Category Archives: PNL

Minions

MinionsVocê já assistiu aos filmes dos Minions? Ou aquele filme DivertidaMente?

Já parou para pensar que a nossa mente É realmente daquela maneira? Continue reading

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Revista Boa Forma – Técnica dos 21 dias

Recentemente fui entrevistado pela revista Boa Forma para complementar uma matéria sobre a Mudança de Hábitos e a aplicação da Técnica dos 21 Dias. Saiu na Edição de Abril 2013.

O link para a reportagem (estou em um quadrinho, na última página) está aqui.

E, aproveitando, o vídeo abaixo (em inglês, infelizmente ainda sem legendas) mostra de forma interessante o circuito de formação e mudança de hábitos.

Em resumo, trate sua mente inconsciente como adestraria um cachorro: usando pequenas recompensas em resposta ao bom comportamento…

http://youtu.be/wQLHwSphu-M

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Como usar a PNL para tomar boas decisões

Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.
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21 Passos

Uma técnica de replanejamento pessoal utilizando todos os recursos internos à disposição do indivíduo. Continue reading

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O que é PNL e sua relação com o Coaching?

Me perguntaram por email sobre a relação da PNL com o Coaching.

Coaching é um nome que está sendo utilizado para um trabalho de aconselhamento e orientação mais aprofundado, tanto na área profissional quanto pessoal.

Vale a pena visitar e conhecer os dois principais fóruns em português no Yahoogroups, sobre PNL e Coaching, em:

PNL-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr/

Coaching-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/coachingbr/

A PNL é um estudo sobre a experiência subjetiva, que foi desenvolvida e/ou adaptada por Richard Bandler e John Grinder na década de setenta, a partir de estudos da Linguística, Etologia, Neurociência, Hipnoterapia, Gestalterapia, Terapia Familiar e do trabalho sobre Modelagem de Watzlavick, Edmond Hall e outros autores. É uma abordagem pragmática – isto é, voltada para resultados – e que utiliza técnicas de linguística, psicologia, teoria dos sistemas, cibernética e hipnose para obter mudanças rápidas em indivíduos e, também, em organizações.

E porquê a PNL está sendo tão utilizada em treinamento profissional? A PNL estuda a comunicação eficaz, particulamente a persuasiva, a de mudança de percepção e de atitude, a motivadora. E o que é um treinamento, principalmente o treinamento organizacional, do que uma tentativa de mudar comportamentos e atitudes?

Lógico que um conhecimento de PNL pode beneficiar um profissional de treinamento… Mas isto não significa que ele fará as coisas radicalmente diferente: apenas que buscará entender melhor sobre como o que faz modifica a experiência subjetiva de seus alunos. Por isso é que a PNL está sendo cada vez mais estudada na área de Aprendizagem.

Escrever extensamente sobre PNL não cabe aqui, mas remeto você ao ótimo site Golfinho, em http://www.golfinho.com.br . E encontrará centenas de textos interessantíssimos, livros resenhados, um fórum sobre PNL, indicações de cursos e muito mais.

O Coaching seguiu uma trilha paralela, nos últimos quinze anos. A partir do sucesso do Coaching Esportivo – isto é, da cada vez maior influência dos treinadores/aconselhadores junto a atletas em todos os esportes – vários princípios de trabalho em equipe, motivação, liderança foram absorvidos para a área organizacional e, também, para a área pessoal. A influência do “técnico” (a tradução mais literal para “coach”) no aproveitamento do potencial de uma equipe acabou servindo como metáfora para o trabalho dentro das organizações.

Assim, começou a vingar a figura do “Coaching Profissional”, notadamente em termos de “Coaching de Carreira” e “Coaching Executivo”. E também a aparecer a proposta de “Coaching de Vida”, isto é, um trabalho de orientação individual, pessoal.

Malgrado a polêmica sobre a possível zona de confusão sobre o que é coaching e o que é psicoterapia no trabalho individual – e que para mim está bem clara: coaching trata de acompanhamento e seguimento de metas diárias do indivíduo avassalado por problemas de prioridades no mundo moderno, e psicoterapia é um trabalho de autoconhecimento para melhoria de graves dificuldades emocionais – o Coaching tem tudo para se tornar uma profissão reconhecida, talvez em mais de cinco e menos de dez anos.

Mas a conexão entre PNL e Coaching? A PNL é uma ferramenta – ou um conjunto de ferramentas, melhor dizendo – dos quais os profissionais de Coaching se beneficiam. Diria que a PNL é um dos arcabouços teóricos do Coaching. PNL é uma conceituação, e Coaching é um procedimento de ajuda.

Muitos confundem, dizendo que existem “profissionais de PNL”. Não vejo deste modo. A PNL não é uma profissão, e sim uma linha de estudo, para ser utilizada em benefício a qualquer profissão que lide com a comunicação e a motivação humanas. A PNL é uma ferramenta. O Coaching não, é um estilo de profissional de apoio, tal como existem assistentes sociais, psicoterapeutas, consultores e professores. Ainda não é uma profissão regulamentada aqui no Brasil, mas o futuro dirá. Atualmente, nos Estados Unidos, o Coaching, tanto organizacional quanto profissional, virou práticamente uma profissão, apesar de também não ser regulamentada por lá.

Alguns usam títulos específicos, tais como “pnelista” ou “hipnoterapeuta”, para profissionais que utilizam as ferramentas da PNL ou da Hipnose no seu dia a dia, para ajudar pessoas. Apesar de entender que o uso da língua é uma convenção, e que muitas coisas que são potencialmente erradas podem acabar se tornando um padrão comum na linguagem, aproveito este momento para enfatizar que é melhor distinguirmos o que é uma ferramenta, e lembrar que uma ferramenta não deveria sempre se tornar o nome de uma profissão. Por exemplo, não dizemos que um médico que utilize um bisturi no seu dia a dia seja um “bisturólogo”. No máximo acrescentamos uma especialidade: “médico-cirurgião”, ou “médico-anestesista”.

Por isso, vejo com algumas restrições o uso costumeiro de palavras referentes a ferramentas para denominar especializações profissionais. Um psicoterapeuta que faz hipnose é, ainda um psicoterapeuta, e não um hipnoterapeuta…. E um profissional de Coaching que faz hipnose ou PNL continua sendo um profissional de Coaching, não é um “hipnólogo” ou “pnelista”…

Para mim existem profissionais de Psicoterapia, de Coaching, de Treinamento, de Liderança, de Negociação, de Aprendizagem, etc, que aplicam a PNL. Se estão aconselhando alguém individualmente, de acordo com os seus objetivos, nível de aprofundamento e formação, estão ensinando, fazendo coaching ou psicoterapia.

São três níveis de aprofundamento:

  • informativo – ensino, treinamento e aprendizagem. Básicamente focado em fatos.
  • orientação, motivação e apoio – coaching e mentoring. Básicamente focado em motivação.
  • analítico e reflexivo/psicoterápico – psicoterapia. Básicamente focado em auto-conhecimento.

Assim, o Coaching é, em última análise, um nível intermediário no processo de motivação e auxílio no desenvolvimento do potencial humano, e como tal deve ser encaixado, até em futuras descrições de cargo organizacionais.

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Tomada de Decisão Inconsciente: Técnica dos Dedos

Este é o texto-base de um exercício gravado em mp3, que é enviado para aquelas pessoas que precisam desenvolver uma maneira melhor de conversar com a própria mente inconsciente e assim tomarem decisões com mais facilidade, sem conflitos internos. São feitas adaptações para cada caso, mas a base conceitual é a mesma. TÉCNICA DOS DEDOS

Você gostaria de saber sobre maneiras de se comunicar com o seu inconsciente de forma confortável e tranqüila. Isso é muito bom, pois, quando nos comunicamos regularmente com aspectos mais profundos de nosso ser, torna-se muito mais difícil somatizarmos de maneira desagradável. Acredito que pertubações físicas, quando provem de causas emocionais, são um desesperado apelo de nossas partes inconscientes, já que não estamos ouvindo-as normalmente no dia-a-dia…

Pergunto-me as vezes qual e a forma de meditação que usa normalmente… Se é um tipo muito estruturado, onde o seu você consciente fala muito e fica projetando coisas para a mente inconsciente, devo lhe dizer que isso já é bom, mas não é suficiente. O ideal e que permitamos que a mente inconsciente, o porta-voz de nossas partes ainda mais profundas e sutis, possa se comunicar do jeito que preferir, desde que seja algo realmente gratificante para os dois aspectos complementares de nossa mente.

Meditar é o que o nome diz… servir de meio, de instância média entre partes que normalmente estão separadas… E aproxima-las, não necessariamente através do uso de “palavras especiais” ou focalizando a atenção em determinados tipos de pensamentos. E meditação não e relaxamento. Relaxamento e só uma preparação, uma primeira parte, útil e adequada, sem duvida, mas não substitui, de maneira alguma, a verdadeira meditação.

Sugiro que você tenha uma sessão de relaxamento especifica para relaxar… O que? Isso mesmo. Relaxamento é relaxamento, algo muito bom para o corpo, e um corpo relaxado facilita que a mente possa meditar. Mas, às vezes, preocupamo-nos tanto com o relaxamento que esquecemos da verdadeira meditação.

Em momentos diferentes, ocupe-se de meditar… Esta meditação pode começar com um pequeno relaxamento, nada muito especial. Mas o principal e que, neste momento, paremos para ouvir a mente interior, a parte do nosso “iceberg” mental que está por baixo do nível da consciência objetiva…

E como devemos “ouvir” essa mente interna? Da maneira mais simples possível. O principal e a atitude emocional, uma disposição amigável, realmente interessada em entender e compreender estas partes mais profundas. Para alguns, pode ajudar visualizar esta conversa como se estivesse na presença de um Grande Ser interior ou na forma de uma Assembléia de Aspectos do Ser, composta de inúmeras “seções de ser”, cada uma representando um dos papéis que compõem a Identidade Pessoal.

Detalhe: reiteramos que não devemos confundir esta experiência com um contato com algo “fora de nós”. E preferível que compreendamos que todos estes aspectos internos são isso mesmo, aspectos, facetas do diamante multifacetado que é a mente humana.

Existe uma forma poderosa de estimular esta “conversa” interna, de modo a entendermos de forma mais fácil as respostas a perguntas especificas que possamos fazer. Podemos atribuir a cada uma destas partes internas o comando de uma parte do corpo. Isso pode parecer a algumas pessoas algo desconfortável, mas é isso que se da normalmente no dia-a-dia, quando somatizamos alguma emoção ou reação do momento. Ao levarmos um susto, por exemplo, nosso estômago dói, nossa boca fica seca. Determinadas partes do corpo acusam principalmente a tensão, a resposta emocional. Porque não usar isso então como uma vantagem, de forma positiva e intencional? Se é desta maneira mesmo que o nosso corpo interage com a nossa mente, não precisamos ficar apenas aguardando que o nosso corpo nos transmita mensagens do inconsciente. Podemos tomar a iniciativa da conversa.

Uma maneira interessante de fazer isso é atribuindo o controle de um dedo da mão menos forte (isto e, menos consciente ou menos destra) para um destes aspectos menos conscientes. E como se faz isso? Apenas pedindo que este mexa o dedo (ou apresente uma sensação diferente), como resposta a uma indagação direta. Não importa muito os detalhes de como vamos pedir isso a essa parte. O importante é fazê-lo com sinceridade e esperar com paciência que estas partes internas se ” adaptem” a esta forma especial de se comunicar… O que pode levar alguns minutos.

O melhor do que falar muito a respeito é experimentar. Não é difícil entender o processo, depois de testar algumas vezes. E o incremento em capacidade de comunicação mental é imenso, surpreendente, mostrando que nossas partes internas percebem quando abrimos espaço para o diálogo. E isso pode fazer com que a somatização indevida desapareça como por encanto.

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Metas de Vida – Life Coaching

Abaixo uma apresentação em slides sobre Metas de Vida.

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Os 5 Recursos da Vida

Várias pessoas lêem na PNL que possuimos todos os recursos necessários, em nossa mente consciente ou inconsciente, para obtermos tudo que desejamos.Tal afirmativa, além de parecer auto-confiante demais, conflita com a visão pessoal e a frequentemente baixa auto-estima de muita gente. Elas pensam: “como assim eu já tenho dentro de mim tudo o que preciso? Eu já sei a resposta de todos os meus problemas? Vasculho dentro de mim e não acho nada… “.

Este tipo de dificuldade é usual. A afirmativa pura e simples “Confie na mente inconsciente”, um truísmo muito usado pela Neurolinguística, faz com que várias pessoas ou se arrisquem sem muita base em um novo projeto ou, ao contrário, quedam-se inermes, esperando infrutíferamente que algo aconteça, ou um “gênio interior” assuma seu corpo e sua mente para resolver todas as questões necessárias, urgentes e pendentes de suas vidas…

Vamos analisar um pouco mais esta afirmação. Quando a PNL diz “você já tem dentro de você tudo o que você precisa” visa fazer com que o indivíduo se focalize em suas próprias habilidades e capacidades, e não em suas limitações. Isto é um truísmo – porquê é óbvio que todos nós devemos e iremos resolver nossas questões de vida a partir dos recursos, habilidades, competências, conhecimentos e oportunidades de que dispomos, seja agora, seja daqui a pouco, com o esforço de ampliação destes mesmos recursos, habilidades, competências, conhecimentos e oportunidades que conseguirmos obter.

A intenção é redirecionar a mente para aquilo que é realmente eficaz – agir a partir do que se tem – ao invés de apenas suspirar pelos cantos, ansiando pelo que não se tem. Não obstante, mesmo assim, algumas pessoas continuam obcecadas pelo que lhes falta. Ficam historiando suas falhas e fazendo um rol de acontecimentos tristes passados que justifiquem as suas limitações e bloqueios. Isso acontece muito em situações de coaching, isto é, situações onde estamos orientando pessoas para definir metas e estabelecer projetos de melhoria em suas vidas pessoais e profissionais.

Definir um projeto de vida é dependente daquilo que está motivando e interessando o indivíduo no momento – e isto pode ser um fio da meada para que se façam progressivas mudanças pessoais, profissionais e comportamentais que acabem se tornando bem radicais, que modifiquem completamente a vida em um período de dez ou quinze anos… É claro que este tempo permite que uma pessoa se engaje em uma busca objetiva pelas habilidades e recursos que ainda lhe falta e, assim, consiga chegar a um ponto de melhoria bem além do que sua imaginação possa abarcar no presente.

Para “baixar a bola” um pouco da angústia que acomete nestas horas, sempre sugiro que se escolha apenas um projeto de vida, não o projeto de vida. E comprometendo-se com ele por um período pequeno, digamos apenas três meses, e não para o resto da vida, cada um pode experienciar em si a sensação de se focar em plenitude, sem objeções. Experimentar se motivar é um pouco como uma experiência de faz-de-conta: faça de conta que você tem certeza de que aquilo que você está fazendo é aquilo que sempre sonhou…

Isto é, aceite as suas habilidades múltiplas e pense em como fazer uma sinergia entre estas habilidades, desenvolvendo uma especialidade só sua. Não se preocupe, por exemplo, em preencher um escaninho pré-fabricado de emprego – pense primeiro em você, em como você tem um misto de capacidades suas, e como vendê-las às instituições, dando a elas o que elas querem, através da forma como você quer.

E o que isto tem a ver com a frase “você tem dentro de si mesmo todos os recursos que precisa”? Esta frase nos redireciona a confiar que aquilo que nós não temos, somos capazes de desenvolver. E o ponto principal em mente é o que chamamos de recursos. O que são recursos? São tudo aquilo o que podemos lançar mão para fabricar aquilo de que precisamos. Recursos não são necessáriamente soluções prontas, e sim matéria-prima para engendrarmos soluções específicas. Quando estiver vasculhando a sua mente interior na busca de recursos, não espere encontrar soluções prontas, pré-fabricadas.

Percebi que nossos recursos clássicos são aquilo que genéricamente chamamos de dimensões ou parâmetros, aqueles eixos da escala de medida com os quais costumamos avaliar os resultados de alguma coisa. Quando medimos algo, normalmente usamos o tempo e o dinheiro como escala, correto? Vários parâmetros medem maneiras de avaliar um determinado processo de atingimento, sendo que alguns parâmetros só servem para máquinas, tais como o potencial elétrico ou a tonelagem por metro quadrado. E os parâmetros da escala humana normalmente são o Tempo, o Dinheiro, o Esforço, o Conhecimento e a Atenção.

Tempo, dinheiro e esforço são fácilmente mensuráveis, mas conhecimento e atenção não. Isto acontece porque são atributos primeiramente mentais, sendo o conhecimento mais pertinente ao hemisfério esquerdo e a atenção (e o interesse, a motivação e a expectativa, imbuídos nela) mais pertinente ao hemisfério direito do cérebro.

Despersonalizamos a idéia de limitação pessoal, quando focalizamos que o desenvolvimento de uma habilidade ou competência é fruto do balanceamento pessoal da aplicação destes cinco recursos básicos – ou podemos chamar de meta-recursos, se assim o preferir.

Se para um projeto específico precisamos desenvolver um conhecimento ou tecnologia que não temos, basta se perguntar: “posso dispor do tempo (físico externo, em relação a uma data pré-estipulada), dinheiro (social), esforço (disposição e energia física) e atenção (motivação e energia emocional) suficientes para alcançar este nível de conhecimento? “.

Este questionamento nos faz perceber que devemos aprender a fazer equilíbrio dos recursos. Isto é, se aplicarmos todo o nosso tempo e dinheiro disponível para obter uma meta, é claro que faltará recursos para outra, mesmo que nos sobre esforço, conhecimento e atenção…

Algumas vezes os recursos podem ser intercambiáveis – se só podemos investir pouco dinheiro, devemos investir mais tempo, esforço e atenção para obter o conhecimento necessário para alcançar o que desejamos.  Na maioria das situações, contudo, é necessário alocar um pouco em cada uma destas cinco dimensões ou parâmetros, se realmente queremos ser realistas em nossa busca de resultados.

Este processo de analisar a apropriação dos recursos nos auxilia a estruturar nosso planejamento de vida e nossa estratégia de realização, bem como nos proteger das supostas limitações que reconheçamos em nossa personalidade e ambiente.

“Valorize seus pontos fortes e proteja seus pontos fracos” dizia a sabedoria antiga dos índios Sioux. Focalize a atenção naquilo que você tem de melhor, através dos cinco recursos de vida que todos nós usamos e, daquilo que você tem pouco, compense com aquilo que você tem muito.

Os Sioux também diziam: “e saiba usar bem a sua imaginação, a seu favor, e não contra você”. Não queriam dizer com isso apenas que se pode transformar os pensamentos de derrota e fracasso em pensamentos de sucesso apenas com a prática imaginativa, com o uso de imagens mentais. Isso é possível e viável, mas é importante destacar que os pensamentos de fracasso se tornam parte do problema e que modificá-los é, também, parte da solução.

A análise dos cinco recursos são uma mágica arca do tesouro dentro de sua mente inconsciente. Acompanhados de uma ação de sucesso, a redistribuição dos recursos é uma atitude pro-ativa mais genérica, que nos permite ter mais confiança na capacidade de auto-melhoria – ou de auto-ajuda, apesar de alguns não gostarem desta palavra…

Os pensamentos sobre o processo de mudança se tornam mais pragmáticos e organizados, criando sensações de bem-estar. E assim torna-se mais fácil estruturar uma linha de ação para a solução dos problemas, abrangendo os aspectos físicos, sociais, emocionais e cognitivos, de uma maneira sistêmica.

Antonio Azevedo

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Organização Pessoal e Profissional

Algumas vezes me perguntam sobre o que faço. Digo que faço consultoria e dou palestras sobre Criatividade e Resolução de Conflitos, Tomada de Decisão e Solução de Problemas e Organização Pessoal. Criatividade, Conflitos, Decisão, são nomes auto-explicativos. Mas Organização Pessoal ainda deixa dúvidas. Por isso pretendo escrever um pouco mais sobre o que é isso.A Organização Pessoal é um nome genérico. Existe um movimento de reorganização do tempo, do trabalho e da comunicação de equipes que atualmente está na moda, e que possui o nome GTD. Este engloba dicas para a reorganização, tanto pessoal quanto profissional, como também discute a reorganização do trabalho de equipes e organizações.

O mundo está caminhando cada vez mais rápido, e não é mais suficiente acelerarmos o passado. A tecnologia cada vez mais mutável, o fluxo de informações cada vez maior…. E a maioria das pessoas ainda quer trabalhar usando sistemas e procedimentos inventados na (e adequados para a) década de cinquenta.

Até o sistema do computador pessoal, que parece um modo de trabalho tão inovador para a maioria das pessoas, está fadado à obsolescência rápida. E o e-mail, método tão prático de comunicação? Já é caquético. Ah, você vai dizer que os sistemas de chat e comunicação online é que são o futuro, não é? Não, apenas ecos do passado.

A tendência de guardar documentos vitais online, ao invés de nos micros pessoais, que tanto defendo, é apenas uma das facetas. Leia o post anterior sobre HD virtual, que talvez explique isso melhor.

O importante é que as empresas estão procurando sistemas eficientes e nenhuma das formas mencionadas são, efetivamente, sistemas colaborativos de trabalho. Facilitam a comunicação, mas dificultam o trabalho a longo prazo – informações são espalhadas por pessoas de forma desorganizada, a forma de buscar os dados é complexa e não intuitiva. A tomada de decisão é prejudicada, os acordos e contratos são vagos, e tudo isso prejudica o trabalho.

Já ocorreu a robotização do trabalho nas fábricas. Estamos agora caminhando para a robotização do trabalho nos escritórios. E não adianta reclamar e chorar, pois o tempo não volta atrás. Acredito que é muito melhor ficarmos conscientes do que está sendo feito e nos ajustarmos às mudanças de forma ágil.

Um dos pontos importantes a destacar é que o futuro do trabalho será feito através de programas online. Mas não sistemas abertos, genéricos, como se fossem conversas online, tal como o email e os sistemas de bate-papo online permitem. Será mais como formulários, ferramentas mais estruturadas, interfaces para se clicar, apertar em sites – com acesso por computador, smartcard ou celular.

As informações serão todas guardadas em sistemas centralizados – curioso é que a informática começou assim, em servidores, e depois se fragmentou, em desktops. E agora tende de novo a se reagrupar, pois a informação é tão dinâmica e valiosa que é muito arriscado mantê-la na posse de somente um pequeno e frágil computador, sem backup e gerenciado por um não-técnico. Os computadores portáteis vão diminuir cada vez mais, até o tamanho de pulseiras, provavelmente, e servirão basicamente como entrada e saida de dados. Teremos as “jóias eletrônicas”…

O processo de organização do trabalho parece estranho, pois só agora possuimos desenvolvimento tecnológico para tornar isto uma realidade. Quer ver uma prova disso, bem recente? Veja o que aconteceu em Brasília, com o incêndio do prédio do INSS. Alguns desconfiam que foi uma literal “queima de arquivo”. 🙂 No entanto, aquilo que seria uma tragédia para todos os aposentados do Brasil, se fosse uns vinte anos atrás, hoje em dia é apenas uma perda menor. Isto porquê todos os dados sobre aposentadorias não estão em papel, e sim guardados em servidores ultra-seguros, e com redundância imediata de dados, em várias cidades do país. O ideal, até, é que houvesse um backup do outro lado do mundo, não é? Mas em breve isto deverá ser feito…

Quando falo em organização pessoal, falo em acompanharmos esta tendência social, ao invés de resistirmos ou a ignorarmos. Falo de nos prepararmos para usufruir dos benefícios desta nova maneira de pensar. Para quê se preocupar com ter micro? O importante é dispor dos dados, e trabalhar de onde quisermos, da maneira que for mais fácil e confortável, com total segurança – ou, pelo menos, uma maior segurança e rapidez de resgatar os dados do que da maneira convencional.

Hoje em dia existem vários sistemas – pagos e gratuitos – que podem dar a qualquer pessoa um gostinho de trabalhar de forma mais dinâmica. Sistemas de controle de tarefas, sistemas de escritório online – na prática isto sempre foi uma tendência, mas o custo era excessivo para a maioria das empresas. Hoje, não, esta tecnologia está disponível para qualquer pequena empresa – e até microempresas e profissionais liberais. É uma nova tendência, e saber acompanhá-la é importante.

Um dos propósitos deste blog é comentar os sistemas online que estou experimentando. Como um “early adopter” (usuário que adora novidades, vamos traduzir assim) venho testando principalmente sistemas de baixo ou de nenhum custo, e que podem ser experimentados por qualquer pessoa. Em breve postarei mais sobre cada um.

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Palavras Negativas

Já mais de algumas vezes me perguntaram: É melhor dizer “agradecido” do que “obrigado”?

Antes de comentar, aproveito para ressaltar que a Neurolinguística não é uma onda políticamente correta nas palavras. É verdade que consideramos que certos modos de falar expressam atitudes internas e as reforçam, de modo que nos auxiliam ou prejudicam em nossas atividades diárias. No entanto, a PNL não defende “poderes místicos” das palavras ou das letras, algo mágico em si… Pressupõe apenas que, quando falamos, desencadeamos “marés sinápticas” em nossos cérebros, abrindo caminhos em termos de padrões mentais e comportamentos, mudando nosso metabolismo e disposição.

De início parece bem mais lógico dizer “agradecido” do que “obrigado”. A palavra “agradecido” conota mais a sensação positiva de gratidão e graça – por um presente incondicional, o elogio. A palavra “obrigado” conota mais uma sensação de obrigação, um presente condicional, que deve ser pago, retornado ao emitente. Só que “agradecido” me parece um pouco pernóstico. Prefiro “grato”.

Alguns podem dizer que quase não há diferença emocional entre as duas palavras. Que as duas formas de dizer são ditas hoje em dia quase mecânicamente, sem emoção. Então me pergunto: se é para não sentir nada, porquê dizer então?

Se respeitarmos toda palavra que sai de nossas bocas, conferimos a elas imenso poder. Seja para nós mesmos – profecias auto-realizáveis – seja para outras pessoas – a nossa reputação. De preferência evite dizer qualquer coisa de forma mecânica, um agradecimento ou uma saudação. Busque colocar veracidade em tudo o que diz e as outras pessoas, e você mesmo também, sentirão a diferença.

Há outras frases que são ditas hoje em dia como lugares-comuns, quase clichês, e que provavelmente perceberemos, ao dizê-las, conotações emocionais mais fortes. Vale a pena observarmos algumas. Por exemplo:
“Eu vou me lembrar” ao invés de “não me esquecerei”;
“Estou começando” ou “Estou aprendendo” ao invés de “estou tentando” ou “vou tentar”;
“Quero fazer isso” ao invés de “Preciso fazer isso”;
“Tenho uma questão para resolver” ao invés de “Tenho um problema para resolver…”;
“Tenho a intenção de” ao invés de “Eu gostaria de”.

Poderíamos discutir por horas qual a diferença que sentimos quando mudamos estas estruturas gramaticais. É o campo da psicolinguística, disciplina teórica da qual a PNL se aproveita para estruturar suas técnicas pragmáticas. Muitos chamam este campo de “neurosemântica”.

Por exemplo, mudar o “preciso” pelo “quero” ou “tenho a intenção de” visa nos devolver a percepção de que controlamos nossas vidas, somos agente causador, não vítimas, títeres das circunstâncias. Mesmo que algo nos pressione a fazer algo, sempre temos a decisão final: de aceitar ou recusar a situação. Por isso, se a aceitamos, em última análise o nosso querer que está em jogo, não o precisar, certo?

Há uma história corrente sobre Gandhi, o grande estadista indu. Dizem que ele, um dia, foi visitada por uma mãe, trazendo seu jovem filho adolescente pelo braço. A mãe humildemente pediu a Gandhi que falasse com o menino, e o fizesse parar de comer tanto doce, tanto açúcar, pois poderia lhe fazer mal. O garoto respeitava muito Gandhi – todos o respeitavam – e com certeza obedeceria melhor a ele do que a própria mãe. Lembrando que, na época, a cárie dentária era algo muito severo na Índia, sem serviços médicos e odontológicos adequados. Muitas pessoas poderiam morrer a partir de uma pequena infecção. E havia preceitos religiosos contra o excesso de comidas doces.

Gandhi a escutou. E pediu que voltasse na semana que vem. A mãe assentiu, e voltou depois. Então Gandhi dirigiu-se ao garoto e falou: “Meu filho, pare de comer açúcar”. O garoto concordou e saiu. A mãe agradeceu muito a Gandhi, mas, intrigada, perguntou: “Mestre Gandhi, porquê o senhor não disse isso na semana passada, quando estive aqui com o meu filho?”. E Gandhi respondeu: “Porque, minha senhora, até a semana passada eu também comia açúcar”.

Esta historieta nos fala da importância de sermos congruentes entre o que falamos e o que fazemos. Se levarmos isto com rigor, fica mais fácil sermos respeitados pelos outros e por nós mesmos – inclusive por nossos inconscientes.

Um exagero que vejo muito por aí é falar que não devemos nunca usar o não, pois o “não” não representa uma imagem específica do que se quer. Apesar de ser verdade, torna-se impossível banir o “não”, o “nunca” etc da lingua, sob pena de começarmos a falar bem esquisito…

Em livros importados de PNL, traduzidos por aqui, é falado que devemos evitar dizer o “não”. E construçães gramaticais com base no “não” são um pouco mais comuns aqui do que lá (mesmo que pese o “isn’t” inglês). Já ouvi pessoas fazendo ingentes esforços para evitar dizer um “não” sequer, o que fica muito engraçado. O não parece que vira palavrão…

Os povos de origem saxônica possuem uma estrutura gramatical radicalmente diferente da nossa – e a estrutura dos pensamentos, a lógica usada também é diferente. Isso torna a psicolinguística dos povos de lingua latina um pouco diferente da mesma dos povos de lingua anglo-saxônica. As linguas germânicas e saxônicas foram desenvolvidos por povos bárbaros – inteligentes mas bárbaros. Foi um dialeto criado principalmente com base em pedaços de outras linguas, uma lingua montada para facilitar a comunicação durante as batalhas (a invasão do Império Romano). É uma lingua franca (nome dado principalmente pela presença dos Francos).

Como uma lingua meio que “artificial”, tem características predominantes do hemisfério esquerdo do cérebro – construções gramaticais lineares, secas, não-emocionais, principalmente baseadas em substantivos e verbos simples, de ação. Uma ótima língua para lutar. Os alemães a adaptaram bem para exprimir conceitos abstratos mas continua sendo uma lingua seca, pouco afeita às emoções.

Os povos da península ibérica, ao contrário, desenvolveram a sua língua a partir do latim e do grego, línguas que cresceram naturalmente por séculos. São linguas mais emocionais, de intensidade, com muitos advérbios e sutis gradações evidenciadas pelo uso em maior escala de adjetivos. É uma lingua onde predomina o hemisfério direito do cérebro.

Todo este intróito foi para falar do “não”… Nas linguas anglo-saxônicas, o “não” é sempre uma negativa formal. Tanto é assim que, nas construções gramaticais inglesas, dois “nãos” equivalem a um “sim”. Isso É lógico, já que duas negativas invertem duas vezes o sentido, dando o sentido original. Mas na maioria das linguas latinas não é assim. São línguas de intensidade, e assim, dois “nãos” equivalem a um “não” ainda mais forte. Um bom exemplo está na frase: “isso não é assim, não! “. Está na cara que este “não” final é de intensidade, reforçando o primeiro não. Os americanos, ao estudarem o português, se embatucam muito com isso…

Outra curiosidade: É provável que algumas palavras freqüentemente usadas tenham, sim, uma influência psicossomática, pelo menos em termos estatísticos. Já vi uma pesquisa por aí dizendo que na Espanha há um termo comum que, traduzido, significaria que “fulano é um chute nos fundilhos”. E estão estudando uma correlação entre o uso deste termo e o índice de câncer no reto… não sei se vão encontrar uma significância estatística para tal. De qualquer modo, lembrei-me que aqui no Brasil falamos muito “fulano é um pé no saco”. E parei para pensar se não podíamos aqui pesquisar a correlação deste tipo de frase com as chances de desenvolver tumor de próstata…

Palavras nada mais são do que um tipo de pensamentos – expressos, o que os torna mais intensos, “cristalizados” por assim dizer. Palavras habituais são especialmente poderosas. Convém lembrar que o importante é o sentimento expresso nas palavras. Estes são o principal fator. Não precisamos temer quaisquer palavrinhas desairosas que usamos conosco ou com os outros. Não são tão perigosas. Mesmo assim, evito dizer “estou morto de cansaço….”.

Em suma, para não prolongar muito o assunto, verifique se a sua linguagem reflete uma atitude positiva com referência às ações que se pretendem realizadas. Caso existam “cacoetes” verbais que representem uma expectativa de não realização ou um sentimento muito destrutivo, vale a pena se modificar as construções gramaticais habituais.

Lembrando sempre das palavras de Indira Gandhi, filha do grande Gandhi:

Valorize seus pensamentos; eles são as raízes de suas palavras.
Valorize suas palavras; elas são as raízes de suas atitudes.
Valorize suas atitudes; elas são as raízes de suas ações.
Valorize suas ações; elas são as raízes de seu futuro.

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Pergunta: PhotoReading e Sculpt Reading

Já faz um bom tempo recebi a seguinte pergunta: “ouvi falar de um método de aprendizagem acelerada utilizada na leitura, ou seja, a FotoLeitura. Comprei o livro do criador da técnica Paul R. Scheele. Estou Fotolendo alguns livros. No entanto ainda não tenho controle sobre as informações fotolidas, elas apenas acontecem (mesmo com a “ativação”). Visitei o amazon.com para ler as opiniões dos compradores, a maioria não parece satisfeita. Entretanto como o autor cita que leva algum tempo para ‘aprender’ a fotoler, pensei que seria interessante perguntar a alguém com mais experiência sobre o assunto. Se for possível que você dê a sua opinião sobre a técnica, ficarei imensamente grato.

Resposta
Eu já li, muito tempo atrás, o livro de fotoleitura. E não me convenceu muito a técnica, por isso não a experimentei. Só posso falar a partir de depoimentos de terceiros.

Acho que há muito poucos fotoleitores por aí, para termos um testemunho de confiança… Verifiquei no Yahoo Groups Internacional e no Nacional para saber se há um grupo de Photoread ou de fotoleitura.

O melhor dentre eles parece ser o http://www.learningstrategies.com/forum.html
. Se consegue se virar em inglês, talvez valha a pena dar uma olhadinha nele.

De qualquer maneira, é necessário uma certa prática de auto-hipnose para ficar bom em resgatar as informações absorvidas por fotoleitura. Na minha opinião o processo requer abertura profunda do inconsciente, para podermos ter acesso à memória fotográfica.

Uma boa parte do que é ensinado lá também é ensinado em cursos de Aprendizagem Acelerada – a preparação para a leitura, a leitura em vários níveis, a busca de palavras chaves… No entanto, a parte de “fotoler” específicamente falando, na maior parte das vezes ouvi relatos de frustração. Várias pessoas a experimentam e não ficam satisfeitos com os resultados. Persistem por algum tempo e depois desistem.

Então, atualmente só posso interpretar – lembre-se, a partir de relatos de terceiros, eu mesmo não experimentei – que a técnica não entrega o que promete. Talvez seja possível, em algumas situações, mas não como regra geral.

Mas sobre este assunto eu tenho outras considerações. Uma vez fiz um curso de Aprendizagem Acelerada com Maurício Aguiar, um colega meu da formação de Master Practitioner em PNL. Uma frase que ele falou ficou ecoando em minha mente: “Não leia livros. Absorva conceitos. Não mensure livros pelo número de páginas. Mensure pela fertilização de suas idéias”.

E muito tempo atrás eu li, na introdução do livro “O Meio é a Mensagem”, de Marshal MacLuhan, que os editores de livros costumam publicar um livro se este tem pelo menos 10% de informação nova entre 90% de “cozinha” de informações retiradas de outros livros. Isto significa que, em média, estamos lendo e relendo cinco a nove vezes a mesma informação, se lemos dez livros sobre o mesmo assunto…

Isso pode parecer ruim, mas tem seu lado bom. A PNL nos diz que na maior parte das vezes precisamos repisar um fato umas seis vezes para o colocarmos em nossa memória de longo prazo, de onde dificilmente será esquecido. Se lemos dez livros de um assunto, a probabilidade de estarmos realmente detentores dos dados adequados sobre o assunto é muito grande. Contudo, também significa que boa parte da leitura é desperdiçada.

E por isso sugiro a você que não se preocupe tanto em “ler rápido” e sim em “ler bem”. Eu de minha parte prefiro trabalhar, ao invés de “photoreading”, com “sculpt reading”. Ler bem pode ser até mais lento, pois é uma leitura reflexiva.

Eu leio muito – ocupo bastante do meu tempo com leitura – mas atualmente leio com o computador do lado, construindo mapas mentais e quadros sinópticos (sistemas de palavras-chaves) e fazendo anotações do que entendo e crio a partir do que leio. Assim, pode ser que até eu demore mais para ler um texto. Mas é uma leitura ativa e produtiva e não algo passivo.

Se você não sabe como fazer mapas mentais, visite o excelente site http://www.mapasmentais.com.br, do Virgílio Vilela. E estude os tutoriais. Há uma apostila ótima que pode ser baixada de graça, no site.

Leio bem mais devagar, é certo, e tenho livros não-lidos e semi-lidos em profusão, mas o que eu leio é meu, faz parte de meus conceitos de vida, está bem digerido e assimilado. Se estudarmos um livro procurando, classificando e fazendo mapas mentais de tudo o que é novo e faz sentido, o próximo poderemos ler ainda mais rápido, e cada vez mais rápido… E sem a técnica de fotoleitura.

E o principal: não precisaremos de reler todo o livro, se for necessário uma segunda vista. Nossas fichas de mapas mentais e nossa estruturação de idéias servirão como uma perfeita sinopse, facilitando que encontremos os 10% criativos que só estão naquele livro.

Suponho que esta técnica seja dez vezes mais lenta do que a fotoleitura para ler um livro pela primeira vez e cerca de três vezes mais lenta do que a leitura normal.

Mas, no entanto, para ficarmos realmente com o entendimento de um livro-texto (não me refiro a um romance, fique bem entendido) costuma ser necessário que nós o releiamos umas cinco vezes. E a fotoleitura seria mais rápido, mas quanto tempo precisamos até termos a confiança nela?

Posso estar errado, mas por enquanto prefiro ser um “sculpt reader”. Pois a leitura é um processo de “garimpagem” de idéias. E toda boa idéia exige um tempo de “ruminação”, de comparação inconsciente com outras percepções, valores e crenças que já fazem parte de nosso mundo mental.

Feito isso, vamos ao que faço. Vou descrever minha técnica com rigor. Esta técnica é adaptada dos princípios da Aprendizagem Acelerada, um curso que fiz em 1994 com Maurício Aguiar (que também publicou um livro sobre este assunto, junto com o professor Rousseau, um conhecido consultor de treinamento empresarial). Eu já usava técnicas similares antes, aprendidas em livros, mas o curso apurou meu sistema.

Começo dando uma boa olhada no livro, na orelha, na sinopse da contra-capa, no índice e leio cuidadosamente os nomes dos capítulos. Já observei que 90% dos leitores têm preguiça de fazer isso, ou o fazem descuidadamente, e começam a ler o livro para ver se este o “captura”. Isto é, ao meu ver, uma forma passiva de ler, pois o transforma em refém do livro… Se este for construido para instigá-lo emocionalmente, a gente o lê de uma assentada. Se for mais cerebral, mais frio, a gente pode até parar para ler depois e, por alguma razão, é “capturado” por outro livro.

Eu me pergunto também qual é o propósito que tenho ao ler este livro. Se é um propósito meramente informativo, se viso enriquecer uma idéia que já tenho ou se estou motivado a acrescentar uma nova compreensão de vida, um novo ponto de vista. Isto é, se estou preparado para ser confrontado, para a mudança. Pode parecer bobagem fazer isso, mas considero extremamente importante, pois nos prepara para sermos senhores do livro, não seus servos.

A partir disto eu posso começar a fazer uma leitura pró-ativa do livro. Eu é que escolho o que quero ler, em que quero me aprofundar e o que quero reter como recordação e aceitar como ponto de vista. Me permito discordar, desta maneira, dos autores, e fazer o meu próprio processo de leitura, seja na diagonal, do início para o final ou do final para o início.

Maurício Aguiar diz que devemos mudar até a forma como falamos a respeito de um livro-texto. Não devemos dizer que nós “já lemos” o livro. Devemos dizer que nós “já processamos” o livro. E que, muitas vezes, ele pode estar “em processo” por anos, enquanto “cozinhamos” vários livros ao mesmo tempo.

Começo procurando as idéias-chave. Folheio o livro em primeiro lugar, em uma espécie de “sobrevôo”. Identifico as passagens mais interessantes, leio algumas anedotas e histórias, observo os diagramas e quadros sinópticos.

Findo isto, eu começo a ler o livro, com um bloquinho ou o computador ao lado. Começo a anotar as palavras-chaves do livro e, de forma bem sintética, a minha opinião sobre algum conceito, demarcando com um colchete ou balão e encimando com a palavra “eu”. Isto para mostrar que eu tenho um ponto de vista diferente.

Antigamente eu marcava o livro com um lápis (jamais com caneta ou marca-texto, é um desrespeito com o livro). Hoje considero que esta forma é desorganizada demais, pois nos obriga a catar o livro inteiro por trechos grifados. E, quando grifamos desta maneira, não prestamos tanta atenção no que estamos pensando e, depois, o esquecemos.

Quando transcrevemos o texto de forma sintética, buscando transformar em uma ou duas palavras-chaves, o esforço neural é muito maior, e assim o conceito fica melhor marcado no cérebro.

Feito isto em uma estrutura lógica do livro – que às vezes pode ser um capítulo, às vezes pode ser uma estrutura dividida em dois ou três capítulos – eu paro, volto ao meu bloco ou arquivo texto no computador e busco criar um mapa mental daquela estrutura – mas não me preocupo em englobar todo o livro, e sim apenas a idéia que eu entendi, a que fixei, que é a minha forma de ver e compreender.

Isto é, faço um mapa mental de *minhas* idéias sobre o livro, não do livro. Não vou descrever detalhes de como fazer um mapa mental. Veja no site do Virgílio.

Completada esta etapa, das duas uma: se eu *sinto* que minha opinião parece bem diferente do livro, releio os capítulos para identificar os pontos de discordância e verificar qualquer falha de compreensão minha. Mas, na maioria das vezes, eu prefiro seguir adiante, pois, talvez, em uma parte posterior, o autor poderá se repetir de outra maneira e assim enriquecer a sua idéia. Mas aí eu já terei uma forma de pensar, pela qual avaliar o que li.

Detalhe: não faço quadros sinópticos e mapas mentais de todo e qualquer detalhezinho do livro. E não recomendo fazer os mapas mentais detalhados, enquanto se lê. Ao contrário, prefiro e recomendo que se leia o livro de uma forma global, definindo em forma de rascunho rápido mapas mentais e quadros sinópticos apenas daquilo que é interessante ou se discorda, e portanto se deseja esclarecer as idéias, através de um mapa mental.

No final, o livro “processado”, posso (ou não) parar e fazer um mapa mental do livro todo. Contudo, nem todo livro é recomendável ou possível de se fazer isso, pois os livros não são tão bem estruturados assim. É melhor fazer mapas mentais apenas das partes interessantes, mantendo uma ligação fraca entre os mapas, pela referência de assunto. O tempo perdido em confeccionar o mapa mental completo e perfeito é desgastante demais. No geral, não paro para fazer o mapa mental do livro integral, me contento em mapear idéias coesas.

Isto é, prefiro ler com cuidado, refletindo bem no que estou lendo, fazendo mapas mentais e tecendo elucubrações sobre o que leio… Paro toda hora e converso mentalmente comigo, fazendo diagramas em um papel à parte sobre minhas idéias, descobrindo se eu concordo ou não, se entendo ou não o que está proposto no livro. Me imagino (visualizo) explicando isso para alguém. Ficaria com dúvidas? Verifico. Só vou adiante quando estou satisfeito com as minhas idéias próprias sobre o livro, não sobre as idéias do livro. Se estou cansado, paro, pego outro livro, não me preocupo em ler de fio a pavio.

Se é um livro de ficção, puro lazer, óbviamente não sigo estes passos de forma tão rigorosa. Em alguns livros este processo todo pode demorar três, quatro dias. Em outros pode demorar meses. Ou anos. E daí? Isso não importa. Não vivo de citar livros, e sim de manifestar idéias, em minha vida e em minha interação com meus parentes, amigos, conhecidos e clientes. Algumas destas leituras frutificam em artigos, outras em idéias próprias. Não é isso o que se quer? O pensar é a consequência da leitura, não o acúmulo desta.

Agora, um adendo: se uma pessoa está estudando para um concurso, ou vestibular, ela quer enfocar mais a memória. Talvez ela precise fazer mapas mentais mais detalhados e coesos. Mas é um caso específico. E, mesmo assim, os concursos e vestibulares hoje em dia estão privilegiando mais a compreensão e as idéias próprias do estudante, não tanto o “decoreba” puro.

Esperar aprender rápido é uma distorção dos tempos modernos – todos preferem livros condensados, extratos etc. Então, porque a maioria das pessoas não conseguem aprender uma nova língua apenas lendo dicionários? É necessária uma exposição gradual a idéias, para que formemos nossos pontos de vista. E quem quer ler rápido também absorve sem análise crítica o que está sendo lido – pode acabar acreditando em qualquer coisa.

Experimente uma vez pesquisar na revista Seleções se existe um livro condensado que você queira ler. Mas não leia ainda o texto condensado. Leia o livro original e depois leia o condensado. E faça uma comparação do que sente, a partir dos dois. Faça a experiência ao contrário, também: ler o condensado primeiro e depois o em formato normal. Se a qualidade do texto for boa e o autor não for daqueles que “enche linguiça”, perceberá que, mesmo por melhor que seja a condensação, perderá muito do impacto emocional do texto completo.

E hoje em dia o jovem prefere ver um filme ou um documentário, ao invés de ler um livro. Não nego o poder das imagens, e a beleza de um bom filme ou documentário, e retiro muitas idéias criativas do que vejo neles. Recomendo, especialmente, os documentários sobre o mundo natural, no estilo do National Geographic. Aprende-se muita coisa interessante sobre o comportamento, que podemos tirar ilações para o mundo dos homens… No entanto, as idéias em um filme já estão prontas, e direcionadas. É bem mais difícil sair da trilha das idéias apresentadas na forma de imagens, e gerar idéias novas. E, afinal, nós queremos apenas aprender as idéias dos outros ou aprender a gerar nossas próprias idéias?

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Crenças – o diferencial para o sucesso

As crenças são generalizações que criam, no nível inconsciente, regras sobre nós mesmos, sobre aquilo que somos e sobre a nossa relação com o mundo que está a nossa volta. Crenças são o resultado da filtragem, processamento e avaliação da informação obtida em experiências e tomadas de decisão passadas.
Algumas definições sucintas:

Crenças
Como achamos que o mundo é, isto é, como funciona.
Como achamos que nós somos, isto é, como somos construídos e nos comportamos.
Relações de Causa e Efeito e seu significado (interpretação) para nós.

Valores
O que, principalmente, buscamos no mundo.
Nossas prioridades e orientações.
Decisões pessoais de como aplicar nossas crenças para a nossa satisfação e realização.

Começamos a vida com dois crítérios sensoriais: prazer e dor. Estes dão origem a duas impressões subjetivas que costumam ser rotulados de segurança e perigo. Grande parte de nosso desenvolvimento pessoal se inicia a partir destas impressões e dão origem à crenças e à valores. Tendemos a buscar aquilo que nos dá prazer e confere segurança. Com o tempo, esta busca se transforma em um Valor.

Pense em suas Crenças como a mobília de sua casa mental. Podem ser individualmente valiosas e até úteis em certos momentos; mas ás vezes atravancam o caminho e se tornam de difícil manuseio. E podem ficar antiquadas. E, as vezes, podemos gostar de certas Crenças, mas elas não “combinam” com o resto da decoração de nossa casa mental.

Outras definições:
Critérios de Referência
Uma forma de avaliarmos cada experiência. Uma evidência sensorial de que atingimos um determinado valor ao nos comportamos de uma determinada maneira. São “materializações de crenças”, pois a sua observação nos faz corroborar ou renegar crenças já existentes.

Princípios
Valores éticos principais, ecológicos e congruentes em nível de Identidade e Essência. São como valores, só que em um nível mais abrangente e interpessoal.

Crenças Limitantes
Foram úteis e atualmente estão obsoletas.

Crenças Capacitantes
São efetivas (eficazes e eficientes) para os contextos atuais.

Condições para a boa formulação de Crenças Capacitantes:

As crenças são relações de causa e efeito conforme percebidas pelo indivíduo.
São ferramentas úteis para entender o mundo e também para transformá-lo.
E, lógico, as descrições de Crenças são uma ótima forma de utilizar a mudança de Crenças para o sucesso pessoal.
As Descrições de Crenças devem ter uma FORMA, um CONTEÚDO e um IMPACTO (emocional).

FORMA
– afirmativa e curta na sua descrição verbal;
Exemplo: “Eu consigo emagrecer e me manter magro!”

– não contenha generalizações;
Melhor falar “Há pessoas capazes de aprender uma nova língua e sou capaz de aprender também” do que
“Todo mundo é capaz de aprender uma nova língua e logo eu posso também” pois pode criar comparações e gerar insegurança.
Outro exemplo para ficar mais claro:
“Sou capaz de acordar na hora certa” é melhor do que “Sempre acordo na hora certa” pois isto pode criar uma dúvida inconsciente.

– expressa na primeira pessoa.
“Eu consigo ou estou conseguindo” é melhor do que “Os outros percebem o meu êxito e sucesso…”.

CONTEÚDO
– congruente com a forma individual de perceber o mundo;
Exemplo: se eu acho importante manter um programa de ginástica diária mas não gosto de horários rígidos, é melhor uma frase afirmativa tal como “Sinto-me motivado e escolho a cada dia um bom horário para me exercitar” do que “Comprometo-me com o horário que escolhi”.

– pode ser aferida por critérios baseados em Valores;
Exemplo: se é um valor importante para mim a convivência, posso incluir tais valores em minhas descrições de Crenças, tais como “Realizo o meu objetivo e percebo como isso me aproxima de meus amigos”

– abrange e é útil vários contextos (ecológica).
Exemplo: se analiso que uma Crença afeta tanto o contexto da Saúde quanto do Relacionamento, posso conectá-los na descrição da Crença:
“Emagreço e me sinto bem comigo mesmo e em minha imagem perante os Outros.”

IMPACTO
– produz uma sensação positiva característica (fisiológica);
Uma descrição de Crença efetiva faz-se sentir positivamente no corpo. Se ela não tem responsividade emocional, não está bem descrita e deve ser reformulada de modo mais entusiástico.

– repetida poucas vezes já se torna inconsciente;
O objetivo não é que sua repetição seja mecânica, e sim que a força do envolvimento emocional seja tão grande que a frase seja memorizada com poucas repetições e absorvida de modo completo. Em breve ela é “esquecida” pois o inconsciente já a repete por si mesmo.

– baseia-se em Valores e Princípios já existentes no indivíduo.
Quanto mais alinhada aos Valores pessoais melhores são as descrições das Crenças – e isto serve para os Princípios, pois estes são Valores também, porém pertencentes a um nível não só de Identidade como Além da Identidade, no sentido que são Valores compartilhados por grupos, com noções éticas mais abrangentes.

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Há vários tipos de Crenças e existe alguns fatores que podem influenciar na construção de uma Crença, de forma que ela se torne inadequada ou, ainda pior, simplesmente ineficaz. Podemos até chamá-las de “obstruções”, pois dificultam a formação de uma Crença de Sucesso, e facilitam a construção de Crenças Limitantes.

Crenças a respeito das Causas: limita-nos a procurarmos apenas um tipo de Origem para uma determinada situação.

Nem sempre há uma Causa única para uma determinada situação. Muitas questões são de origem sistêmica, e uma junção de vários fatores criou a situação. Procurar a Causa ùnica muitas vezes é buscar desatar um nó por demais apertado, desperdiçando tempo e esforço. O melhor a se fazer é “cortar o nó górdio” ( lembre-se da história de Alexandre O Grande e como ele cortou o nó górdio – http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_g%C3%B3rdio ) O objetivo de deixar de entender a relação Causa-Efeito como uma simples relação direta nos permite entender o mundo de maneira mais tridimensional e compreender melhor as relações sistêmicas complexas, tais as descritas na Teoria do Caos e nas equações fractais.

Crenças a respeito do Efeito: orienta-nos a perceber apenas um tipo de Consequência para nossos actos.

Esta é uma correlação da anterior, e mostra a mesma miopia. Como exemplo, se fazemos uma mudança em nosso comportamento em face da forma como uma outra pessoa reage, com certeza a reação seguinte não é exatamente a esperada, e sim um “mix” de resposta ao nosso comportamento anterior mais o comportamento atual. Buscar isolar a reação ao comportamento como se fosse isolado do contexto geral e da história do comportamento é uma visão distorcida, que requer uma melhor compreensão sistêmica.

Crenças a respeito do Significado: apresenta apenas um aspecto da questão.

O significado dado a um determinado evento também é uma Crença, e muitas vezes é uma explicação “ad hoc”, isto é, uma explicação desenvolvida para se encaixar a uma determinada situação e não necessáriamente adequada como uma idéia geral.

Estas “obstruções” são estreitamente ligadas aos Valores principais do indivíduo.

As Crenças influenciam os Valores, impondo-nos limites sobre o que achamos que podemos Ser, Fazer e Obter no mundo. Os Valores compartilhados transformam-se em Princípios sociais, e retornam ao indivíduo, reforçados por suas conexões com o grupo, e ampliando a atuação dos Valores com os quais estão ligados, em um ciclo permanente… Esta é uma das razões do que chamamos “sabotagem social” para mudanças comportamentais.

Conscientize-se do seu trabalho de formular Crenças!
Pense em Crenças como Paradigmas – hipóteses de trabalho que são pressuposições úteis para realizar tarefas, mas que não podemos ter certeza absoluta se são verdadeiras ou falsas.

Como modificar Paradigmas
(1) Identifique as suas Crenças e pergunte-se: o que esta crença está fazendo por mim? O que faz pela minha saúde? Pelo meu sucesso no futuro? Pelos meus objetivos? Pelos meus relacionamentos? Ela me ajuda (Crença Capacitante) ou me limita (Crença Limitante)? Que benefícios ocultos (secundários) ela me traz de bom, mesmo que me limite em alguma coisa?

Para ajudar, liste para você algumas Crenças que podem ser muito eficazes:
– o meu corpo é naturalmente saudável.
– o meu estado básico é flexível de acordo com as situações de vida.
– eu aprendo com cada experiência.
– não existem erros, existem explorações de caminhos de vida.
– corpo e mente são um único sistema.
– a minha criatividade se expressa nas minhas ações, emoções, pensamentos e intuições.
– sintomas de doenças são alertas para a busca do reequilibro.

(2) Reconheça que não é fácil apenas abandonar uma crença. É necessário colocar uma alternativa no lugar, para manter o equilíbrio em seu universo mental. Pergunte-se: em que eu gostaria de acreditar? Como minha saúde melhoraria com esta nova Crença? E meu sucesso? Meus objetivos? Meus relacionamentos? Conseguiria obter, com esta nova Crença, os mesmos benefícios secundários que a Crença antiga me trazia?

(3) Verifique a congruência desta nova Crença. Pergunte-se: há algo em mim que possa resistir ou tentar me impedir que eu mude para este novo paradigma? Há algo em mim que já se encaixa e favoreça este novo paradigma?

(4) Pense em analisar sobre a forma como imagina acerca de algo que acredita e sobre algo que não acredita. Pense como estes padrões de pensamento – Certeza e Dúvida – influenciam a forma como suas Crenças e Valores influenciamm sua vida. É possível realizar exercícios especiais de relaxamento, auto-hipnose, sugestão e PNL para facilitar a forma de mudar os padrões de pensamento, aumentando a dose de certeza naquilo que se quer acreditar mais e a dose de dúvida naquilo que se quer deixar de acreditar como válido.

Crenças Limitantes mais comuns
As Crenças costumam apresentar uma Descrição Limitante (vocalizada) na primeira pessoa e uma Internalização desta crença, na forma de um sentimento pessoal de auto-estima e de valor. A descrição é uma espécie de “justificativa lógica”, cognitiva, da internalização, que é mais emocional.

Exemplos de Descrições:
Eu só existo pelo que faço no meu trabalho…
Ninguém gosta de mim!
Se demonstrar minhas emoções, fico vulnerável…
Se não for o melhor em tudo, sou um fracasso…
Só relaxo quando tudo sai perfeito…
Só vale à pena se tiver que se esforçar muito para conseguir…
Quem quer faz. Quem não quer, manda.
Vem fácil, vai fácil.
Sempre quis fazer, mas…
O mundo é uma luta, uma selva!
Prefiro não arriscar…
Eu sempre fico….quando….
Se os outros fizessem….
Eu preciso….mas….
Se eu fosse capaz de….
Gostaria de poder….
Gostaria de saber….
Um dia ainda irei…

Exemplos de Internalizações:
Sou feio, estúpido, burro…
Eu não mereço…
Sou o centro do mundo…
Eu não consigo….
Não sou bom nisso…
Acho muito difícil….
Eu gostaria….
Vou tentar…
Eu nasci assim…
Sou desse jeito mesmo…

Pergunte-se, para descobrir suas Crenças Limitantes:
Como você sabe que acredita em algo?
Como você sabe que é capaz de fazer algo?
Como você sabe que pode conseguir algo?

* – Referência Externa – comunicação de outros, elogios, prêmios etc.
* – Referência Interna – sensações internas (algo que diz, vê ou sente internamente)

Toda referência externa, suficientemente repetida (sem mecanismo de bloqueio consciente) pode ser internalizada e se tornar automática, tornando-se uma Crença Limitante ou Capacitante.
Antonio Azevedo

“Quando acreditamos firmemente que alguma coisa é verdadeira, é como se déssemos ao nosso cérebro uma ordem sobre a maneira de representar os acontecimentos.”
Anthony Robbins

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