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Lei da Atração e PNL

Uma enorme quantidade de filmes, livros e palestrantes falam da utilização do pensamento de forma produtiva para alavancar o sucesso e a prosperidade das pessoas. E outras pessoas discordam da LdA, enfatizando que a PNL é tudo o que precisam para resolver suas próprias questões internas e alcançar o sucesso na vida. E, apesar de tudo, muita gente ainda tem dificuldades de utilizar estas técnicas e abordagens. Porquê?

Se entendermos a utilização da Visualização Criativa e conceitos como Lei da Atração (LdA) com a visão ingênua que muitos praticantes tem, que basta pensar que tudo está sendo atraído e as soluções mágicamente aparecerão, este conceito fará mais mal do que bem. É bem provável que estes praticantes fiquem passivamente esperando que as coisas aconteçam. Mas isso não é a orientação destas técnicas em si mesmas. Simplesmente é a interpretação simplória de algumas pessoas.

Conheço bastante gente que se entusiasma com este tipo de abordagem, achando que encontrou uma maneira “fácil” de resolver os seus problemas urgentes. Procuram “uma técnica”, algo similar a “uma simpatia”, baseada principalmente em uma crença superficial, sem uma compreensão profunda de como o Universo pode vir a funcionar. Mas as técnicas de Mentalização e LdA não são necessáriamente apenas o seu corpo de técnicas, mesmo que existam várias sugestões de técnicas específicas, tais como a Caixa Mágica, o Espelho Mental, o Ritual da Gratidão etc. A LdA na verdade é uma atitude – e uma filosofia de vida. As técnicas não são importantes, mas a atitude sim. É uma forma de compreender o Universo.

É metafísica? Depende do que você entender como metafísica. Se significa aceitar como possível e praticar uma descrição de uma ordem no universo ainda não comprovada pelas ferramentas científicas, sim, é metafísica. Mas é diferente da religião em si, pois em uma religião ficamos atrelados a uma descrição já fechada, feita por outras pessoas. A metafísica é uma visão em aberto, que deve ser experienciada e comprovada na vida de cada um.

O conceito do Pensamento Positivo é na verdade mais completo e complexo do que muitas pessoas pensam. Ele começa pelo desenvolvimento de uma Atitude Positiva – um embasamento emocional – e de um Pensamento Positivo – a justificativa cognitiva. Poderíamos dizer que é um alinhamento entre o Hemisfério Direito e o Esquerdo do Cérebro. E tudo isto culmina em uma Ação Positiva. Existe mais por trás desta idéia filosófica; questões sobre foco em resultados, criatividade, intuição, proatividade e trabalhar de maneira integral, em cooperação com as oportunidades que ocorrem.

Para entrarmos nesta questão, teríamos que discutirmos as idéias de cada um sobre o Universo. Se este é totalmente caótico ou totalmente ordenado, se é sistêmico, se o impulso de realização do indivíduo deve ser préviamente podado pelo bom senso … Básicamente discutiríamos filosofia.

Os que mergulham na essência destas técnicas acabam entendendo que não se está vendendo facilidade, e sim uma abordagem positiva perante a vida. É uma visão filosófica de que é possível experienciarmos “sincronicidades positivas” e a atitude e intenção colaboram nisso. Sim, é uma questão filosófica, não é só questão de evidências científicas.

Em minha vida desenvolvi crenças no poder do pensamento positivo. Entendo que são crenças, e tenho bastantes relatos pessoais para me fazer confiar em minhas crenças. E utilizo a PNL em conjunto com a LdA, pois acho útil. Assim, propago a muito tempo o poder da Visualização Criativa, tanto para saúde física, quanto para o desenvolvimento comportamental e de habilidades e, até, para resultados transpessoais, holísticos, metafísicos ou que nome quiser utilizar…

Em paralelo, estudo PNL. Estudo PNL desde 1985 e completei minha formação de Practitioner, Master Practitioner e Trainer em PNL em 1996. Desde 1994 sou profissional desta área. Estudo Pensamento Positivo desde 1975, e todos os mestres da auto-ajuda, dos os mais metafísicos até os ligados aos negócios. E sou fã de Visualização Criativa e das práticas de O Segredo, como pode ser visto nos artigos em meu site http://antonioazevedo.com.br. Esta boa experiência tanto em PNL quanto em LdA me permitiu obter muita coisa boa, tanto utilizando os conceitos da LdA quanto das técnicas de PNL.

Vale a pena discutir este assunto fazendo algumas distinções. PNL é um conjunto de técnicas, de procedimentos úteis, visando facilitar a interação entre as diversas camadas do que podemos pressupor que chamamos de “mente”. Proveio de um sincretismo de fontes diversas, da neurologia, psicologia, cibernética, linguística e de diversas vertentes terapêuticas, notadamente da terapia familiar breve e da hipnoterapia.

Ela é feita para facilitar a comunicação entre pessoas e também consigo mesmo. E utiliza diversas “alavancas” para isso, motivacionais, atitudinais e linguísticas (verbais e gestuais). Seu objetivo é alcançar uma melhor competência na utilização das habilidades de interação social – interna e externamente.

Mesmo assim a PNL é vista, por muitos, como uma filosofia de vida. E isto ela não é. São ferramentas. Podem ser usadas pragmaticamente, por professores, terapeutas, vendedores, estadistas, líderes, políticos e até por praticantes da Lei da Atração. Cada um destes pode ter as suas filosofias de vida independentes e utilizar técnicas de PNL para aprimorar os seus resultados. E estes resultados não tem nada a ver com o uso da LdA. A PNL estuda de forma profunda o COMO e visa permitir com que cada um se torne proficiente em qualquer conteúdo ou assunto que deseje enfocar.

Esta é a teoria. Na prática, todos os escritores sempre transmitem um pouco de sua visão de mundo, isto é, o O QUÊ de sua filosofia e atitude pessoal, quando explicam alguma técnica. Assim, vários autores de PNL apresentam conceitos sobre atitude positiva que são úteis para praticantes da LdA. Veja bem, os conceitos filosóficos são uma coisa, o ferramental cognitivo e emocional é outra diferente.

A PNL utiliza afirmações positivas e trabalha com visualização, algo que a LdA também usa. A terminologia é mais técnica na PNL. Quando se fala em visualização na PNL, descreve-se que se está procedendo à “reestruturação da experiência subjetiva com enriquecimento do metamodelo, selecionando pressupostos mais eficazes e modificação de submodalidades”. Não despreze o poder que uma imagem mental pode ter sobre a mente. Imagens limitantes podem interferir bastante na criatividade e na capacidade de solucionar os problemas. E já basta os desafios externos, não precisamos criar outros internos para complicar…

A LdA enfatiza mais um determinado conteúdo, enquanto a PNL examina a forma da interação, seja interna ou externa, com pessoas, circunstâncias ou tratando as próprias reações físicas ou psicológicas. Em resumo a LdA “vende” um conjunto de pressupostos e estratégias que em teoria criam uma sinergia entre a ação positiva de dentro para fora e a sincronicidade positiva, de fora para dentro.

Em outro exemplo, na PNL analisa-se muito com as palavras, pois aquelas imagens e palavras que fabricamos na mente consciente são reproduções visíveis do que sentimos, rápida e quase inconscientemente, dentro de nós. Enquanto isso, no Pensamento Positivo e na LdA somos apresentados ao poder das afirmações de sucesso. Outra vez o mesmo assunto, apresentado na forma e no conteúdo, correto?

A partir desta reflexão, entende-se melhor como a PNL e a LdA podem ser utilizadas em conjunto. Para os que advogam a filosofia de vida do Pensamento Positivo (e Atitude Positiva), a PNL pode ajudar no desenvolvimento de suas técnicas. Mas a PNL em si mesma não é uma filosofia de Pensamento Positivo. Na realidade ela não tem filosofia, e sim permite que uma determinada filosofia de vida seja aplicada com ela.

Cabe a nós escolhermos as melhores filosofias de vida que estejam em coerência com a Ética e o equilíbrio harmonioso da sociedade. Fica ao livre arbítrio de cada um – o que já é uma filosofia…

PNL pode ajudar a dirigir bem?

Uma pessoa que trabalha em um Centro de Formação de Condutores (C.F.C.) me perguntou certa vez se a PNL pode ser útil para as pessoas que tem dificuldade em dirigir bem. E também para àquelas que se sentem ansiosas e tem um baixo desempenho tanto no exame de direção quanto no aprendizado da legislação de trânsito.

Respondi conforme abaixo. Achei que a resposta ficou boa e assim transplantei-a para este artigo, pois pode servir para alguém mais.

Em um dos livros do casal Andreas tem uma técnica muito boa para estabelecer um bom estado na hora de dirigir. Aliás, a técnica é boa também para superar vários tipos de fobias, inclusive de avião.

Consiste em compreender que a pessoa está conectada ao carro.

Sabemos que os bons motoristas viram um certo tipo de “centauros mecânicos”. Isto é, eles não dizem “cuidado para não bater na traseira do carro”, dizem “cuidado para não bater na minha traseira”. Também não dizem “o carro está muito perto do muro”, dizem “estou muito perto do muro” e assim por diante.

Isto não é apenas uma metonímia – a parte pelo todo. É uma espécie de identificação cinestésia, um englobamento sensorial do carro e seu espaço físico no que é chamado “espaço pessoal”. Pessoas assim aprendem a fazer baliza bem, a estacionar de primeira, a perceber a hora certa e a velocidade certa para fazer as mudanças no trânsito, e assim por diante.

É similar ao que acontece com aquelas pessoas que aprendem uma lingua estrangeira e começam a pensar naquela língua. Elas não “traduzem mentalmente” os comandos do carro para comandos motores nos braços e pernas; elas os fazem diretamente.

Obter este estado começa no nível de Identidade. Precisamos fazer uma pessoa acreditar que pode ser “una com o carro” e sentir prazer nisso. Ela deve acreditar que isso é possível e, depois, que isso é possível para ela. Depois, torna-se mais fácil que ela “mielinize” as conexões sinápticas necessárias para juntar a parte do cérebro que decide, no córtex cerebral, com os neurônios responsáveis pelo controle motor dos braços e pernas que se especializaram nos movimentos de comando do carro.

Como fazer isso? Uma das melhores formas é com visualização. Ela deve se imaginar ligada ao carro. Como se o carro fosse uma extensão dela, uma segunda pele. Deve falar desta maneira, divertir-se com isso, criar um estado positivo de satisfação com o carro. Se já tem algumas experiências negativas com carro, deve começar de forma regressiva: dê a ela um carrinho de brinquedo e faça-a brincar em estradas de brinquedo. Que ela faça barulhinhos de “vrum… vruuuummmm…” e brinque à vontade, enquanto fale com ela que está resgatando o prazer de dirigir.

Depois, leve-a a brincar com um videogame de corrida. Não um “Grand Thief Auto” e nem um “Carmagedon” e sim um joguinho simples de corrida, divertido e leve. Converse com ela, enquanto joga, que está percebendo como é fácil sentir e pensar em tudo ao mesmo tempo.

Se o C.F.C tem aqueles aparelhos que é um conjunto de volante, painel e pedal, faça-a sentar lá, ensaiar os movimentos, enquanto imagine as operações, o movimento no corpo etc. Também aconselhe-a a brincar naqueles carrinhos de parque de diversões, de bate-bate, para perder o excessivo medo de encostar o carro nos outros.

Depois disso, ela está pronta para “assumir” o carro. Explique que é uma fusão, e por isso que é tão divertido dirigir para as pessoas que conseguem fazer isso. O vento no rosto, a sensação de movimento, tudo estimula o cérebro. Diga a ela que a mente pode se expandir até tomar conta de todo o carro. Que ela pode se concentrar totalmente em onde ir, que o inconsciente tomará conta da parte mecânica para ela.

Quando ela gostar da sensação, ficará mais fácil persuadí-la da importância da legislação. Não acenando com os perigos e as punições, mas para que sinta orgulho de saber dirigir bem. Só ensine pelo estímulo positivo, não pelo temor.

Além disso tudo há pessoas que tem fobia a exames. Foram ensinadas desde pequenas que não se saem bem nisso. Pode-se trabalhar com PNL para isso, mas para simplificar, sugiro ressignificar as palavras. Não use a palavra “exame”, “teste”, “prova”. Estas estão ancoradas negativamente na mente de muitas dessas pessoas. Diga que não são exames, e sim “jogos de saber”.  Diga  que são divertidos e simples, repita isso várias vezes com coerência e rapport. Não imagina o poder sugestivo que tem uma poderosa coerência em uma pessoa que está nesta posição. Elas até podem, com uma partezinha do cérebro, continuarem sabendo que aquilo é um exame; mas uma boa parte da mente ecoará que é apenas um “jogo de saber”, algo legal e diferente.

Existem terapeutas de PNL?

No fórum de PNL no Yahoogroupos e no Orkut já respondi esta dúvida dezenas de vezes.

Em meu ponto de vista não existem terapeutas de PNL. Existem profissionais de Coaching – um tipo de treinadores motivacionais – que utilizam PNL, bem como psicoterapeutas – com formação em Psicologia Clínica – que utilizam técnicas de PNL. E também existem terapeutas alternativos, também chamados de terapeutas holísticos, que utilizam procedimentos de PNL.

Porquê? Porque PNL não é uma profissão. Não existe um “pnelista”, apesar de muitos usarem o termo… E não existe “terapia de PNL”. Só existe mesmo psicoterapia, e talvez um psicoterapeuta tenha habilitação em PNL. Como também um administrador, um comunicador, um gerente, um político, um ator, um professor, um advogado ou um policial podem ter formação em PNL, e isto é vantajoso em suas profissões.

Um diploma em PNL – seja de Practitioner, Master ou até de Trainer – não é sozinho um aval social para praticar psicoterapia. E nem significa que um curso desses – que não tem estágio prático supervisionado e poucas horas de duração – possa, efetivamente, cobrir todos os aspectos para que um profissional responsável se arvore a clinicar…

O Practitioner não tem habilitação profissional registrada. E nem o Master Practitioner tem uma habilitação registrada como uma designação profissional. A formação em PNL é um curso livre, aceita pela convenção de seus pares e simpatizantes, não pela sociedade como um todo.

PNL é um conjunto de ferramentas de comunicação e investigação sobre o comportamento e o pensamento, adaptados de estudos de Etologia, Neurociência, Cibernética, Teoria dos Sistemas, Psicolinguística e Hipnose Moderna. PNL é também uma abordagem de acompanhamento da experiência subjetiva. Com sua roupagem simplificada pode ser muito eficaz para qualquer pessoa que queira trabalhar com comunicação e persuasão. E por isso pode ser útil para que psicoterapeutas se tornem mais eficazes.

Como toda caixa de ferramentas, é lícito que um profissional a empregue. Mas dispor de uma caixa de ferramentas não torna ninguém um profissional, da mesma maneira que não adianta você ter um bisturi no bolso (e até saber usá-lo) para ter a autorização de entrar em um hospital e operar uma pessoa…

Os cursos de formação em PNL são abertos para quaisquer pessoas que tenham formação superior, seja em qualquer faculdade. Sendo assim, vemos muitos advogados, professores, jornalistas, fisioterapeutas, administradores, economistas, engenheiros, psicólogos, enfermeiros, teólogos, professores de educação física e outros mais se formando em PNL.E a medida que estes progridem nos estudos, muitos sentem vontade em se profissionalizar em uma área onde possam utilizar os conceitos de PNL. Isto ocorre porque a história da PNL começou com o estudo de grandes psicoterapeutas, e muitos exemplos da PNL são retiradas de intervenções psicoterapêuticas. Assim é comum que o entusiasta por PNL se encha de referências de sucesso de intervenções psicoterapêuticas e de início se interesse em trabalhar com psicoterapia.

Vejam o exemplo do que ocorreu no início do século vinte com a Psicanálise. Até hoje são uma formação livre, não uma profissão específica, apesar de muitos os confundirem com psicólogos. Mas com o tempo obtiveram um respaldo – hoje em dia possuem um código específico no Ministério do Trabalho para fins de imposto de renda e aposentadoria e são aceitos pela sociedade como uma forma de terapia de apoio.

A sociedade é um jogo de consenso, e este jogo é mutável. Atualmente se percebe uma cada vez maior aceitação da formação global (isto é, o somatório da formação tripla de Practitioner, Master Practitioner e Coaching) como uma formação aceitável para habilitar um profissional a se tornar um aconselhador profissional, seja no desenvolvimento de potencialidades e competências profissionais, seja no desenvolvimento de potencialidades e competências pessoais.

Se um profissional já possui um histórico curricular de trabalho em empresas, possui experiência gerencial e uma pó-graduação e decide trabalhar como consultor, cai bem em seu currículo acrescentar a formação em PNL e em Coaching, para trabalhar junto à empresas e para equipes.

E se um profissional já tem atuação na área terapêutica, seja como psicoterapeuta registrado (psiquiatria, psicologia clínica), seja como terapeuta paralelo (psicanalista ou outra formação similar), esta formação em PNL e Coaching é bem vista para aprimorar a especialização como aconselhador pessoal.

Será que a PNL deve ir pelo mesmo caminho da Psicanálise? Os jovens, em início de carreira, se interessam em se “profissionalizar em PNL” e muitos questionam porque não lutamos para tornar a PNL uma profissão. Sempre respondo que um profissional que utiliza a PNL em funções psicoterapêuticas no seu dia a dia não deveria se chamar “terapeuta de PNL”, e sim apenas “psicoterapeuta”, se tiver a formação em Psicologia e inscrição no CRP (Conselho Regional de Psicologia), ou “Terapeuta Holístico”, se tiver a formação em Terapia Holística e inscrição no CFTH (Conselho Federal de Terapias Holísticas ou algo assemelhado).

Como informação adicional, não existe curso de PNL na formação de Terapeuta Holístico. Mas muitos terapeutas holísticos fazem também a formação em PNL, e agregam esta abordagem em seu trabalho.

Assim, considero que a PNL deveria enfatizar mais a sua busca de reconhecimento como disciplina, e não como profissão. Como é um útil instrumento de comunicação e aprendizagem, deveria ser uma cadeira optativa em todo curso de licenciatura, como parte da formação em didática de qualquer educador e professor. Além do mais, noções de PNL deveriam ser uma recomendação útil como complemento de formação para qualquer profissional que lide com o público, tais como policiais, funcionários de banco, advogados e juízes, atendentes de companhias aéreas e operadores de telefonia.

Como ferramenta, a PNL serve para múltiplos usos, assim como uma faca pode servir para um cirurgião, para um açougueiro ou para um artesão. A PNL é eficaz para qualquer pessoa que queira trabalhar com comunicação e persuasão e pode ser muito útil para psicoterapeutas. Mas também pode ser útil para administradores, professores, comunicadores, vendedores, terapeutas ocupacionais e muitas outras funções que devem, por dever profissional, interagir com outras pessoas, seja se comunicando bem, motivando-as ou entendendo-as melhor para melhor servir em suas respectivas áreas.

Esta múltipla atuação da PNL é mais dignificante do que atrelá-la a apenas uma profissão específica, uma sub-espécie de psicoterapia.

Talvez esteja me alongando demais, mas posto isso aqui para muita gente que está lendo e pode ter esta idéia de se “profissionalizar em PNL”. Convém avaliar se há bastante seriedade e solidez no caminho que cada um pretende para a vida. Intitular-se “terapeuta de PNL” não se justifica a longo prazo, pois provavelmente este tipo de título sofrerá alguma limitação, em comparação a um psicoterapeuta formado. Mas se for um profissional formado em psicoterapia que tenha, em adição, a formação em PNL, isto é adequado.

Eu sempre sugiro que todas as pessoas formadas em PNL, antes de decidir clinicar, canalizem produtivamente o seu entusiasmo e pensem em adotar um caminho socialmente aceitável. Recomendo que analisem cuidadosamente o seu projeto de vida; em que desejam trabalhar e qual são suas metas para o futuro. A PNL ensina como fazer isso.

A sociedade não vê com bons olhos a profusão de terapeutas alternativos. Com o tempo, a experiência e o desenvolvimento de uma boa reputação, um terapeuta alternativo pode fazer sucesso e ser aceito socialmente, mas isto não é uma regra geral.

O importante é decidir qual é o melhor futuro possível que a pessoa deseja para si. E se perguntar se a opção se justifica no longo prazo ou se é só um entusiasmo e uma forma de ganhar dinheiro no curto prazo. Pois se assim for, talvez seja um caminho um pouco decepcionante, pois obter clientes para terapia não é algo fácil.

Por exemplo, uma pessoa formada em Administração pode se apresentar como um profissional de Coaching de Negócios, ou Coaching Executivo. O seu currículo e sua experiência profissional vão contar muito aí. Usualmente um Coach Executivo necessita mostrar em seu currículo que teve ou tem experiência gerencial coerente com a sua pretensão de aconselhar executivos (ou candidatos a executivos).

E um Coach Pessoal, que faz o que é conhecido como “life coaching”, usualmente tem uma formação básica em uma profissão que lhe deu experiência em orientar pessoas para o que elas desejam. Muitos são psicólogos, psicopedagogos, enfermeiros, fisioterapeutas ou profissionais de serviços sociais. Outros são até filósofos ou teólogos. Mas os há até contadores, que ensinam as pessoas a organizar as suas finanças, e existem alguns que começam em sua área especializada e, com o conhecimento e experiência, abrangem mais funções e aptidões de Coaching.

Se, mesmo depois destas considerações, você é um dos que decidirem se profissionalizar em psicoterapia com PNL, considere a opção de assumir a responsabilidade de fazer uma faculdade de Psicologia – ou uma especialização em Psiquiatria, se sentir que o seu caminho é a Medicina… Estes títulos conferirão a autorização legal – e também a responsabilidade legal – para utilizar a PNL de uma forma psicoterapêutica.

Agora, se preferir um caminho de Aconselhamento pessoal não focado em resolver questões psicoterapêuticas, considere a possibilidade de aprofundar a sua formação, após o Master, obtendo a certificação de Coaching.

E, mesmo assim, entenda que estes títulos não são formalizações aceitas pela sociedade. Um profissional com apenas títulos em PNL e Coaching, para a sociedade possui apenas cursos livres. Ele ainda será avaliado pela sua formação básica, e se esta se coaduna com a atividade específica em que atua.

As 12 (ou 13) Crenças Irracionais e como superá-las

Albert Ellis é um famoso psicólogo e psicoterapeuta, dissidente de Freud, falecido em 24 de julho de 2007 aos 93 anos, que desenvolveu a Terapia do Comportamento Emotivo Racional (TCER, mais conhecida pela sigla em inglês REBT – Rational Emotive Behavior Therapy).

Autor de 75 livros, durante trinta anos apresentava conferências sobre suas terapias, e contribuiu em muito para o desenvolvimento das terapias cognitivas e comportamentais.

Numa época em que os modelos psicanalíticos estavam muito em voga, Ellis ensinava em Nova York que eles eram uma perda de tempo e era melhor que as pessoas praticassem os comportamentos de sucesso que desejavam desenvolver, ao invés de se questionarem por anos a fio do porquê manifestarem comportamentos inadequados.

Também  sugeria analisar os  comportamentos inadequados e eliciar (descobrir) as crenças irracionais que servem de base para tais comportamentos. E depois de destacar as consequências óbvias destes comportamentos, fazer um processo regressivo – isto é, do fim para o princípio – decidindo quais seriam os comportamentos desejados, estabelecer que crenças são adequadas para manifestar tais comportamentos e, por fim, praticar tais comportamentos até que tais crenças se tornassem naturais.

Ele tratava os distúrbios emocionais segundo o modelo ABC:

(A) Antecedentes
(B) Beliefs (Crenças)
(C) Consequências.

A técnica ABC ensina que, através de modelos cognitivos, as pessoas podem se conscientizar de que é possível superar suas próprias inibições através da detecção do que chamava de “pensamentos contraproducentes” e das crenças irracionais subjacentes, opondo a elas uma análise de sua sustentação empírica (baseada em fatos reais) e também do exercício de pensamentos e crenças mais úteis.

Os textos mais atuais tratam esta técnica como “ABCD”, sendo o (D) Debater, isto é, o confrontamento das crenças irracionais. Assim fica mais claro que apenas conhecer cognitivamente as (C) Consequências dos próprios comportamentos disfuncionais e das crenças irracionais não é suficiente; é necessário praticar comportamentalmente a mudança, isto é, o (D) Debate, seja no plano da linguagem ou da ação.

Os estudiosos de PNL (Programação Neurolinguística) muito se beneficiariam em estudar mais as teorias de Albert Ellis. Suas práticas são de fácil aplicação, sem necessidade de técnicas laboratoriais tão em voga nas terapias comportamentais atuais. A prática do metamodelo linguístico e do trabalho de modelagem, como também o trabalho de linguagem da PNL para a mudança de crenças, são muito enriquecidos com o conhecimento da REBT.

Entre os seus livros disponíveis no Brasil, estão “Como Conquistar sua Própria Felicidade”, “Fique Frio: como Manter a Calma em meio a pressões”, “Sexo sem culpa e sem medo” e “Caminho para a Libertação Feminina”. São meio difíceis de encontrar, mas espero que este post estimule as editoras (Ibrasa, Papelivros e Best Seller) a republicá-los…

Em 1970 Albert Ellis formulou uma lista de onze crenças irracionais, e asseverou que a oposição a elas produziria um ser humano mais satisfeito, motivado e eficiente.

O texto das crenças do autor está muito empolado para os dias atuais, e em alguns textos a lista das crenças difere ligeiramente. Já vi esta lista com doze itens.

Fazendo uma compilação de vários textos acabei encontrando treze itens importantes, ao invés de doze. E por isso aproveito para acrescentar minha contribuição, listando abaixo a minha interpretação, tanto da forma de listar as crenças irracionais quanto as sugestões do que considero a melhor abordagem cognitiva para sua confrontação.

Minhas Ressignificações:
1 – Extrema necessidade para o adulto ser amado ou aprovado por outra pessoa significativa.
Res: Os outros refletem o amor que sentimos por nós mesmos. Decida o que deseja ser, fazer e agir no mundo e se sentirá amado pela pessoa que mais importa: você mesmo.

2 – Certas pessoas são más e deveriam ser punidas.
Res: Ser mau ou bom é um ponto de vista após o acontecido. O importante é agir de forma justa no presente, ao invés de analisar o passado.

3 – É horrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem.
Res: Seria mais horrível se nunca houvesse nada inesperado. O mundo sem novidade é horroroso.

4 – A felicidade é externamente causada.
Res: felicidade é um hábito interno, isto é, o mundo é um jogo divertido, e não uma luta feroz.

5 – Devemos ficar preocupados com as coisas que podem ser perigosas ou assustadoras.
Res: O sentido do perigo é como a sirene do bombeiro: incômoda, mais muito útil. Mas quando já apagamos o fogo, não adianta deixar a sirene ligada. Prevenir-se de forma calma e atenta é muito mais garantido do que se preocupar.

6 – É mais fácil evitar do que enfrentar certas dificuldades ou responsabilidades.
Res: evitar é correr em círculos, sem sair do lugar. Enfrentar é subir uma escada, cada degrau levando para algo

7 – Precisamos nos apoiar em alguém ou alguma coisa mais forte do que nós próprios.
Res: Pense em uma tenda, onde todos os cordéis contrabalançam todos. Quando todos se sustentam e apoiam uns aos outros; somos em conjunto mais fortes.

8 – Deve-se ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos para ter valor.
Res: ser perfeito é muito chato e cansativo. Fazer bem algo é muito mais satisfatório do que fazer de tudo de forma medíocre.

9 – O passado de alguém é um determinante do seu comportamento para sempre.
Res: O passado é história, e o que conta é a interpretação dela no presente. Interprete-a da forma mais positiva possível e ela lhe servirá para um futuro melhor.

10 – Há uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e precisamos encontrá-la para controlar a situação.
Res: Só há uma solução única para problemas préviamente montados com soluções convergentes, tais como questões de escola. Na vida, os problemas são questões de soluções divergentes, isto é, “cobrir um santo descobrindo um outro”. As soluções reais são sempre uma questão de equilíbrio entre vários fatores.

11 – Os problemas e as preocupações de outras pessoas devem nos preocupar.
Res: Cada um tem sua cota de desafios no jogo da vida. Resolver os desafios dos outros torna o jogo de todos muito chato.

12  – As pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus distúrbios emocionais e como se sente.
Res: A Habilidade vem com a prática.

13 – Não fazer nada ou protelar uma solução pode ajudar na resposta a uma solução de conflito.
Res: há pouquíssimas chances do adiamento ou protelação ser eficaz. É estatísticamente mais útil jogar uma moeda para o ar e fazer a opção que ocorrer. E é ainda mais útil esforçar-se para decidir a melhor solução, a partir do método de solução de problemas mais prático de todos, conforme descrito abaixo.

MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS “OPADIA”
(Orientação / Problema / Alternativas / Decisão / Implementação / Verificação)

Orientação
- distancie-se emocionalmente da questão;
Problema
- reconheça o problema e defina-o de forma sintética;
- especifique o que quer no lugar, isto é, a solução;
- transforme-a em uma pergunta, isto é, “como consigo sair daqui e chegar ali?”;
Alternativas
- colha informações;
- examine como e onde ocorre e como e onde não ocorre o problema e as soluções satisfatórias;
- liste hipóteses alternativas possíveis para a solução;
Decisão
- analise o custo/benefício de cada alternativa;
- tome a decisão de aplicar uma das alternativas, mesmo que de forma provisória;
Implementação
- acompanhe os efeitos da aplicação desta alternativa;
- crie uma estratégia para manter de forma constante a nova solução;
Verificação
- avalie se a implantação da alternativa atingiu os critérios da solução desejada préviamente;
- se não atingiu, faça um novo ciclo de análise do problema, até ficar satisfeito com os resultados;
- faça checagens periódicas, seja para manter ou para aprimorar a solução, readequando às mudanças ambientais.

Se quiser ler um pouco mais sobre as diferentes correntes de psicoterapia, acesse esta página .

O que é PNL e sua relação com o Coaching?

Me perguntaram por email sobre a relação da PNL com o Coaching.

Coaching é um nome que está sendo utilizado para um trabalho de aconselhamento e orientação mais aprofundado, tanto na área profissional quanto pessoal.

Vale a pena visitar e conhecer os dois principais fóruns em português no Yahoogroups, sobre PNL e Coaching, em:

PNL-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr/

Coaching-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/coachingbr/

A PNL é um estudo sobre a experiência subjetiva, que foi desenvolvida e/ou adaptada por Richard Bandler e John Grinder na década de setenta, a partir de estudos da Linguística, Etologia, Neurociência, Hipnoterapia, Gestalterapia, Terapia Familiar e do trabalho sobre Modelagem de Watzlavick, Edmond Hall e outros autores. É uma abordagem pragmática – isto é, voltada para resultados – e que utiliza técnicas de linguística, psicologia, teoria dos sistemas, cibernética e hipnose para obter mudanças rápidas em indivíduos e, também, em organizações.

E porquê a PNL está sendo tão utilizada em treinamento profissional? A PNL estuda a comunicação eficaz, particulamente a persuasiva, a de mudança de percepção e de atitude, a motivadora. E o que é um treinamento, principalmente o treinamento organizacional, do que uma tentativa de mudar comportamentos e atitudes?

Lógico que um conhecimento de PNL pode beneficiar um profissional de treinamento… Mas isto não significa que ele fará as coisas radicalmente diferente: apenas que buscará entender melhor sobre como o que faz modifica a experiência subjetiva de seus alunos. Por isso é que a PNL está sendo cada vez mais estudada na área de Aprendizagem.

Escrever extensamente sobre PNL não cabe aqui, mas remeto você ao ótimo site Golfinho, em http://www.golfinho.com.br . E encontrará centenas de textos interessantíssimos, livros resenhados, um fórum sobre PNL, indicações de cursos e muito mais.

O Coaching seguiu uma trilha paralela, nos últimos quinze anos. A partir do sucesso do Coaching Esportivo – isto é, da cada vez maior influência dos treinadores/aconselhadores junto a atletas em todos os esportes – vários princípios de trabalho em equipe, motivação, liderança foram absorvidos para a área organizacional e, também, para a área pessoal. A influência do “técnico” (a tradução mais literal para “coach”) no aproveitamento do potencial de uma equipe acabou servindo como metáfora para o trabalho dentro das organizações.

Assim, começou a vingar a figura do “Coaching Profissional”, notadamente em termos de “Coaching de Carreira” e “Coaching Executivo”. E também a aparecer a proposta de “Coaching de Vida”, isto é, um trabalho de orientação individual, pessoal.

Malgrado a polêmica sobre a possível zona de confusão sobre o que é coaching e o que é psicoterapia no trabalho individual – e que para mim está bem clara: coaching trata de acompanhamento e seguimento de metas diárias do indivíduo avassalado por problemas de prioridades no mundo moderno, e psicoterapia é um trabalho de autoconhecimento para melhoria de graves dificuldades emocionais – o Coaching tem tudo para se tornar uma profissão reconhecida, talvez em mais de cinco e menos de dez anos.

Mas a conexão entre PNL e Coaching? A PNL é uma ferramenta – ou um conjunto de ferramentas, melhor dizendo – dos quais os profissionais de Coaching se beneficiam. Diria que a PNL é um dos arcabouços teóricos do Coaching. PNL é uma conceituação, e Coaching é um procedimento de ajuda.

Muitos confundem, dizendo que existem “profissionais de PNL”. Não vejo deste modo. A PNL não é uma profissão, e sim uma linha de estudo, para ser utilizada em benefício a qualquer profissão que lide com a comunicação e a motivação humanas. A PNL é uma ferramenta. O Coaching não, é um estilo de profissional de apoio, tal como existem assistentes sociais, psicoterapeutas, consultores e professores. Ainda não é uma profissão regulamentada aqui no Brasil, mas o futuro dirá. Atualmente, nos Estados Unidos, o Coaching, tanto organizacional quanto profissional, virou práticamente uma profissão, apesar de também não ser regulamentada por lá.

Alguns usam títulos específicos, tais como “pnelista” ou “hipnoterapeuta”, para profissionais que utilizam as ferramentas da PNL ou da Hipnose no seu dia a dia, para ajudar pessoas. Apesar de entender que o uso da língua é uma convenção, e que muitas coisas que são potencialmente erradas podem acabar se tornando um padrão comum na linguagem, aproveito este momento para enfatizar que é melhor distinguirmos o que é uma ferramenta, e lembrar que uma ferramenta não deveria sempre se tornar o nome de uma profissão. Por exemplo, não dizemos que um médico que utilize um bisturi no seu dia a dia seja um “bisturólogo”. No máximo acrescentamos uma especialidade: “médico-cirurgião”, ou “médico-anestesista”.

Por isso, vejo com algumas restrições o uso costumeiro de palavras referentes a ferramentas para denominar especializações profissionais. Um psicoterapeuta que faz hipnose é, ainda um psicoterapeuta, e não um hipnoterapeuta…. E um profissional de Coaching que faz hipnose ou PNL continua sendo um profissional de Coaching, não é um “hipnólogo” ou “pnelista”…

Para mim existem profissionais de Psicoterapia, de Coaching, de Treinamento, de Liderança, de Negociação, de Aprendizagem, etc, que aplicam a PNL. Se estão aconselhando alguém individualmente, de acordo com os seus objetivos, nível de aprofundamento e formação, estão ensinando, fazendo coaching ou psicoterapia.

São três níveis de aprofundamento:

  • informativo – ensino, treinamento e aprendizagem. Básicamente focado em fatos.
  • orientação, motivação e apoio – coaching e mentoring. Básicamente focado em motivação.
  • analítico e reflexivo/psicoterápico – psicoterapia. Básicamente focado em auto-conhecimento.

Assim, o Coaching é, em última análise, um nível intermediário no processo de motivação e auxílio no desenvolvimento do potencial humano, e como tal deve ser encaixado, até em futuras descrições de cargo organizacionais.

Mensagens subliminares e desenvolver qualidades

Transcrevo abaixo uma troca de emails que pode ser interessante, como comentário sobre o desenvolvimento de habilidades e o uso de técnicas de mensagens subliminares. A mensagem foi enviada para mim dia 22 de Outubro e pedi autorização para transcrever em meu site:

Pergunta

Caro Antonio:

Leio as suas mensagens nos fóruns como golfinho, mapas mentais, etc.

Queria se possível que desse a sua opinião sobre a idéia que coloquei abaixo:

Seguinte, estou querendo utilizar mensagens subliminares para meu aperfeiçoamento pessoal, logo resolvi gravar no PC afirmações com temas sobre memória, exemplos: ‘Você tem uma memória superpoderosa’, ‘Você lembra de fatos e detalhes facilmente’; inteligência, disciplina, etc.

Depois gravar essas mensagens em CD e ouvir com o volume bem baixo para minha mente consciente não ouvir o que está sendo dito(ouvir que está sendo dito algo, mas não conseguir ouvir o que) Já fez algo do tipo? Pela sua experiência, pensa que pode funcionar?

Pois tenho o objetivo(longo prazo) de ser um excelente psicólogo e filósofo e sei que para isso vou ter que ler e estudar muito, analisando um pouco a vida dos grandes gênios da ciências e grandes filósofos percebi a linha comum que liga todos eles, a sua extrema força de vontade em buscar o que querem. Refletindo sobre isso cheguei a conclusão que não tenho tamanha ”vontade”(e não sou um gênio) assim, busco nas mensagens subliminares uma das soluções para esse meu problema.

Resposta

Salve!

Se você gosta tanto de mensagens subliminares, lembre-se que elas não precisam ser inaudíveis ao consciente para alcançarem o inconsciente. Ao contrário, porquê não permitir que o consciente também colabore para este processo? Porquê encarar o consciente como um inimigo do processo de mudança? Isto não faz sentido…

Desde o seu nascimento você foi sugestionado por muitas coisas que viu, leu ou ouviu, em filmes, livros e na vida real. Tudo passou pelo seu consciente e foi meditado. E depois foi para o seu inconsciente. O seu consciente foi uma “peneira crítica”, e esta é a função dele. Mas não significa que ele seja uma barreira, o que ele não é. Ele apenas ajuda no processo de avaliação e julgamento, antes que algo se torne um comportamento automático.

Os comandos subliminares foram pensados como forma de ultrapassar a barreira crítica, quando o consciente não concorda com o seu conteúdo. Isto é diferente de acreditar que os comandos subliminares sejam mais “rápidos” ou mais “efetivos”. Isto eles não são.

E isto nos faz retornar ao seu CD de “mensagens subliminares”. Você, conscientemente, escolheu tais mensagens. E deseja que façam efeito. Isto é, a sua parte consciente também quer este resultado, não é?

Pensar que, no momento de proceder a sugestão, o seu consciente pode atrapalhar o processo, é apenas uma visão “mágica” e, se me permite dizer, um pouco ingênua de como funciona o processo de auto-sugestão. Achamos que o “misterioso” e “desconhecido” funcionam melhor… Isto nos emociona, por algum tempo, e nos faz crer que estamos sendo “levados”, de maneira compulsória, em direção a um resultado.

Mas será que é este tipo de atitude que desejamos desenvolver em nós mesmos? Que podemos ser um joguete de forças sugestivas externas, sem análise consciente?

De início não acho obrigatóriamente necessário que tais mensagens sejam subliminares; a história já provou que muitos grandes homens (e grandes mulheres) utilizaram este tipo de lembrete de forma bastante consciente, e paulatinamente fizeram efeito.

A questão que quero ressaltar é que não é exatamente a força de vontade destas pessoas que as tornou grandes; foi o hábito. Isto é, bons hábitos de vida, tanto em cuidar do corpo, como rotinas úteis de organização do tempo, de aprendizado, de trabalhar em suas metas etc.

Se você observar qualquer grande realização, observará que ela foi composta de pequeniníssimos tijolinhos, curtos blocos de ação, fáceis de serem realizados.

O que diferencia uma pessoa comum de uma pessoa considerada “grande” é que os tijolinhos (do dia a dia) da pessoa ilustre foram mais direcionados para uma tarefa específica, com um objetivo digno e produtivo, ao invés de serem espalhados entre dezenas de atividades de curto prazo, muitas delas apenas uma forma de espairecer, de passar o tempo.

Ressalto: o que diferencia uma pessoa “grande” de outra que foi considerada, pelo seu histórico, como “comum”, não é uma enorme força de vontade, qualidades de inteligência, criatividade, intuição ou percepção incomuns; é, isto sim, uma visão, uma meta definida, um objetivo, cuidadosamente trabalhado, dia após dia, com paciência e confiança, sabendo dizer “não” vez por outra para outras coisas e afazeres, sofrendo algumas restrições de tempo e até algum cansaço extra, na busca de sua meta, mas nada assim tão diferente, tão heróico quanto possa parecer à distância…

Com o tempo, a dedicação a uma meta digna treina a pessoa, e esta se torna uma especialista no que acredita. O somatório deste conhecimento transparece em sua linguagem e em sua atitude, e os outros passam a reconhecê-la como uma pessoa “grande”. Mas isto não significa que ela tenha deixado de ser humana, e ainda é possível que erre muito. No entanto, este é o único caminho para o sucesso e a grandeza: o trabalho regular, organizado, em uma meta de sucesso objetiva.

Isto trará melhores resultados do que apenas o processo auto-hipnótico de se inculcar mensagens de melhores qualidades e características… Estas habilidades vêm naturalmente, quando se treina o uso delas para um objetivo específico e motivante. Não adianta muito estimular as habilidades de forma dissociada de um objetivo.

Por isto, digo: dedique agora um bom tempo para meditar sobre o seu futuro e seus projetos de vida. Eleja algo importante, digno e útil que pretenda realizar no futuro. E comece a realizar tal objetivo, de forma progressiva, metódica, e buscando desenvolver as habilidades necessárias que você considera úteis para este objetivo. Reconheça que os resultados serão lentos – é assim com todo mundo. Mas se você mantiver a visão em um objetivo digno, este lhe será motivador, e facilitará que desenvolva as qualidades que deseja.

Espero que você continue neste seu caminho de progresso. Acho ótimo que esteja pensando de maneira tão responsável em seu próprio auto-desenvolvimento. Isto é algo digno de nota e tenho certeza que lhe ajudará muito em seu futuro.

Tomada de Decisão Inconsciente: Técnica dos Dedos

Este é o texto-base de um exercício gravado em mp3, que é enviado para aquelas pessoas que precisam desenvolver uma maneira melhor de conversar com a própria mente inconsciente e assim tomarem decisões com mais facilidade, sem conflitos internos. São feitas adaptações para cada caso, mas a base conceitual é a mesma. TÉCNICA DOS DEDOS

Você gostaria de saber sobre maneiras de se comunicar com o seu inconsciente de forma confortável e tranqüila. Isso é muito bom, pois, quando nos comunicamos regularmente com aspectos mais profundos de nosso ser, torna-se muito mais difícil somatizarmos de maneira desagradável. Acredito que pertubações físicas, quando provem de causas emocionais, são um desesperado apelo de nossas partes inconscientes, já que não estamos ouvindo-as normalmente no dia-a-dia…

Pergunto-me as vezes qual e a forma de meditação que usa normalmente… Se é um tipo muito estruturado, onde o seu você consciente fala muito e fica projetando coisas para a mente inconsciente, devo lhe dizer que isso já é bom, mas não é suficiente. O ideal e que permitamos que a mente inconsciente, o porta-voz de nossas partes ainda mais profundas e sutis, possa se comunicar do jeito que preferir, desde que seja algo realmente gratificante para os dois aspectos complementares de nossa mente.

Meditar é o que o nome diz… servir de meio, de instância média entre partes que normalmente estão separadas… E aproxima-las, não necessariamente através do uso de “palavras especiais” ou focalizando a atenção em determinados tipos de pensamentos. E meditação não e relaxamento. Relaxamento e só uma preparação, uma primeira parte, útil e adequada, sem duvida, mas não substitui, de maneira alguma, a verdadeira meditação.

Sugiro que você tenha uma sessão de relaxamento especifica para relaxar… O que? Isso mesmo. Relaxamento é relaxamento, algo muito bom para o corpo, e um corpo relaxado facilita que a mente possa meditar. Mas, às vezes, preocupamo-nos tanto com o relaxamento que esquecemos da verdadeira meditação.

Em momentos diferentes, ocupe-se de meditar… Esta meditação pode começar com um pequeno relaxamento, nada muito especial. Mas o principal e que, neste momento, paremos para ouvir a mente interior, a parte do nosso “iceberg” mental que está por baixo do nível da consciência objetiva…

E como devemos “ouvir” essa mente interna? Da maneira mais simples possível. O principal e a atitude emocional, uma disposição amigável, realmente interessada em entender e compreender estas partes mais profundas. Para alguns, pode ajudar visualizar esta conversa como se estivesse na presença de um Grande Ser interior ou na forma de uma Assembléia de Aspectos do Ser, composta de inúmeras “seções de ser”, cada uma representando um dos papéis que compõem a Identidade Pessoal.

Detalhe: reiteramos que não devemos confundir esta experiência com um contato com algo “fora de nós”. E preferível que compreendamos que todos estes aspectos internos são isso mesmo, aspectos, facetas do diamante multifacetado que é a mente humana.

Existe uma forma poderosa de estimular esta “conversa” interna, de modo a entendermos de forma mais fácil as respostas a perguntas especificas que possamos fazer. Podemos atribuir a cada uma destas partes internas o comando de uma parte do corpo. Isso pode parecer a algumas pessoas algo desconfortável, mas é isso que se da normalmente no dia-a-dia, quando somatizamos alguma emoção ou reação do momento. Ao levarmos um susto, por exemplo, nosso estômago dói, nossa boca fica seca. Determinadas partes do corpo acusam principalmente a tensão, a resposta emocional. Porque não usar isso então como uma vantagem, de forma positiva e intencional? Se é desta maneira mesmo que o nosso corpo interage com a nossa mente, não precisamos ficar apenas aguardando que o nosso corpo nos transmita mensagens do inconsciente. Podemos tomar a iniciativa da conversa.

Uma maneira interessante de fazer isso é atribuindo o controle de um dedo da mão menos forte (isto e, menos consciente ou menos destra) para um destes aspectos menos conscientes. E como se faz isso? Apenas pedindo que este mexa o dedo (ou apresente uma sensação diferente), como resposta a uma indagação direta. Não importa muito os detalhes de como vamos pedir isso a essa parte. O importante é fazê-lo com sinceridade e esperar com paciência que estas partes internas se ” adaptem” a esta forma especial de se comunicar… O que pode levar alguns minutos.

O melhor do que falar muito a respeito é experimentar. Não é difícil entender o processo, depois de testar algumas vezes. E o incremento em capacidade de comunicação mental é imenso, surpreendente, mostrando que nossas partes internas percebem quando abrimos espaço para o diálogo. E isso pode fazer com que a somatização indevida desapareça como por encanto.

Metas de Vida – Life Coaching

Abaixo uma apresentação em slides sobre Metas de Vida.

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