado que você queira ler. Mas não leia ainda o texto condensado. Leia o livro original e depois leia o condensado. E faça uma comparação do que sente, a partir dos dois. Faça a experiência ao contrário, também: ler o condensado primeiro e depois o em formato normal. Se a qualidade do texto for boa e o autor não for daqueles que “enche linguiça”, perceberá que, mesmo por melhor que seja a condensação, perderá muito do impacto emocional do texto completo.

E hoje em dia o jovem prefere ver um filme ou um documentário, ao invés de ler um livro. Não nego o poder das imagens, e a beleza de um bom filme ou documentário, e retiro muitas idéias criativas do que vejo neles. Recomendo, especialmente, os documentários sobre o mundo natural, no estilo do National Geographic. Aprende-se muita coisa interessante sobre o comportamento, que podemos tirar ilações para o mundo dos homens… No entanto, as idéias em um filme já estão prontas, e direcionadas. É bem mais difícil sair da trilha das idéias apresentadas na forma de imagens, e gerar idéias novas. E, afinal, nós queremos apenas aprender as idéias dos outros ou aprender a gerar nossas próprias idéias?

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