Category Archives: Gestão

Fazendo dinheiro

FazendodinheiroUltimamente andei estudando vários gurus financeiros. Há por aí boas dicas de como investir, de como poupar e de como produzir melhor.

Mas a melhor dica costuma ser a mais simples: reduza a sua autoexigência de estilo de vida. Continue reading

1 Comment

Filed under Gestão, informações, Produtividade, Tomada de Decisão

Os cinco hábitos financeiros que recomendo

Acabei de ler um artigo do Washington Post de 30/12/14, que menciona que pesquisadores do Banco Federal de St. Louis identificaram cinco hábitos financeiros que podem fazer alguém sair da penúria financeira e, até, com o tempo, torná-lo rico. O artigo está no rodapé deste post, em inglês. Mas, analisando os hábitos mencionados, optei em listar as minhas próprias reflexões do que produz saúde financeira. Não coloquei nada específico, pois pensei em regras gerais, hábitos que se ajustem para qualquer pessoa. São eles:  Continue reading

Leave a Comment

Filed under Coaching, Gestão, Tomada de Decisão

Metodologia SIMPLES de Busca de Soluções

No texto anterior apresentei um procedimento de coaching (OSKAR) e foi mencionado no texto que ele obedecia aos procedimentos de foco na solução (SF – Solution focus).

Esta conceituação SF se disseminou na psicologia cognitiva-comportamental e também na área de negócios e de desenvolvimento de projetos, a partir das idéias dos terapeutas cognitivo-comportamentais Steve de Shazer e Kim Berg. São procedimentos cuja ênfase é não se valerem excessivamente de argumentações profundas, técnicas elaboradas, softwares herméticos ou planilhas sofisticadas. Continue reading

Leave a Comment

Filed under Coaching, Gestão

Modelo de Coaching OSKAR

Fiz uma tradução livre do artigo abaixo, pois é muito bom tanto para gestores não especialistas em Coaching quanto para Coaches em desenvolvimento:

O original está na página http://www.sfwork.com/jsp11/index.jsp?nnk=320

Coaching OSKAR (*)
O modelo de treinamento de Coaching para Resultados intitulado “OSKAR” foi desenvolvido por Mark McKergow e Paul Jackson por volta do ano de 2000. Originalmente desenvolvido para o programa Snackfoods Walkers, desde então tem provado ser um guia versátil e flexível para os coaches, bem como gestores de trabalho que atuam como coaches internos. Na verdade, é agora amplamente visto como um modelo de coaching importante pelos seus próprios méritos. Continue reading

2 Comments

Filed under Coaching, Gestão

Camareiras e Golfinhos

Vejam neste link uma parte de palestra sobre “Coaching nas Organizações”, proferida em Novembro 2010 no Rio de Janeiro.

Nesta parte discorro sobre uma pesquisa a respeito de autoconsciência e motivação para fomentar melhoria no desempenho.
Continue reading

Comments Off

Filed under Coaching, Gestão, Produtividade

Qual é o seu papel na comunicação interna?

Sonia Carvalho
Qual é o seu papel na comunicação interna?O profissional de comunicação interna vive o dilema do papel que deve exercer: ser a voz do povo ou o porta-voz da gerência. Nem um nem outro. Seu papel é ser um tradutor.

Recentemente li um artigo em uma revista americana em que o autor fazia reflexões neste sentido. E vi que se aplicava integralmente à realidade que tenho encontrado nas empresas brasileiras. Os profissionais de comunicação interna devem ser os heróis dos funcionários e, de quando em quando, lembrar a gerência que eles não estão satisfeitos? Ou atender aos chamados líderes, entuchando funcionários entendiados com normas da empresa, visões, missões e valores? Será que o papel do comunicador interno é divulgar as promoções, as contratações, as efemérides, os aniversários?

Dependendo do local onde você trabalha provavelmente terá de fazer todas essas coisas em diferentes graus. Mas nenhuma delas deve ser sua principal preocupação. Como profissional de comunicação interna, seu papel é ajudar os funcionários a ajudar a organização a ser bem-sucedida. E você não faz isso enterrando-os em valores e listando promoções e aniversários.
Como se faz isso? Uma maneira certa de ajudar os funcionários a ajudar a organização a ser uma das coisas que toda companhia precisa: um tradutor.

Tire o jargão da sua frente

Aqui está um indiscutível fato na vida do mundo dos negócios: todo grupo tem o seu jargão, um léxico que apenas as pessoas com formação naquela área podem entender.

Economistas têm seu jargão, marqueteiros têm o deles. Engenheiros, vendedores, ferramenteiros, advogados – eles falam seus próprios idiomas particulares, carregados de acrônimos, termos e frases que ninguém mais na organização os compreende.

Você já ouviu dois profissionais de RH conversando entre si? Soa como se eles estivessem falando um dos idiomas de alienígenas de Guerra nas Estrelas.

E a turma da Tecnologia da Informação?

Certa vez fui contratada por uma empresa para fazer um boletim voltado exclusivamente para a área de TI. Confesso que rompi com todas as minhas regras e várias vezes escrevi palavras que não faziam o menor sentido para mim. Parecia um dialeto distante de uma civilização que ainda vai surgir.

Como comunicador, nosso papel é traduzir esses idiomas diferentes para o resto da organização. Precisamos ser a ponte entre nossos vários especialistas e o comum dos mortais, que é o funcionário. Porque quanto mais funcionários entenderem como as diferentes áreas da organização funcionam, estarão em melhor posição para ajudar a empresa a ser bem-sucedida.

O problema de ser um tradutor é que, antes de qualquer coisa, temos de entender o que especialista está dizendo. Isso pode ser difícil porque não somos peritos naquele campo. Não vamos às mesmas conferências do que eles; não lemos os mesmos livros; simplesmente não conhecemos a linguagem.

É por isso que a única forma de separar o jargão deles está no próprio início do processo – durante a entrevista.

Se você sair da entrevista sem um entendimento completo e livre dos jargões do assunto em questão, você falhou.

Não há como você escrever uma boa história para qualquer nível da organização entender se você mesmo não entender o assunto. Isso soa óbvio, mas na verdade raramente ocorre. E você sabe porquê. Durante uma típica entrevista, a natureza humana toma conta de ambos os lados. O comunicador não quer parecer um idiota. Quando o especialista começa a cuspir todo seu jargão habitual, o comunicador não quer interromper e dizer: “Não tenho a menor idéia do que você está falando”.

Ao invés disso, copia todo o jargão, aquiesce como se entendesse e depois não tem escolha a não ser usar as misteriosas palavras na matéria.

No outro lado da moeda, a fonte é o especialista. Ele quer falar como se soubesse coisas que ninguém mais sabe! Quer provar que toda sua formação e experiência não foram tempo perdido. Por isso, começa usando palavras que apenas um verdadeiro perito usaria – ou entenderia. O resultado é uma linguagem inarticulada e codificada. Como um jornalista ou responsável pela comunicação interna, você precisa fazer duas coisas:

1. Deixe seu ego do lado de fora da porta
Não esquente a cabeça com o que as pessoas vão pensar de você. Não deixe a sala de entrevista (ou desligue o telefone) antes de ter entendido perfeitamente o assunto.

2. Deixe a fonte fazer seu discurso e comporte-se como se estivesse em uma sala de aula.
Faça com que se comporte como um professor, não como um especialista. Diga coisas como “Cara, você realmente entende deste assunto. Ele é muito complicado, mas com sua inteligência, acho que poderemos explicá-lo para os funcionários. Você acredita que isso seja possível?”

Se você está disposto a deixar o seu ego de lado e dar espaço para que sua fonte mostre todo seu brilhantismo e conhecimento, você tem uma boa chance de fazer com que esse jargão pessoal seja entendido por todos.

Eu fiz centenas, se não milhares de entrevistas com especialistas durante minha carreira. Com o passar dos anos, aprendi que, como jornalista, você deve tirar o seu ego do caminho e admitir para o entrevistado que não tem a menor idéia sobre o tema que estão tratando.

Eu uso duas frases para fazer isso. A primeira é: “O que você quer dizer com isso?”. Quando um profissional de Recursos Humanos me diz: “Mecanismos de remuneração como stock options e remuneração variável alinhados com os interesses dos investidos”; ou “O sucesso da companhia com esses programas certamente irá inspirar outras pessoas a adotar novas estruturas de remuneração”, eu o olha diretamente nos olhos, e deixo escapar uma pitada de ingênuo veneno: “O que você quer dizer com isso?”

O especialista no assunto provavelmente vai refazer o seu jargão e falará novamente a mesma coisa para você de forma diferente. Se preciso, eu me comporto como um velho disco de vinil arranhado:

– O que você quer dizer com isso? O que você quer dizer com isso?

Passados trinta minutos, a fonte quase sempre cede e começa a falar numa linguagem que eu entendo.

Tenho que admitir que fiz várias entrevistas onde o truque do “O que significa isso?” não funcionou. Quando isso acontece, eu tiro minha maior carta da manga. Se a fonte insiste em falar como um consultor especialista, eu peço reiteradamente a ele, sem problema algum, que fale comigo como se eu fosse uma pessoa de carne e osso. Se nada disso adiantou, eu me recosto na cadeira, coloco a caneta na mesa e falo;

– “Me trate como se eu fosse um idiota”.

A fonte certamente vai exclamar: “O quê?”

– Isso mesmo. Imagine que eu sou o maior retardado mental que você já encontrou em toda a sua vida. Explique o que você está falando de uma forma que até esse retardado aqui possa entender.

Essa estratégia costuma levar as fontes a pensar de forma diferente e começar a explicar o assunto mais claramente. Mas invariavelmente elas saem da trilha e tenho de dizer:

– Espere um momento….. Lembre-se, eu sou um idiota”.

É claro que, mais de uma vez, a fonte me disse: “Realmente você é um idiota”. Mas, para mim, esse é um pequeno preço a pagar para sair de uma entrevista entendendo completamente o assunto.

Sonia Carvalho é consultora em Comunicação Interna
e-mail

Leave a Comment

Filed under Coaching, Gestão

Transformando seu Sonho em um Projeto

Neste texto Antonio Azevedo avalia que um Projeto ou Objetivo de Vida,para ser criativo e pró-ativo e, portanto, eficaz, precisa preencher vários requisitos.

Um check-list (lista de verificação) pode ser uma ferramenta útil para auxiliar no desenvolvimento de um plano que tenha êxito.O tema “Sucesso” é sujeito a várias interpretações. Alguns o encaram como sendo principalmente um fruto da sorte. Outros enfatizam a rede de contatos, o círculo de relações que uma pessoa pode desenvolver. Outros, ainda, colocam a ênfase no esforço diário e até na utilização de técnicas metafísicas, tais como as que são ensinadas sob o nome de “Pensamento Positivo”. Reconheçamos que tudo na vida começa com um Sonho. O Sonho é uma aspiração pessoal, um desejo de fazer algo mais no mundo. O Sonho é o desejo de mundo melhor, e aquelas pessoas que não sonham vivem de maneira automática, quase como robôs. O Sonho nos faz humanos. No entanto, criar um Sonho é só o primeiro passo. O Sonho está apenas em um nível lógico muito alto. Ele precisa ser concretizado em um Plano de Ação e, depois, este Plano deve ser detalhado em um Plano. E este, por fim, será consubstanciado em uma Realidade.

Aqui cabe uma explicação. Níveis Lógicos são um termo muito usado em Programação Neurolingüística (PNL), e que representa um corte vertical na estrutura de motivação e comportamento de um indivíduo. Eles se compõem de seis níveis, com os nomes: Ambiente – Comportamento – Capacidade – Crenças e Valores – Identidade – Macro-Sistemas (sistemas em que a Identidade está inserida). O nível “Ambiente” costuma ser representado no nível mais baixo, e, ao analisarmos as motivações e a forma de atuação, costumamos “subir” ou “descer” a escadinha dos níveis lógicos, buscando interpretar como a interação entre os níveis ocorre naquele dado indivíduo.

Transformar um Sonho em um Plano, um Plano em um Projeto e um Projeto em uma Realidade. Esta é a verdadeira forma de trabalhar com o Pensamento Positivo.

Antes que me perguntem, devo dizer – sim, eu uso o pensamento positivo. No entanto ele na maior parte das vezes não é o que se pensa – que basta apenas pensar concentradamente no que se quer e as coisas acontecem de forma mágica.

O Pensamento Positivo real é utilizar a Atitude adequada, e a Criatividade, que é uma característica de todo ser humano, alinhando-os com a Persistência no foco do objetivo desejado.

O que mais acontece é que todos esquecem a profunda conexão entre o Pensamento Positivo e a Ação Positiva. Ação Positiva é aquela orientada para objetivos. O Pensamento Positivo em si mesmo nada consegue. Não adianta nada sentar em uma cadeira e ficar pensando, dia após dia, em conseguir alguma coisa. A única maneira do Pensamento Positivo produzir resultados é porque ele é o primeiro fator que facilita a Ação Positiva. No entanto, esta última precisa do Pensamento Positivo para manter o seu nível de atuação – isto é, a motivação, o entusiasmo, a persistência, a criatividade, a atitude…

O Pensamento Positivo é um imã para o que se quer, dizem os especialistas. Só que isso está certo apenas em parte. O Pensamento Positivo é um imã de Atitudes Positivas = Confiança em si mesmo e Criatividade na solução de problemas.

E estas Atitudes Positivas são um imã para Oportunidades Positivas = Percepção de Situações e Informações e também de Pessoas facilitadoras de Resultados.

E, sim, estas Oportunidades Positivas é que são um imã para os Resultados Positivos Desejados.

Já explicamos o que é o Sonho. Para transformá-lo em um Projeto, precisamos fazer algumas perguntas, que dêem a ele uma consistência real. É importante que o Objetivo Desejado seja detalhadamente analisado. Para isso, é útil que façamos as seguintes perguntas:

O nosso Objetivo é:

* AFIRMATIVO / ASSERTIVO
Estou especificando o que quero ao invés do que não quero? Isto é, ao descrever o meu objetivo eu o faço em termos afirmativos, dizendo o que realmente quero fazer, ao invés do que quero deixar de fazer?

Muitas vezes comentamos””Puxa, não quero mais fazer isso…”, ou “preciso deixar de fazer aquilo…”. Em termos de direcionamento mental, esta construção gramatical é frágil, mobilizando pouco a nossa vontade de mudar.

O melhor é que construamos nossas afirmações em termos de frases fortes, diretas, objetivas e afirmativas, tais como “quero fazer aquela outra coisa…” e “estou começando a agir ou a fazer…”.

Sempre exemplificamos com algo muito comum, e ao mesmo tempo um dos mais difíceis de criar um exemplo afirmativo: o fumo. Fumar, teóricamente falando, como é um vício, não tem um contrário. A frase “Quero / vou parar de fumar” não é uma descrição afirmativa de um ato, pois não mobiliza a nossa atitude para se focalizar em algo específico e afirmativo. O melhor seria que pudéssemos descrever de forma positiva. Eu sugiro as seguintes formas que, mesmo não sendo tão concisas, são melhores: “Estou vivendo mais e melhorando minha saúde a cada dia, escolhendo tudo que respiro e ingiro”.

* CONTROLÁVEL / PRÓ-ATIVO
Depende do que eu sou, penso, ajo e faço, ao invés do que me acontece? Isto é, estou focalizando a atenção em uma ação que é iniciada por mim, mantida por mim, ao invés de apenas algo que tenho que aguardar que outras pessoas realizem para mim? Esta questãoé muito importante, pois é comum que em um objetivo complexo existam componentes da ação que dependam de outras pessoas. No entanto, estruturar nossos objetivos em algo que dependa dos outros só nos deixa estagnados. Podemos, sim, saber que outras pessoas vão colaborar, mas nossa descrição do Sonho – à medida que ele se transforma em Projeto, e de Projeto em Plano – deve se transformar em uma sucessão de passos pró-ativos, passos que nós mesmos possamos realizar.

Como exemplo, pense em um vendedor que deseja fechar mais negócios. Se a verbalização de seu Objetivo é “quero que os clientes fechem mais negócios comigo”, ele poderá estar se candidatando à desilusão. Seria melhor que ele expressasse algo como “estou ligando e visitando mais meus clientes, e expressando mais os meus argumentos de fechamento de vendas”. Isso sim seria uma maneira pró-ativa de descrever suas atividades.

* CONTEXTUALIZADO / MENSURÁVEL
Aonde, quando, quanto, como, exatamente? Isto é, eu sei descrever fatos e dados específicos que especifiquem o que quero alcançar? Normalmente, neste momento, nós colocamos uma data de realização final: “Até o dia tal do mês tal do ano tal, eu quero ter o meu objetivo alcançado”.

Isso já é uma iniciativa louvável, mas será suficiente? É importante descrever maiores pormenores – o Projeto é, na verdade, uma Carta de Intenções, uma carta para nós mesmos, e por isso é importante que seja visto como um contrato pessoal. Em um contrato somos objetivos, minuciosos e específicos, levando em conta tudo o que pode dar certo e errado, não?

Não é apenas uma Promessa – algo tão fácil de quebrar – mas um Compromisso. Um Compromisso estipula detalhes verificáveis. Estes detalhes são chamados de Critérios de Referência dentro da PNL. São coisas que perceberemos acontecendo, e que provarão para nós, sem sombra de dúvida, que estamos alcançando o que nos propomos em nosso compromisso.

Retomemos ao primeiro exemplo. Não é suficiente dizer “estou escolhendo melhor o que respiro”. Isto ainda é só um Sonho com atitude. As evidências sensoriais que buscamos é: melhor resultado respiratório em um exame específico (vale a pena fazer um check-up de capacidade respiratória anterior e um exame periódico), manutenção de uma tabela de controle de alimentos escolhidos, com uma marcação pontuando os dias melhores e piores, análise de quais ambientes, contextos e situações são mais perigosas para se cair em tentação… Isto é criar um Projeto.

* ECOLÓGICO / CORRETO
(para fora, relação com os outros sistemas)
Todos ao meu redor aceitam que eu obtenha este resultado? Isto é, à medida que as outras pessoas ao meu redor ficarem cientes de minha busca por este resultado, como se comportarão? Irão apoiar, duvidar, rejeitar, ridicularizar, resistir, ou sabotar o compromisso?

Vamos supor que alguém coloque como seu compromisso “fazer ginástica todas as manhãs”. Só que o seu cônjuge tem o hábito de ir dormir tarde, e quer a sua companhia. Por mais saudável que seja o objetivo, e por mais que entenda como isso é positivo, com certeza haverá momentos de conflito. Reconhecer isso, e estabelecer uma forma de enfrentar este tipo de conflito deve constar do Projeto. Aquilo de que estamos conscientes mais fácilmente poderemos superar.

* CONGRUENTE/ HARMONIOSO
(para dentro, relação com o sistema interno)
Perco algo (deixo de ganhar algo) ao alcançar isso? Isto é, existem alguns Ganhos Secundários de que não estou consciente, e que podem obstar o atingimento deste objetivo?

Estamos acostumados a nos perceber como seres únicos, homogêneos. E isso não é sempre verdade. Provavelmente só raramente é verdade… Na maior parte das vezes, há divergências de opiniões dentro de nós mesmos. A Psicologia nos fala em desenvolvermos “resistência a frustrações” e que é importante aprendermos a adiar a satisfação imediata quando está em jogo uma vantagem maior no longo prazo.

Se não aprendermos a fazer isso, tal qual a Cigarra de La Fontaine, nos tornamos perdulários, esbanjando todo o nosso tempo em prazeres imediatistas, ao invés de investirmos no futuro. Se aprendermos a fazer isso muito bem, é provável que nos tornemos sovinas tal como o Velho Scrooge de Dickens, sempre adiando a chance do prazer imediato em prol de uma vantagem maior no futuro… Isso mostra que nem os contos de fada podem nos salvar sempre com a ilustração moral apropriada.

A questão é que efetivamente possuimos as duas opiniões ou vontades em nosso interior – possuimos até mais do que duas, talvez centenas de pontos de vista, alguns com maior poder de barganha, outros menos. O que precisamos fazer é aprender a negociar internamente, com nossas partes internas, fazendo-as chegarem em um consenso – pelo menos naquela questão envolvida no Projeto.

Fazer isso requer alguma meditação e dedicação. Algumas pessoas tem maior facilidade para visitar o próprio âmago, e “conversar” com seus vários aspectos. Outras pessoas – talvez que se acostumaram demais com a crença de que são um só Eu – sentem alguma dificuldade com esta brincadeira de “pseudo-esquizofrenia” e temem que sua própria identidade se desmanche em fragmentos independentes… No entanto, ao invés de nos prejudicar, este tipo de exploração interna só nos traz vantagens – reconhecendo que possuimos vários pontos de vista em nós mesmos, ficamos mais conscientes dos conflitos internos e evitamos que nos prejudiquem.

Ao analisar estes cinco pontos anteriores, podemos utilizar a “descida de níveis lógicos” para estruturar o nosso Projeto, fazendo perguntas em cada nível e refletindo sobre as respostas que nos ocorrem.

NÍVEIS MENTAIS
Questões a investigar:

SISTEMA MAIOR / ESSÊNCIA – Como obter este objetivo se justifica perante ao seu propósito como pessoa e a sua relação com as outras pessoas e ao mundo em que vive? Como isso afeta sua relação com todos os ambientes em que você está inserido – família, sociedade, meio-ambiente, visão espiritual de si e do universo?
IDENTIDADE – Como alcançar este objetivo se alinha com sua missão de vida e visão do mundo em geral? Está alinhado com seus princípios? (princípios são regras mais amplas de bem-viver que você acredita que todos deveriam partilhar para estarem sintonizados entre si). Conseguir este objetivo vai acrescentar significado real à sua vida? E não conseguir, afeta a sua identidade?

CRENÇAS e VALORES – Cite suas principais crenças na área de atuação do objetivo (crenças são a forma como descreve e acredita que o mundo é). Como descreve a situação / o mundo? Acha possível para alguém alcançar este objetivo? E acha possível que VOCÊ, específicamente, o alcance? Cite seus principais valores (aquilo que busca realizar no mundo). Quais os valores que você reforçará em você ao alcançar este objetivo?

CAPACIDADE – O que precisa? Que recursos / habilidades tem / não tem que podem lhe ajudar e como consegui-los? Quem você conhece que já faz isso e como esta pessoa pensa? Liste as principais estratégias que outras pessoas fizeram para alcançar este objetivo.

COMPORTAMENTO – Como vai saber que conseguiu? Como vai saber se está conseguindo? Como vai saber se estiver se afastando do objetivo? Que ações corretivas pode usar? O que verá /ouvirá /sentirá que o alertará das mudanças?

AMBIENTE – Onde vai ocorrer? Em que contexto? Quando? Como acontece? Como saberá que está mudando? Que pontos específicos poderá registrar, para saber que está conseguindo isso?

Podemos descrever o nosso Objetivo – sempre levando em consideração os cinco pontos iniciais – e avaliarmos em cada nível, fazendo a interação e refletindo sobre nosso objetivo. Redigir isto, cuidadosamente, nos auxilia a termos uma boa descrição de Objetivo.

Como já vimos, o Sonho é apenas uma Promessa. Ele se torna um Plano quando tem Critérios de Referência que lhe auxiliam a consolidar a Promessa em um Compromisso.

Ao respondermos a essas perguntas, criamos um Plano e um Objetivo que faz sentido. Este Objetivo ainda não é completamente substancial, pois o Plano precisa se transformar em um Projeto. Para fazer isto transformamos o Compromisso em uma sucessão de Ações. As perguntas que foram feitas já ajudam em muito a transformação do Plano em Projeto e já permitem que pensemos em muitas ações. No entanto, como o assunto é extenso, falaremos mais sobre isto em outro artigo.

Leave a Comment

Filed under Gestão, PNL, Produtividade, Visualização

Encontros Mensais RHGroup-RJ

buttoncoaching.jpg

Em 2005 ocorria todo mês, em um sábado pela manhã, o encontro de profissionais do RHGroup-RJ, sempre em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Com qual objetivo? Networking, apresentação de suas empresas e discussão de temas interessantes para a área.

Os eventos eram gratuitos e abertos a profissionais da área de RH, sendo o único custo o rateio da locação da sala de eventos.

Os próprios participantes elegiam um tema de comum acordo e se revezavam em apresentá-los, de maneira informal, em cerca de uma hora. Depoisde vários encontros já tinham sido discutidos temas tais como Remuneração, Recrutamento e Seleção, Coaching, Gestão do Tempo, Synectics, Criatividade, PNL e Musicoterapia.

Estavam previstas apresentações de temas tais como Planejamento Estratégico de RH, Cargos e Salários, Negociação Sindical, Planejamento de Carreira, Grafologia e Grafotecnia, Biodança, Dinâmicas de Grupo, Desenvolvimento de Competências e muitos mais.

No entanto, o grupo acabou. Necessidades diversas, o tempo ocupado de cada um, e o grupo foi minguando… Mas deixou saudades. Pretendemos retornar com este tipo de atividade e se você está no Rio de Janeiro, trabalha com Recursos Humanos e tem interesse em participar, entre em contato pelo e-mail e telefone abaixo.

Inscrições com Angelica Madeira
angelica@laboratoriodoser.com.br
Tel: (21) 2493.5418 / 9392.6839

Horário: 09:00 as 13:00h
Lotação: máximo de 25 participantes
gruporh.jpg
Local da Reunião
Antigamente na consultoria DEBEN, em Copacabana. Possivelmente ocorrerá nas dependências de um hotel, em sala de treinamento rateada pelos participantes.

Leave a Comment

Filed under Gestão