Archive for the 'PNL' Category
Como usar a PNL para tomar boas decisões
Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.
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Mudança de Hábitos – Técnica da Lua
Apresentação de uma técnica para modificação gradual de hábitos, a partir da influência psicológica (e cultural) dos ciclos lunares.
Muita gente já ouviu falar sobre como podemos mudar hábitos em 21 dias ou em 30 dias. Como exemplo dos textos que encontramos na Internet falando sobre isso, vejam alguns abaixo:
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Ejaculação Precoce
Em 2005 recebi uma pergunta sobre Ejaculação Precoce, perguntando se haveria técnicas de Neurolinguística (PNL) ou de Hipnose que pudessem ajudar nesta questão. Na época respondi em um site da Sociedade Brasileira de Hipnose (sbhip.org) que, verifiquei hoje, está fora do ar. Assim, como o texto pode ser útil para mais pessoas, optei por replicá-lo aqui.
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Visualização Criativa e PNL – Palestra Gratuita
Palestra aberta com Antonio Azevedo em dezembro 2008
Gratuita, em Copacabana, Rio de Janeiro.
Dia 1º de dezembro, segunda-feira, de 19h30 às 21:00
Local: Livraria Argumento de Copacabana
R. Barata Ribeiro, 502 lj, em frente ao CIB – Clube Israelita Brasileiro, entre as Ruas Santa Clara e Figueiredo de Magalhães. Próxima à estação Siqueira Campos do Metrô. Telefone da Livraria: 2255-3783
Tema da Palestra: “Visualização Criativa e PNL”
A PNL utiliza várias técnicas de representação subjetiva de percepções sensoriais em seus exercícios, mas não é, em si mesma, uma técnica metafísica.
Por outro lado a Visualização Criativa tanto utiliza exercícios de imaginação e representação de imagens (Imagery), e é muito utilizada tanto para a melhoria da saúde, em técnicas de PsicoNeuroImunologia, quanto para exercícios esotéricos e metafísicos, tais como os da Lei da Atração.
Aproveitamos esta noite para discutir as diferenças e semelhanças entre estas várias aplicações. Venha assistir e debater com a gente.
Antonio Azevedo é palestrante profissional, consultor e coach, com formação em Practitioner, Master Practitioner e Trainer em PNL – Programação Neurolinguística – e em Hipnose desde 1992. É um dos organizadores das mais importantes listas de discussão online de PNL e de Coaching.
Instrutor e profissional de Recursos Humanos, participou de vários cursos e seminários internacionais, com Jefrey Zeig, Steve Andreas, Joseph O’Connor, Ernest Rossi e outros nomes da PNL e da Hipnose Ericksoniana.
Facilitador de qualidade & produtividade e especialista em gerenciamento de metas e planejamento de vida. Atuou em palestras e workshops para TVE, TELEMAR, Laboratórios Roche, Targetpoint, Sescoop, Tecnocoop, AulaVox, IBOL e outros.
3 comments21 Passos
Uma técnica de replanejamento pessoal utilizando todos os recursos internos à disposição do indivíduo.
Sabemos que o ser humano tem duas formas de pensar diferentes em sua mente. Uma herdou dos animais – a forma holística do hemisfério cerebral direito – e a outra desenvolveu a duras penas, com a evolução do pensamento analítico do hemisfério cerebral esquerdo.
Reluto em dizer, porém, que a forma de pensar do hemisfério esquerdo seja “melhor” por ser mais recente ou mais “evoluída”. Ao contrário, prefiro acreditar na teoria neurológica que nos diz que nossos dois cérebros pensam ligeiramente diferentes justamente para nos dar percepção estereoscópica na tomada de decisões, da mesma forma como nossos olhos aprendem a enxergar profundidade pela justaposição de dois pontos de vista ligeiramente diferentes.
Desta maneira, aquelas pessoas que decidem apenas com a razão ou decidem apenas pela emoção estão usando, na minha opinião, apenas metade de seu poderoso cérebro. Quer dizer, dá até para se orientar bem com um olho só, mas se perde alguma coisa da percepção da vida… É necessário usar o melhor possível as duas formas de pensar, se isso é possível, é claro.
E como podemos então treinar a integração destas duas formas de pensar? A PNL é uma abordagem que pode ajudar. Considero o Planejamento e a Boa Formulação de Objetivos um dos pontos-chave para atuar bem com a PNL e integrar as duas metades do cérebro.
Formular bem objetivos ajuda a aclarar a mente e deixá-la bem focada no que você quer. Também facilita que as partes cognitivas de nosso cérebro se alinhem com as partes emocionais, ao invés de trabalharem cada uma do seu lado.
A partir de estudos da PNL, somados a um interessante texto que me foi passado pelo Wesley , com o qual um grupo de estudantes de PNL está fazendo ou reciclando o Practitioner de PNL Online, decidi postar aqui uma adaptação dos 21 Passos que costumo utilizar nos processos de Coaching, quando estipulamos com um cliente um procedimento de mudança.
As mudanças desejadas podem ser de vários tipos – pessoais, de relacionamento, profissionais, evolução de capacidades… Os 21 passos listados abaixo são um conjunto de técnicas de PNL, que englobam assuntos tais como Níveis Neurológicos, Formulação de Crenças, Integração de partes, submodalidades e muitos mais.
Apesar de saber que pode parecer “jogado”, pois não me deterei em explicar o que cada passo quer fazer, acredito que a listagem pode ser útil aos praticantes de PNL, e por isso a transcrevi aqui.
Sintam-se livres para postarem nos comentários as dúvidas que surgirem – entre parênteses no final de cada passo há uma sucinta explicação dos conceitos. Alguns são auto-explicativos mas outros não.
A proposta é fazer estes passos todos para todos os seus projetos – tanto os pessoais quanto os profissionais.
Dê uma olhada também na figura anexa. Contem um esquema gráfico até o passo 15. Os passos de 1 ao 15 são da preparação para a mudança. Os passos de 16 ao 21 (optei por não incluí-los no esquema e pretendo detalhá-los melhor em um futuro post) são da mudança propriamente dita.
21 Passos
Processo de Transformação Pessoal
a partir da Análise dos Objetivos de Vida
Parte 1 – Definindo o Estado Desejado
01. Qual é o seu objetivo? (identificação de vantagem ou benefício)
02. Como você vai saber que atingiu esse objetivo? (evidência de critério sensorial do benefício)
03. Como vai saber se não atingir esse objetivo? (evidência de critério por oposição e enquadramento horizontal no nível de ambiente e comportamento)
04 Quando e onde você pretende utilizar isso? (especificação de área de vida – enquadramento de profundidade no nível de comportamento)
05. Quando atingir este objetivo, como isso afeta a sua vida? (alinhamento de valores com objetivos e ecologia interna e enquadramento vertical no nível de capacidade, crenças e valores)
06. Quando atingir seu objetivo, como isso afeta a vida das pessoas que para você são significativas? (alinhamento de ecologia externa)
07. Você se sente preparado e merecedor desse objetivo? Como isso afeta a sua Identidade de Si Mesmo e suas mais altas aspirações de vida? Dê uma nota de 1 a 10 para a congruência que sentir internamente, sendo 10 o máximo possível e 1 práticamente zero. (avaliação de intensidade da motivação para a mudança e alinhamento por enquadramento em todos os níveis lógicos, inclusive o de Identidade)
Parte 2 – Definindo o Estado Atual
08. Para alcançar o seu objetivo, quais comportamentos, crenças ou padrões atuais você decidiu modificar, melhorar ou aperfeiçoar? (foco na solução)
09. De que forma específica esses padrões ou comportamentos afetam a sua vida hoje? Indique sentimentos e eventos recorrentes. (padrões habituais)
10. Manter esses padrões traz algo de bom para você? O que você está conseguindo ao não conseguir o seu objetivo? (ganhos secundários)
11. Manter estes padrões traz algo de desconforto para você? O que você lhe incomodando ao manter tudo como está? (prejuízo)
12 – Existe em você alguma parte, lado ou aspecto interior que se oponha a alcançar este objetivo? Dê um nome a esta parte – aqui é denominada “Parte A”. Inclua sentimentos como medo, ansiedade não como partes, mas como representantes fisiológicas da parte etc. Descreva como percebe fisiologicamente essa parte em você mas a descreva pelo que ela pensa, não pelo que lhe faz sentir ou executar. (identificação de parte objetante)
13 – Esta oposição é baseada em alguma crença limitante ou algum conceito obtido em algum momento do passado? Ou é baseado em alguma experiência do presente? Se assim for, você ainda se comporta ou apresenta as mesmas limitações do passado? Se não, esta objeção ainda tem base lógica? (análise de coerência interna da parte objetante)
14 – Existe em você alguma parte, lado ou aspecto interior que deseje colaborar para alcançar este objetivo? Dê um nome a esta parte – aqui denominada “parte B”. Inclua sentimentos de confiança, certeza, entusiasmo etc. Descreva como percebe fisiologicamente esta parte em você. Mas dê a ela um nome pelo que ela pensa, e não pelo que lhe faz sentir ou executar. (identificação de parte motivante)
15 – Este apoio é baseado em alguma crença de sucesso ou em algum conceito obtido em algum momento do passado? Ou é baseado em alguma experiência do presente? Este apoio tem base lógica? (análise de coerência interna da parte motivante)
Parte 3 – Alinhando o Estado Desejado com o Estado Atual
16 – Solicite aos dois estados ou partes internos, aqui denominados Parte A e Parte B, que entrem em contato e transmitam informações entre si, fundindo dados e opiniões. Peça que integrem todas as informações que possuem sobre o assunto (estabelecimento de ponte de comunicação).
17 – Peça que cheguem a uma conclusão para a mudança desejada. É viável? Coerente internamente em relação a todos os objetivos de todas as partes e também congruente externamente em todas as áreas de vida? Se não for, existem outras partes que podem participar do processo, para conferir total integridade a ele? (negociação de partes)
18 – Liste todos os passos que pretende executar para a mudança e, após isso, estipule um prazo viável para a mudança. (contrato entre partes)
19 – Defina um Statement (Declaração de Propósito). Isto é, construa uma frase ou uma coleção de poucas frases em linguagem positiva, contendo o que verá e sentirá ao alcançar o seu objetivo. Utilize verbos no presente, com descrição do que quer e não por negação / evitação do que não quer, contendo ações iniciadas pelo sujeito que é você e não por consequência do que possa vir a lhe acontecer e que contenha a evidência de critério de atingimento do objetivo, conforme descrito no passo 2. (cristalização e nominalização cognitiva do processo de mudança)
20 – Construa uma experiência subjetiva dramatizada (Imagery) que seja representativa da mesma situação. (cristalização por representação sensorial interna).
21 – Exercite o uso deste Statement e desta Imagery. São ecológicos para você? Isto é, parecem justos e dignos para todas as suas partes internas e corretos e bons para seu ambiente e relacionamentos externos? E você está levando em consideração o balanço adequado de todos os seus objetivos de vida e dos seus recursos de tempo, dinheiro, conhecimento, atenção (concentração mental) e energia (disposição e esforço físico)? (verificação da integridade das ferramentas da mudança).
No commentsDomar o Dragão – controle da fisiologia corporal
Me fizeram uma pergunta por email sobre como controlar a ruborização. A resposta pode ser útil a mais pessoas e decidi publicá-la, inclusive porque as recomendações podem ser adaptadas para uma grande gama de questões de controle psicossomático. A pessoa autorizou a publicação da pergunta e da resposta.
“Sempre tive um pouco de timidez, e depois de um evento um pouco traumático na adolescência (fui criticado e riram de mim uns dez minutos dentro da sala da aula, essas maldades de adolescentes), a situação piorou. Perdi o conforto em situações sociais (principalmente ao falar em público,) gerei insegurança interior e o pior, ficava vermelho bem fácil, por quase nada.
Depois disso, procurei resolver esses problemas. Fui em psicólogo, comecei a me sentir cada vez melhor (já estava sentindo bem mais seguro e tal) e algum tempo depois conheci um médico que me indicou a PNL.
Li então o livro PNL – A Nova tecnologia do sucesso. Achei o livro excelente, o li com muita atenção e fiz todos os exercícios. Com tudo isso, mudei muito. Hoje me sinto bem mais seguro, satisfeito; gosto (por incrivel que pareça) de falar em público e coisas do gênero. Resumindo: sinto que passei da água pro vinho.
Apesar de ter segurança e me sentir bem pra falar em público e outras situações sociais, sinto que ainda fico um pouco vermelho quando tenho que me expor (o que me deixa insatisfeito). Li uma resposta sua a uma questão parecida no fórum de PNL, onde explicou:
Muitas vezes o corpo aprende a fazer algo e continua a fazê-lo de forma autonômica, mesmo quando os pensamentos associados não se fazem mais presente. É uma indicação da independência do inconsciente, quando ele aprende que há algo a ser feito em determinada situação. As situações e interpretações conscientes mudam, mas o aprendizado inconsciente permanece…
Trabalhe com a Linha de Tempo e despotencialize a reação psicossomática – você pode usar com o vermelhão – que vem associado ao nível cognitivo da reação anterior.
Reforce o trabalho, agora de forma mais focada na Linha de Tempo, e na reação inconsciente. A ressignificação em seis etapas é um trabalho mais “consciente”, isto é, puxa o inconsciente para o consciente, e não é a mais apropriada para lidar com reações somáticas autônomas. Trabalhe de forma mais auto-hipnótica, isto é, leve o seu consciente para o inconsciente. Isso se faz bem com a Linha de Tempo e o devaneio dirigido. Puxe mais a emoção e menos a razão, no tom do exercício.
Pratique “flutuar” por sobre a sua Linha de Tempo e localizar o último episódio de ruborização que teve. Flutue acima e um pouco antes dele e reassocie-se.
Analise as submodalidades específicas do estado desencadeante – não do estado ruborizado, mas do estado “pré-ruborizante”, por assim dizer….
Liste, registre e anote: que emoções estão implícitas? Quais são os sentidos dominantes, no consciente e no inconsciente? Que metaprogramas pode identificar? Que crenças e valores podem descrever aquele estado do eu que dispõe desta reação aprendida neste determinado contexto?
Em outro momento, retorne ao exercício e “pule” deste ponto identificado para outros pontos no passado, que pertençam ao mesmo estado do eu. Você pode identificá-los ou sentí-los por um certo contexto peculiar, parecido entre eles, como se fossem elos de uma corrente…. São momentos em que o seu “estado-do-eu” escolhe um comportamento aprendido similar, há uma constelação de comportamentos, sentimentos e congnições semelhantes.
Já conhecendo bastante deste estado, retorne mais ao passado e reaprenda o que deseja reaprender nas experiências mais antigas deste estado-do-eu. O importante não é combater ou destruir este estado, e sim torná-lo mais flexível, rico e cheio de recursos, correto?
Mostre a este estado, em uma posição dissociada (terceira posição, ou posição de mentoração) que valores e crenças considera úteis para ela.
Vivencie junto a este estado, em uma posição associada paralela (segunda posição, ou posição de coaching) que submodalidades considera adequados que ela experimente para ampliar a experiência que já possui.
Depois reassocie-se plenamente a este estado (primeira posição, ou posição participante) e experiencie a emoção plena deste estado-do-eu e verifique como as mudanças pretendidas estão sendo introjetadas.
Após, faça Ponte-ao-Futuro, retornando pela Linha do Tempo até um futuro próximo, reexperienciando a experiência desencadeante da questão e checando, espontânea e naturalmente, quais as respostas viscerais que a sua constelação mente-corpo apresenta.
Acho que o que acontece comigo é exatamente isto: o meu inconsciente aprendeu a ficar vermelho de forma tão autônoma , que é dificil pra mim mudar esta situação.
Aí então fiz o recomendado por você no fórum: fiz o exercício uma vez com a Linha do Tempo, tentando trabalhar essa reação psicossomática…
Ontem fiz o meu primeiro teste depois do exercício: fui em um casamento cheio de gente no qual eu era padrinho e tinha que ir várias vezes lá na frente da igreja pra tirar fotos, etc.. com todo mundo me olhando, e senti que a minha reação psicossomática (ficar vermelho) melhorou um pouco, apesar de ainda ficar um pouco vermelho.
A minha pergunta é a seguinte: Será que eu posso continuar fazendo o exercício da linha do tempo pra diminuir cada vez mais essa reação psicossomática, ou não adianta ficar repetindo o exercicio??
Quanto à sua pergunta “Será que eu posso continuar fazendo o exercício da linha do tempo pra diminuir cada vez mais essa reação?” a resposta é: Sim. A prática de um exercício como esse pode ter um efeito cumulativo.
No entanto não é necessário que este se torne uma prática regular. O exercício de linha do tempo tem componentes cognitivos e emocionais que não necessitam muita repetição. Repita-o apenas mais algumas vezes – umas quatro ou cinco pode ser o suficiente para instruir a sua mente consciente e sua mente inconsciente superior naquilo que você precisa saber/sentir a respeito da questão.
Em resposta à segunda questão, o que sugiro é que adicione um exercício mental para aumentar o seu controle consciente do seu sistema simpático e parassimpático. Este sistema regulador é que controla efetivamente os mecanismos automáticos, tais como os da ruborização.
Você teve a reação que criou uma reação fisológica do sistema nervoso autônomo: a ruborização. No passado, quando estávamos na época das cavernas, aumentar a circulação sanguínea periférica (ruborização) poderia preparar o corpo para um ataque físico, facilitando o afluxo de sangue para os músculos, oxigenando-os, aumentando o poder e força para lutar ou fugir, bem como facilitando que o maior afluxo de sangue cicatrizasse melhor os possíveis ferimentos de uma luta física.
Quando ocorreu aquele evento impactante na escola, sua mente adolescente não teve acessos a recursos suficientes de como se comportar ou reagir para enfrentar aquela situação. Então, pediu socorro ao sistema límbico – a parte do cérebro mais antiga, que nos defende de agressões físicas de forma automática. E esta, não sabendo se deveria lutar ou fugir – já que a mente consciente superior disse que todas estas reações seriam inadequadas – limitou-se apenas a criar uma “prontidão de resposta”, através da ruborização.
Esta reação é considerada um atavismo – isto é, uma reação fisiológica do nosso sistema cerebral de reação de luta-e-fuga dentro do sistema límbico – que não tem muita utilidade ou praticidade no mundo moderno.
Reconheça conscientemente isso – e saiba que pode, sim, aprender a conversar com estas partes mais antigas e profundas de sua mente, e re-ensiná-las a melhor forma de reagir.
A questão é que a forma para falar com as partes mais profundas de nossa mente é a linguagem das emoções. Você não pode dizer para elas: “não se ruborize”". Isto só cria temor e mais ruborização.
O que é importante transmitir é Confiança. Uma sensação de proteção e tranquilidade. E a melhor forma de fazer isso é com práticas de dissociação e reassociação entre as partes mais cognitivas e as mais primitivas, e utilizar isso para se comunicar com estas partes.
Pense que esta parte de nossa mente, muito antiga, ainda está muito próximo da natureza animal. Todos nós temos um animal dentro de nós.
Pense de uma forma: como treinaria um pequeno cachorrinho? Com carinho ou com punição? Tentaria ganhar a confiança dele ou exerceria uma autoridade dominadora?
Algumas correntes filosóficas dizem que todos temos um Dragão – a parte animal -, uma Criança – a parte emocional – , um Guerreiro – a parte volitiva, que decide – e um Sábio – a parte intuitiva – em nosso interior.
Quando lida com esta parte da mente, está domando o seu Dragão Interior.
Por isso, o exercício que sugiro é muito simples.
Relaxe, entre em um estado meditativo. E depois visualize um pequenino animal dentro de sua mente. Este animal não precisa necessáriamente ter a forma de um dragão. Ele toma várias formas, criadas pela sua Imaginação. Se preferir, adote a forma de um pequeno cachorro, ou gato. Ou outro animal do qual goste. Eu, por exemplo, adotei a forma de um pequenino macaquinho, e gosto de dizer que converso com o meu Primata Interior.
Atraio-o para o seu lado, com estímulos, elogios e pequeninas pelotas de comida – imaginárias, é claro, mas em outros momentos do seu dia, pode imaginar que qualquer pequena refeição é uma oferenda para o seu animal interno, pois ele está agindo bem.
Veja-o e sinta-o mentalmente se encontrando próximo de você. Depois, ensine-os alguns truques. Como complemento sugiro que leia um livro sobre adestramento de animais, e perceberá como é fácil adestrá-los. O principal é ser paciente e ir em pequenas etapas. E demonstre sempre carinho, não punição. O segredo para adestrar animais é sempre recompensando com pequenos estímulos qualquer reação na direção do que se quer, mesmo que seja algo mínimo, e apenas ignorando – não punindo – aquilo que não se quer.
Perceba como este animal interno é curioso, e gosta de aprender coisas novas. Crie a ATITUDE MENTAL certa em relação ao seu animal interno, as partes do seu cérebro mais antigas, primitivas, atávicas: elas não precisam ser dominadas, e sim adestradas, apoiadas, e reagem em cooperação com você, tal como um cavalo bem adestrado, ajudando-o a ir mais longe…
Depois, combine com o seu animal interior algumas palavras de ordem. Pode combinar uma palavra para dormir bem à noite e outra palavra para acordar e se sentir bem desperto pela manhã. O principal não é só a palavra, mas a emoção e a confiança que adota junto da palavra. Esta palavra é ao mesmo tempo uma âncora e uma autorização mental e emocional para uma reação.
Após praticar um pouco com comandos nos quais não esteja sentindo pessoalmente alguma dificuldade, tais como dormir confortavelmente ou acordar se sentindo muito bem, pratique um comando para se manter calmo, tranquilo, relaxado, em qualquer situação que deseje. Imagine sentir o seu coração batendo normalmente, sua pele morna e confortável, sem qualquer aquecimento desnecessário. O importante não é só imaginar, mas SENTIR o seu animal interior percebendo que isto é o certo, o correto. Não adianta só pensar, deve-se sentir a reação dele, aprendendo que isto é o melhor para ele.
Associe esta sensação com uma palavra. Eu sugiro a palavra “CALMO”. São comandos impositivos sim, tais como usaria com um pequenino animal de estimação. E o seu animal interior, o seu corpo, as dimensões mais primitivas de sua mente. Esta é a linguagem correta para ele.
Adestre o seu animal interior – o poderoso Dragão – durante uma ou duas semanas. E recompense-o por pequeninas melhoras. Não reclame ou se sinta impaciente se ainda sentir alguma vermelhidão. Sempre dê reforço positivo, não negativo. Se perceber alguma vermelhidão e ficar irritado, estará enviando uma comunicação conflitante para o animal interior. Está dizendo a ele que não acredita que ele seja capaz de controlar algo tão simples como a reação fisiológica da ruborização. Isto é uma idiotice – seu corpo controla o bater de seu coração, a sua respiração automática, o regular de cada uma de suas células, tudo ao mesmo tempo. Como não seria capaz de controlar algo tão simples? Ele só não o faria pelo controle consciente porque aprendeu no passado a fazer do outro jeito. Tenha paciência e persista – e sempre estimule positivamente quando houver alguma reação positiva, e ignore quando houver uma reação inadequada.
Com esta prática, em um mês ou dois terá as reações corporais do jeito que escolher. E estará em harmonia com todo o seu corpo e sua mente.
No commentsEsquecer a antiga auto-imagem é necessário?
Me perguntaram já faz um bom tempo sobre os exercícios da PNL para mudar a imagem de si mesmo. A dúvida era se, depois do exercício, se recordamos da antiga auto-imagem negativa, ela está voltando? Ou devemos apagá-la completamente, sem poder lembrar-se dela nunca mais?
Eu, na época, respondi com uma metáfora. Antigamente morava em um apartamento antigo, muito pequeno e desconfortável, em um prédio com muitos apartamentos por andar. Não tinha área, mal cabia nada na cozinha, era muito menor do que minhas aspirações.
Mudei depois para este meu novo apartamento maior onde estou, que tem bastante espaço e estou muito satisfeito. Não obstante sempre precisar cuidar dele, mantê-lo limpo e bem cuidado (e acredite, custa mais caro manter limpo e bem cuidado um apartamento grande), está valendo a pena, pois tenho espaço para manter organizado e bem planejado tudo que obtive em minha vida.
Auto-imagem é uma expressão do nível de Identidade, mas pode ser percebida e manipulada pelo indivíduo em vários níveis lógicos, de acordo com o seu nível de percepção. No fundo, qualquer exercício, seja uma alteração no nível de percepção ambiental, comportamentos, capacidades, crenças e valores repercute no nível da identidade. Digamos que ela permeia vários níveis.
Uma pessoa pode ter sentimentos, sensações, percepções auditivas, visuais que identifique como sua auto-imagem. Imbuidas nestas percepções haverá crenças, valores e a própria Identidade em si. Ela poderá estar mais consciente de um nível e menos consciente de outro.
Esta discussão sobre auto-imagem, auto-realização e auto-confiança é uma visão meio pessoal. Eu costumo associar estes três termos ao nível do Ser (auto-estima, que para mim é similar a auto-imagem), nível do Fazer (auto-confiança) e nível do Ter (auto-realização). Não é exatamente uma descrição utilizada pela PNL. Esta prefere nominalizar como nível de Identidade , Nível de Capacidade e Nível de Comportamento.
Não percebo os níveis neurológicos da PNL como compartimentos estanques. Sào pressuposições, é fato, e os considero mais como uma visão didática de um macrosistema de personalidade, não exatamente níveis distintos.
No entanto, qualquer trabalho bem feito de mudança acontece, em minha percepção, quando o trabalho de mudança acontece em todos os níveis neurológicos de forma inconsciente.
Na prática, justamente para evitar que um nível neurológico não reajustado inviabilize um trabalho de mudança, costumamos reforçar este trabalho inconsciente – isto é, refazer o trabalho de forma consciente em cada nível. De certa forma, é como se fizéssemos um “corte vertical” nas várias camadas ou aspectos da personalidade, sob a perspectiva metodológica de Dilts, justamente para tornar o trabalho mais eficiente.
Nomes são nomes, usamos os que preferimos. A cultura anglo-saxã prefere nominalizar determinados estados de personalidade por sua ação principal, enquanto a cultura latina prefere contextualizar de forma mais emocional. Se começarmos a discutir estes nomes, talvez acabemos criando uma PNL mais latina…
Esta pergunta de como eliciar e modificar a auto-imagem tem a ver com a análise de crenças, valores e critérios de atingimento de valores. Em todo estudo de Identidade, é necessário uma investigação profunda destes itens. Também é necessário se entender os metaprogramas que o indivíduo usa, pois eles afetam o desenvolvimento das crenças.
O trabalho da PNL se assemelha ao daqueles pilotos de aviões-tanques que reabastecem o tanque de gasolina de caças em pleno ar. Não podemos parar e nem desacelerar, o negócio é estabelecer contato em alta velocidade e continuar o processo, da melhor maneira possível, pois a contenda está aí…
Da mesma maneira uma nova auto-imagem exigirá mais cuidado e atenção, mas só a própria pessoa pode saber se os benefícios compensam a maior responsabilidade. Só o tempo dirá quanto de tempo, esforço, atenção, conhecimento e dinheiro (os cinco recursos básicos que usamos na vida, e dos quais todos os outros recursos são compostos, tais como tijolinhos diferentes compoem milhares de tipos de paredes) desejará e escolherá empregar, para manter, calibrar, definir, aprimorar e desenvolver a nova auto-imagem, ou melhor, a nova Identidade Pessoal.
Se a pessoa fez o dever de casa completo, e seguiu detidamente o roteiro da PNL, para modificar a auto-imagem deve ter feito antes um trabalho de remodelagem, ressignificação e reestruturação cognitiva e emocional, além de listar e verificar as próprias Crenças e Capacidades que lhe ajudam ou atrapalham em seus objetivos e comportamentos. Além do mais, deve ter checado os seus metaprogramas e estratégias mentais que afetam a Identidade Pessoal.
Após este trabalho, é recomendável que também tenha redigido uma Missão Pessoal de Vida e uma Visão de como espera atingí-la. Esta Visão e Missão deve ser congruente com a nova Identidade desejada. Além do mais, isto tudo fica mais sólido se for lastreado em critérios de avaliação e decisão que corroborem isso no nível de Comportamento e Ambiente.
Só por esta descrição, vê-se que isto requer um bom nível de planejamento interior. Mas aí é que está a vantagem. Sabendo exatamente o como e o porquê de se escolher uma nova Identidade Pessoal, fica muito mais fácil mantê-la, exercitá-la e manifestá-la na vida.
Assim, esta nova auto-imagem não será tão afetada por lembranças da antiga auto-imagem do passado. A nova auto-imagem e auto-estima pertence ao Ser e serve de lastro para um novo sentimento de auto-confiança (o Fazer) e serve de impulso para o novo sentimento de auto-realização pessoal (o Ter).
Então, como resposta da pergunta se há algum problema em se lembrar da antiga imagem negativa ou se deve ser apagada, a resposta é que isso não importa mais. Ela, por si mesmo, vai perdendo a importância.
Ora, eu ainda me lembro bem do meu antigo apartamento. E a lembrança vívida dele me faz desejar e me motivar mais ainda para aprimorar e melhorar o meu novo apartamento… Não sinto necessidade de esquecê-lo, pois me dá muito prazer saber que não preciso me restringir mais a ele.
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