Archive for the 'Hipnose' Category
Procedimentos para sessão hipnótica
Ejaculação Precoce
Em 2005 recebi uma pergunta sobre Ejaculação Precoce, perguntando se haveria técnicas de Neurolinguística (PNL) ou de Hipnose que pudessem ajudar nesta questão. Na época respondi em um site da Sociedade Brasileira de Hipnose (sbhip.org) que, verifiquei hoje, está fora do ar. Assim, como o texto pode ser útil para mais pessoas, optei por replicá-lo aqui.
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Como fazer a auto-hipnose funcionar?
Recentemente um visitante de meu site me perguntou como fazer para que a auto-hipnose seja eficaz. Disse que já tinha praticado por diversos métodos, mas nunca tinha atingido estados profundos como relatados por outras pessoas e por isso as suas auto-sugestões pareciam não fazer efeito.
Minha resposta é um resumo que pode auxiliar a mais pessoas com a mesma dúvida, e por isso a posto aqui:
Em um sábado desses voltei de viagem, cansado, e fui assistir o programa “Pânico” na TV, para relaxar e rir um pouquinho… Uma das cenas, a mais hilária, mostrava um dos comediantes do Pânico praticando uma das artes da Olimpíada: a “luta greco-romana consigo mesmo”. Ele rodopiava, se dava rasteiras e se estapeava, algo muito engraçado. E finalmente se deu uma chave em si mesmo e ganhou de si mesmo…
Além de ser bem engraçado, me fez lembrar o que muita gente faz enquanto medita, visualiza, se concentra ou se auto-hipnotiza: muita força para “ganhar domínio sobre si mesmo” como se a força de vontade fosse a solução para tudo.
Não é. A vontade é um subproduto de uma crença no sucesso e uma imagem mental coerente sobre o sucesso de uma determinada decisão. Assim, unificamos a emoção e a razão, e podemos nos sentir motivados para entrar em ação. Poderia explicar isso até neurológicamente, mas não cabe aqui no momento. O importante a ressaltar quanto à auto-hipnose é que praticar em si mesmo dificilmente será tão intenso quanto se o fizer guiado por outra pessoa. Isto porque quando se faz em si mesmo estamos nos dividindo em três pessoas diferentes: um deles vai pensar o que dizer a si mesmo, outro vai observar os resultados e, por fim, o terceiro vai passar pela experiência…
Mesmo que para alguns a hipnose não seja nada mais do que uma meditação orientada, ela tem uma sutil diferença, pois a relação comunicativa entre duas mentes é bem mais intensa do que a relação interna, de auto-sugestão. Assim, entendermos esta diferença já é um bom sinal – sim, realmente não dá para fazer que a “hipnose em si mesmo” seja tão intensa quanto a hipnose de outra pessoa. Pelo menos não se estivermos querendo “comandar a mente a força”. A presença da parte crítica da mente poderá interferir na profundidade do transe, e a atenção será mais flutuante; a mente não estará unifocalizada.
Também vale a pena entender que os objetivos que podemos conseguir com a hipnose necessáriamente não obrigam um estado profundo de transe. Se diz “meu transe é superficial e e por isso não consigo incutir sugestões em minha mente”, se incorre no erro de que esta relação não é real, pois podemos incutir sugestões em nossa mente até quando acordados – aliás, a maioria das sugestões que incutimos em nossa mente é feita enquanto estamos acordados, apenas pensando normalmente… Por isso é impossível que não se consiga incutir sugestões. O que acontece é que cremos que precisamos de um estado todo especial, tão profundo que nunca sentimos antes, para ter um melhor resultado no auto-sugestionamento. E por isso, criticamos o próprio estado mental.
Afinal, o que queremos é incutir sugestões ou apenas experienciar sensações corporais e emocionais intensas? Sim, um áudio pode ajudar, mas, mais importante do que o áudio, é a postura mental. Esqueça a preocupação com o nível da experiência. Apenas CREIA FIRMEMENTE que a mente inconsciente – ou subconsciente, como prefira chamar – está alerta e atenta à mensagem. Isso é uma verdade, pois não existe verdadeira divisão entre a mente consciente e a inconsciente, não é?
Com o tempo, a mente irá parar de questionar tanto sobre “qual o nível em que está” e se concentrará apenas nas sugestões mentais percebidas. Assim, não haverá uma divisão mental tripla – a mente que sugestiona, a mente que avalia e a mente que é sugestionada. Apenas uma divisão mental dupla – a mente que sugestiona e a mente que é sugestionada. E, com a prática regular, o processo de auto-sugestionamento será pouco a pouco automatizado, até que só reste, de forma similar à hipnose por terceiros, a mente que é sugestionada…
Outra dúvida freqüente é se é necessário visualizar intensamente. Não é necessário visualizar – se enxergar realizando. Basta acreditar que está sendo sugestionado. A visualização intensa costuma ser subproduto do estado de transe – o cérebro em transe pode gerar imagens mais nítidas, pois está super-focalizado. Por isso visualizar bem pode nos auxiliar a entrar em transe, mas se fizermos muita força para isso, é possível que atrapalhemos o processo, ao invés de ajudar. É melhor apenas gerar algumas imagens junto com o sentimento e deixar fluir a mente para dentro, ajudando apenas com leves “empurrões mentais”, ao invés de fazer muita força…
Mas há uma pegadinha ai: muitas pessoas se preocupam se estão acreditando com toda a força possível… Como poderemos saber se estamos acreditando profundamente? Se nos preocuparmos demais com isso, ficarmos atentos demais para investigar se estamos profundos o suficiente… Incorreremos no mesmo problema quando estávamos fazendo força para relaxar, ou força para entrar em transe, ou força para visualizar… Desta forma, não podemos fazer força para acreditar. Quando fazemos assim, ativamos o lado crítico, um estado observador, e dividindo ainda mais a atenção.
A questão é que não é necessário que se avalie nada durante o processo de sugestão. Esta avaliação é prejudicial. Basta entrar em um estado relaxado, tranqüilo, e raciocinar que neste estado já se está em contato com a mente inconsciente. Relaxe e pense em suas sugestões. Se o relaxamento não é super-profundo – não importa. Se a visualização não é nítida – não importa. Apenas envolva-se emocionalmente naquilo que deseja e repita mentalmente. Não precisam ser frases exatas e nem perfeitas. Elas estão aí para gerar pensamentos e sentimentos e atenção sobre eles, não para ser um discurso perfeito. Mas, se quiser mais exatidão, grave em um áudio – ou peça a um especialista um especial áudio gravado – por uma módica quantia, é claro…
E isso será o suficiente, se tiver paciência e tranquilidade no processo.
Na verdade, não são necessárias muitas repetições para que uma sugestão penetre em sua mente. Muitas vezes basta fazer uma vez – feito da maneira certa – para a sugestão ser “absorvida”. O importante é alcançar o adequado foco mental – isto é, parar de dividir a mente, e se concentrar em um só pensamento, sem questionar. E isso sim, exige alguma prática.
Como exemplo, imagine uma pessoa que deseja parar de fumar. Ela leu a respeito da hipnose e, por qualquer razão, decidiu experimentar a auto-hipnose. Estudou a respeito e se preparou, aprendendo noções de relaxamento e auto-indução. Também poderia utilizar alguns áudios de apoio, seja o específico contra o fumo do Dr. Alcimar Vidolin ou algum feito sob encomenda para ela por um Coach.
Aí ela relaxou, utilizou algum método para entrar em transe – pode ter sido contagem regressiva, ou cenas relaxantes visualizadas, ou aprofundamento do relaxamento autógeno ou algum método já embutido no áudio gravado – e esperou “um sinal” de que já estava em um bom transe, para começar a fazer as suas sugestões.
E esperou, esperou e esperou.
Já não tendo certeza se o transe estava adequado, e como o tempo estava passando e não queria ficar impaciente, proferiu mentalmente as suas sugestões (ou as ouviu gravadas) dizendo “A partir de agora não fumo mais” ou “O cigarro é repulsivo para mim” ou “O cigarro tem gosto ruim e deixa mau cheiro nas roupas” ou outras frases deste teor. E, depois, saiu do estado. Não tinha certeza se tinha funcionado, e volta e meia “se checava” mentalmente, para perceber alguma diferença.
E a diferença era praticamente inexistente. Talvez uma ligeira atenção maior às propagandas contra o fumo, ou uma rejeição emocional maior ao cigarro ou ao cheiro dele, mas ainda sentia vontade de fumar – ainda sentia o impulso. Nada compulsivamente modificado, como já tinha ouvido que seria em uma hipnose… Se sentiu fracassada.
Agora, vamos imaginar um outro caso. Depois de repensar a sua estratégia inicial, esta mesma pessoa decidiu mudar o seu foco. Percebeu que não existia esta separação tão grande entre mente consciente e mente inconsciente. Que não adiantava entregar totalmente a responsabilidade pela mudança para uma outra parte de si mesmo, e sim compartilhar o processo com a mente como um todo.
Esta pessoa fez o mesmo processo: arranjou um momento e um espaço tranquilo, sem ser incomodado, e relaxou, respirou profundamente e decidiu entrar em um estado de transe. Mas desta vez, sabia que o estado de transe se resume a principalmente um estado de FOCALIZAÇÂO DA ATENÇÂO. Não necessariamente sente algo diferente no corpo, seja rigidez, moleza ou emoções específicas. Estas sensações são produzidas na medula tronco-encefálica pelo hipotálamo – que rege as emoções – e pelo sistema reticular ascendente – uma área do cérebro que rege o estado de alerta e atenção – em momentos onde pode ocorrer o inesperado. E isto é menos provável quando se faz um processo auto-guiado, pois a mente já sabe, de antemão, para onde está sendo conduzida. Estas sensações físicas e emoções não são essenciais ao processo de transe – apenas a atenção focalizada o é.
Assim, quando esta pessoa se sentiu bastante atenta – e nem se preocupou em medir se estava muito, pouco ou totalmente atenta – simplesmente começou a proferir mentalmente as suas sugestões de se sentir como uma pessoa que já fumou, mas que agora não fuma mais. Que está consciente dos malefícios do fumo, e percebe que a cada dia sem o cigarro sente sua respiração mais livre, seus pulmões se regenerando, e isso a faz gostar mais de si mesma. E mais e mais elaborou sugestões e compreensões do benefício da mudança, conforme planejado antecipadamente, seja em uma fita gravada ou por sua própria conta.
Teve a certeza de que elas iriam penetrar na sua mente – ora, com certeza, pois se sua mente estava ali, e as sugestões foram escolhidas por ela mesma, as sugestões já faziam parte de sua mente, não é? A questão era apenas ESPALHAR estas sugestões para TODAS as partes da mente, sem se preocupar se elas estavam sendo percebidas ou não – pois era impossível que não fossem percebidas.
Pode ser que esta pessoa tenha repetido algumas vezes as sugestões. Mas, a cada vez, não era a sua idéia fazer um “reforço”. Não é necessário se reforçar a mudança. Ou se decide uma mudança ou não se decide. Se a atitude da mente consciente era decidir pela mudança, proceder a mudança era simples questão de passos. Não era necessário pedir a autorização da mente inconsciente, e sim apenas ensiná-la como mudar – com a sua participação, é claro.
A atitude correta, desta vez, envolvia uma compreensão até humilde, que o processo não é apenas o de comandar sugestões para “dentro da mente” e sim estabelecer uma conversa interior, uma espécie de “disseminação de sementes”. E sabe agora que, caso fosse necessário, os vários aspectos da mente envolvidos no processo poderiam também apresentar sugestões de melhoria, pois com certeza o objetivo da mente como um todo é o mesmo, não é?
Desta vez o seu objetivo era apenas alcançar um estado de atenção mental, onde as emoções e a razão estejam integrados de forma harmoniosa – e nem se preocupar se este estado era o melhor possível. Que importância tinha isso? Se a mente consciente já tinha optado pela mudança, não importava muito o estado mental – apenas a certeza da mudança desejada. Assim, em um dado momento, a experiência de transe fez um CLIQUE. A mudança se fez. E, como toda mudança para melhor, por si mesma é estável e tende a permanecer.
A pessoa então saiu da sua experiência do transe. Notou logo de início que a percepção do cigarro mudou. Ainda poderia sentir sensações físicas desconfortáveis, causadas pela ausência da nicotina no organismo. Mas, desta vez, elas não geravam uma sensação emocional de impotência, de que nada poderia ser feito, e sim uma sensação emocional de determinação, que o processo de limpeza e depuração do organismo era esse mesmo. E, até por causa deste estado emocional, as sensações fisiológicas seriam provavelmente bem menos intensas…
No entanto, não significa que as formas antigas de pensar e de sentir foram apagados da mente. Elas podem permanecer e serem relembradas. A pessoa ainda pode se recordar experiências boas que no passado foram associadas ao cigarro. Só que agora o cigarro não seria mais parte indissolúvel destas lembranças – apenas um componente desimportante a mais, tal como a cor das paredes seria pouco importante ao se relembrar uma conversa memorável… O importante é manter o foco – quando relembradas, recordar que elas são uma experiência passada, e não do presente. E, se por acaso forem relembradas, não significa que tenham força compulsória atualmente – são apenas um hábito mental, e assim devem ser tratados.
Com esta prática, em pouquíssimo tempo a mente inconsciente – ou melhor, os aspectos subconscientes da mente – podem ter a certeza de que a parte consciente objetiva está sendo séria com o seu processo de mudança. E isto faz com que se sintonizem cada vez mais rápido com as mudanças desejadas. Chegará um momento que bastará poucos momentos de auto-sugestão, praticamente sem um processo de relaxamento, para que a mente aceite as mudanças.
Antonio Azevedo
http://antonioazevedo.com.br
56 commentsDuração da mudança em transe hipnótico
Uma pergunta que me fizeram recentemente:
Estive lendo sobre hipnose em um site que dizia que uma sugestão de hipnose não dura muito tempo: cerca de 2 horas a 2 semanas e depois vai progressivamente enfraquecendo. Como é possivel fazer uma pessoa nao esquecer da sugestão para o resto da vida, em poucas sessões?
Minha resposta:
Esta questão sobre a “durabilidade” de uma sugestão é muito discutida. Se entendermos direito o que significa a mente, não faremos paralelos com efeitos físicos. A hipnose não é similar a um efeito de remédio, que tem uma certa duração no organismo.
Pensamentos estão em constante transformação. A mente é fluida. Um pensamento tornado dominante em um dado momento logrou êxito sim em influenciar a mente, mas ele não é algo “sólido”. É uma condição adjetiva, não subjetiva da mente.
Mesmo uma sugestão feita em transe profundo deve ser acolhida pela mente do sujeito, e este, com suas próprias reflexões, mudará sutilmente a sua identidade pessoal para acomodar as novas crenças sobre si mesmo. A hipnose tem um efeito catalizador, é uma semente de pensamentos, mas não é uma nova mente no indivíduo.
A questão principal é que uma sugestão deve ser praticada, até que se torne habitual. Com o tempo o praticante se convencerá que a nova maneira de ser que escolheu – durante o transe – é a sua maneira de ser natural e espontânea para ele.
Acontece que o indivíduo possui ainda várias referências sobre seus comportamentos do passado. E, pior ainda, existem expectativas dos outros sobre ele – mesmo que negativas, os familiares e amigos reconhecem-no pelas suas limitações e defeitos, e estranham um pouco quando ele se revela diferente. A maioria das pessoas não sabe aceitar e nem acreditar quando uma pessoa tem mudanças positivas e a primeira reação normalmente é de dúvida e de teste “para ver se não é fingimento”. E, mesmo sem perceber o dano que isto faz, pressionam para que o sujeito que passou pela hipnose manifeste a maneira como habitualmente é.
Ora, esta pressão geral é um pouco de hipnose também, não é? A expectativa de todos ao redor, por exemplo, diz que alguém é um fumante inveterado. Ele chega em casa, todo feliz, dizendo que parou de fumar “após uma ótima sessão de hipnose”. Riem da cara dele, dizendo que é um crédulo, que foi enganado, que não existe isso… Há muita chance dele hesitar. E, de certa maneira, fica “investigando o seu inconsciente”, para checar se ainda existe alguma vontade de fumar…
Com certeza há. Nossa mente não é rasurada, como uma folha em branco. A hipnose pode realçar características, mas não é uma lobotomia no cérebro. E se a pessoa insistir muito, detectará indícios do comportamento antigo. Esta percepção “lhe provará” que a mudança não foi total, e a sensação de dúvida e de decepção pode fazer com que retorne ao comportamento antigo.
Lembrem-se, a hipnose não aperta botões no cérebro. Nosso humor, nossos pensamentos e até o que achamos que é o nosso próprio Eu são coisas mutáveis, inconstantes. A hipnose reforça e redireciona a mente. Mas é obrigação de cada um colaborar com os novos padrões aprendidos. Ninguém é totalmente passivo, mesmo que entre em hipnose profunda. Deve colaborar com a mudança, não lutar contra ela.
Assim, não é que uma sugestão tenha durabilidade de poucas horas ou semanas. Apenas é que nossa mente é mutável mesmo, e uma sugestão deve ser aceita e repetida pelo indivíduo, até que possa ser replicada naturalmente, pela sua própria mente. Com o tempo a hipnose, mesmo feita por outra pessoa, torna-se propriedade do próprio hipnotizado. Ele assume a nova identidade pessoal, e SABE que é diferente agora. Ele utilizou os padrões aprendidos durante o transe e os repete, recria, dia a dia, de forma cada vez mais fácil e natural. Ele agora É a pessoa que escolheu ser.
Uma pessoa pode modificar o seu comportamento, melhorando comportamentos depressivos para reações de dinamismo e auto-confiança; pode superar a timidez, ansiedades e fobias, pode até superar traumas e estresses intensos, com a ajuda da hipnose. Pode fazer muitas coisas. No entanto este trabalho não é uma operação passiva. Ele pode e deve cooperar, usando os pensamentos, sentimentos e emoções despertados pela hipnose para recriar os seus próprios pensamentos do dia a dia, da mesma maneira como podemos fazer uma nova coalhada a partir de uma “semente”, utilizando um pouquinho de coalhada em uma tigela de leite fresco e deixando maturar…
1 commentComo desenvolver a Intuição Criativa?
Uma mente tensa e agitada é muito “barulhenta” para “ouvir” a intuição. O primeiro passo para aprender a escutar a própria intuição é aprender a verdadeira tranqüilidade mental e emocional.
Nesta aula, aprenderemos técnicas de como nos conectarmos com a intuição. Existem várias técnicas que podem ser resumidas em técnicas básicas, de forma a serem praticadas sem interferir muito em nossos compromissos do dia a dia. Estas são:
- Respiração Básica
- Relaxamento Básico
- Concentração Básica
- Meditação Básica
- Iluminação Intuitiva Básica
Todos os exercícios devem ser feitos lentamente e com grande tranqüilidade. Podem ser feitos com os olhos abertos ou fechados. Se de olhos abertos, mantenha-os em um ponto fixo, não rígida, mas relaxadamente. O importante é “olhar para dentro” mentalmente, não fisicamente.
A imobilidade física ajuda, mas não é rigidez muscular. Esteja imóvel, não se force a ficar imóvel. E a “Imobilidade mental” também auxilia. Mas imobilidade mental não é expulsar pensamentos. Acompanhe o pensamento desejado, e apenas deixe fluir os outros pensamentos, não conscientemente escolhidos. Mas seja amável com estes outros convivas em sua casa mental.Talvez eles tenham alguma mensagem útil para você.
Se começar a agitar-se demais, por falta de hábito ou apenas por estar com muita tensão acumulada, não se force demais a continuar. Faça uma pausa, levante-se e retorne depois para o exercício. Não entre em violência consigo mesmo. Respeite e perceba o fluxo de sua energia interna.
Sentir sono é normal, no inicio da prática de relaxamento. E é até esporadicamente comum, inclusive para os praticantes mais avançados. Não se incomode com isso. Se preferir, antecipe o exercício para uma hora mais “ativa”.
Pratique mais os exercícios que preferir e até que possa combiná-los. Mas às vezes experimente um de cada, por vários dias, para usufruir dos benefícios específicos que cada um possa ter.
Após um período especial de estresse, depressão ou desgaste físico, um exercício de relaxamento pode ser muito mais eficaz do que apenas descansar ou apenas o sono. E pode prepará-lo para poder efetivamente dormir melhor.
Respiração Básica
Sente-se em uma cadeira cômoda. Mantenha o peso do corpo na vertical. Respire de forma despreocupada, sem controlar o ritmo respiratório, apenas observando o inspirar e o expirar dos seus pulmões por 2 a 3 minutos, sem modificar nada, sem interferir. Sinta o ar fresco entrando e o ar quente saindo.
Depois, busque inspirar dilatando o diafragma e expirar contraindo o diafragma (o diafragma é aquela membrana que serve de base para os pulmões e sua distensão auxilia na expansão destes). Repare se é o seu normal ou se é o inverso do que normalmente faz. Pratique isso por 2 a 3 minutos.
Faça mais um minuto de respiração despreocupada. Expire diafragmaticamente, pelo dobro de tempo a mais do que inspira. Isto é, se inspirar naturalmente por 3 segundos, exale por 6 segundos. Se inspirar naturalmente por 5 segundos, exale por 10 segundos e assim sucessivamente. Faça isso por 3 a 5 minutos, mas não se preocupe com o relógio, apenas “sinta” o tempo. Termine com um minuto de respiração despreocupada.
Com a prática, busque dar uma pausa maior entre a inspiração e a expiração. Esta pausa é até desejar respirar, não precisar respirar. Procure sentir a energia acumulada no corpo pelo pulmão cheio, o coração batendo, neste intervalo. Sinta as artérias transportando o sangue renovado, o ar fresco se espalhando pelo corpo. Este último passo é a base da energização física e mental, além de desenvolver a concentração e a vontade, essenciais para os próximos passos.
Pratique em dupla com outra pessoa, uma observando se a outra está fazendo os passos de forma correta.
Relaxamento Básico
Procure uma posição confortável (sentada ou deitada), sem pressões sobre os músculos ou roupas muito apertadas.
De preferência faça a Respiração Básica por 1 a 3 minutos (o passo principal). Preste atenção a cada parte do corpo. Vá “sentindo-as” , passando em revista todo o corpo. Sinta o calor, o pulsar e o latejar do sangue, o peso dos músculos e a “vibração” dos nervos, por 2 a 3 minutos.
Retorne a cada área do corpo, agora imaginando “soltar” cada parte. Pode ajudar contraindo antes, de forma física ou usando a memória interna de contração, e depois soltando. Faça isso dos pés a cabeça, e retorne da cabeça aos pés, por alguns segundos. Faça isso rapidamente, de forma rápida e descontraída, sem forçar, até completar todo o corpo.
Após, envie “ondas” de sensação de relaxamento, ou imagens simbólicas que representem isso, ou ordene mentalmente ao seu corpo que relaxe. Por exemplo, visualize cores serenas como verde claro ou azul suave na área a ser relaxada, ou diga mentalmente “serenidade”, “paz”, “sossegue” ou apenas conceba a sensação de relaxamento.
Experimente todas as maneiras e verifique qual a melhor para você. Demore 10 a 15 segundos em cada parte do corpo. Comece pelos pés ou pela cabeça, como preferir, uma vez só (completando uma “passada” pelo corpo).
Com a prática, depois de 2 a 3 semanas fazendo a seqüência inteira, experimente de forma simplificada: concentre a atenção na parte do corpo a ser relaxada e sinta este relaxamento; depois passe para outra parte. A mente inconsciente aprende rapidamente a relaxar, fazendo tudo o que é necessário, sem necessitar de tanta interferência consciente. Pratique em dupla com outra pessoa, uma orientando o relaxamento da outra.
Concentração Básica
Faça a respiração básica por 1 minuto.
Faça o relaxamento básico por 1 minuto.
Feche os olhos, caso esteja mantendo-os abertos. Imagine-se sentado ou deitado em uma área branca. Veja-se de um ponto de vista externo ou dissociado flutuando nesta área branca e depois alterne vendo a área branca à sua frente, de um ponto de vista interno ou associado. Alterne os dois pontos de vista por um a dois minutos, terminando de forma associada.
Depois torne toda a área mental escura. Repita o exercício por 30 segundos, alternando as posições. Observe se está confortável nesta área escura. Se não estiver, retorne ao relaxamento básico e depois tente de novo.
Após uma pausa, imagine uma grande pedra, pesada, imóvel, insensível, cristalina, estável. Mentalmente identifique-se com esta pedra. Primeiro de forma dissociada e depois de forma associada. Fique imóvel como esta pedra por 1 a 2 minutos. No máximo, não ultrapasse 5 minutos desta prática.
Medite sobre os “insights” e idéias sobre si mesmo que possa ter recebido. Em outras oportunidades, repita o exercício com outros objetos com características simbólicas definidas:
- uma árvore frondosa;
- um pássaro;
- uma nuvem branca;
- uma nuvem de chuva relampejante ;
- um sol;
- um rio;
- o planeta Terra ;
- uma nave espacial;
- um Mestre Espiritual de sua escolha ;
- um animal de poder (simbólico).
Pratique com outra pessoa, uma sugerindo um símbolo para a outra.
Meditação Básica
Faça a Respiração Básica por 2 minutos.
Faça o Relaxamento Básico por 3 minutos.
Faça a primeira parte da Concentração Básica, até o estágio de visualizar (e se associar) com a área branca. Apenas por 1 minutos, para “limpar” a mente de pensamentos erráticos.
Esvazie a mente, imaginando que seus pensamentos são como uma piscina ou tanque e você pode colocar uma pequena torneira no fundo que, pingando pouco a pouco, esvazia o tanque de seus pensamentos. Faça por 3 minutos, persuadindo-se de que todos os pensamentos estão saindo da consciência, até secar o tanque. Alterne esta idéia de forma dissociada e associada. No final, permaneça associado.
Ê uma pequena pausa com a mente vazia. Registre a sensação íntima proveniente deste estado de consciência.
Depois, busque preencher a mente, imaginando um filtro em uma torneira no alto do tanque, só deixando passar os pensamentos úteis e necessários, que fazem bem ao corpo e a mente. Faça este exercício por 3 minutos.
Pratique em dupla, uma pessoa sugerindo ao outro usando palavras tais como “vazio”, “menos pensamentos e outros na etapa de esvaziamento da mente e depois com palavras como “pensamentos apropriados” na segunda parte. Com a prática, poderá usar o período intermediário, entre o esvaziamento e o preenchimento da mente, como um período propício para o recebimento de sensações intuitivas.
Iluminação Intuitiva Básica
Faça a Respiração Básica e o Relaxamento Básico em 2 minutos. Depois, a primeira parte da Concentração Básica e a primeira parte da Meditação básica: 30 segundos para esvaziar a mente.
Encontre um ponto, no centro do corpo, que simbolize para você o portal da Consciência Intuitiva. Nem sempre escolha o mesmo ponto, como por exemplo na cabeça. Experimente deixar que a sua intuição lhe posicione o lugar. Pode ser às vezes na altura do coração, ou no estômago, ou entre os olhos.
Associe-se a este ponto (seja este ponto) e “passe” por ele. Perceba a si como uma Identidade Espiritual, una com o Universo. Abstraia da sua personalidade humana e identifique-se como uma parcela da Divindade Universal. Perceber isso não é pensar sobre isso. É como se fosse evidente, óbvio, natural, espontâneo. Não é deduzir ou raciocinar. Mantenha por um período de tempo confortável para você, sem forçar, possivelmente por 1 a 2 minutos.
Deste ponto de vista, oriente o Ser corporal e aconselhe sobre alguma determinada questão, sobre a melhor forma de escolher ou agir. Após, retorne ao Portal da Intuição Consciente. Preencha de novo o corpo físico.
Complete o final da Meditação Básica, ‘reenchendo” o tanque de pensamentos com pensamentos adequados, dando ênfase aos que a Consciência Espiritual Interior lhe orientou.
Você pode pedir uma pessoa para lhe ajudar, lendo este procedimento enquanto você pratica ou então pode gravá-lo para escutá-lo depois.
1 commentExercício de harmonização de fluxo e reflexão sobre a vida
Gravei este exercício abaixo, uma prática simples de reflexão sobre a vida. Desculpe mas o meu microfone não está perfeito e o exercício poderia ficar melhor. Mas vai servir para uma boa prática de visualização meditativa.
Para quem quer gravar um exercício similar, sugiro não falar demais, sem parar…
Um bom áudio deve ter poucos assuntos, transmitidos lenta e cuidadosamente. Nada de querer incluir tudo o que é possível, tipo “sopa de entulho”.
Apenas sugira um estado confortável, discurse um pouco sobre o tema, transmitindo idéias que sejam bem aceitas pela parte cognitiva da mente, e depois enfatize, em um tom de voz agradável e com a melhor sinceridade possível, aquilo que pretende que tenha um componente sugestivo.
Link para download: (16,32 minutos – 15,1 Mb – 128 kbps – estéreo – mp3)
Reflexão sobre a Vida
Antonio Azevedo
http://antonioazevedo.com.br
Abril 2008
EXERCÍCIO Nº 18 – FLOW
Comece concentrando-se na sua respiração…
Sinta sua respiração suave… regular… profunda… uma respiração bem relaxada…
Este é o caminho para dentro de si… a cada respiração deixe-se ir mais profundo… mais e mais profundo… entrando num estado de relaxamento e tranqüilidade… isto é muito saudável para sua mente, e para seu corpo relaxar… voltar-se para dentro… sentindo a paz… a cada respiração, você vai mais e mais profundo… relaxando e sentindo cada vez mais, serenidade e paz…
Enquanto respira, relaxe todos os seus músculos… os músculos da face e do maxilar… os músculos do pescoço e do ombro… relaxando completamente… relaxe os músculos das costas… do ombro… dos braços e vá descendo até os quadris… Os músculos da barriga… para que sua respiração fique profunda, regular, relaxada e serena… e por fim os músculos das pernas… relaxando completamente todo o seu corpo… cada vez mais profundo… sentindo-se leve… num estado de serenidade e beleza…
Agora, visualize uma linda luz entrando pelo alto de sua cabeça… e começando a se espalhar por todo o seu corpo… de cima para baixo…
É uma luz belíssima… poderosa… curativa e sábia… essa luz leva você a um nível profundo de paz e relaxamento… de clareza e iluminação interior e você vai cada vez mais profundo… muito em paz…
Essa luz ilumina todo o seu ser… ela tudo sabe e a tudo permeia… ela ilumina a sua consciência, encontrando todas as suas respostas… ela é você…
Todo conhecimento, toda sabedoria, todas as respostas estão em você… Quanto mais você conhecer de si, mais alcançará a paz… o equilíbrio e o amor…
Agora, concentre-se em minha voz… eu vou contar de 10 a 1 e a cada número, deixe-se ir cada vez mais profundo… 10… 9… 8… indo cada vez mais profundo… 7… 6… 5… mais e mais profundo… 4… 3… muito em paz, se acalmando e relaxando… 2… 1… muito bom…
Neste maravilhoso estado de serenidade, visualize um lindo jardim… um jardim cheio de flores… árvores… gramados… lugares para descansar… fontes de água… um lugar lindo… seguro e sereno… agora você entra nesse jardim e senta-se no lugar que escolher…
Enquanto você se relaxa neste jardim, vá buscando as respostas para as perguntas que eu vou fazer agora:
O curso da sua vida tem sido fruto da casualidade ou da sua escolha?… Foram da sua escolha, as escolas que estudou… os cursos que você fez?… Você escolheu seus amigos… seu companheiro ou companheira?… Seu trabalho é fruto de uma vocação escolhida ou algo como um acidente?… Na verdade, quais aspectos da sua vida são resultado de uma escolha ponderada?…
Você costuma se sentir incomodado, com sua mente confusa, em desordem?… Você passa seu tempo ruminando os seus problemas, sentindo pena de si?… Se isso ocorre, o que você geralmente faz?… Você se distrai com atividades de lazer, se envolve com trabalho, faz uma caminhada?… O que é que funciona com você?…
Você se sente feliz à toa, ou somente quando tudo está indo bem?… Uma bela paisagem, uma música bonita, ou a alegria de outras pessoas fazem você feliz, ou a sua felicidade é limitada à satisfação dos seus objetivos pessoais?…
Em que condições na sua vida, você sente mais felicidade?… Por que essas ocasiões não são mais freqüentes?…
Que mudanças em suas atividades cotidianas poderiam tornar suas experiências diárias mais significativas?…
Para que atividades você tem mais atração?… Esporte, meditação, conversas estimulantes, artes, viajar?… Quais delas você sente falta ou não tem tido a oportunidade de vivenciar?…
Sabendo a pessoa que você é, os interesses e habilidades que possui, qual seria a atividade mais recompensadora para você?…
Pense na última vez que você se sentiu realmente bem consigo, o que fez você se sentir dessa maneira?…
Quais são as prioridades na sua vida?…
Que tipo de pessoa, você gostaria de ser no final da sua vida?…
O mundo do futuro consistirá de idéias e objetos que escolhemos dar atenção no presente… Você já pensou no mundo que você está ajudando a criar?…
Respire profundamente… encha-se de paz, amor, alegria e contentamento… este é o seu verdadeiro estado interior…
Agora, vou contar de 1 a 10. A cada número, você sairá lentamente, sentindo-se maravilhosamente bem, sentindo-se totalmente alerta e cheio de vitalidade…
1… 2… 3… 4… saindo lentamente, sentindo-se muito bem, 5… 6… saindo cada vez mais e sentindo-se alerta, sentindo-se muito bem, 7… 8… 9… fazendo os movimentos que o seu corpo necessita… 10… uma espreguiçada, SENTINDO-SE MUITO MELHOR DO QUE ANTES!
No commentsPalestra A Mente que Controla o Corpo
Já está disponível no site a apresentação da palestra A Mente que Controla o Corpo, que apresentei em 2005 e 2006, sobre as descobertas científicas da relação corpo-mente.
Veja abaixo:
Tomada de Decisão Inconsciente: Técnica dos Dedos
Este é o texto-base de um exercício gravado em mp3, que é enviado para aquelas pessoas que precisam desenvolver uma maneira melhor de conversar com a própria mente inconsciente e assim tomarem decisões com mais facilidade, sem conflitos internos. São feitas adaptações para cada caso, mas a base conceitual é a mesma.
TÉCNICA DOS DEDOS
Você gostaria de saber sobre maneiras de se comunicar com o seu inconsciente de forma confortável e tranqüila. Isso é muito bom, pois, quando nos comunicamos regularmente com aspectos mais profundos de nosso ser, torna-se muito mais difícil somatizarmos de maneira desagradável. Acredito que pertubações físicas, quando provem de causas emocionais, são um desesperado apelo de nossas partes inconscientes, já que não estamos ouvindo-as normalmente no dia-a-dia…
Pergunto-me as vezes qual e a forma de meditação que usa normalmente… Se é um tipo muito estruturado, onde o seu você consciente fala muito e fica projetando coisas para a mente inconsciente, devo lhe dizer que isso já é bom, mas não é suficiente. O ideal e que permitamos que a mente inconsciente, o porta-voz de nossas partes ainda mais profundas e sutis, possa se comunicar do jeito que preferir, desde que seja algo realmente gratificante para os dois aspectos complementares de nossa mente.
Meditar é o que o nome diz… servir de meio, de instância média entre partes que normalmente estão separadas… E aproxima-las, não necessariamente através do uso de “palavras especiais” ou focalizando a atenção em determinados tipos de pensamentos. E meditação não e relaxamento. Relaxamento e só uma preparação, uma primeira parte, útil e adequada, sem duvida, mas não substitui, de maneira alguma, a verdadeira meditação.
Sugiro que você tenha uma sessão de relaxamento especifica para relaxar… O que? Isso mesmo. Relaxamento é relaxamento, algo muito bom para o corpo, e um corpo relaxado facilita que a mente possa meditar. Mas, às vezes, preocupamo-nos tanto com o relaxamento que esquecemos da verdadeira meditação.
Em momentos diferentes, ocupe-se de meditar… Esta meditação pode começar com um pequeno relaxamento, nada muito especial. Mas o principal e que, neste momento, paremos para ouvir a mente interior, a parte do nosso “iceberg” mental que está por baixo do nível da consciência objetiva…
E como devemos “ouvir” essa mente interna? Da maneira mais simples possível. O principal e a atitude emocional, uma disposição amigável, realmente interessada em entender e compreender estas partes mais profundas. Para alguns, pode ajudar visualizar esta conversa como se estivesse na presença de um Grande Ser interior ou na forma de uma Assembléia de Aspectos do Ser, composta de inúmeras “seções de ser”, cada uma representando um dos papéis que compõem a Identidade Pessoal.
Detalhe: reiteramos que não devemos confundir esta experiência com um contato com algo “fora de nós”. E preferível que compreendamos que todos estes aspectos internos são isso mesmo, aspectos, facetas do diamante multifacetado que é a mente humana.
Existe uma forma poderosa de estimular esta “conversa” interna, de modo a entendermos de forma mais fácil as respostas a perguntas especificas que possamos fazer. Podemos atribuir a cada uma destas partes internas o comando de uma parte do corpo. Isso pode parecer a algumas pessoas algo desconfortável, mas é isso que se da normalmente no dia-a-dia, quando somatizamos alguma emoção ou reação do momento. Ao levarmos um susto, por exemplo, nosso estômago dói, nossa boca fica seca. Determinadas partes do corpo acusam principalmente a tensão, a resposta emocional. Porque não usar isso então como uma vantagem, de forma positiva e intencional? Se é desta maneira mesmo que o nosso corpo interage com a nossa mente, não precisamos ficar apenas aguardando que o nosso corpo nos transmita mensagens do inconsciente. Podemos tomar a iniciativa da conversa.
Uma maneira interessante de fazer isso é atribuindo o controle de um dedo da mão menos forte (isto e, menos consciente ou menos destra) para um destes aspectos menos conscientes. E como se faz isso? Apenas pedindo que este mexa o dedo (ou apresente uma sensação diferente), como resposta a uma indagação direta. Não importa muito os detalhes de como vamos pedir isso a essa parte. O importante é fazê-lo com sinceridade e esperar com paciência que estas partes internas se ” adaptem” a esta forma especial de se comunicar… O que pode levar alguns minutos.
O melhor do que falar muito a respeito é experimentar. Não é difícil entender o processo, depois de testar algumas vezes. E o incremento em capacidade de comunicação mental é imenso, surpreendente, mostrando que nossas partes internas percebem quando abrimos espaço para o diálogo. E isso pode fazer com que a somatização indevida desapareça como por encanto.
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