Revista Boa Forma – Técnica dos 21 dias

Recentemente fui entrevistado pela revista Boa Forma para complementar uma matéria sobre a Mudança de Hábitos e a aplicação da Técnica dos 21 Dias. Saiu na Edição de Abril 2013.

O link para a reportagem (estou em um quadrinho, na última página) está aqui.

E, aproveitando, o vídeo abaixo (em inglês, infelizmente ainda sem legendas) mostra de forma interessante o circuito de formação e mudança de hábitos.

Em resumo, trate sua mente inconsciente como adestraria um cachorro: usando pequenas recompensas em resposta ao bom comportamento…

http://youtu.be/wQLHwSphu-M

Como usar a PNL para tomar boas decisões

Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.
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O que é PNL e sua relação com o Coaching?

Me perguntaram por email sobre a relação da PNL com o Coaching.

Coaching é um nome que está sendo utilizado para um trabalho de aconselhamento e orientação mais aprofundado, tanto na área profissional quanto pessoal.

Vale a pena visitar e conhecer os dois principais fóruns em português no Yahoogroups, sobre PNL e Coaching, em:

PNL-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr/

Coaching-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/coachingbr/

A PNL é um estudo sobre a experiência subjetiva, que foi desenvolvida e/ou adaptada por Richard Bandler e John Grinder na década de setenta, a partir de estudos da Linguística, Etologia, Neurociência, Hipnoterapia, Gestalterapia, Terapia Familiar e do trabalho sobre Modelagem de Watzlavick, Edmond Hall e outros autores. É uma abordagem pragmática – isto é, voltada para resultados – e que utiliza técnicas de linguística, psicologia, teoria dos sistemas, cibernética e hipnose para obter mudanças rápidas em indivíduos e, também, em organizações.

E porquê a PNL está sendo tão utilizada em treinamento profissional? A PNL estuda a comunicação eficaz, particulamente a persuasiva, a de mudança de percepção e de atitude, a motivadora. E o que é um treinamento, principalmente o treinamento organizacional, do que uma tentativa de mudar comportamentos e atitudes?

Lógico que um conhecimento de PNL pode beneficiar um profissional de treinamento… Mas isto não significa que ele fará as coisas radicalmente diferente: apenas que buscará entender melhor sobre como o que faz modifica a experiência subjetiva de seus alunos. Por isso é que a PNL está sendo cada vez mais estudada na área de Aprendizagem.

Escrever extensamente sobre PNL não cabe aqui, mas remeto você ao ótimo site Golfinho, em http://www.golfinho.com.br . E encontrará centenas de textos interessantíssimos, livros resenhados, um fórum sobre PNL, indicações de cursos e muito mais.

O Coaching seguiu uma trilha paralela, nos últimos quinze anos. A partir do sucesso do Coaching Esportivo – isto é, da cada vez maior influência dos treinadores/aconselhadores junto a atletas em todos os esportes – vários princípios de trabalho em equipe, motivação, liderança foram absorvidos para a área organizacional e, também, para a área pessoal. A influência do “técnico” (a tradução mais literal para “coach”) no aproveitamento do potencial de uma equipe acabou servindo como metáfora para o trabalho dentro das organizações.

Assim, começou a vingar a figura do “Coaching Profissional”, notadamente em termos de “Coaching de Carreira” e “Coaching Executivo”. E também a aparecer a proposta de “Coaching de Vida”, isto é, um trabalho de orientação individual, pessoal.

Malgrado a polêmica sobre a possível zona de confusão sobre o que é coaching e o que é psicoterapia no trabalho individual – e que para mim está bem clara: coaching trata de acompanhamento e seguimento de metas diárias do indivíduo avassalado por problemas de prioridades no mundo moderno, e psicoterapia é um trabalho de autoconhecimento para melhoria de graves dificuldades emocionais – o Coaching tem tudo para se tornar uma profissão reconhecida, talvez em mais de cinco e menos de dez anos.

Mas a conexão entre PNL e Coaching? A PNL é uma ferramenta – ou um conjunto de ferramentas, melhor dizendo – dos quais os profissionais de Coaching se beneficiam. Diria que a PNL é um dos arcabouços teóricos do Coaching. PNL é uma conceituação, e Coaching é um procedimento de ajuda.

Muitos confundem, dizendo que existem “profissionais de PNL”. Não vejo deste modo. A PNL não é uma profissão, e sim uma linha de estudo, para ser utilizada em benefício a qualquer profissão que lide com a comunicação e a motivação humanas. A PNL é uma ferramenta. O Coaching não, é um estilo de profissional de apoio, tal como existem assistentes sociais, psicoterapeutas, consultores e professores. Ainda não é uma profissão regulamentada aqui no Brasil, mas o futuro dirá. Atualmente, nos Estados Unidos, o Coaching, tanto organizacional quanto profissional, virou práticamente uma profissão, apesar de também não ser regulamentada por lá.

Alguns usam títulos específicos, tais como “pnelista” ou “hipnoterapeuta”, para profissionais que utilizam as ferramentas da PNL ou da Hipnose no seu dia a dia, para ajudar pessoas. Apesar de entender que o uso da língua é uma convenção, e que muitas coisas que são potencialmente erradas podem acabar se tornando um padrão comum na linguagem, aproveito este momento para enfatizar que é melhor distinguirmos o que é uma ferramenta, e lembrar que uma ferramenta não deveria sempre se tornar o nome de uma profissão. Por exemplo, não dizemos que um médico que utilize um bisturi no seu dia a dia seja um “bisturólogo”. No máximo acrescentamos uma especialidade: “médico-cirurgião”, ou “médico-anestesista”.

Por isso, vejo com algumas restrições o uso costumeiro de palavras referentes a ferramentas para denominar especializações profissionais. Um psicoterapeuta que faz hipnose é, ainda um psicoterapeuta, e não um hipnoterapeuta…. E um profissional de Coaching que faz hipnose ou PNL continua sendo um profissional de Coaching, não é um “hipnólogo” ou “pnelista”…

Para mim existem profissionais de Psicoterapia, de Coaching, de Treinamento, de Liderança, de Negociação, de Aprendizagem, etc, que aplicam a PNL. Se estão aconselhando alguém individualmente, de acordo com os seus objetivos, nível de aprofundamento e formação, estão ensinando, fazendo coaching ou psicoterapia.

São três níveis de aprofundamento:

  • informativo – ensino, treinamento e aprendizagem. Básicamente focado em fatos.
  • orientação, motivação e apoio – coaching e mentoring. Básicamente focado em motivação.
  • analítico e reflexivo/psicoterápico – psicoterapia. Básicamente focado em auto-conhecimento.

Assim, o Coaching é, em última análise, um nível intermediário no processo de motivação e auxílio no desenvolvimento do potencial humano, e como tal deve ser encaixado, até em futuras descrições de cargo organizacionais.

Tomada de Decisão Inconsciente: Técnica dos Dedos

Este é o texto-base de um exercício gravado em mp3, que é enviado para aquelas pessoas que precisam desenvolver uma maneira melhor de conversar com a própria mente inconsciente e assim tomarem decisões com mais facilidade, sem conflitos internos. São feitas adaptações para cada caso, mas a base conceitual é a mesma. TÉCNICA DOS DEDOS

Você gostaria de saber sobre maneiras de se comunicar com o seu inconsciente de forma confortável e tranqüila. Isso é muito bom, pois, quando nos comunicamos regularmente com aspectos mais profundos de nosso ser, torna-se muito mais difícil somatizarmos de maneira desagradável. Acredito que pertubações físicas, quando provem de causas emocionais, são um desesperado apelo de nossas partes inconscientes, já que não estamos ouvindo-as normalmente no dia-a-dia…

Pergunto-me as vezes qual e a forma de meditação que usa normalmente… Se é um tipo muito estruturado, onde o seu você consciente fala muito e fica projetando coisas para a mente inconsciente, devo lhe dizer que isso já é bom, mas não é suficiente. O ideal e que permitamos que a mente inconsciente, o porta-voz de nossas partes ainda mais profundas e sutis, possa se comunicar do jeito que preferir, desde que seja algo realmente gratificante para os dois aspectos complementares de nossa mente.

Meditar é o que o nome diz… servir de meio, de instância média entre partes que normalmente estão separadas… E aproxima-las, não necessariamente através do uso de “palavras especiais” ou focalizando a atenção em determinados tipos de pensamentos. E meditação não e relaxamento. Relaxamento e só uma preparação, uma primeira parte, útil e adequada, sem duvida, mas não substitui, de maneira alguma, a verdadeira meditação.

Sugiro que você tenha uma sessão de relaxamento especifica para relaxar… O que? Isso mesmo. Relaxamento é relaxamento, algo muito bom para o corpo, e um corpo relaxado facilita que a mente possa meditar. Mas, às vezes, preocupamo-nos tanto com o relaxamento que esquecemos da verdadeira meditação.

Em momentos diferentes, ocupe-se de meditar… Esta meditação pode começar com um pequeno relaxamento, nada muito especial. Mas o principal e que, neste momento, paremos para ouvir a mente interior, a parte do nosso “iceberg” mental que está por baixo do nível da consciência objetiva…

E como devemos “ouvir” essa mente interna? Da maneira mais simples possível. O principal e a atitude emocional, uma disposição amigável, realmente interessada em entender e compreender estas partes mais profundas. Para alguns, pode ajudar visualizar esta conversa como se estivesse na presença de um Grande Ser interior ou na forma de uma Assembléia de Aspectos do Ser, composta de inúmeras “seções de ser”, cada uma representando um dos papéis que compõem a Identidade Pessoal.

Detalhe: reiteramos que não devemos confundir esta experiência com um contato com algo “fora de nós”. E preferível que compreendamos que todos estes aspectos internos são isso mesmo, aspectos, facetas do diamante multifacetado que é a mente humana.

Existe uma forma poderosa de estimular esta “conversa” interna, de modo a entendermos de forma mais fácil as respostas a perguntas especificas que possamos fazer. Podemos atribuir a cada uma destas partes internas o comando de uma parte do corpo. Isso pode parecer a algumas pessoas algo desconfortável, mas é isso que se da normalmente no dia-a-dia, quando somatizamos alguma emoção ou reação do momento. Ao levarmos um susto, por exemplo, nosso estômago dói, nossa boca fica seca. Determinadas partes do corpo acusam principalmente a tensão, a resposta emocional. Porque não usar isso então como uma vantagem, de forma positiva e intencional? Se é desta maneira mesmo que o nosso corpo interage com a nossa mente, não precisamos ficar apenas aguardando que o nosso corpo nos transmita mensagens do inconsciente. Podemos tomar a iniciativa da conversa.

Uma maneira interessante de fazer isso é atribuindo o controle de um dedo da mão menos forte (isto e, menos consciente ou menos destra) para um destes aspectos menos conscientes. E como se faz isso? Apenas pedindo que este mexa o dedo (ou apresente uma sensação diferente), como resposta a uma indagação direta. Não importa muito os detalhes de como vamos pedir isso a essa parte. O importante é fazê-lo com sinceridade e esperar com paciência que estas partes internas se ” adaptem” a esta forma especial de se comunicar… O que pode levar alguns minutos.

O melhor do que falar muito a respeito é experimentar. Não é difícil entender o processo, depois de testar algumas vezes. E o incremento em capacidade de comunicação mental é imenso, surpreendente, mostrando que nossas partes internas percebem quando abrimos espaço para o diálogo. E isso pode fazer com que a somatização indevida desapareça como por encanto.

Os 5 Recursos da Vida

Várias pessoas lêem na PNL que possuimos todos os recursos necessários, em nossa mente consciente ou inconsciente, para obtermos tudo que desejamos.Tal afirmativa, além de parecer auto-confiante demais, conflita com a visão pessoal e a frequentemente baixa auto-estima de muita gente. Elas pensam: “como assim eu já tenho dentro de mim tudo o que preciso? Eu já sei a resposta de todos os meus problemas? Vasculho dentro de mim e não acho nada… “.

Este tipo de dificuldade é usual. A afirmativa pura e simples “Confie na mente inconsciente”, um truísmo muito usado pela Neurolinguística, faz com que várias pessoas ou se arrisquem sem muita base em um novo projeto ou, ao contrário, quedam-se inermes, esperando infrutíferamente que algo aconteça, ou um “gênio interior” assuma seu corpo e sua mente para resolver todas as questões necessárias, urgentes e pendentes de suas vidas…

Vamos analisar um pouco mais esta afirmação. Quando a PNL diz “você já tem dentro de você tudo o que você precisa” visa fazer com que o indivíduo se focalize em suas próprias habilidades e capacidades, e não em suas limitações. Isto é um truísmo – porquê é óbvio que todos nós devemos e iremos resolver nossas questões de vida a partir dos recursos, habilidades, competências, conhecimentos e oportunidades de que dispomos, seja agora, seja daqui a pouco, com o esforço de ampliação destes mesmos recursos, habilidades, competências, conhecimentos e oportunidades que conseguirmos obter.

A intenção é redirecionar a mente para aquilo que é realmente eficaz – agir a partir do que se tem – ao invés de apenas suspirar pelos cantos, ansiando pelo que não se tem. Não obstante, mesmo assim, algumas pessoas continuam obcecadas pelo que lhes falta. Ficam historiando suas falhas e fazendo um rol de acontecimentos tristes passados que justifiquem as suas limitações e bloqueios. Isso acontece muito em situações de coaching, isto é, situações onde estamos orientando pessoas para definir metas e estabelecer projetos de melhoria em suas vidas pessoais e profissionais.

Definir um projeto de vida é dependente daquilo que está motivando e interessando o indivíduo no momento – e isto pode ser um fio da meada para que se façam progressivas mudanças pessoais, profissionais e comportamentais que acabem se tornando bem radicais, que modifiquem completamente a vida em um período de dez ou quinze anos… É claro que este tempo permite que uma pessoa se engaje em uma busca objetiva pelas habilidades e recursos que ainda lhe falta e, assim, consiga chegar a um ponto de melhoria bem além do que sua imaginação possa abarcar no presente.

Para “baixar a bola” um pouco da angústia que acomete nestas horas, sempre sugiro que se escolha apenas um projeto de vida, não o projeto de vida. E comprometendo-se com ele por um período pequeno, digamos apenas três meses, e não para o resto da vida, cada um pode experienciar em si a sensação de se focar em plenitude, sem objeções. Experimentar se motivar é um pouco como uma experiência de faz-de-conta: faça de conta que você tem certeza de que aquilo que você está fazendo é aquilo que sempre sonhou…

Isto é, aceite as suas habilidades múltiplas e pense em como fazer uma sinergia entre estas habilidades, desenvolvendo uma especialidade só sua. Não se preocupe, por exemplo, em preencher um escaninho pré-fabricado de emprego – pense primeiro em você, em como você tem um misto de capacidades suas, e como vendê-las às instituições, dando a elas o que elas querem, através da forma como você quer.

E o que isto tem a ver com a frase “você tem dentro de si mesmo todos os recursos que precisa”? Esta frase nos redireciona a confiar que aquilo que nós não temos, somos capazes de desenvolver. E o ponto principal em mente é o que chamamos de recursos. O que são recursos? São tudo aquilo o que podemos lançar mão para fabricar aquilo de que precisamos. Recursos não são necessáriamente soluções prontas, e sim matéria-prima para engendrarmos soluções específicas. Quando estiver vasculhando a sua mente interior na busca de recursos, não espere encontrar soluções prontas, pré-fabricadas.

Percebi que nossos recursos clássicos são aquilo que genéricamente chamamos de dimensões ou parâmetros, aqueles eixos da escala de medida com os quais costumamos avaliar os resultados de alguma coisa. Quando medimos algo, normalmente usamos o tempo e o dinheiro como escala, correto? Vários parâmetros medem maneiras de avaliar um determinado processo de atingimento, sendo que alguns parâmetros só servem para máquinas, tais como o potencial elétrico ou a tonelagem por metro quadrado. E os parâmetros da escala humana normalmente são o Tempo, o Dinheiro, o Esforço, o Conhecimento e a Atenção.

Tempo, dinheiro e esforço são fácilmente mensuráveis, mas conhecimento e atenção não. Isto acontece porque são atributos primeiramente mentais, sendo o conhecimento mais pertinente ao hemisfério esquerdo e a atenção (e o interesse, a motivação e a expectativa, imbuídos nela) mais pertinente ao hemisfério direito do cérebro.

Despersonalizamos a idéia de limitação pessoal, quando focalizamos que o desenvolvimento de uma habilidade ou competência é fruto do balanceamento pessoal da aplicação destes cinco recursos básicos – ou podemos chamar de meta-recursos, se assim o preferir.

Se para um projeto específico precisamos desenvolver um conhecimento ou tecnologia que não temos, basta se perguntar: “posso dispor do tempo (físico externo, em relação a uma data pré-estipulada), dinheiro (social), esforço (disposição e energia física) e atenção (motivação e energia emocional) suficientes para alcançar este nível de conhecimento? “.

Este questionamento nos faz perceber que devemos aprender a fazer equilíbrio dos recursos. Isto é, se aplicarmos todo o nosso tempo e dinheiro disponível para obter uma meta, é claro que faltará recursos para outra, mesmo que nos sobre esforço, conhecimento e atenção…

Algumas vezes os recursos podem ser intercambiáveis – se só podemos investir pouco dinheiro, devemos investir mais tempo, esforço e atenção para obter o conhecimento necessário para alcançar o que desejamos.  Na maioria das situações, contudo, é necessário alocar um pouco em cada uma destas cinco dimensões ou parâmetros, se realmente queremos ser realistas em nossa busca de resultados.

Este processo de analisar a apropriação dos recursos nos auxilia a estruturar nosso planejamento de vida e nossa estratégia de realização, bem como nos proteger das supostas limitações que reconheçamos em nossa personalidade e ambiente.

“Valorize seus pontos fortes e proteja seus pontos fracos” dizia a sabedoria antiga dos índios Sioux. Focalize a atenção naquilo que você tem de melhor, através dos cinco recursos de vida que todos nós usamos e, daquilo que você tem pouco, compense com aquilo que você tem muito.

Os Sioux também diziam: “e saiba usar bem a sua imaginação, a seu favor, e não contra você”. Não queriam dizer com isso apenas que se pode transformar os pensamentos de derrota e fracasso em pensamentos de sucesso apenas com a prática imaginativa, com o uso de imagens mentais. Isso é possível e viável, mas é importante destacar que os pensamentos de fracasso se tornam parte do problema e que modificá-los é, também, parte da solução.

A análise dos cinco recursos são uma mágica arca do tesouro dentro de sua mente inconsciente. Acompanhados de uma ação de sucesso, a redistribuição dos recursos é uma atitude pro-ativa mais genérica, que nos permite ter mais confiança na capacidade de auto-melhoria – ou de auto-ajuda, apesar de alguns não gostarem desta palavra…

Os pensamentos sobre o processo de mudança se tornam mais pragmáticos e organizados, criando sensações de bem-estar. E assim torna-se mais fácil estruturar uma linha de ação para a solução dos problemas, abrangendo os aspectos físicos, sociais, emocionais e cognitivos, de uma maneira sistêmica.

Antonio Azevedo

Organização Pessoal e Profissional

Algumas vezes me perguntam sobre o que faço. Digo que faço consultoria e dou palestras sobre Criatividade e Resolução de Conflitos, Tomada de Decisão e Solução de Problemas e Organização Pessoal. Criatividade, Conflitos, Decisão, são nomes auto-explicativos. Mas Organização Pessoal ainda deixa dúvidas. Por isso pretendo escrever um pouco mais sobre o que é isso.A Organização Pessoal é um nome genérico. Existe um movimento de reorganização do tempo, do trabalho e da comunicação de equipes que atualmente está na moda, e que possui o nome GTD. Este engloba dicas para a reorganização, tanto pessoal quanto profissional, como também discute a reorganização do trabalho de equipes e organizações. Continue reading

Palavras Negativas

Já mais de algumas vezes me perguntaram: É melhor dizer “agradecido” do que “obrigado”?

Antes de comentar, aproveito para ressaltar que a Neurolinguística não é uma onda políticamente correta nas palavras. É verdade que consideramos que certos modos de falar expressam atitudes internas e as reforçam, de modo que nos auxiliam ou prejudicam em nossas atividades diárias. No entanto, a PNL não defende “poderes místicos” das palavras ou das letras, algo mágico em si… Pressupõe apenas que, quando falamos, desencadeamos “marés sinápticas” em nossos cérebros, abrindo caminhos em termos de padrões mentais e comportamentos, mudando nosso metabolismo e disposição.

De início parece bem mais lógico dizer “agradecido” do que “obrigado”. A palavra “agradecido” conota mais a sensação positiva de gratidão e graça – por um presente incondicional, o elogio. A palavra “obrigado” conota mais uma sensação de obrigação, um presente condicional, que deve ser pago, retornado ao emitente. Só que “agradecido” me parece um pouco pernóstico. Prefiro “grato”.

Alguns podem dizer que quase não há diferença emocional entre as duas palavras. Que as duas formas de dizer são ditas hoje em dia quase mecânicamente, sem emoção. Então me pergunto: se é para não sentir nada, porquê dizer então?

Se respeitarmos toda palavra que sai de nossas bocas, conferimos a elas imenso poder. Seja para nós mesmos – profecias auto-realizáveis – seja para outras pessoas – a nossa reputação. De preferência evite dizer qualquer coisa de forma mecânica, um agradecimento ou uma saudação. Busque colocar veracidade em tudo o que diz e as outras pessoas, e você mesmo também, sentirão a diferença.

Há outras frases que são ditas hoje em dia como lugares-comuns, quase clichês, e que provavelmente perceberemos, ao dizê-las, conotações emocionais mais fortes. Vale a pena observarmos algumas. Por exemplo:
“Eu vou me lembrar” ao invés de “não me esquecerei”;
“Estou começando” ou “Estou aprendendo” ao invés de “estou tentando” ou “vou tentar”;
“Quero fazer isso” ao invés de “Preciso fazer isso”;
“Tenho uma questão para resolver” ao invés de “Tenho um problema para resolver…”;
“Tenho a intenção de” ao invés de “Eu gostaria de”.

Poderíamos discutir por horas qual a diferença que sentimos quando mudamos estas estruturas gramaticais. É o campo da psicolinguística, disciplina teórica da qual a PNL se aproveita para estruturar suas técnicas pragmáticas. Muitos chamam este campo de “neurosemântica”.

Por exemplo, mudar o “preciso” pelo “quero” ou “tenho a intenção de” visa nos devolver a percepção de que controlamos nossas vidas, somos agente causador, não vítimas, títeres das circunstâncias. Mesmo que algo nos pressione a fazer algo, sempre temos a decisão final: de aceitar ou recusar a situação. Por isso, se a aceitamos, em última análise o nosso querer que está em jogo, não o precisar, certo?

Há uma história corrente sobre Gandhi, o grande estadista indu. Dizem que ele, um dia, foi visitada por uma mãe, trazendo seu jovem filho adolescente pelo braço. A mãe humildemente pediu a Gandhi que falasse com o menino, e o fizesse parar de comer tanto doce, tanto açúcar, pois poderia lhe fazer mal. O garoto respeitava muito Gandhi – todos o respeitavam – e com certeza obedeceria melhor a ele do que a própria mãe. Lembrando que, na época, a cárie dentária era algo muito severo na Índia, sem serviços médicos e odontológicos adequados. Muitas pessoas poderiam morrer a partir de uma pequena infecção. E havia preceitos religiosos contra o excesso de comidas doces.

Gandhi a escutou. E pediu que voltasse na semana que vem. A mãe assentiu, e voltou depois. Então Gandhi dirigiu-se ao garoto e falou: “Meu filho, pare de comer açúcar”. O garoto concordou e saiu. A mãe agradeceu muito a Gandhi, mas, intrigada, perguntou: “Mestre Gandhi, porquê o senhor não disse isso na semana passada, quando estive aqui com o meu filho?”. E Gandhi respondeu: “Porque, minha senhora, até a semana passada eu também comia açúcar”.

Esta historieta nos fala da importância de sermos congruentes entre o que falamos e o que fazemos. Se levarmos isto com rigor, fica mais fácil sermos respeitados pelos outros e por nós mesmos – inclusive por nossos inconscientes.

Um exagero que vejo muito por aí é falar que não devemos nunca usar o não, pois o “não” não representa uma imagem específica do que se quer. Apesar de ser verdade, torna-se impossível banir o “não”, o “nunca” etc da lingua, sob pena de começarmos a falar bem esquisito…

Em livros importados de PNL, traduzidos por aqui, é falado que devemos evitar dizer o “não”. E construçães gramaticais com base no “não” são um pouco mais comuns aqui do que lá (mesmo que pese o “isn’t” inglês). Já ouvi pessoas fazendo ingentes esforços para evitar dizer um “não” sequer, o que fica muito engraçado. O não parece que vira palavrão…

Os povos de origem saxônica possuem uma estrutura gramatical radicalmente diferente da nossa – e a estrutura dos pensamentos, a lógica usada também é diferente. Isso torna a psicolinguística dos povos de lingua latina um pouco diferente da mesma dos povos de lingua anglo-saxônica. As linguas germânicas e saxônicas foram desenvolvidos por povos bárbaros – inteligentes mas bárbaros. Foi um dialeto criado principalmente com base em pedaços de outras linguas, uma lingua montada para facilitar a comunicação durante as batalhas (a invasão do Império Romano). É uma lingua franca (nome dado principalmente pela presença dos Francos).

Como uma lingua meio que “artificial”, tem características predominantes do hemisfério esquerdo do cérebro – construções gramaticais lineares, secas, não-emocionais, principalmente baseadas em substantivos e verbos simples, de ação. Uma ótima língua para lutar. Os alemães a adaptaram bem para exprimir conceitos abstratos mas continua sendo uma lingua seca, pouco afeita às emoções.

Os povos da península ibérica, ao contrário, desenvolveram a sua língua a partir do latim e do grego, línguas que cresceram naturalmente por séculos. São linguas mais emocionais, de intensidade, com muitos advérbios e sutis gradações evidenciadas pelo uso em maior escala de adjetivos. É uma lingua onde predomina o hemisfério direito do cérebro.

Todo este intróito foi para falar do “não”… Nas linguas anglo-saxônicas, o “não” é sempre uma negativa formal. Tanto é assim que, nas construções gramaticais inglesas, dois “nãos” equivalem a um “sim”. Isso É lógico, já que duas negativas invertem duas vezes o sentido, dando o sentido original. Mas na maioria das linguas latinas não é assim. São línguas de intensidade, e assim, dois “nãos” equivalem a um “não” ainda mais forte. Um bom exemplo está na frase: “isso não é assim, não! “. Está na cara que este “não” final é de intensidade, reforçando o primeiro não. Os americanos, ao estudarem o português, se embatucam muito com isso…

Outra curiosidade: É provável que algumas palavras freqüentemente usadas tenham, sim, uma influência psicossomática, pelo menos em termos estatísticos. Já vi uma pesquisa por aí dizendo que na Espanha há um termo comum que, traduzido, significaria que “fulano é um chute nos fundilhos”. E estão estudando uma correlação entre o uso deste termo e o índice de câncer no reto… não sei se vão encontrar uma significância estatística para tal. De qualquer modo, lembrei-me que aqui no Brasil falamos muito “fulano é um pé no saco”. E parei para pensar se não podíamos aqui pesquisar a correlação deste tipo de frase com as chances de desenvolver tumor de próstata…

Palavras nada mais são do que um tipo de pensamentos – expressos, o que os torna mais intensos, “cristalizados” por assim dizer. Palavras habituais são especialmente poderosas. Convém lembrar que o importante é o sentimento expresso nas palavras. Estes são o principal fator. Não precisamos temer quaisquer palavrinhas desairosas que usamos conosco ou com os outros. Não são tão perigosas. Mesmo assim, evito dizer “estou morto de cansaço….”.

Em suma, para não prolongar muito o assunto, verifique se a sua linguagem reflete uma atitude positiva com referência às ações que se pretendem realizadas. Caso existam “cacoetes” verbais que representem uma expectativa de não realização ou um sentimento muito destrutivo, vale a pena se modificar as construções gramaticais habituais.

Lembrando sempre das palavras de Indira Gandhi, filha do grande Gandhi:

Valorize seus pensamentos; eles são as raízes de suas palavras.
Valorize suas palavras; elas são as raízes de suas atitudes.
Valorize suas atitudes; elas são as raízes de suas ações.
Valorize suas ações; elas são as raízes de seu futuro.

Pergunta: PhotoReading e Sculpt Reading

Já faz um bom tempo recebi a seguinte pergunta: “ouvi falar de um método de aprendizagem acelerada utilizada na leitura, ou seja, a FotoLeitura. Comprei o livro do criador da técnica Paul R. Scheele. Estou Fotolendo alguns livros. No entanto ainda não tenho controle sobre as informações fotolidas, elas apenas acontecem (mesmo com a “ativação”). Visitei o amazon.com para ler as opiniões dos compradores, a maioria não parece satisfeita. Entretanto como o autor cita que leva algum tempo para ‘aprender’ a fotoler, pensei que seria interessante perguntar a alguém com mais experiência sobre o assunto. Se for possível que você dê a sua opinião sobre a técnica, ficarei imensamente grato. Continue reading