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March 4th, 2008 — Coaching, Visualização
Recentemente uma pessoa me fez, por e-mail, uma pergunta sobre se é possível utilizar as técnicas de Visualização Criativa para atrair dinheiro.
Pessoalmente não recomendo exercícios mentais específicos para atrair dinheiro. Dinheiro é um sistema virtual de trocas; nele trocamos coisas por demais subjetivas para permitirem serem bem contadas: atendimentos, lazer, viagens, bem como conforto, beleza e alegria. Também utilizamos o dinheiro para facilitar a permuta de coisas que podem ser contáveis, mas que são difíceis de serem permutadas de forma direta, tal como um sanduíche, uma pipoca na esquina ou outras coisas quaisquer.
Porisso, dinheiro, em si, não é algo real. É apenas um número. Algumas pessoas utilizam as técnicas de O Segredo para se visualizarem recebendo notas, muitas notas. Isso é essencial? Não, não é. Também funcionaria com cheques, ou com a visualização de um bom saldo em banco? Provavelmente funcionaria – ou não funcionaria – da mesma maneira.
Então, o segredo (do Segredo) não está aí. Não é “atrair dinheiro” e sim saber exatamente o que se gosta e se quer fazer e transformar isto em algo permutável – e em nossa sociedade se permuta isso através do dinheiro.
Sempre recomendo que se utilize as técnicas de Visualização Criativa para potencializar a busca do Sucesso. No entanto, o primeiro passo para isso é uma auto-reflexão, e não uma visualização.
Devemos refletir o que é o Sucesso para nós e como saberemos quando o tivermos alcançado. Quais são os sentimentos que queremos que ele nos desperte e como exatamente queremos agir, fazer, perceber e reagir nas situações de Sucesso. Escrevamos estas coisas todas e assim teremos uma base sólida sobre a qual lastrear nossas imagens mentais.
Invistam um bom tempo em descobrir o que fazer da vida. Este é o melhor exercício para o sucesso e, por conseguinte, para atrair dinheiro.
Recomendo, para auxiliar nesta reflexão, que tracem um plano detalhado de como querem conseguir o que escolheram para a vida. De que adianta Visualizar sem um Plano? Se visualizarmos sem ter um plano de ação, uma parte de nossa mente poderá duvidar de nossas imagens mentais. Assim, tracem um Plano primeiro.
Podemos seguir esta imagem:

Isto é, primeiro se cria um Sonho, depois elaboramos um Projeto para implementá-lo, depois traçamos um Plano específico e começamos a executá-lo e depois avaliamos a Realidade consequente de nossas Ações Diárias, corrigindo o que for necessário no Plano e até no Projeto e em seu Sonho, até conseguir algo satisfatório.
E quando visualizar? Em todas as etapas. Visualize enquanto cria um Sonho, primeiro sonhando que terá um bom Sonho, um bom ideal de vida, e depois sonhando os detalhes do Sonho. Depois visualize o seu Projeto, e detalhe-o o melhor possível. Depois visualize o seu Plano, considere mentalmente se está agindo pelo melhor. E, por último – bem, não exatamente por último, pois a vida não para enquanto você está planejando, e muitas vezes você precisa começar por aqui – visualize os resultados reais do que está desejando, e se imagine corrigindo e acertando o que deu ou pode dar errado, e sentindo muita confiança com isso.
Sobre confiança, sugiro que reflitamos sobre esta imagem:

Esta imagem diz para se começar de dentro para fora. Não adianta querer se sentir realizado – isto é, imaginar-se e acreditar que tem muito dinheiro – se primeiro não se mudou o interior. Comece de dentro, sentindo-se uma pessoa que merece ter dinheiro. Isto é, construa, com imagens mentais, uma boa Auto-Imagem. Depois, trabalhe em seu nível de Fazer, aprendendo a sentir auto-confiança de que é capaz de fazer coisas que vão lhe trazer dinheiro. E, por último, trabalhe no nível do Ter, que é o nível mais externo, visualizando que esta auto-imagem e esta auto-confiança estão se refletindo no mundo exterior, em uma verdadeira auto-realização. Você pode usar afirmativas positivas e imagens mentais de sucesso em todas as etapas deste processo.
Não adianta muito lhe dar frases ou imagens prontas. É mais útil que crie as suas próprias. O importante é persistir e trabalhar na ordem certa, de dentro para fora.
Também vale a pena lembrar que tudo que conseguimos na vida é através da aplicação de nossos cinco recursos básicos: Tempo, Dinheiro, Esforço, Conhecimento e Atenção.
Se quiserem aprender mais sobre isso, leiam este meu artigo aqui:
Os 5 Recursos da Vida
A visualização nos auxilia a focar a nossa Motivação e a nossa Atenção. Também auxilia na potencialização do uso do Esforço e do Conhecimento. E, até, através das leis insondáveis do Universo, estudadas pelo Segredo, pode reduzir a aplicação do Tempo e do Dinheiro…
Mas não é crível que consigamos as coisas de graça. Reflita sobre isso e mãos à obra!
Grande Abraço e Sucesso!
Antonio Azevedo
December 10th, 2007 — Hipnose, Visualização
Já está disponível no site a apresentação da palestra A Mente que Controla o Corpo, que apresentei em 2005 e 2006, sobre as descobertas científicas da relação corpo-mente.
Veja abaixo:
November 12th, 2007 — Visualização
Abaixo, uma apresentação sobre Física Quântica e as teorias sobre a relação entre o pensamento e sua atuação na matéria, conforme o filme O Segredo:
Esta apresentação fez parte do evento abaixo:
O Segredo e a Lei da Atração
Procedimentos e Exercícios para realizar os seus sonhos
12 de maio – Sábado, de 08h30 até 18h30
Edição no Rio de Janeiro
Local: Clube Israelita Brasileiro (CIB)
Copacabana, Rua Barata Ribeiro, 489 – auditório
Maiores informações?
Apresentado por Kaanda Ananda, Antonio Azevedo, Yair Rosenfeld, Dulce Gabiate, Álvaro Peixoto, Fabiana Peixoto, José Carlos Reyes.
May 1st, 2007 — Visualização
Visualize sua CURA
Revista: Estilo Natural
Ano 5 – n° 44 – Maio 2007
É possível afastar doenças, reencontrar o equilíbrio e combater problemas emocionais, com tristeza e depressão com a força do pensamento. Saiba como as mentalizações positivas podem ser grandes aliadas da saúde
A única coisa que ele conseguia fazer com os próprios instintos era piscar os olhos. A comunicação com as outras pessoas era feita dessa forma. Deitado no leito de um hospital, com a ajuda de um aparelho para respirar, sem conseguir comer nem falar. “O fato de estar vivo já é um milagre”, diziam os especialista. E isso podia mesmo impressionar, depois de duas vértebras quebradas, parte da coluna prensada, laringe e sistema nervoso lesionados. Essa era a situação do americano Morris Goodman, na década de 80, após um desastre de avião. Mas apesar de tudo, ainda tinha forças e esperanças para dizer “eu vou sair deste hospital andando”. Médicos e enfermeiros olhavam para ele com ar de pena, piedade e tristeza. Mas Goodman não dizia aquilo para mostrar que estava forte. Esse era seu verdadeiro objetivo e ele faria de tudo para alcançá-lo.
“Eu tinha de acreditar nisso com toda a força da minha alma”, conta. A partir daí, o americano usou o tempo em que permanecia deitado e imóvel para trabalhar a mente. Imaginava-se andando como um homem normal e sentia essas imagens como se fossem reais.
Para Goodmam, os pensamentos controlavam a nossa vida. Enquanto praticava esses exercícios, as situações que via se materializam, uma a uma. Ele passou a respirar sozinho, voltou a falar e, depois de nove meses no hospital, saiu dali com as próprias pernas, do jeito como havia planejado.
Ficou impressionado com a história? Ela é real e está registrada no documentário intitulado O homem milagre, produzido pela Siamar e, geralmente, utilizado em treinamentos de empresas. A intenção é mostrar que muitas vezes a solução de problemas depende só da gente. O personagem do filme se utilizou da força e do poder da mente, por meio de imagens, para mudar o rumo da sua vida, ou seja, fez uso da chamada visualização criativa. Segundo Wagner Gabriel, biomédico e membro da Associação Brasileira de Medicina Complementar, nosso corpo tem uma capacidade de autocura que desconhecemos. “A cura está condicionada ao nosso estado emocional. Se a mente trabalhar nessa direção, o organismo vai obedecer”, diz.
Visualização criativa
Diariamente, sem perceber, você cria diversas situações em sua mente: recorda daquela briga que teve com o namorado, de um lugar que visitou, de uma conversa importante que mexeu com seus sentimentos. Os pensamentos vão longe, tanto para o bem quanto para o mal. Isso porque quando se pensa, imediatamente já se visualiza, uma vez que a lembrança evoca uma espécie de vivência mental. A diferença é que na visualização criativa as emoções e os pensamentos são direcionados. Assim, em vez de ficar recordando a todo momento de quando sua amiga lhe tratou ma, que tal visualizar algo mais positivo? Segundo o especialista nesse tipo de treinamento, Antonio Azevedo, a visualização é uma criação consciente e intencional de impressões sensoriais, com o objetivo de transformar os pensamentos, expectativas e crenças. Para ele, não há necessidade de se prender a imagens nítidas e fiéis à realidade. O fundamental é se envolver com lembranças e senti-las. “Elas podem vir em forma de sons, sabores, aromas, sensações de calor, frio e textura. Quanto mais sentidos forem utilizados para a visualização, melhor será o resultado”, esclarece.
Gatilhos emocionais
As emoções estão concentradas em diversas áreas do cérebro. Quando se está deprimido ou contente, o cérebro capta essa emoção e transmite ao sistema límbico, responsável pelo controle hormonal. Dessa forma, qualquer sentimento é capaz de alterar a bioquímica corporal e, se a sensação durar muito tempo, novas substâncias serão criadas automaticamente. Assim, a repetição desses quadros deixará o organismo acostumado, fazendo com que novas células já nasçam adaptadas a esse contexto. “O ser humano é viciado em emoções, literalmente. As pessoas que usam drogas não se viciam nos componentes, e sim nas sensações que eles geram”, diz Gabriel. De acordo com o biomédico, a visualização é uma ferramenta para produzir emoções. “Essa é uma lei que já funciona, tanto para pensamentos negativos quanto para positivos. A felicidade, a paz, o amor, o sucesso e a saúde estão ao alcance de todos”, declara.
Universo particular
Não é de hoje que o homem estuda a utilização de imagens para guiar a sua vida. Um exemplo de adepto dessa teoria é o filósofo grego Socrátes, que falava na técnica do DCD (duvidar, criticar e determinar). Para Carlos Aníbal, neurolingüística e fundador do Instituto Luz, os princípios da visualização, que é um recurso da PNL (Programação Neurolingüística), se assemelham bastante à técnica de Sócrates.
“Duvidar das crenças enraizadas desde a infância, criticar o modo de pensar e determinar uma nova maneira de enxergar o mundo. Com essas três vertentes, pode-se mudar um conteúdo mental”, afirma.
No livro Visualize a sua cura-exercícios de visualização inspirados nos salmos (ed. Pensamento), a psicoterapeuta Anita Moraes faz referência ao psicólogo suíço Carl Gustav Jung. “Ele valoriza as imagens e encara os símbolos como máquinas transformadoras de energia. O hipnoterapeuta norte-americano E.L. Rossi acredita que Jung foi um dos pioneiros nos exercícios de imaginação ativa”.
Budismo
Lembre-se da figura de um monge budista em meditação. Semblante calmo e sereno, com um leve sorriso no rosto. Se for um adepto da linha tibetana, o exercício também será feito com imagens, a fim de realizar o que podemos chamar de visualização meditativa. Símbolos como mandala, divindades, raios de luzes, cores, sílabas, canais e gotas são os mais empregados por esses monges para atingir estados mentais de natureza pura e totalmente livre da negatividade.
“Para o tibetano, todos os seres humanos possuem uma qualidade divina e é por meio da visualização que esse aspecto pode ser ativado”, assegura Bel Cesar, psicóloga clínica e estudiosa desse tipo de técnica praticada pelo do budismo.
Num primeiro momento, a prática vai ajudar o indivíduo a purificar seu corpo e mente. Depois de alcançar um nível de amadurecimento espiritual, é possível se conhecer por completo. Bel explica que a visualização estudada pelos terapeutas e budistas tem o mesmo objetivo de cura e autoconhecimento.
O segredo
Os assuntos ligados ao poder da mente ultrapassam o campo da ciência e da filosofia e chegaram aos cinemas. No fim de março, foi lançado no Brasil o filme O Segredo (The Secret, EUA,2006. Dir. Drew Heriot). O longa-metragem tem como base a lei da atração, em que semelhante atrai semelhante. Nele, diversos estudiosos defendem a mentalização como forma de os pensamentos se tornarem realidade.
Para eles, é desejável criar um quadro da visão, que é uma espécie de tela com diversas imagens daquilo que se deseja. Esse cenário deve ser mentalizado todos os dias, para que a mente trabalhe ativa e atinja o objetivo.
Da mesma maneira, saúde e estresse são vistos como conseqüências do que o homem pensa. “As doenças não sobreviverão num corpo emocionalmente saudável”. O americano Morris Goodmam colabora com sua experiência. “Para as pessoas que estão assistindo a esse filme, se eu pudesse resumir a minha vida e falar do que elas são capazes da fazer, eu diria: o homem se torna aquilo que ele pensa”.
Relaxe e concentre-se
Relaxar. Essa é uma ferramenta importante para obter bons resultados na visualização. Se você estiver com a mente acelerada e o corpo tenso, pode não conseguir direcionar os pensamentos ou se concentrar em alguma imagem.
De acordo com Shakti Gawain, autora do livro Visualização criativa – consiga o que você quer na vida usando o poder da imaginação (ed. Pensamento), quando relaxamos, entramos no nível alfa, em que as ondas cerebrais ficam mais lentas. Esse estado de consciência é bastante saudável e eficaz para a prática da visualização. “Com o relaxamento, as alterações na vida acontecem de forma natural, sem preocupação ou manipulação dos fatos”, afirma Gawain.
Vamos fazer um teste? Respire de maneira lenta e profunda. Relaxe todos os músculos do corpo, um de cada vez, e conte de 10 até 1.Repita esse exercício diversas vezes ao dia. Se perceber que tem dificuldade para relaxar, aulas de ioga, meditação e técnicas anti-estresse podem auxiliar.
Pratique, agora
Agora que você já sabe o que é visualização e conhece seus benefícios, que tal aprender alguns exercícios para poder praticá-la? Selecionamos três técnicas do livro Visualize a sua cura – exercícios de visualização inspirados nos salmos.
Objetivo: dissipar o estado de tristeza e os períodos de melancolia
Feche os olhos. Respire fundo e mergulhe mentalmente em um lago transparente como cristal. Conforme afunda, visualize todas as pequenas e grandes tristezas saindo de seu corpo como pequenos pontos ou migalhas escuras. Veja como os pontos se dissipam, destruídos pelo contato com a água. Passeie pelo fundo do lago, absorvendo as suas maravilhas. Ao chegar ao centro, no fundo, tome em suas mãos um minúsculo e brilhante coral, incrustado em uma pedra. Sinta–se possuído por um estado de alegria com nunca esteve antes. Acaricie o coral e tire dele todo seu poder de transmitir alegria e felicidade. Recoloque-o no lugar e volte à superfície. Transmita a quem precisar a informação de como chegar ao coral e, a cada vez que você pode voltar ao fundo do lago sempre que desejar. Abra os olhos.
Objetivo: obter a saúde, rejuvenescer
Feche os olhos. Respire três vezes, lentamente. Você está à beira de um lago, de águas que não pode beber. Tome um bastão longo, curvo e afilado numa das pontas e escolha um ponto onde parar. Sente-se ali, de cócoras, e comece a cavoucar o chão daquele ponto com o bastão. Faça isso sem pressa, sem expectativa, mas com certeza: apenas confie que algo acontecerá. Após um tempo, veja brotar ali uma mina de água potável. Tome-a até se sentir plenamente saciado. À medida em que você bebe, vá sentindo as células do seu corpo se renovando e todo o seu organismo adquirindo vida e energia. Caminhe por ali completamente revigorado, sabendo que descobrirá outras fontes, sempre que quiser, e que lhe servirão todos os dias. Abra os olhos.
Objetivo: vistoriar o corpo em geral, restaurar partes doentes ou não-desenvolvidas
Feche os olhos. Respire profundamente. Imagine-se com poder de olhar tudo o que passa dentro do seu corpo. Viaje pelos pés, pernas, tronco, braços, peito e pescoço. Localize onde sente que algo não está funcionando bem. Olhe, com nitidez, todos os sistemas – passando pelo sistema nervoso, por todos os ossos, pelos músculos.
Observe as glândulas do sistema endócrino secretando os hormônios de que você precisa. Veja o sistema que lhe proporciona a digestão dos alimentos e seu próprio sistema reprodutor, que fez de você um homem ou uma mulher. Cada um deve estar funcionando perfeitamente e continuar operando maravilhas fantástica que é corpo humano. Verifique o que necessita de cuidados. Examine o sistema linfático e termine a vistoria pelo sistema urinário, onde você vai olhar principalmente o desempenho dos rins.
Ao passar por um ponto que está em mau funcionamento, ajuste-o, usando sempre o sopro mágico. Sopre suavemente o local afetado e visualize essa área se regenerando. Em seguida, aplique um líquido cristalino que forma uma camada protetora e imunizadora. Passeie por dentro de todo o seu corpo. Distribua o sopro mágico e o líquido cristalino até sentir que as partes acometidas estão sendo curadas e que passam a funcionar de maneira perfeita. Permaneça um tempo examinando tudo. Abra os olhos.
para saber mais:
* Visualização criativa – consiga o que você quer na vida usando o poder de imaginação, Shakti Gawain, ed. Pensamento.
* Visualize a sua cura – exercícios de visualização inspirados nos salmos, Anita Moraes, ed. Pensamento.
* Imaginação ativa – a arte de curar-se através do poder da mente, Serge King, ed. Pensamento.
July 6th, 2005 — Gestão, PNL, Produtividade, Visualização
Neste texto Antonio Azevedo avalia que um Projeto ou Objetivo de Vida,para ser criativo e pró-ativo e, portanto, eficaz, precisa preencher vários requisitos.
Um check-list (lista de verificação) pode ser uma ferramenta útil para auxiliar no desenvolvimento de um plano que tenha êxito.O tema “Sucesso” é sujeito a várias interpretações. Alguns o encaram como sendo principalmente um fruto da sorte. Outros enfatizam a rede de contatos, o círculo de relações que uma pessoa pode desenvolver. Outros, ainda, colocam a ênfase no esforço diário e até na utilização de técnicas metafísicas, tais como as que são ensinadas sob o nome de “Pensamento Positivo”. Reconheçamos que tudo na vida começa com um Sonho. O Sonho é uma aspiração pessoal, um desejo de fazer algo mais no mundo. O Sonho é o desejo de mundo melhor, e aquelas pessoas que não sonham vivem de maneira automática, quase como robôs. O Sonho nos faz humanos. No entanto, criar um Sonho é só o primeiro passo. O Sonho está apenas em um nível lógico muito alto. Ele precisa ser concretizado em um Plano de Ação e, depois, este Plano deve ser detalhado em um Plano. E este, por fim, será consubstanciado em uma Realidade.
Aqui cabe uma explicação. Níveis Lógicos são um termo muito usado em Programação Neurolingüística (PNL), e que representa um corte vertical na estrutura de motivação e comportamento de um indivíduo. Eles se compõem de seis níveis, com os nomes: Ambiente – Comportamento – Capacidade – Crenças e Valores – Identidade – Macro-Sistemas (sistemas em que a Identidade está inserida). O nível “Ambiente” costuma ser representado no nível mais baixo, e, ao analisarmos as motivações e a forma de atuação, costumamos “subir” ou “descer” a escadinha dos níveis lógicos, buscando interpretar como a interação entre os níveis ocorre naquele dado indivíduo.
Transformar um Sonho em um Plano, um Plano em um Projeto e um Projeto em uma Realidade. Esta é a verdadeira forma de trabalhar com o Pensamento Positivo.
Antes que me perguntem, devo dizer – sim, eu uso o pensamento positivo. No entanto ele na maior parte das vezes não é o que se pensa – que basta apenas pensar concentradamente no que se quer e as coisas acontecem de forma mágica.
O Pensamento Positivo real é utilizar a Atitude adequada, e a Criatividade, que é uma característica de todo ser humano, alinhando-os com a Persistência no foco do objetivo desejado.
O que mais acontece é que todos esquecem a profunda conexão entre o Pensamento Positivo e a Ação Positiva. Ação Positiva é aquela orientada para objetivos. O Pensamento Positivo em si mesmo nada consegue. Não adianta nada sentar em uma cadeira e ficar pensando, dia após dia, em conseguir alguma coisa. A única maneira do Pensamento Positivo produzir resultados é porque ele é o primeiro fator que facilita a Ação Positiva. No entanto, esta última precisa do Pensamento Positivo para manter o seu nível de atuação – isto é, a motivação, o entusiasmo, a persistência, a criatividade, a atitude…
O Pensamento Positivo é um imã para o que se quer, dizem os especialistas. Só que isso está certo apenas em parte. O Pensamento Positivo é um imã de Atitudes Positivas = Confiança em si mesmo e Criatividade na solução de problemas.
E estas Atitudes Positivas são um imã para Oportunidades Positivas = Percepção de Situações e Informações e também de Pessoas facilitadoras de Resultados.
E, sim, estas Oportunidades Positivas é que são um imã para os Resultados Positivos Desejados.
Já explicamos o que é o Sonho. Para transformá-lo em um Projeto, precisamos fazer algumas perguntas, que dêem a ele uma consistência real. É importante que o Objetivo Desejado seja detalhadamente analisado. Para isso, é útil que façamos as seguintes perguntas:
O nosso Objetivo é:
* AFIRMATIVO / ASSERTIVO
Estou especificando o que quero ao invés do que não quero? Isto é, ao descrever o meu objetivo eu o faço em termos afirmativos, dizendo o que realmente quero fazer, ao invés do que quero deixar de fazer?
Muitas vezes comentamos”"Puxa, não quero mais fazer isso…”, ou “preciso deixar de fazer aquilo…”. Em termos de direcionamento mental, esta construção gramatical é frágil, mobilizando pouco a nossa vontade de mudar.
O melhor é que construamos nossas afirmações em termos de frases fortes, diretas, objetivas e afirmativas, tais como “quero fazer aquela outra coisa…” e “estou começando a agir ou a fazer…”.
Sempre exemplificamos com algo muito comum, e ao mesmo tempo um dos mais difíceis de criar um exemplo afirmativo: o fumo. Fumar, teóricamente falando, como é um vício, não tem um contrário. A frase “Quero / vou parar de fumar” não é uma descrição afirmativa de um ato, pois não mobiliza a nossa atitude para se focalizar em algo específico e afirmativo. O melhor seria que pudéssemos descrever de forma positiva. Eu sugiro as seguintes formas que, mesmo não sendo tão concisas, são melhores: “Estou vivendo mais e melhorando minha saúde a cada dia, escolhendo tudo que respiro e ingiro”.
* CONTROLÁVEL / PRÓ-ATIVO
Depende do que eu sou, penso, ajo e faço, ao invés do que me acontece? Isto é, estou focalizando a atenção em uma ação que é iniciada por mim, mantida por mim, ao invés de apenas algo que tenho que aguardar que outras pessoas realizem para mim? Esta questãoé muito importante, pois é comum que em um objetivo complexo existam componentes da ação que dependam de outras pessoas. No entanto, estruturar nossos objetivos em algo que dependa dos outros só nos deixa estagnados. Podemos, sim, saber que outras pessoas vão colaborar, mas nossa descrição do Sonho – à medida que ele se transforma em Projeto, e de Projeto em Plano – deve se transformar em uma sucessão de passos pró-ativos, passos que nós mesmos possamos realizar.
Como exemplo, pense em um vendedor que deseja fechar mais negócios. Se a verbalização de seu Objetivo é “quero que os clientes fechem mais negócios comigo”, ele poderá estar se candidatando à desilusão. Seria melhor que ele expressasse algo como “estou ligando e visitando mais meus clientes, e expressando mais os meus argumentos de fechamento de vendas”. Isso sim seria uma maneira pró-ativa de descrever suas atividades.
* CONTEXTUALIZADO / MENSURÁVEL
Aonde, quando, quanto, como, exatamente? Isto é, eu sei descrever fatos e dados específicos que especifiquem o que quero alcançar? Normalmente, neste momento, nós colocamos uma data de realização final: “Até o dia tal do mês tal do ano tal, eu quero ter o meu objetivo alcançado”.
Isso já é uma iniciativa louvável, mas será suficiente? É importante descrever maiores pormenores – o Projeto é, na verdade, uma Carta de Intenções, uma carta para nós mesmos, e por isso é importante que seja visto como um contrato pessoal. Em um contrato somos objetivos, minuciosos e específicos, levando em conta tudo o que pode dar certo e errado, não?
Não é apenas uma Promessa – algo tão fácil de quebrar – mas um Compromisso. Um Compromisso estipula detalhes verificáveis. Estes detalhes são chamados de Critérios de Referência dentro da PNL. São coisas que perceberemos acontecendo, e que provarão para nós, sem sombra de dúvida, que estamos alcançando o que nos propomos em nosso compromisso.
Retomemos ao primeiro exemplo. Não é suficiente dizer “estou escolhendo melhor o que respiro”. Isto ainda é só um Sonho com atitude. As evidências sensoriais que buscamos é: melhor resultado respiratório em um exame específico (vale a pena fazer um check-up de capacidade respiratória anterior e um exame periódico), manutenção de uma tabela de controle de alimentos escolhidos, com uma marcação pontuando os dias melhores e piores, análise de quais ambientes, contextos e situações são mais perigosas para se cair em tentação… Isto é criar um Projeto.
* ECOLÓGICO / CORRETO
(para fora, relação com os outros sistemas)
Todos ao meu redor aceitam que eu obtenha este resultado? Isto é, à medida que as outras pessoas ao meu redor ficarem cientes de minha busca por este resultado, como se comportarão? Irão apoiar, duvidar, rejeitar, ridicularizar, resistir, ou sabotar o compromisso?
Vamos supor que alguém coloque como seu compromisso “fazer ginástica todas as manhãs”. Só que o seu cônjuge tem o hábito de ir dormir tarde, e quer a sua companhia. Por mais saudável que seja o objetivo, e por mais que entenda como isso é positivo, com certeza haverá momentos de conflito. Reconhecer isso, e estabelecer uma forma de enfrentar este tipo de conflito deve constar do Projeto. Aquilo de que estamos conscientes mais fácilmente poderemos superar.
* CONGRUENTE/ HARMONIOSO
(para dentro, relação com o sistema interno)
Perco algo (deixo de ganhar algo) ao alcançar isso? Isto é, existem alguns Ganhos Secundários de que não estou consciente, e que podem obstar o atingimento deste objetivo?
Estamos acostumados a nos perceber como seres únicos, homogêneos. E isso não é sempre verdade. Provavelmente só raramente é verdade… Na maior parte das vezes, há divergências de opiniões dentro de nós mesmos. A Psicologia nos fala em desenvolvermos “resistência a frustrações” e que é importante aprendermos a adiar a satisfação imediata quando está em jogo uma vantagem maior no longo prazo.
Se não aprendermos a fazer isso, tal qual a Cigarra de La Fontaine, nos tornamos perdulários, esbanjando todo o nosso tempo em prazeres imediatistas, ao invés de investirmos no futuro. Se aprendermos a fazer isso muito bem, é provável que nos tornemos sovinas tal como o Velho Scrooge de Dickens, sempre adiando a chance do prazer imediato em prol de uma vantagem maior no futuro… Isso mostra que nem os contos de fada podem nos salvar sempre com a ilustração moral apropriada.
A questão é que efetivamente possuimos as duas opiniões ou vontades em nosso interior – possuimos até mais do que duas, talvez centenas de pontos de vista, alguns com maior poder de barganha, outros menos. O que precisamos fazer é aprender a negociar internamente, com nossas partes internas, fazendo-as chegarem em um consenso – pelo menos naquela questão envolvida no Projeto.
Fazer isso requer alguma meditação e dedicação. Algumas pessoas tem maior facilidade para visitar o próprio âmago, e “conversar” com seus vários aspectos. Outras pessoas – talvez que se acostumaram demais com a crença de que são um só Eu – sentem alguma dificuldade com esta brincadeira de “pseudo-esquizofrenia” e temem que sua própria identidade se desmanche em fragmentos independentes… No entanto, ao invés de nos prejudicar, este tipo de exploração interna só nos traz vantagens – reconhecendo que possuimos vários pontos de vista em nós mesmos, ficamos mais conscientes dos conflitos internos e evitamos que nos prejudiquem.
Ao analisar estes cinco pontos anteriores, podemos utilizar a “descida de níveis lógicos” para estruturar o nosso Projeto, fazendo perguntas em cada nível e refletindo sobre as respostas que nos ocorrem.
NÍVEIS MENTAIS
Questões a investigar:
SISTEMA MAIOR / ESSÊNCIA – Como obter este objetivo se justifica perante ao seu propósito como pessoa e a sua relação com as outras pessoas e ao mundo em que vive? Como isso afeta sua relação com todos os ambientes em que você está inserido – família, sociedade, meio-ambiente, visão espiritual de si e do universo?
IDENTIDADE – Como alcançar este objetivo se alinha com sua missão de vida e visão do mundo em geral? Está alinhado com seus princípios? (princípios são regras mais amplas de bem-viver que você acredita que todos deveriam partilhar para estarem sintonizados entre si). Conseguir este objetivo vai acrescentar significado real à sua vida? E não conseguir, afeta a sua identidade?
CRENÇAS e VALORES – Cite suas principais crenças na área de atuação do objetivo (crenças são a forma como descreve e acredita que o mundo é). Como descreve a situação / o mundo? Acha possível para alguém alcançar este objetivo? E acha possível que VOCÊ, específicamente, o alcance? Cite seus principais valores (aquilo que busca realizar no mundo). Quais os valores que você reforçará em você ao alcançar este objetivo?
CAPACIDADE – O que precisa? Que recursos / habilidades tem / não tem que podem lhe ajudar e como consegui-los? Quem você conhece que já faz isso e como esta pessoa pensa? Liste as principais estratégias que outras pessoas fizeram para alcançar este objetivo.
COMPORTAMENTO – Como vai saber que conseguiu? Como vai saber se está conseguindo? Como vai saber se estiver se afastando do objetivo? Que ações corretivas pode usar? O que verá /ouvirá /sentirá que o alertará das mudanças?
AMBIENTE – Onde vai ocorrer? Em que contexto? Quando? Como acontece? Como saberá que está mudando? Que pontos específicos poderá registrar, para saber que está conseguindo isso?
Podemos descrever o nosso Objetivo – sempre levando em consideração os cinco pontos iniciais – e avaliarmos em cada nível, fazendo a interação e refletindo sobre nosso objetivo. Redigir isto, cuidadosamente, nos auxilia a termos uma boa descrição de Objetivo.
Como já vimos, o Sonho é apenas uma Promessa. Ele se torna um Plano quando tem Critérios de Referência que lhe auxiliam a consolidar a Promessa em um Compromisso.
Ao respondermos a essas perguntas, criamos um Plano e um Objetivo que faz sentido. Este Objetivo ainda não é completamente substancial, pois o Plano precisa se transformar em um Projeto. Para fazer isto transformamos o Compromisso em uma sucessão de Ações. As perguntas que foram feitas já ajudam em muito a transformação do Plano em Projeto e já permitem que pensemos em muitas ações. No entanto, como o assunto é extenso, falaremos mais sobre isto em outro artigo.