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Treine seu cérebro para criar e realizar mais

Maria Inês Felippe fala de Criatividade e dá dicas de como exercitar o equilíbrio entre o lado direito e o esquerdo do cérebro.por Maria Inês Felippe*

Hoje sabemos que utilizamos apenas 10% do nosso cérebro, essa fantástica máquina à qual nenhum computador se iguala. Podemos perceber que mesmo pessoas com bom nível de preparação acadêmica tendem a utilizar padrões de pensamento incompletos.

Conhecimento é informação com significado capaz de criar um novo conceito, atitude, buscar caminhos, modificar fatos ou levar à transformação. Como tudo funciona naturalmente, sequer pensamos no incrível mecanismo acionado para as atividades mais corriqueiras da vida, como mexer um dedo, todos os dedos, fechar os olhos, abri-los, fechar a boca, abri-la e emitir sons.

Assim como nos intrincados caminhos do pensamento, da articulação de idéias, da vontade, das emoções, está tudo aí, pronto. Mas é bom saber que essa complexa organização de matéria, como qualquer outro órgão, precisa ser exercitada, para não correr o risco de atrofiar. Da mesma forma, exercitá-lo pode aumentar o seu poder. Sempre reforço que assim como vamos numa academia de ginástica ou disponibilizamos de equipamentos em casa para fazer exercícios corporais, temos que fazer a ginástica cerebral, para que a mente esteja sempre pronta para criar sem grandes sofrimentos. Afinal, criar não dói e não tem contra indicação!

A divisão do cérebro em dois lados, direito e esquerdo, não é novidade, assim como o fato de que cada lado comanda o lado inverso do corpo: assim, o lado esquerdo do cérebro comanda o direito do corpo e o lado direito do cérebro comanda o esquerdo do corpo. A boa notícia dos cientistas, entretanto, é que o cérebro é o órgão mais treinável do corpo. Por isso é bom ficar atento à grande lei da biologia, do uso e desuso, que vale para todos os tendões, ligamentos, músculos e, principalmente, para o cérebro: usou, desenvolve, não usou, atrofia.

A questão agora é saber como funciona o treinamento do cérebro. Vale dizer que, como para qualquer atividade esportiva o fundamental é a constância, a disciplina e a orientação de um profissional capacitado. Como o cérebro humano é único, não existindo um modelo igual ao seu, o autoconhecimento é, então, o primeiro passo nessa olimpíada. É preciso reconhecer seus modelos mentais, que funcionam como anteparos, dirigindo sua linha de pensamento, visão do mundo e, conseqüentemente, seu comportamento. Cada pessoa constrói seu próprio conhecimento, através das informações que façam sentido para a sua vida assim como para suas experiências de vida.

A maior parte do pensamento se inicia na etapa da percepção e tem relação direta com a maneira como a pessoa capta informação do meio ambiente. A maneira como vê o mundo está condicionada por experiências prévias, seus conhecimentos e suas emoções.

Temos constatado que mediante o desenvolvimento do pensamento é possível organizar e reorganizar as percepções e as experiências, com o objetivo de mudar visões, enxergar o mundo de forma diferente, tendo uma visão mais clara dos problemas, assim como a capacidade para buscar estratégias e soluções. Vale buscar ferramentas de apoio, como livros, troca de experiências com outras pessoas, filmes, terapias, participação em cursos, etc… Busque os conhecimentos básicos a seu respeito e depois vá se aprofundando.

Equilíbrio é essencial

Estudos científicos indicam a predominância de um dos lados na personalidade do indivíduo. O lado esquerdo é o da razão, da lógica, da matemática. O direito é o criativo, romântico, sonhador, visionário. A predominância vai influenciar na escolha profissional. Engenheiro lida com cálculo, planejamento, assim, prevalece o lado esquerdo. Artista atua com a intuição, a imaginação, a estética, então o predomínio do lado direito.

A verdade é que o mundo precisa de profissionais dos dois tipos, mas a cada dia fica mais claro que o ideal é o equilíbrio entre os dois. Esse equilíbrio pode ser hoje um grande diferencial. Exemplo disso é o número cada vez maior de profissionais liberais como psicólogos, médicos e advogados que se sobressaem exatamente por não serem apenas técnicos e conseguirem comunicar-se com leigos através de palestras e artigos em jornais, revistas e outros meios de comunicação. A história está repleta de exemplos, principalmente de artistas, que viveram grandes dificuldades por não conseguirem utilizar nenhuma habilidade que o lado esquerdo do cérebro comanda, como Van Gog e o poeta português Mário Sá Carneiro.

Nos programas de treinamento de criatividade e inovação estamos constantemente relembrando que idéias lançadas sem concretização são parecidas com as ilusões. O processo criativo vai desde sonhar até colocar em prática e avaliar. Eu diria que isso é o uso integral do cérebro.

Se você está entre a maioria, ou seja, entre os que utilizam apenas um lado e deixaram passar qualquer aprendizado referente ao outro, não pense que tudo está perdido. Sempre é tempo de começar. Como? Veja:

Exercícios físicos – fazem bem ao cérebro porque provocam a produção de endorfina, substância responsável pela sensação de prazer, capaz de compensar os efeitos nocivos da adrenalina, substância provocada pelo estresse, altamente prejudicial à ação cerebral.

Leitura de qualidade – aumenta a capacidade de armazenar informações, além de ativar a memória, aumentar a compreensão e a associação. E ainda contribui para melhorar seu vocabulário. Procure diversificar sua leitura e o resultado será ainda melhor. Fique atento, entretanto, quanto à necessidade de refletir sobre o que foi lido. Feche o livro, pense um pouco sobre o trecho que acabou de ler, buscando entendê-lo o máximo possível. Comente com alguém que tenha lido a mesma coisa. Ao fazer isso você estará tanto armazenando informações quanto ativando a capacidade do seu cérebro, ao mesmo tempo em que desenvolve o raciocínio crítico, a imaginação e a criatividade.

Diversificar – quem percebe que começa a não se lembrar de nomes, a não ter novas idéias ou motivação para buscar novos interesses, deve ficar atento para não deixar o cérebro entrar em estado de apatia. Faça coisas inesperadas para provocar uma espécie de tratamento de choque no cérebro.Ambientes diferentes, que apresentam desafios, são excelentes agentes de mudanças de atitudes, ajudando a pensar e ver as coisas de modo diferente.

Curiosidade – o melhor estímulo para o cérebro ainda é a curiosidade, a capacidade de se deslumbrar. Faça coisas novas. Aprenda a pintar, dançar, cantar, saia da rotina. Resgate sua capacidade de se surpreender. Passe a questionar suas crenças e verdades, duvide. Seja criativo, invente um novo roteiro para a sua vida. Tenha a criatividade não somente como uma estratégia para diferenciar-se no mundo do trabalho, mas como uma filosofia de vida.

* Maria Inês Felippe é consultora de Criatividade e Inovação.
www.empregos.com.br.

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Você está preparado para ganhar mais e custar menos?

Paulo Benetti

Especialistas estão chamando a atenção. Pesquisas estão mostrando as dificuldades a serem enfrentadas. Estamos vivendo na Era da Criatividade que contém em si a destruição criativa. Países avançados ou não estão tomando providências. As pessoas e as empresas estão começando a ter prazos de validade, tal qual produtos de supermercado. Afinal o que fazer? Quais são os verdadeiros desafios? Vamos esperar a teoria de Darwin ter razão mais uma vez?

Há algum tempo, 1996, John Kao, um misto de consultor, palestrante, fundador de empresas e professor convidado das universidades de Harvard e Stanford, lançou um livro sobre criatividade. “Jamming” é o nome do livro, numa alusão ao momento em que os músicos de jazz têm muita liberdade para criar dentro de uma música que está sendo tocada. Nele Kao defende firmemente que estamos na Era da Criatividade.

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