Palavras Negativas

Já mais de algumas vezes me perguntaram: É melhor dizer “agradecido” do que “obrigado”?

Antes de comentar, aproveito para ressaltar que a Neurolinguística não é uma onda políticamente correta nas palavras. É verdade que consideramos que certos modos de falar expressam atitudes internas e as reforçam, de modo que nos auxiliam ou prejudicam em nossas atividades diárias. No entanto, a PNL não defende “poderes místicos” das palavras ou das letras, algo mágico em si… Pressupõe apenas que, quando falamos, desencadeamos “marés sinápticas” em nossos cérebros, abrindo caminhos em termos de padrões mentais e comportamentos, mudando nosso metabolismo e disposição.

De início parece bem mais lógico dizer “agradecido” do que “obrigado”. A palavra “agradecido” conota mais a sensação positiva de gratidão e graça – por um presente incondicional, o elogio. A palavra “obrigado” conota mais uma sensação de obrigação, um presente condicional, que deve ser pago, retornado ao emitente. Só que “agradecido” me parece um pouco pernóstico. Prefiro “grato”.

Alguns podem dizer que quase não há diferença emocional entre as duas palavras. Que as duas formas de dizer são ditas hoje em dia quase mecânicamente, sem emoção. Então me pergunto: se é para não sentir nada, porquê dizer então?

Se respeitarmos toda palavra que sai de nossas bocas, conferimos a elas imenso poder. Seja para nós mesmos – profecias auto-realizáveis – seja para outras pessoas – a nossa reputação. De preferência evite dizer qualquer coisa de forma mecânica, um agradecimento ou uma saudação. Busque colocar veracidade em tudo o que diz e as outras pessoas, e você mesmo também, sentirão a diferença.

Há outras frases que são ditas hoje em dia como lugares-comuns, quase clichês, e que provavelmente perceberemos, ao dizê-las, conotações emocionais mais fortes. Vale a pena observarmos algumas. Por exemplo:
“Eu vou me lembrar” ao invés de “não me esquecerei”;
“Estou começando” ou “Estou aprendendo” ao invés de “estou tentando” ou “vou tentar”;
“Quero fazer isso” ao invés de “Preciso fazer isso”;
“Tenho uma questão para resolver” ao invés de “Tenho um problema para resolver…”;
“Tenho a intenção de” ao invés de “Eu gostaria de”.

Poderíamos discutir por horas qual a diferença que sentimos quando mudamos estas estruturas gramaticais. É o campo da psicolinguística, disciplina teórica da qual a PNL se aproveita para estruturar suas técnicas pragmáticas. Muitos chamam este campo de “neurosemântica”.

Por exemplo, mudar o “preciso” pelo “quero” ou “tenho a intenção de” visa nos devolver a percepção de que controlamos nossas vidas, somos agente causador, não vítimas, títeres das circunstâncias. Mesmo que algo nos pressione a fazer algo, sempre temos a decisão final: de aceitar ou recusar a situação. Por isso, se a aceitamos, em última análise o nosso querer que está em jogo, não o precisar, certo?

Há uma história corrente sobre Gandhi, o grande estadista indu. Dizem que ele, um dia, foi visitada por uma mãe, trazendo seu jovem filho adolescente pelo braço. A mãe humildemente pediu a Gandhi que falasse com o menino, e o fizesse parar de comer tanto doce, tanto açúcar, pois poderia lhe fazer mal. O garoto respeitava muito Gandhi – todos o respeitavam – e com certeza obedeceria melhor a ele do que a própria mãe. Lembrando que, na época, a cárie dentária era algo muito severo na Índia, sem serviços médicos e odontológicos adequados. Muitas pessoas poderiam morrer a partir de uma pequena infecção. E havia preceitos religiosos contra o excesso de comidas doces.

Gandhi a escutou. E pediu que voltasse na semana que vem. A mãe assentiu, e voltou depois. Então Gandhi dirigiu-se ao garoto e falou: “Meu filho, pare de comer açúcar”. O garoto concordou e saiu. A mãe agradeceu muito a Gandhi, mas, intrigada, perguntou: “Mestre Gandhi, porquê o senhor não disse isso na semana passada, quando estive aqui com o meu filho?”. E Gandhi respondeu: “Porque, minha senhora, até a semana passada eu também comia açúcar”.

Esta historieta nos fala da importância de sermos congruentes entre o que falamos e o que fazemos. Se levarmos isto com rigor, fica mais fácil sermos respeitados pelos outros e por nós mesmos – inclusive por nossos inconscientes.

Um exagero que vejo muito por aí é falar que não devemos nunca usar o não, pois o “não” não representa uma imagem específica do que se quer. Apesar de ser verdade, torna-se impossível banir o “não”, o “nunca” etc da lingua, sob pena de começarmos a falar bem esquisito…

Em livros importados de PNL, traduzidos por aqui, é falado que devemos evitar dizer o “não”. E construçães gramaticais com base no “não” são um pouco mais comuns aqui do que lá (mesmo que pese o “isn’t” inglês). Já ouvi pessoas fazendo ingentes esforços para evitar dizer um “não” sequer, o que fica muito engraçado. O não parece que vira palavrão…

Os povos de origem saxônica possuem uma estrutura gramatical radicalmente diferente da nossa – e a estrutura dos pensamentos, a lógica usada também é diferente. Isso torna a psicolinguística dos povos de lingua latina um pouco diferente da mesma dos povos de lingua anglo-saxônica. As linguas germânicas e saxônicas foram desenvolvidos por povos bárbaros – inteligentes mas bárbaros. Foi um dialeto criado principalmente com base em pedaços de outras linguas, uma lingua montada para facilitar a comunicação durante as batalhas (a invasão do Império Romano). É uma lingua franca (nome dado principalmente pela presença dos Francos).

Como uma lingua meio que “artificial”, tem características predominantes do hemisfério esquerdo do cérebro – construções gramaticais lineares, secas, não-emocionais, principalmente baseadas em substantivos e verbos simples, de ação. Uma ótima língua para lutar. Os alemães a adaptaram bem para exprimir conceitos abstratos mas continua sendo uma lingua seca, pouco afeita às emoções.

Os povos da península ibérica, ao contrário, desenvolveram a sua língua a partir do latim e do grego, línguas que cresceram naturalmente por séculos. São linguas mais emocionais, de intensidade, com muitos advérbios e sutis gradações evidenciadas pelo uso em maior escala de adjetivos. É uma lingua onde predomina o hemisfério direito do cérebro.

Todo este intróito foi para falar do “não”… Nas linguas anglo-saxônicas, o “não” é sempre uma negativa formal. Tanto é assim que, nas construções gramaticais inglesas, dois “nãos” equivalem a um “sim”. Isso É lógico, já que duas negativas invertem duas vezes o sentido, dando o sentido original. Mas na maioria das linguas latinas não é assim. São línguas de intensidade, e assim, dois “nãos” equivalem a um “não” ainda mais forte. Um bom exemplo está na frase: “isso não é assim, não! “. Está na cara que este “não” final é de intensidade, reforçando o primeiro não. Os americanos, ao estudarem o português, se embatucam muito com isso…

Outra curiosidade: É provável que algumas palavras freqüentemente usadas tenham, sim, uma influência psicossomática, pelo menos em termos estatísticos. Já vi uma pesquisa por aí dizendo que na Espanha há um termo comum que, traduzido, significaria que “fulano é um chute nos fundilhos”. E estão estudando uma correlação entre o uso deste termo e o índice de câncer no reto… não sei se vão encontrar uma significância estatística para tal. De qualquer modo, lembrei-me que aqui no Brasil falamos muito “fulano é um pé no saco”. E parei para pensar se não podíamos aqui pesquisar a correlação deste tipo de frase com as chances de desenvolver tumor de próstata…

Palavras nada mais são do que um tipo de pensamentos – expressos, o que os torna mais intensos, “cristalizados” por assim dizer. Palavras habituais são especialmente poderosas. Convém lembrar que o importante é o sentimento expresso nas palavras. Estes são o principal fator. Não precisamos temer quaisquer palavrinhas desairosas que usamos conosco ou com os outros. Não são tão perigosas. Mesmo assim, evito dizer “estou morto de cansaço….”.

Em suma, para não prolongar muito o assunto, verifique se a sua linguagem reflete uma atitude positiva com referência às ações que se pretendem realizadas. Caso existam “cacoetes” verbais que representem uma expectativa de não realização ou um sentimento muito destrutivo, vale a pena se modificar as construções gramaticais habituais.

Lembrando sempre das palavras de Indira Gandhi, filha do grande Gandhi:

Valorize seus pensamentos; eles são as raízes de suas palavras.
Valorize suas palavras; elas são as raízes de suas atitudes.
Valorize suas atitudes; elas são as raízes de suas ações.
Valorize suas ações; elas são as raízes de seu futuro.

Pergunta: PhotoReading e Sculpt Reading

Já faz um bom tempo recebi a seguinte pergunta: “ouvi falar de um método de aprendizagem acelerada utilizada na leitura, ou seja, a FotoLeitura. Comprei o livro do criador da técnica Paul R. Scheele. Estou Fotolendo alguns livros. No entanto ainda não tenho controle sobre as informações fotolidas, elas apenas acontecem (mesmo com a “ativação”). Visitei o amazon.com para ler as opiniões dos compradores, a maioria não parece satisfeita. Entretanto como o autor cita que leva algum tempo para ‘aprender’ a fotoler, pensei que seria interessante perguntar a alguém com mais experiência sobre o assunto. Se for possível que você dê a sua opinião sobre a técnica, ficarei imensamente grato. Continue reading

Crenças – o diferencial para o sucesso

As crenças são generalizações que criam, no nível inconsciente, regras sobre nós mesmos, sobre aquilo que somos e sobre a nossa relação com o mundo que está a nossa volta. Crenças são o resultado da filtragem, processamento e avaliação da informação obtida em experiências e tomadas de decisão passadas.
Algumas definições sucintas:

Crenças
Como achamos que o mundo é, isto é, como funciona.
Como achamos que nós somos, isto é, como somos construídos e nos comportamos.
Relações de Causa e Efeito e seu significado (interpretação) para nós.

Valores
O que, principalmente, buscamos no mundo.
Nossas prioridades e orientações.
Decisões pessoais de como aplicar nossas crenças para a nossa satisfação e realização.

Começamos a vida com dois crítérios sensoriais: prazer e dor. Estes dão origem a duas impressões subjetivas que costumam ser rotulados de segurança e perigo. Grande parte de nosso desenvolvimento pessoal se inicia a partir destas impressões e dão origem à crenças e à valores. Tendemos a buscar aquilo que nos dá prazer e confere segurança. Com o tempo, esta busca se transforma em um Valor.

Pense em suas Crenças como a mobília de sua casa mental. Podem ser individualmente valiosas e até úteis em certos momentos; mas ás vezes atravancam o caminho e se tornam de difícil manuseio. E podem ficar antiquadas. E, as vezes, podemos gostar de certas Crenças, mas elas não “combinam” com o resto da decoração de nossa casa mental.

Outras definições:
Critérios de Referência
Uma forma de avaliarmos cada experiência. Uma evidência sensorial de que atingimos um determinado valor ao nos comportamos de uma determinada maneira. São “materializações de crenças”, pois a sua observação nos faz corroborar ou renegar crenças já existentes.

Princípios
Valores éticos principais, ecológicos e congruentes em nível de Identidade e Essência. São como valores, só que em um nível mais abrangente e interpessoal.

Crenças Limitantes
Foram úteis e atualmente estão obsoletas.

Crenças Capacitantes
São efetivas (eficazes e eficientes) para os contextos atuais.

Condições para a boa formulação de Crenças Capacitantes:

As crenças são relações de causa e efeito conforme percebidas pelo indivíduo.
São ferramentas úteis para entender o mundo e também para transformá-lo.
E, lógico, as descrições de Crenças são uma ótima forma de utilizar a mudança de Crenças para o sucesso pessoal.
As Descrições de Crenças devem ter uma FORMA, um CONTEÚDO e um IMPACTO (emocional).

FORMA
– afirmativa e curta na sua descrição verbal;
Exemplo: “Eu consigo emagrecer e me manter magro!”

– não contenha generalizações;
Melhor falar “Há pessoas capazes de aprender uma nova língua e sou capaz de aprender também” do que
“Todo mundo é capaz de aprender uma nova língua e logo eu posso também” pois pode criar comparações e gerar insegurança.
Outro exemplo para ficar mais claro:
“Sou capaz de acordar na hora certa” é melhor do que “Sempre acordo na hora certa” pois isto pode criar uma dúvida inconsciente.

– expressa na primeira pessoa.
“Eu consigo ou estou conseguindo” é melhor do que “Os outros percebem o meu êxito e sucesso…”.

CONTEÚDO
– congruente com a forma individual de perceber o mundo;
Exemplo: se eu acho importante manter um programa de ginástica diária mas não gosto de horários rígidos, é melhor uma frase afirmativa tal como “Sinto-me motivado e escolho a cada dia um bom horário para me exercitar” do que “Comprometo-me com o horário que escolhi”.

– pode ser aferida por critérios baseados em Valores;
Exemplo: se é um valor importante para mim a convivência, posso incluir tais valores em minhas descrições de Crenças, tais como “Realizo o meu objetivo e percebo como isso me aproxima de meus amigos”

– abrange e é útil vários contextos (ecológica).
Exemplo: se analiso que uma Crença afeta tanto o contexto da Saúde quanto do Relacionamento, posso conectá-los na descrição da Crença:
“Emagreço e me sinto bem comigo mesmo e em minha imagem perante os Outros.”

IMPACTO
– produz uma sensação positiva característica (fisiológica);
Uma descrição de Crença efetiva faz-se sentir positivamente no corpo. Se ela não tem responsividade emocional, não está bem descrita e deve ser reformulada de modo mais entusiástico.

– repetida poucas vezes já se torna inconsciente;
O objetivo não é que sua repetição seja mecânica, e sim que a força do envolvimento emocional seja tão grande que a frase seja memorizada com poucas repetições e absorvida de modo completo. Em breve ela é “esquecida” pois o inconsciente já a repete por si mesmo.

– baseia-se em Valores e Princípios já existentes no indivíduo.
Quanto mais alinhada aos Valores pessoais melhores são as descrições das Crenças – e isto serve para os Princípios, pois estes são Valores também, porém pertencentes a um nível não só de Identidade como Além da Identidade, no sentido que são Valores compartilhados por grupos, com noções éticas mais abrangentes.

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Há vários tipos de Crenças e existe alguns fatores que podem influenciar na construção de uma Crença, de forma que ela se torne inadequada ou, ainda pior, simplesmente ineficaz. Podemos até chamá-las de “obstruções”, pois dificultam a formação de uma Crença de Sucesso, e facilitam a construção de Crenças Limitantes.

Crenças a respeito das Causas: limita-nos a procurarmos apenas um tipo de Origem para uma determinada situação.

Nem sempre há uma Causa única para uma determinada situação. Muitas questões são de origem sistêmica, e uma junção de vários fatores criou a situação. Procurar a Causa ùnica muitas vezes é buscar desatar um nó por demais apertado, desperdiçando tempo e esforço. O melhor a se fazer é “cortar o nó górdio” ( lembre-se da história de Alexandre O Grande e como ele cortou o nó górdio – http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_g%C3%B3rdio ) O objetivo de deixar de entender a relação Causa-Efeito como uma simples relação direta nos permite entender o mundo de maneira mais tridimensional e compreender melhor as relações sistêmicas complexas, tais as descritas na Teoria do Caos e nas equações fractais.

Crenças a respeito do Efeito: orienta-nos a perceber apenas um tipo de Consequência para nossos actos.

Esta é uma correlação da anterior, e mostra a mesma miopia. Como exemplo, se fazemos uma mudança em nosso comportamento em face da forma como uma outra pessoa reage, com certeza a reação seguinte não é exatamente a esperada, e sim um “mix” de resposta ao nosso comportamento anterior mais o comportamento atual. Buscar isolar a reação ao comportamento como se fosse isolado do contexto geral e da história do comportamento é uma visão distorcida, que requer uma melhor compreensão sistêmica.

Crenças a respeito do Significado: apresenta apenas um aspecto da questão.

O significado dado a um determinado evento também é uma Crença, e muitas vezes é uma explicação “ad hoc”, isto é, uma explicação desenvolvida para se encaixar a uma determinada situação e não necessáriamente adequada como uma idéia geral.

Estas “obstruções” são estreitamente ligadas aos Valores principais do indivíduo.

As Crenças influenciam os Valores, impondo-nos limites sobre o que achamos que podemos Ser, Fazer e Obter no mundo. Os Valores compartilhados transformam-se em Princípios sociais, e retornam ao indivíduo, reforçados por suas conexões com o grupo, e ampliando a atuação dos Valores com os quais estão ligados, em um ciclo permanente… Esta é uma das razões do que chamamos “sabotagem social” para mudanças comportamentais.

Conscientize-se do seu trabalho de formular Crenças!
Pense em Crenças como Paradigmas – hipóteses de trabalho que são pressuposições úteis para realizar tarefas, mas que não podemos ter certeza absoluta se são verdadeiras ou falsas.

Como modificar Paradigmas
(1) Identifique as suas Crenças e pergunte-se: o que esta crença está fazendo por mim? O que faz pela minha saúde? Pelo meu sucesso no futuro? Pelos meus objetivos? Pelos meus relacionamentos? Ela me ajuda (Crença Capacitante) ou me limita (Crença Limitante)? Que benefícios ocultos (secundários) ela me traz de bom, mesmo que me limite em alguma coisa?

Para ajudar, liste para você algumas Crenças que podem ser muito eficazes:
– o meu corpo é naturalmente saudável.
– o meu estado básico é flexível de acordo com as situações de vida.
– eu aprendo com cada experiência.
– não existem erros, existem explorações de caminhos de vida.
– corpo e mente são um único sistema.
– a minha criatividade se expressa nas minhas ações, emoções, pensamentos e intuições.
– sintomas de doenças são alertas para a busca do reequilibro.

(2) Reconheça que não é fácil apenas abandonar uma crença. É necessário colocar uma alternativa no lugar, para manter o equilíbrio em seu universo mental. Pergunte-se: em que eu gostaria de acreditar? Como minha saúde melhoraria com esta nova Crença? E meu sucesso? Meus objetivos? Meus relacionamentos? Conseguiria obter, com esta nova Crença, os mesmos benefícios secundários que a Crença antiga me trazia?

(3) Verifique a congruência desta nova Crença. Pergunte-se: há algo em mim que possa resistir ou tentar me impedir que eu mude para este novo paradigma? Há algo em mim que já se encaixa e favoreça este novo paradigma?

(4) Pense em analisar sobre a forma como imagina acerca de algo que acredita e sobre algo que não acredita. Pense como estes padrões de pensamento – Certeza e Dúvida – influenciam a forma como suas Crenças e Valores influenciamm sua vida. É possível realizar exercícios especiais de relaxamento, auto-hipnose, sugestão e PNL para facilitar a forma de mudar os padrões de pensamento, aumentando a dose de certeza naquilo que se quer acreditar mais e a dose de dúvida naquilo que se quer deixar de acreditar como válido.

Crenças Limitantes mais comuns
As Crenças costumam apresentar uma Descrição Limitante (vocalizada) na primeira pessoa e uma Internalização desta crença, na forma de um sentimento pessoal de auto-estima e de valor. A descrição é uma espécie de “justificativa lógica”, cognitiva, da internalização, que é mais emocional.

Exemplos de Descrições:
Eu só existo pelo que faço no meu trabalho…
Ninguém gosta de mim!
Se demonstrar minhas emoções, fico vulnerável…
Se não for o melhor em tudo, sou um fracasso…
Só relaxo quando tudo sai perfeito…
Só vale à pena se tiver que se esforçar muito para conseguir…
Quem quer faz. Quem não quer, manda.
Vem fácil, vai fácil.
Sempre quis fazer, mas…
O mundo é uma luta, uma selva!
Prefiro não arriscar…
Eu sempre fico….quando….
Se os outros fizessem….
Eu preciso….mas….
Se eu fosse capaz de….
Gostaria de poder….
Gostaria de saber….
Um dia ainda irei…

Exemplos de Internalizações:
Sou feio, estúpido, burro…
Eu não mereço…
Sou o centro do mundo…
Eu não consigo….
Não sou bom nisso…
Acho muito difícil….
Eu gostaria….
Vou tentar…
Eu nasci assim…
Sou desse jeito mesmo…

Pergunte-se, para descobrir suas Crenças Limitantes:
Como você sabe que acredita em algo?
Como você sabe que é capaz de fazer algo?
Como você sabe que pode conseguir algo?

* – Referência Externa – comunicação de outros, elogios, prêmios etc.
* – Referência Interna – sensações internas (algo que diz, vê ou sente internamente)

Toda referência externa, suficientemente repetida (sem mecanismo de bloqueio consciente) pode ser internalizada e se tornar automática, tornando-se uma Crença Limitante ou Capacitante.
Antonio Azevedo

“Quando acreditamos firmemente que alguma coisa é verdadeira, é como se déssemos ao nosso cérebro uma ordem sobre a maneira de representar os acontecimentos.”
Anthony Robbins

GTD (Getting Things Done) – Produtividade Pessoal

Utilize as mais modernas metodologias de estruturar suas tarefas e controlar o tempo e metas, tanto na área pessoal quanto profissional.Para quem não quer perder tempo, invista quatro horas de sua vida e ganhe em média mais de dois anos de vida útil, com modernos conceitos de organização pessoal, segundo a metodologia de David Allen, o criador do GTD. Aplique da melhor maneira o seu tempo, aprendendo a relaxar e ser mais criativo, sem sobrecarga de informações.

O que esperar do curso:
É um evento que visa aumentar a eficiência, apresentando ferramentais e estratégias para controlar metas e objetivos – já que o tempo, ao contrário do que possa parecer, não é um recurso, pois ele é imutável… Mas podemos entender como as prioridades e a atenção se relacionam com a forma de estruturar o tempo e descobrir métodos de fazer mais com o mesmo tempo disponível.

O curso não ensina milagres; e sim algumas metodologias testadas por milhares de pessoas no mundo todo, baseadas na moderna metodologia do consultor David Allen: GTD (Getting Things Done). Algumas dinâmicas são baseadas na PNL – Programação Neurolinguística. E analisaremos as estratégias de sucesso de pessoas famosas em cuidar bem do seu tempo.

Temas:
* ferramentas do uso do tempo * direcionamento por ações * as cinco fases do planejamento de projetos * organize o seu tempo já! * formulários e dispositivos * foco nos resultados * planejamento em equipe * controle sua vida

Público-Alvo:
Profissionais com o tempo muito ocupado. Em suma: todos.

Local e data:
cursos contratados para turmas empresariais, fechadas.

Valor:
R$ 450,00 por pessoa.
Reserve a sua vaga pelo Formulário de Inscrição, neste site.
Não são feitas inscrições no dia de início.

Instrutor:
Antonio Azevedo – administrador e comunicador, tem como principal foco o impacto da comunicação e da criatividade no desempenho pessoal e profissional. Atua desde 1990 no Treinamento do Potencial Humano, como Trainer, Coach, Consultor e Mentor Executivo e Organizacional.

Reuniões de Equipe – Como torná-las dinâmicas e criativas?

Obter o máximo do trabalho em equipe, principalmente em reuniões de grupo – consideradas, muitas vezes, um evento monótono e desperdiçador de tempo – requer o uso de metodologias especiais, seja para engajar o conhecimento, a participação, a criatividade e a motivação de cada participante, seja para permitir o acompanhamento das decisões tomadas em reunião.

O propósito deste workshop é discorrer sobre técnicas de resolver problemas e direcionamento da criatividade em grupo. O objetivo é auxiliar os profissionais de qualquer área em tornar suas reuniões mais participativas, favorecer ao máximo o rendimento do trabalho em conjunto, auxiliando a tomada de decisão e a implementação de estratégias de execução. Continue reading

O Futuro da PNL e do Coaching

Transcrição da palestra ocorrida no dia 30 de Maio 2005 no MSN, com a participação de 14 pessoas.
Azevedo: Chamando todos para a palestra. Ana.gaia: ana aqui

Azevedo: Boa Noite! Temos nove presentes. E nove interessados, que se cadastraram, mas ainda estão off-line.

Marianne: ueba, boa noite a todos(as)

Brito: Boa noite!

Azevedo: Podem teclar de qual cidade e estado estão falando?

Mauro : Curitiba

Azevedo: Estou no Rio de Janeiro, capital do Rio de Janeiro.

lainfor2000 : Ribeirão Preto

Marianne: Legal, Itajaí / SC

ana.gaia: ana , de porto união , sc

Brito: estou em Jundiai-SP

Azevedo: São Paulo e Santa Catarina estão em maioria. Parabéns!

Arline: Estou no Rio de Janeiro também

Carol: Ops. Não é Carol, é o Inté+ Mauro usando o computador da esposa.

Azevedo: Eu vou começar pontualmente as 00:05.

Azevedo: Aos que estão presentes esta noite, esta é o primeiro encontro da Comunidade da PNL brasileira via chat, pelo MSN. Eu queria fazer um pedido a vocês: neste momento, retirem do nome de sua ID as propagandas ou frases bonitinhas, de efeito. Isto é, entrem agora em “Tools – Options… – My Display Name – e cortem tudo o que está escrito ao lado do nome, só deixando um nome bem curtinho, assim como o meu: Azevedo. E colem estes textos adicionais em “Type a personal message”. E depois apertem em “OK”.

Azevedo: Somos 11 agora.

Eduardo: boa noite a todos

Brito: boa noite!

Azevedo: Diga de qual cidade é, Eduardo.

Eduardo: vitória, ES

Azevedo: Ok, já fizeram? Então vamos começar. Em primeiro lugar, gostaria de fazer uma enquete: o horário escolhido é adequado ou não? Vocês gostaram de meia-noite ou prefeririam mais cedo? Qual é o melhor dia da semana e horário?

ana: 23 era melhor

lainfor2000 : sim

Marianne: está ok

Azevedo: Pense em dia da semana. É para o próximo.

Mauro: 23

ana: segunda é bom

lainfor2000 : sexta-feira

Eduardo: p/ mim está ok, tanto o dia da semana qto o horario

Azevedo: Boa noite, Tatiana.

Brito: 23 horas estaria Ok para mim também. 24 está Ok também, mas se fosse as 23 melhor dia da semana também Ok.

Azevedo: Diga a sua cidade e vote qual é o melhor dia da semana para a reuniao.

Tatiana: Tatiana de Vitória – ES
segunda está bom. 24h é melhor… infelizmente ainda uso linha discada

Arline: Segunda-feira, tudo bom. Meia noite é tarde para mim. Faria poucas vezes se permanecesse neste horário.

Azevedo: Afinal, quantos aqui usam linha discada?

Eduardo: eu uso

Tatiana: Eu também.

Arline: Estou na banda larga

Mauro: eu — aqui em casa

Marianne: Azevedo , a questão é aula a noite … mas, no meu caso chegarei em tempo , mesmo sendo 23 horas

ana: se é pra ficar melhor para todos , fiquemos com 24 h, então

Azevedo: Em 12 pessoas, temos 25% de linha discada. Isto é, fazer a reunião durante a semana às 23 horas sairia caro para alguns.

Azevedo: A alternativa é fazer domingo pela manhã.

Mauro : Ok, nem pensar!

Eduardo: domingo pela manhã para mim também é legal

ana: 24 horas de segunda

Tatiana: é difícil ter tranqüilidade num domingo de manhã… rs rs

Arline: Quase todos os domingos deste ano, estou em treinamento.

Azevedo: Então, por enquanto, fica definido: a próxima reunião, em Junho, ainda será Segunda à Meia-Noite.

Mauro: o meu problema é que provavelmente estarei bêbado, enfim…

Marianne: Ok

Brito: Pra mim tudo bem

Azevedo: Tomem um bom café e vamos começar.

Brito: vamos nessa

Azevedo: Nosso objetivo aqui é falar do futuro. O futuro da PNL e do Coaching. Isto é, teremos um bate-papo virtual sobre “O Futuro da PNL e do Coaching” no MSN. Eu falarei por uns cinco minutos sobre a minha opinião das tendências futuras. Peço que aguardem, com paciência, eu completar a minha “palestrinha” antes de postar alguma pergunta ou discussão. É similar a uma palestra ao vivo: dúvidas, no final.
A propósito, vocês configuraram os seus MSN para salvarem os logs das conversas? Senão, não tem problema. eu postarei este log de chat na lista PNL-Brasil. Mas, para facilitar, busquem escrever da forma mais legível possível. Sem muitas abreviaturas, por favor.
Retomando: Atualmente estamos desenvolvendo um esforço para aumentar a sinergia entre os vários institutos de PNL no Brasil. Acreditamos que o futuro da PNL e do Coaching acontece com uma maior colaboração de todos os practitioners, masters practitioners e trainers, e especialmente dos fundadores. O reforço das conexões entre os fundadores é a base de uma PNL brasileira integrada, com uma estrutura de formação e certificação – mesmo que a PNL não seja profissão, e sim uma área do conhecimento. Por isso eu convidei alguns fundadores e instrutores renomados para falar também neste evento.
Antes de abrirmos os debates para falar do futuro da PNL, precisamos relembrar os esforços que já estão sendo feitos neste sentido, para preservar o Movimento da PNL aqui e no mundo.
Não sei se vocês sabem, mas há um esforço internacional de ampliar o uso da PNL e utilizá-la da maneira adequada. Eu traduzi uma parte do que está escrito em inglês no site http://nlpu.com – NLP University (Universidade da PNL), pois acredito que serão úteis nesta discussão.
Aqui vão eles:
O ponto mais importante do desenvolvimento da PNL no mundo é o trabalho sobre Valores compartilhados da Comunidade Internacional de PNL. Este assunto pode ser lido no site http://www.nlpu.com/Values.html .
Em essência está lá que Valores são qualidades desejáveis. Isto é, aquelas qualidades intrínsecas que desejamos ou procuramos obter, e que estão por trás de nossa descrição de objetivos e metas. São sentimentos de realização, e, por definição, são qualidades abstratas. Os valores são a base da motivação. Valores compartilhados são a base da ética e da cultura.
Valores compartilhados dão um sentimento de rapport. Os valores apoiam a Identidade e a Missão de um indivíduo e dão o reforço (motivação e permissão) que promove os comportamentos particulares.
Muitas pessoas pensam na PNL como um grupo de técnicas e de modelos integrados, tais como um kit “3 em um” e pensam que são uma caixa de ferramentas sem um coração. Os princípios e as ferramentas e as habilidades da PNL, no entanto, pressupõem determinados valores e dão a base emocional para um determinado compromisso. Os praticantes de PNL devem compartilhar os valores chaves que dão ímpeto à sua participação.
Em Junho de 1997- exatamente oito anos atrás, 190 trainers de PNL,como também autores, desenvolvedores e fundadores de institutos de PNL se reuniram em Santa Cruz, como membros do Projeto de Liderança da Comunidade de PNL (NLP Community Leadership Project).
Seu objetivo foi criar uma visão sobre o futuro da PNL e das regras em que esta atuaria no futuro. Também definir caminhos da forma como a PNL pudesse expandir suas comunidades e sistemas e formular projetos comunitários.
Os participantes formaram 23 grupos de trabalho, na área de Ambiente, Saúde, Comunicação e Rede de Contatos, Família e Comunidade, Pesquisa, Relações Inter-Culturais, Epistemologia e Modelagem, Meios de Comunicação de Massa (Mídia), Direitos Humanos, Espiritualidade, Educação, Gestão de Negócios, Liderança, Política, Arte e Criatividade.
Cada grupo desenvolveu uma visão e como colocá-la em prática; e um documento de mais de uma centena de páginas foi publicado, sendo disponível para todos os praticantes de PNL e institutos ao redor do mundo. Um resumo deste documento está disponível no site da Universidade – http://www.nlpu.com – em inglês.
Com o sucesso deste encontro inicial foi planejado um segundo encontro. Ficou claro que esta era apenas a fase “Sonhador” do processo criativo. Os participantes começaram a desenvolver oportunidades para se preparar para o estágio de “Realista”, da fase de planejamento e ação.
Com isto em mente, de 27 de Julho a a 8 de Agosto do ano 2000, foi realizado um segundo encontro mundial, intitulado de NLP Millennium Project. Este projeto envolve discussões de como cada representante pode se tornar um afiliado regional, para assim poder levar a diante os objetivos de planejamento e adaptação às características regionais.
Este tipo de afiliação não é uma afiliação paga, mas sim uma afiliação voluntária, com compartilhamento dos valores e aceitação das linhas guias e protocolos de colocação destes valores em ação. Ao invés de impor uma estrutura hierárquica de padrões e ética ou regras, o Projeto Millennium acredita ue os membros da Comunidade de PNL devem aprender a compartilhar valores essenciais. E assim acabarem chegando a um consenso e interação entre todos, para se conduzirem de forma profissional.
Um dos propósitos do primeiro encontro foi o começo do diálogo e partilhamento das idéias sobre o que se pensava ser a maneira de elevar a auto-estima da comunidade de PNL e aumentar o networking entre eles. As afiliações podem nos permitir trabalhar em conjunto e obter um maior nível de habilidade e harmonização.
Talvez o mais importante seja a satisfação pessoal dos membros, pois poderão trabalhar de maneira mais próxima a seus colegas, encontrando meios de partilhar boas idéias e resolver assuntos comuns.
As atividades ocorridas em 1997, durante a Assembléia da Comunidade Internacional de PNL incluíram:
– Planejamento de encontros de implementação
– Encontro da Academia de Tecnologia do Comportamento
– Encontro do Projeto de Mentoring
– Workshops para practitioners e masters
– Workshops específicos para trainers
– Projeto para Liderança Jovem e “NLP Olympics”
– Assembléia das Nações Unidas da PNL – assinatura do Protocolo de Construção da Comunidade
– Encontro da Comunidade da Saúde Mundial – apresentação de Projetos de Pesquisa
Países representados: Argentina, Inglaterra, Estados Unidos,
Austrália, França, Áustria, Alemanha, Bélgica, Grécia, Hong Kong, Escócia, Itália, Japão, México, Noruega, Bulgária, Bulgária, Canadá, Rússia, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, Dinamarca.
Participantes do Brasil:
Marize Peron Amatucci
Eloisa Monteiro Braganza
Solange Camargo Brascher
Deborah Epelman
Cristina Zouein
Alain Moenaert
Allan F. Santos, Jr.
Mariangela Santos
Elysette Lima da Silva
Humberto Villela Vieira
A Assembléia realizada em Santa Cruz, Califórnia – o berço da PNL – que foi intitulada de NLP Millennium Project, foi um dos mais inspiradores encontros ocorrido. Institutos ao redor do mundo foram coordenados pela NLP University, com 110 participantes, de todo o mundo, entre trainers e fundadores.
Países representados:
* Argentina, Austria, Bélgica, Brasil, Bulgaria, Canada, Denmark, Inglaterra, França, Alemanha,
* Grécia, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Latvia, México, Noruega, Polônia, Rússia
* Escócia, Sérvia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, USA
O Millennium Project consistiu em discutir três temas ou “linhas de sinergia” cuja finalidade era criar um contexto que suportasse a visão, a liderança e a aprendizagem:
1. As habilidades novas e os desenvolvimentos que se relacionam à meta-liderança, co-liderança, habilidade de transmissão-trans-cultural, treinamento de negócios, negociação ganha-ganha e mudança de alto nível.
2. aprendizagem projeto-baseada escorada na conclusão e na atualização dos temas dos projetos de liderança da comunidade de NLP iniciados em 1997.
3. Desenvolvimento de afiliações da comunidade, networking e infra-estrutura baseados em valores, e uma visão comum sobre o futuro e a utilização das novas tecnologias da área de comunicações para estreitar o relacionamento dessas comunidades.
Esta estrutura foi facilitada por Robert Dilts, Judith DeLozier e uma variedade de instrutores conhecidos (Robert McDonald, Michael Hall, Ian McDermott, Tim Hallbom, Suzi Smith, e outros).
Os membros do Projeto Millennium deram forma a 14 equipes para desenvolver projetos da relevância profissional e social. A lista dos temas cobertos por estes projetos:
1. Artes e criatividade
2. Liderança
3. Negócio.
4. Comunidades Sustentáveis
5. Mágica
6. Liderança
7. Modelagem do Processo de Grupo
8. PNL e crianças
9. Desenvolvimento Organizational
10. Sintaxe Somática
11. Espiritualidade e PNL
12. Sistemas de Pensamento
13. Saúde Integral
14. Estratégia Ganha-Ganha
Um dos objetivos do Projeto Millennium no verão de 2000 era identificar alguns dos valores essenciais, nucleares, que tornam a PNL uma comunidade global. A identificação destes valores pode ajudar na solidificação das relações entre as pessoas da comunidade, como também atrair outras pessoas que também compartilham destes valores. E também definir linhas-guia éticas para a prática de NLP.
A comunicação destes valores aos grupos e à comunidade profissional pode reforçar a credibilidade da PNL e aumentar a aceitação sobre as motivações dos practitioners de PNL.
1. Cada membro do grupo compartilhou seus valores pessoais para a formação do núcleo. Perguntou-se a todos sobre sua Missão Pessoal” e que respondessem a pergunta: “Porque você está envolvido com a PNL?”, “Qual é a contribuição da PNL ao mundo?”.
2. Foi feita uma lista de valores-chaves e dos critérios dos membros dos grupos.
3. Identificados os valores mais profundos, em um nível mais elevado (Core Value), foram definidas em poucas palavras e frases que representem estes valores.
Assim se encontraram os valores abaixo:

Os doze valores do núcleo da comunidade global de NLP
Estão definidos de acordo com a hierarquia da importância dada pelos participantes ao todo. Isto foi determinado somando cada avaliação dadas a cada valor pelos indivíduos que fizeram parte do exame.
1. Utilidade: Ser pragmático e objetivo-orientado. Para procurar fazer uma diferença, com foco em aplicações práticas. Buscar usar todos os recursos disponíveis para alcançar um objetivo. Para pensar e agir com a extremidade na mente. Para encontrar-se com necessidades em uma maneira objetivo-orientada e verificável.
2. Integridade: Buscar a congruência na linguagem e na ação. Alinhar a opinião, os valores e o comportamento aos valores do núcleo. Integração de todos os aspectos do trabalho da PNL, seja qual for a área de atuação individual.
3. Respeito: Para reconhecer limites pessoais. Para honrar o potencial interno de uma outra pessoa. Para escutar e dar a espaço às outras necessidades e expectativas. Para dar a todas as pessoas o espaço e o tempo iguais. Para pedir permissão. Para manter uma consideração positiva incondicional para outra. Para honrar as contribuições originais de cada pessoa.
4. Ecologia: Para trabalhar sempre dentro do resultado bem-formado da outra pessoa. Para responder a nossos próprios sinais do congruência. Para ser orientado sistêmicamente. Para considerar as conseqüências de nossas ações. Para respeitar a intenção positiva. Para alcançar resultados equilibrados. Para procurar manter um contrapeso saudável entre todos os sistemas. Para considerar nosso impacto em cima do sistema maior.
5. Criatividade: Para sermos construtores livres de nossas próprias vidas. Para estar aberto às possibilidades. Para não aceitar um dado como uma informação. Para encontrar perguntas novas. Para fazer modelos novos. Para encontrar maneiras novas de alcançar um objetivo. Para incentivar os outros a expressar e compartilhar de seus sonhos internos. Para desafiar constantemente a maneira como nós fazemos coisas e para inovar sempre.
6. Amor (Universal): Para fazer exame em segunda posição com o outro (colocar-se em seus sapatos). Para conectar com a fonte de energia dentro do outro. Para sentir e mostrar a compaixão pelo outro. Para aceitar os outros como são. Para oferecer um espaço onde algo possa acontecer e mudar. Para avaliar-se, e para avaliar os outros como nós mesmos. “ver” e reconhecer o melhor no outro.
7. Liberdade: Para ter a escolha. Para adicionar mais escolhas. Para poder escolher. Para permitir que outros façam escolhas para si mesmos. Para apresentar nossos pensamentos e sentimentos sem medo da retribuição. Para honrar a pessoa que prossegue em seu próprio desenvolvimento.
8. Diversidade: Para não ter medo da diferença. Para dar boas-vindas ao desafio da diferença. Para ver o valor em todos os mapas do mundo. Para reconhecer e honrar e avaliar as diferenças em outras. Para aceitar estilos diferentes. Para incluir perspectivas diferentes. Para respeitar culturas diferentes.
9. Elegância: Para procurar o trajeto mais curto e mais simples a um resultado. Para procurar a beleza e a simplicidade. Para agir com graça. Para selecionar o trajeto e as ferramentas que permitem que nós realizem o a maioria com menos esforço.
10. Profissionalismo: Para trabalhar com competência, criatividade e alegria. Para observar precisamente. Para ajustar padrões elevados. Para saber nossos limites. Buscar o modelo de excelência. Para ser congruente, desobstruído e hábil em todas as vezes em que em algum contexto nós formos representantes da PNL em algum campo. Para saber o que nós estamos fazendo, e para fazer o que nós sabemos. Para poder demonstrar todas as habilidades de PNL. Para manter-se aprendendo.
11. Flexibilidade: Para ter mais possibilidades no comportamento. Para ter mais instrumentos para o trabalho. Para poder ter uma grande escala de maneiras para alcançar um objetivo. Para estar aberto à mudança e às adições das influências externas. Para adaptar-se aos povos diferentes e às situações. Para poder ajustar e adaptar-se às situações inesperadas. Para utilizar corretamente e reagir ao gabarito que nós começamos.
12. Criando uma Comunidade Artística: Para promover a conexão e a parceria para os projetos futuros. Para ter o interesse no “nós.” Para agir no serviço a outro. Para avaliar os presentes que diferentes cada pessoa traz. Para criar a afiliação e a associação que incorporam a variedade larga dos aspectos da expressão humana.
Alguns outros valores notáveis incluíram: Curiosidade e Aventura; Humor e Autenticidade.
Deve-se recordar que estes não são deveres éticos no estilo de “operadores modal rígidos” (isto é, “obrigações”). Essencialmente são os princípios que nós aspiramos por aplicar de forma mais consistente em nossas interações pessoais e profissionais.
Agora que eu já apresentei a essência do que foi o Projeto Millennium, gostaria de pedir que a Arline Davis, como formadora da PNL, que falasse alguma coisa aos participantes sobre o Projeto Millennium ou sobre as intenções da PNL para o futuro. Arline, está aí?
Agora, vale a pena lembrar que começamos, em 2003, um ainda tímido movimento brasileiro para unificar os formadores. Este movimento está evidenciado na página http://br.groups.yahoo.com/group/formadores-pnl-brasil/ , mas para fins deste debate vou resumir aqui:
Em Agosto 2003 uma Carta Aberta foi enviada a todos os Institutos formadores de Practitioner, Master Practitioners e Trainers em Programação Neurolingüística (PNL) do Brasil, no intuito de convocar uma união de esforços com vistas a aumentar o prestígio, a qualidade e a relevância da PNL na sociedade.

Arline: Estou aqui, relembrando o evento. Teve uma dinâmica específica em que elaboramos a lista.

Azevedo: Sim, eu comentei sobre ela, mas não estive presente. Pode comentar o que se discutiu no Evento sobre o futuro da PNL?

Mauro: Os ” formadores” se basearão nestes princípios ou há possibilidade de reformular, aprimorar ou mesmo incluir algo tropicalizado?

Arline: Na minha opinião, a proposta de regulamentar é que está pegando. Acredito no caminho de criar laços em que agrega para cada um dentro de sua percepção subjetiva. O que faria com que os institutos ficassem motivados a unirem?

Azevedo: Mauro, é por isso que começamos um movimento de união aqui no Brasil. Em 13 de Setembro 2003, durante o transcorrer do I Congresso Pan-Americano de Programação Neurolingüística, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, vários participantes do Congresso, principalmente os representantes dos Institutos presentes, decidiram estreitar as relações através desta Lista de Discussão, e definir objetivos comuns.

Arline: Mauro, acho importante constantemente aprimorar, mesmo para o mesmo local geográfico. No evento do 2000, foi muito um fórum para apresentação de trabalhos dos treinadores convidados. Para os participantes, formamos estes grupos de trabalho com o intuito de ensaiar umas colaborações

Mauro: Ok. Não há um compromisso rígido com o que foi estabelecido no congresso? É possível deixar as regras éticas menos subjetivas e mais claras a realidade brasileira? Há interesse dos institutos nisso – e por que?

Azevedo: O debate atual aqui no Brasil é voltado especificamente para a discussão do uso profissional da PNL e sobre a qualidade e homogeneização dos cursos de formação, particularmente no nível de Master Practitioner, Coaching, Trainer e Master Trainer, já que o nível de Practitioner não visa especialmente a uma profissionalização.

Mauro: Ops, desculpe Azevedo já está liberado o debate ou me apressei?

Azevedo: Mauro, eu por enquanto liberei só a Arline, pois ela foi testemunha viva do Projeto Millennium. Mas não tem problema.

Mauro: Sorry

Azevedo: Arline, mais alguma coisa?

Arline: Interessante, quanto mais avançado na formação, mais caminhos e opções existem. O Master Practitioners são mais diferentes entre si do que o Practitioner. Tem a ver com a linha de cada um e as preferências. Acho que o ganho do Projeto Millennium foi o encontro SEM a intenção e homogeneizar.

Azevedo: Ao meu ver, a principal discussão atual, aqui no Brasil é igual ao que estava antes do Projeto Millennium: como deve ser o trabalho em conjunto dos institutos: fazer uma associação formal, no estilo de um Conselho de Auto-Regulamentação, ou apenas estreitar as parcerias entre os vários institutos, mas manter como está, cada um trabalhando por si mesmo.
Confesso a vocês que eu ERA da opinião da primeira postura: um órgão da PNL, supra-institutos, seria uma forma de homogeneizar as diferenças, supervisionar os masters e trainers em seu trabalho, fornecendo um aval de sua competência, e uma forma de propagandear a PNL em conjunto, criando um porta-voz da área.

Arline: quero dizer alinhar valores enquanto permite uma diversidade de estratégias. A PNL, podemos dizer, uma arte-ciência com a margem de criar.

Azevedo: Ao estudar o Projeto Millennium, percebi mais claramente que a PNL deve ficar sem este tipo de amarra, tal como um conselho de auto-regulamentação. Isto porque só funciona uma estrutura dessas quando há uma homogeneização muito grande no formato de trabalho.
E, como a Arline disse, a PNL é livre demais para isso. No entanto, ao mesmo tempo que corria aqui esta iniciativa, o Coaching se instalou como opção profissional. E, aos poucos, fui entendendo que a PNL deve se conservar como está: uma metodologia e uma fonte de conhecimentos, aberta a todos os profissionais, sejam de psicoterapia, negociação, liderança ou educação, sem que precisem se auto-intitular “profissionais de PNL”.
Por que isso? Por que o Coaching é uma profissão estruturada, com chances de viabilização social, pois não representa apenas uma vertente, uma abordagem do conhecimento.

Arline: Auto-regulamentação…auto-organização é confiar na competência de sistemas vivos. Pois é, tem tantas linhas de Coaching e tantas coisas que funcionam.

Azevedo: Em geral o que é o Coaching? É uma forma de aconselhamento e orientação. Tem uma vertente profissional – Coaching Executivo, Coaching de Carreira, Coaching de Equipes, Coaching Profissional – e uma vertente pessoal – Coaching de Vida, Coaching de Metas.

Arline: Acredito que cada coach, cada practitioner de PNL pode ter uma eficácia com clientes que atrai. Os mesmos clientes não se dariam bem com os mesmos Coaching. Deixe os clientes e coaches se encontrarem. Que cada um aprenda a comuncar para se encontrar da melhor forma para todos.

Azevedo: Sim, concordo, Arline. Mas o Coaching é uma profissão em ascensão, com forte tendência a entronizar-se e ser regulamentado, por pressão do mercado. Talvez em uns dez anos ou até menos… – é provável que os profissionais de Mentoring e Coaching, que utilizam, dentre o seu ferramental, a PNL, prefiram investir em associar-se à comunidade de Coaching, e não a uma comunidade de PNL.
Porque acho que o Coaching crescerá tanto como profissão? Se você ler a matéria “O Futuro do RH”, em http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/fique_por_dentro/170804-pn_futur\\o_rh.shtm , observará que a tendência nesta área será cada vez mais abrir um espaço para profissionais externos trabalharem junto da empresa.
O RH moderno deverá terceirizar muitas coisas – e também o aconselhamento. Veja abaixo as principais tendências:
– Ser um líder: ou ele é visto como líder ou ele não vai ser respeitado e seu discurso vai cair no vazio;
– Ter foco em resultados: tanto em resultado do próprio RH, ou seja, a eficiência do RH, como em resultados que tenham impacto no negócio;
O RH deverá ter tudo isso e mais:
– Terceirizar todas as atividades que são commodity do RH devem estar bem resolvidas para que possa se dedicar a questões mais estratégicas,
– Buscar parcerias: enxergar e atuar nas áreas como parceiro, tendo como foco o cliente externo;
– Buscar soluções: por meio do desenvolvimento, do treinamento, da retenção, de comunicação;
– Preocupar-se com talentos: identificar e reconhecer as pessoas que fazem a diferença.
Todas estas tendências privilegiam o Coaching – tanto os profissionais de RH deverão cada vez mais se interessar pela formação de Coaching quanto o serviço de RH formal passará cada vez mais a sub-contratar Coaches externos. Haverá uma saudável troca de Coaches entre empresas, assim como hoje existe os Conselhos em empresas, onde diretores de uma são conselheiros (Coaches) do Board Executivo de outras.
Eis que, por isso, apresento a minha perspectiva sobre o futuro da PNL e do Coaching, para os próximos quinze anos:
– cada vez mais o Coaching se firmará, tanto como alternativa de atendimento profissional como pessoal;
– A PNL não “perderá força”, como pensam, e sim será cada vez mais entendida como uma abordagem conceitual, útil para aplicação profissional de Coaches, psicoterapeutas, professores, gerentes e vendedores, bem como para o uso pessoal. Isto é, ela será um dos substratos conceituais do Coaching;
– Entidades, tais como o ICF – International Coaching Federation – e o ICC – International Coaching Community provavelmente estreitarão parcerias aqui no Brasil, e se tornarão mais fortes.
– O Coachïng provavelmente terá subdivisões – “Coach Profissional”, “Coach Executivo” e “Coach Pessoal”, conteúdos e avaliações diferenciadas para cada um deles;
– Os acordos de auto-regulamentação, que até hoje só se transformaram no Project Millennium, tomará nova força com o entrosamento com a área de Coaching. Aos poucos o novo Projeto Millennium (2006 ou 2007?) incluirá o Coaching em suas discussões;
– A formação de PNL continuará, a nível de practitioners e master practitioners. Mas aos poucos será englobada dentro da formação de Coaching, que deverá ser expandida e reforçada;
– Possivelmente a formação de Coaching deverá se dividir em “Coaching Básico” (que englobará o nível de Practitioners e Master Practitioners e provavelmente buscará ser oferecida com 160 horas de duração) e “Coaching Master” (com também 160 horas de duração);
– Os nomes de marca na formação de Coaching – que são parte do posicionamento mercadológico dos institutos – continuarão sendo usados, mas serão sutilmente ignorados pela comunidade;
– Um prazo de supervisão – Coaching assistido – será aconselhado a todo Coach iniciante, tal e qual existe na formação para Psicanalista (o prazo de seis meses será o mais provável de ser implementado);
É isso que preparei para vocês. Agora vou por em debate aberto o assunto. Sintam-se livres para opinar a respeito, discordando ou concordando com a minha opinião. E também outras opiniões diversas, é claro. É apenas um exercício de futurologia.

Arline: Deve ser assim mesmo. As associações de coaching estão com força. As associações de PNL devem ficar para quem gosta mesmo da PNL.
Uma notícia: haverá um encontro este ano na NLPU para institutos.

Azevedo: ESTÁ EM ABERTO
Comentem também o seu interesse pela PNL e Coaching. Arline, este encontro será uma continuação do Projeto Millennium?

Arline: Posso falar do que estou fazendo agora. Resolvi fazer um nicho de Coaching PNL que tem Practitioner como pré-requisito. Isto dá 145 horas de Practitioner + 80 horas de Coaching PNL. Dá mais ou menos isso, sua idéia de Coaching Practitioner. O encontro é uma continuação sim, estou convocando treinadores e donos de institutos.

Mauro: A abordagem do Azevedo me surpreendeu, estou digerindo ainda. A princípio acho que isso resolve vários problemas. Ninguém mexe na PNL (como os institutos querem), mas cria-se o Coaching com uma estrutura bem mais profissional.

Azevedo: O Coaching se fundindo com a PNL torna a PNL menos visível, mas ela continua sendo muito útil.

Arline: Está havendo um boom. Não sabemos todos os assuntos que o movimento vai levantar

Azevedo: O que acho importante é que os Institutos formadores – de Coaching e PNL – devem melhorar a comunicação entre si.

Mauro: Em certa altura a Arline disse que o cliente deve encontrar o serviço que melhor lhe convier, ms isso também foi feito na PNL e ajudou a queimar a marca no mercado. O profissionalismo é desejado pelo mercado! E ninguem está propondo engessamento de um modelo, só principios éticos e talvez um local para onde os clientes possam
reclamar ou se informar melhor.

Azevedo: A lista de Formadores é para isso. E existem outros caminhos, bem como a necessidade de criar um futuro desejado.

Arline: Aprender Coaching faz com o Practitioner use melhor sua PNL. O Coach que aprende PNL comunica de forma aprimorada, entende coisas importantes sobre a formulação de metas e tem intervenções variadas para usar.

Azevedo: Eu concordo com você, Mauro. Hoje em dia é necessário algum tipo de supervisão sobre o desempenho do Coach e do “Pnelista”, sob pena de criar má reputação.

Mauro: Ok, Azevedo, útil e base, mas a ´boa´ PNL — não todo aquele oba-oba que grudou com o tempo a tiracolo.

Arline: Tenho como parte da missão do Núcleo educar a toda oportunidade, explicar o que é a PNL de raiz. Será que estávamos comunicando bem para dar a opção para aqueles clientes nos encontrarem.

Tatiana: O Mauro tocou num ponto que sempre me incomodou… O da má utilização da pnl…

Azevedo: Na verdade 90% do que é PNL é a boa comunicação, com engenho e arte. Contudo, percebo a pouca base de muitos praticantes de PNL. Eles não lêem o suficiente.

Arline: Foi a má utilização da PNL ou uma incompetência no uso da PNL?

Azevedo: E sem conteúdo, sem leitura, não se sustenta a boa prática.

Tatiana: acho até que ficou um pouco banalizado… muitos cursos de formação e pessoas com pouco aprofundamento… que só participam dos módulos e saem usando de maneira inadequada… até dando cursinhos de pnl por aí

Azevedo: Arline, considero que o profissional que só faz bem os “processos padrão” ainda não é nem um praticante (practitioner). Logo, é a incompetência no uso da PNL.

Tatiana: isso… como acontece em todas as áreas, convenhamos… mas é algo delicado…

Mauro: Arline, como você faria hoje para comunicar melhor o que é a PNL se aparentemente dá liberdade (ao meu ver demais) para o uso do termo por qualquer pessoa em qualquer situação possível? Isso seria possível de contornar? Você não acabaria dizendo ” a PNL assim é mais certa que assado” ?

Azevedo: O problema que a PNL é um “corte transversal” no conhecimento da comunicação.

Arline: Isso aí. A PNL tem como pressuposto epistemológico – não se pode isolar uma parte do sistema. Quem se comporta há de experimentar o retorno das suas ações.

Tatiana: com certeza. Mas vejo muita gente que tem até preconceito com a PNL por achar que é charlatanismo… provavelmente porque tiveram experiências ruins

Arline: Gostaria de ter muito cuidado com pensamento nós versus. eles, tipo, nós queremos cuidar para que eles não consigam isso ou aquilo.

Azevedo: Ou apenas receberam da mídia – que sempre ironizou a PNL – uma imagem ruim.
Tudo bem, este “sempre” é um filtro de generalização…

Marianne: legal Arline

Arline: Bem, falando da minha estratégia…aquilo que foca aumenta, então fico cuidando das pessoas que vão se formar comigo para apresentar os conceitos de ecologia e criar uma cultura onde posso ter uma influência. Quer dizer influência para transmitir os pressupostos e a idéia da importância de uma PNL feita com profundidade

Mauro: Tatiana, concordo contigo, mas não há uma parcela de culpa dos profissionais de PNL de deixam e até incentivam este tipo de associação? Parece-me que a liberdade está começando a sair pela culatra. E o problema da PNL é que ela não quer abrir mão da liberdade, nem tenta imaginar um modo de adaptação ao quadro atual. A proposta do Azevedo me parece mais coerente para resolver uma série de problemas

Azevedo: Pessoal, já é uma e dez da manhã. Oficialmente precisamos ser pontuais. Acho que o meu papo inicial ficou grande demais e reduziu o tempo do debate. Desculpe, foi a primeira experiência. Continuamos abertos, mas quem precisar ir dormir, a sineta vai tocar… (moon.gif)

Mauro: Azevedo, você poderia expor (só com ex. fictícios) algumas das “regras éticas” que poderão nortear o Coaching?

Azevedo: O Coaching precisa se definir como bem diferenciado da psicoterapia.

Arline: Realmente, a luazinha é convidativa. Mas, devo dizer que o papo foi bom de modo que fiquei acordada bem depois da hora que normalmente durmo. Parabéns para todos.

Azevedo: Na lista “Coaching-Brasil” houve uma discussão séria neste sentido.

Marianne: Acho esta postura colocada por Arline muito interessante …. estratégico é gastar anergias na construção do que se refere aos “valores de qualidade desejáveis”, e não perder tanto com as defesas em relação a imagem negativa que ” fazem ” da PNL.

Azevedo: O problema é que, nos últimos vinte anos, os psicoterapeutas assumiram muito as funções de Aconselhamento, com a psicologia humanista. No entanto, isto cria um certo conflito – tanto que os profissionais de Serviço Social, que também são aconselhadores, ficaram com vários problemas para tornar bem identificado o seu trabalho. O Aconselhamento Pessoal – Life Coaching, para ficar mais modernoso – não é necessáriamente psicoterapia. Mas acho difícil que isto seja visto assim sem polêmica. A sociedade vai ter que criar regras mais claras do que é orientação e do que é psicoterapia.

Mauro: Vero, você já leu o ´regimento´ que estas classes usam (sobretudo do Serviço Social)?

Azevedo: Quanto ao Coach profissional, a polêmica é para diferenciar da figura de consultor.

Mauro: Acha que é um problema de definição? Podemos pensar nisso…

Azevedo: É bem diferente – o Consultor orienta por um processo, uma metodologia já aprovada. Isto é, encaixa o cliente (pessoa física ou jurídica) em uma metodologia. O Coach desenvolve o cliente, a partir de sua busca interna, em suas pesquisas criativas pessoais ou profissionais. O sistema é do cliente.

Tatiana: Gente… a conversa foi muito proveitosa e o assunto mais abrangente do que eu imagina. Muito bom! Mas agora tenho que ir… boa noite a todos.

Azevedo: Vamos fechar a janela 01:15, tá? A não ser que alguém reclame…

Mauro: ok dá para levantar o assunto na PNL-brasil ou acha que é mais apropriada outra lista?

Azevedo: A questão de diferenciação do Coaching para o Consultor é de tipo de processo, não de de objeto.

Marianne: é … pego carona com Tatiana ( inté + Mauro : você ficou show na roupagem de Carol, parabéns ) … agradeço, viu Azevedo? Saio super satisfeita !! Boa noite

Mauro: Fiquei menos chato?

Azevedo: Gente, então vamos fechar. Como primeiro chat de PNL, valeu bem a discussão.

Marianne: hehe

Mauro: Inté+

Azevedo: Em resumo, o Coaching vai crescer (tudo leva a crer que sim).

Romeu: Pessoal, também vou indo nessa..

Azevedo: E a PNL vai ficar como uma base.

Romeu: Parabéns pela primeira conferência, sucesso!

Marianne: é isso aí Azevedo, anotei teu recado.

Mauro: mande bala na PNL-Brasil. Palpite… Parabéns!

Azevedo: FECHANDO O DEBATE AGORA.

lainfor2000: Boa noite Azevedo e a todos…. ótima palestra.

Eduardo: boa noite a todos

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A sua empresa encontra dificuldades na motivação de equipes ou na transmissão de objetivos para os colaboradores? Gostaria de melhorar a comunicação entre setores diferentes ou modificar o clima organizacional?

Que tal combinar um CAFÉ DA MANHÃ com COACHING?

Ocupe apenas uma manhã – seja em uma sala de sua empresa ou em um auditório especialmente selecionado – e ofereça aos seus clientes internos – empregados, colaboradores, fornecedores, associados, conselheiros e sócios – um momento especial.

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Muitas idéias criativas – que podem economizar muito dinheiro ao seu negócio – saem de encontros informais e eventos, mas são perdidas no dia a dia, por falta de um processo organizado de registro e acompanhamento.

Evite que isto aconteça em sua empresa!

azevedo.gif CAFÉ DA MANHÃ com COACHING é monitorado por Antonio Azevedo, Consultor e Coach com mais de vinte anos de experiência em RH e Marketing.

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Entre em contato pelo Formulário de Contato neste site e obtenha maiores detalhes.

PNL para iniciante – o que ler?

Dicas de o que ler para iniciar o estudo de PNL.
Antonio Azevedo

Muitas pessoas sabem que trabalho com PNL (Programação Neurolingüística) e me pedem para recomendar algum livro de PNL. Eu sempre respondo: “depende do que você quer saber”. Isto é uma verdade, pois as pessoas procuram coisas diferentes em livros de neurolingüística. Alguns querem receitinhas prontas de bem viver; outras querem um estudo aprofundado e filosófico do seu próprio Eu. E existem, realmente, vários níveis de estudo de PNL, desde as receitas prontas até o estudo sério.

Vou começar sugerindo alguns livros mais básicos:
-“Por trás da Consciência – Um Manual de Introdução à Programação neurolingüística” da minha colega Christina Ávila de Menezes e de Leonel Telles de Menezes. Editora Record.

– “Guia de PNL – Novas Técnicas para o desenvolvimento pessoal e profissional” – Alain Cayrol e Patrick Barrére – Editora Record.

Se você tem interesse empresarial, sugiro além destes também ler:

– “Qualidade Começa em Mim – Manual Neurolinguístico de Liderança e Comunicação” – Dr. Tom Chung – Editora Maltese.

Se o seu interesse margeia a área terapêutica e você quer ter futuramente uma visão isenta do que é a PNL, a quantidade de livros é enorme. A maioria foi publicada pela Summus. O melhor é começar a ler pelos livros clássicos de Bandler e Grinder, os criadores da PNL.

O melhor é começar com “Sapos em Príncipes” (Bandler e Grinder – Summus), um livro não necessáriamente fácil, mas que explica exatamente a maneira como começou o tronco principal da PNL, e não suas derivações. Depois partir para “Usando sua Mente” (Bandler e Grinder – Summus), que é mais auto-terapêutico; e depois passar a estudar a relação da PNL com a Hipnose, com o livro “Atravessando – Passagens em Psicoterapia” (Bandler e Grinder – Summus).

Para iniciantes que querem só aprender algo útil mas não necessáriamente se tornarem conhecedores de PNL recomendo iniciar pelo livro “Poder sem Limites”, de Anthony Robbins, editora Best-Seller. É motivador e contém um pouco de tudo. Alguns torcem o nariz pra ele, pois segue uma linha bem próxima à auto-ajuda.

Existem livretos fininhos e em linguagem bastante simples (mas ótimos para dar de presente de Natal a amigos), pertencentes à coleção de livros de Bárbara Schott, (Cultrix), chamada “PNL – Programa de Neurolingüística”. São três até o momento: “A Decisão de Percorrer Novos Caminhos”, “Mantenha a Calma” e “Sair-se Bem mesmo quando tudo vai Mal”. São livros bem simples, para novatos mesmo – e que, provavelmente, desejam permanecer novatos! 🙂 Reconheçamos: nem todos querem aprofundar os conhecimentos na PNL como alguns o fazem. A tradução é fraca, vou logo avisando…

Se já leu estes primeiros, em qualquer ordem de início, e quiser um conhecimento mais sistemático, um pouco mais técnico, leia “Introdução ã Programação Neurolingüística”, de Joseph O’Connor e John Seymour, também da Summus Editorial. É muito bom e completo, e justificadamente está sendo utilizado como livro-texto em muitos cursos de PNL no mundo inteiro.

Alguns o acham técnico demais. Eu costumo dizer que é um livro de PNL direcionado para aprendizagem predominante pelo hemisfério esquerdo do cérebro, devido a sua estrutura didática.

Se preferir uma visão mais global e sistêmica dos conceitos da PNL, sua utilização no mundo e aplicação empresarial, leia “PNL – A Nova Tecnologia do Sucesso”, de Steve Andreas e Charles Faulkner, da editora Campus. É um livro mais conceitual, e tem partes excelentes. E costumo dizer que este mostra a PNL do ponto de vista do hemisfério direito do cérebro, jã que tem uma estrutura mais emocional.

Se preferir continuar lendo livros mais terapêuticos, leia “A Essência da Mente”, quase uma continuação do “Usando sua Mente”, só que desta vez escrito por Steve Andreas e Connirae Andreas (Summus Editorial).

Se preferir entrar ainda mais na visão empresarial, ainda tenho outras recomendações: “Guia de PNL para sua Empresa”, de Patrick Sary, editado pela Record; e também “A Estratégia do Golfinho” – Dudley Lynch e Paul Kordis – Cultrix Amana.

Já tendo uma razoável base em PNL, não pode deixar de ser lido o livro “Crenças – Caminhos para a Saúde e o Bem-Estar” de Robert Dilts, da Summus Editorial. É um clássico, não só devido ao belo texto como também por evidenciar a importância do tema das Crenças e Valores para a PNL.

Depois disso, o céu é o limite. Há livros de PNL e Vendas, PNL e Aprendizagem, PNL e Liderança, PNL e Administração, PNL e Treinamento, PNL e Auto-Cura, PNL e Coaching… Cada autor transforma a PNL em diversos “sabores”, privilegiando uma ou outra faceta ou adaptando os princípios e conceitos à sua área de especialização.

Mas basta, não vou comentar todos. A maioria dos livros de PNL é comentado no site de O Golfinho, o principal portal da PNL em língua portuguesa. Deve ser visitado no mínimo toda semana, pois sempre há novidade. Veja em http://www.golfinho.com.br .

Existe também um livro chamado “Get the Results do You Want” (Consiga os Resultados que Você Quer), de Kim Kostere e Linda Malatesta. É um livro extremamente didático, feito práticamente de roteiros de exercícios passo-a-passo. Infelizmente este livro não foi ainda publicado oficialmente mas uma tradução em português está servindo como base para o treinamento de Practitioners e Master Practitioners, aqui no Brasil. Quem faz a formação conseque adquirir uma cópia informal. Mas o livro vale a pena.

Também, hoje em dia, há vários sites com uma profusão enorme de artigos e textos sobre PNL. Podemos citar, além do Golfinho, já citado, dentre os mais prolíficos, o http://www.possibilidades.com.br , o http://www.descubrapnl.com.br e o http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr.

Livros sobre PNL, Cibernética, Mudança de Comportamento e Terapia

Neste artigo pretendemos criar uma lista de livros úteis e fáceis de encontrar, em português, sobre os temas do título. Futuramente, em atualizações do artigo, ampliaremos a lista.Não está completa – só a área de Hipnose tem centenas de títulos… Mas já está válida para quem quer se aprofundar.

Observação: só estão aqui alguns livros de PNL mais raros de se encontrar. Os livros de PNL mais conhecidos não foram citados.

Livros de PNL
– Autonomia para Vencer – como capacitar pessoas, empresas e comunidades rumo ao sucesso – Claudia Riecken – Editora Gente

– Neurolinguística Prática para o dia-a-dia – Nelly Bidot e Bernard Morat – Nobel

– O que você diz a seu filho? – Programação Neurolingüística para pais e educadores – Sonia Rodrigues – Espa Editora

– O Novo Cérebro – Como Criar Resultados Inteligentes – Dr. Nelson Spritzer – Editora L&PM

– A Espiral de Mudanças – Sérgio Spritzer – Editora Ortiz

– PNL e Você – A ciência e a arte de conseguir o que você quer – Dr. Harry Alder – Record

– Modelagem de Excelência – Dra. Deodete Packer Vieira – Editora Eko

– O Natural é ser inteligente – Dawna Markova – Summus Editorial

– O Urro do Leão – Luiz Octávio – Editora Conedi

– Criando seu futuro de sucesso – os segredos da prosperidade – Renato Hirata – Editora Gente

Hipnose e Terapia de Imagens Mentais
– Terapia Não-Convencional – As técnicas psiquiátricas de Milton H. Erickson – Jay Haley – Summus Editorial

– A Psicobiologia de Cura Mente – Corpo – Novos Conceitos de Hipnose Terapêutica – Ernest Lawrence Rossi Ph.D. – Editorial Psy II

– Técnica da Hipnose – J. H. Shultz – Editora Mestre Jou

– Introdução à Psiconcologia – Maria Margarida M. J. de Carvalho – Editorial Psy

– Com a Vida de Novo – O. Carl Simonton e outros – Summus Editorial

TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental)
– Terapia Cognitiva dos Transtornos de Personalidade – Aaron Beck e Arthur Freeman – Artes Médicas

– Psicologia Cognitiva – Um Manual Introdutório – Michael W. Eysenck e Mark T. Keane – Artes Médicas

– Terapia Cognitiva da Depressão – Aron T. Beck, A. John Rush, Brian F. Shaw, Gary Emery – Zahar Editores

– Estratégias Cognitivo-comportamentais para intervenção em crises – Volume 1 e 2) – Coleção Terapia Cognitiva – Frank M. Dattilio e Arthur Freeman (Organizadores) – Editorial PsY II

– Manual de Psicoterapia comportamental – Harald W. Lettner e Bernard P. Rangé – Editora Manole

– O comportamento Verbal – B. F. Skinner – Editora Cultrix e Editora da Universidade de São Paulo

– Questões recentes na análise comportamental – B. F. Skinner – Papirus Editora

Bases da PNL
– Pragmática da Comunicação Humana – Paul Watzlawick, Janet Helmick Beavin e Don D. Jackson – Editora Cultrix
– Mudança – Paul Watzlawick, John Weakland e Richard Fisch – Cultrix

– A Realidade Inventada – Paul Watzlawick (Organizador) – Editorial Psy

– A Comunicação Não-Verbal – Flora Davis – Summus Editorial

– Linguagem e Comportamento social – W. P. Robinson – Cultrix

– A Comunicação Humana – Colin Cherry – Editora Cultrix

Terapia e Cibernética

– A estética da mudança – Bradford Keeney – Editorial Psy

– Terapia Familiar Sistêmica – Bases Cibernéticas – Maria José Esteves de Vasconcellos – Editorial Psy II

– A família além do espelho – avanços na prática da psicoterapia estratégica – Gloé Madanes – Editorial Psy

– Metaconceitos – Transcendendo os modelos de terapia Familiar – Douglas C. Breunlin e outros – ArtMed Editora

Cibernética e Teoria da Informação

– Cibernética e Comunicação – Isaac Epstei (organizador) – Cultrix

– Informação, Linguagem, Comunicação – Décio Pignatari – Cultrix

– Cibernética e Teologia – O Homem, Deus e o Número – Hans Reinhard Rapp – Ed. Vozes

– Modelos Matemáticos em Linguística – Curso de Linguística Moderna – Maurice Gross – Zahar Editores

Educação

– Revolucionando o Aprendizado – Gordon Dryden e Jeannette Vos – Makron Books

– Train Smart – Ensinando e Treinando com Inteligência – Rich Allen – Qualitymark

– O Cérebro do Cérebro – Luiz Machado – Qualitymark

– Educação: uma abordagem racional e emotiva – Manual para professores do primeiro grau – William J. Knaus – Interlivros

Teorias da Aprendizagem – E. R. Hilgard – Coleção Ciências do Comportamento – Editora Pedagógica e Universitária Ltda

– Use a Cabeça – Aaron Levenstein – Ibrasa

Terapia e Relaxamento

– Terapia do Grupo Familiar – Virgínia Satir – Francisco Alves

– Guia de Relaxamento – Técnicas para Gente Ocupada – Henri Brunel – Cultura Editores Associados

– Manual do Relaxamento e Redução do Stress – Martha Davis, Elisabeth Robbine Eshelman e Matthew McKay – Summus Editorial

– Processos Humanos de Mudança – As Bases Científicas da Psicoterapia – ArtMed

– Terapia Familiar Breve – Steve de Shazer – Summus Editorial

– Como alterar o comportamento humano – Técnicas Baseadas na Reflexologia e no Aprendizado – H. R. Beech – Ibrasa

– Chaves da Psicologia – Jacques Cosnier – Zahar Editores

– O que você pode e o que não pode mudar – Martin E. P. Seligman, Ph.D – Editora Objetiva

– Teorias da Personalidade – James Fadiman e Robert Frager – Harbra

Cérebro

– A Evolução da Consciência – de Darwin a Freud, a Origem e os Fundamentos da Mente – Robert Ornstein – BestSeller

– O Cérebro – Um Guia para o Usuário – Dr. John J. Ratey – Editora Objetiva

– Como o Cérebro Funciona – uma análise da mente e da consciência – John Mc Crone – Publifolha

– Equilíbrio Mente Corpo – Como Usar sua Mente para Uma Saúde Melhor – Daniel Goleman e Joel Gurin – Organizadores – Editora Campus

Variados

– Senso e Contra-Senso na Psicologia – H. J. Eysenck – Ibrasa

– Usos e Abusos da Psicologia – H. J. Eysenck – Ibrasa

– Fenômenos Psicossomáticos – até que ponto as emoções podem afetar a saúde – Howard R. e Martha E. Lewis – José Olympio Editora

– Teoria e Técnica de Psicoterapias – Hector J. Fiorini – Francisco Alves Editora

– Personalidade – G. W. Allport – Coleção Ciências do Comportamento – Editora Pedagógica e Universitária Ltda e Editora da Universidade de São Paulo

– Maré da Vida – Uma biologia do Inconsciente – Lyall Watson – Difel

– Pragmatismo e Outros Ensaios – William James – Editora Lidador

– Você é o responsável – Guia de Autoterapia – Janette Rainwater – Summus Editorial

– Ajuda-te pela Cibernética Mental – U. S. Andersen – Ibrasa

– O Jogo Interior de Tênis – W. Timothy Gallwey – Editora TextoNovo

Azevedo fala sobre PNL

Uma entrevista sobre PNL (Programação Neurolingüística). Entrevista no “Caneca da Rede”, espaço de entrevistas no Orkut

Fernando Ferrari:
Estou entrevistando aqui o consultor de marketing, coaching e trainer em PNL, Antonio Azevedo. Não conheço meu entrevistado pessoalmente, mas participo da sua lista de debates PNL-Brasil no Yahoogrupos — http://br.groups.yahoo.com/group/pnl-brasil — e admiro muito seu conhecimento sobre o comportamento humano e sua postura no manuseio deste conhecimento.

O currículo de Azevedo é extenso, invejável e pode ser conferido no seu site pessoal —  http://antonioazevedo.com.br — Mas como conhecemos uma árvore pelos seus frutos, voucometer o pecado da gula e pular direto para a entrevista.

Ferrari
Azevedo, para começarmos situando o leitor, nos dê uma explicação genérica (essencial) da razão de ser da PNL. O que é? Como surgiu? Pra que serve?

Azevedo
A PNL (Programação Neurolingüística) surgiu na efervescência da Califórnia, em 1975. Richard Bandler, então estudante e John Grinder, que era seu professor, sairam com uma câmera em punho, filmando e analisando os melhores comunicadores que conseguiram entrevistar. Seu objetivo era descobrir modelos de desempenho de sucesso. Filmaram jornalistas, terapeutas eprofessores. Os mais famosos foram: Fritz Perls, pai da Gestalterapia; Virgínia Satir, criadora de Terapia Familiar, e Milton Erickson, criador da moderna abordagem indireta na hipnoterapia. Além disso entrevistaram Alfred Korzibsky, famoso linguísta (que cunhou a famosa frase “o mapa não é território”), Noam Chomsky (criador do que é conhecido como “estrutura profunda e estrutura superficial da linguagem), Gregory Bateson (antropólogo), Edward Hall (escritor sobre percepção e realidade subjetiva) e o psicanalista Paul Watzlavick (que estudou profundamente a teoria dos sistemas e sua aplicação em terapia).

Muitos se perguntam quais são as bases conceituais da PNL. Se estudarmos as obras das pessoas acima relacionadas (e muitas delas já estão em português), encontraremos todas as bases da PNL. Só que Richard Bandler e John Grinder são pessoas objetivas e pragmáticas, não exatamente teóricos conceituais. Eles fizeram uma urdidura desta trama de conceitos e, a partir do híbrido conseguido, criaram a Programação Neurolingüística. Não vou me alongar demais como surgiu – para isso existem os livros. O importante é o que a PNL é, ou está se tornando, hoje em dia. A PNL é um conjunto de ferramentas em perpétua evolução.

O que é a PNL? O melhor termo é ainda o focado no seu objetivo: é uma arte para desenvolver a excelência na experiência subjetiva, através da comunicação humana, para facilitar o atingimento de metas. Alguns a chamam de uma metodologia ou uma tecnologia. Só que metodologia significa algo já ortodoxo, congelado no tempo. E tecnologia pressupõe um conjunto muito certinho de passos, completamente testado sob os parâmetros científicos e já matematizado, algo que não representa a plasticidade da PNL atual.

A PNL usa as descobertas da ciência, mas não é ciência. Ela é muito mutável para ser uma metodologia ou tecnologia. Visa ser principalmente efetiva, no sentido de alcançar resultados. Seria mais apropriado chamá-la de um conjunto de ferramentas pragmáticas de mudança e de busca de excelência, pois assim como no seu início, na década de setenta do século passado, ela se abeberou do que estava sendo discutido como mais moderno, em termos de neurociência, percepção subjetiva, antropologia, linguística e psicoterapia, hoje em dia ela se avizinha do que é discutido hoje, na área da psicobiologia, psicoimunobiologia, treinamento e coaching e tudo o mais que possa ser útil para o seus objetivos…

Muita gente ainda acha que a PNL é um tipo de psicologia, ou um tipo de psicologia simplificada, voltada para o uso pessoal, como uma forma de auto-ajuda. Algumas vezes pode ser usada assim, mas há diferenças intrínsecas. Escutei recentemente, do Dr. Jairo Mancilha, famoso trainer da PNL, a frase: “PNL é diferente de psicoterapia, pois na maior parte das vezes a psicoterapia segue o modelo da medicina: focalizar o que está errado e tentar consertar isso. A PNL segue um pressuposto diferente: focalizar o que está certo, o que faz sucesso, e ampliar isso. Desse modo, a PNL se assemelha principalmente a uma forma de aprendizado, de treinamento perceptivo e linguístico.”

Agora, para completar o seu triunvirato – desta primeira pergunta que na verdade são três… – vamos responder para que serve a neurolinguistica. Já disse que não é psicoterapia – mas pode ser usada por psicoterapeutas. E não é em si ensino de alguma coisa – mas pode ser usada por professores, instrutores e treinadores. E também tem aplicação para vendedores, executivos, chefes e líderes, políticos e quaisquer outro tipo de pessoas que interagem com pessoas, seja uma só pessoa ou milhares delas… E isto porquê é, em essência, ferramentas de comunicação eficiente, e de comunicação persuasiva.

Como a PNL é, em resumo, uma forma de entender e modificar a experiência subjetiva, através da comunicação, seja interna (de nós para nós mesmos, para nossos estados internos) ou externa (para as pessoas ao nosso redor), fica difícil estabelecer um tipo de local ou ambiente onde ela não possa vir a ser de alguma utilidade…

Ferrari
Sua introdução tem matéria prima para 10 entrevistas. Vou começar a esmiuçá-la pela sua metáfora: “a PNL é um conjunto de ferramentas”. Ferramentas são feitas de algo e servem para interagir com outro algo. Por exemplo: o martelo é feito de ferro e interage com o prego, um copo é feito de vidro e interage com a água, etc. Sendo assim, pergunto: De que é feita a PNL? Com quem ela interage? E de que forma?

Azevedo
Perguntinha difícil… De que é feita a PNL? Seus componentes são o mesmo da comunicação humana: palavras, tons de fala, gestos, linguagem corporal em geral. Mas podemos ir mais fundo, dizendo que a PNL é feita de percepções da realidade, do outro e de si mesmo. Sua intenção é buscar percepções mais ricas e, por isso, mais flexíveis, capazes de atingir melhor os objetivos desejados.

A PNL interage com os componentes que criam o comportamento humano – a linguagem, a fisiologia individual e as crenças cognitivas. Estas bases, ou fontes, criam estados mentais que se refletem no comportamento exterior, das pessoas e grupos. Já ouviu falar de “Efeito Borboleta”? Este é o termo que costumamos usar para indicar que a partir de pequenas causas podem ser obtidos enormes resultados, em uma sinergia fantástica.

É isso que a PNL persegue: a partir de pequenas mudanças controláveis na linguagem, na fisiologia corporal (postura física, tonus muscular, ritmo respiratório, cinestesia e sinestesia interna) e nas crenças e valores pessoais, busca-se (e espera-se) uma enorme mudança no comportamento observável.

Ferrari
Azevedo, você falou em estados mentais que se refletem no comportamento exterior. Então eu lhe pergunto: Para a PNL, o que é a mente? E como a PNL se relaciona com ela?

Azevedo
Para a PNL a mente é um conjunto de programas e padrões. A PNL estuda a estrutura da mente, não o seu conteúdo. Pressupõe que existem determinados “esquemas” na estrutura dos pensamentos e percepções que podem ser identificados e utilizados como forma de modificar a mente, tornando-a mais eficiente e adaptada aos objetivos almejados. Não nos preocupamos realmente se existe algo chamado “mente” como uma entidade energética, sutil, imaterial etc.

Alguns acreditam que a PNL advoga algum pressuposto análogo à paranormalidade, pensamento positivo, forças espirituais etc. Nada disso. A PNL é pragmática – visa nos auxiliar a usar melhor a nossa mente para desenvolver comunicação e comportamento de sucesso. Usamos assíduamente a metáfora do cérebro como o hardware e a mente como o software, uma analogia já bem conhecida e repetida. Muitos alegam que é simplória, ingênua, reducionista até. Eu também pensava assim – até assistir uma entrevista de um renomado neurocientista, no Discovery Channel, onde ele usou essa mesma metáfora… Se os pesquisadores de ponta da neurociência se sentem confortáveis em usá-la, porquê eu não posso usá-la também?

Encaramos a mente como uma “caixa preta” em que só podemos manipular aquilo que entra e aquilo que sai. Então não teorizamos – buscamos modificar os estados mentais a partir de suas entradas (informações perceptivas) e suas saídas (fisiologias, crenças e comportamento). É assim que a PNL se relaciona com a mente. No fundo a PNL não afirma que temos uma mente. Ela nos diz que temos VÁRIAS mentes. Ou melhor, diversos “estados da mente”, estados mentais, que chama de “partes” e que, pessoalmente, prefiro chamar de aspectos.

Estas partes ou aspectos podem ser bem diferentes uns dos outros. Agimos de forma diferenciada em nosso trabalho do que com nossos amigos. Agimos com nossos pais e mães diferente do que com desconhecidos.

Em situações de estresse somos pessoas bem diferentes de nosso habitual e, é sabido, pessoas muito pacíficas podem fácilmente serem treinadas para a guerra, e se tornarem assassinos frios, soldados perfeitos… O segredo é como acionar os estímulos certos, na matriz mental.

A primeira vista esta concepção pode parecer assustadora. Mas ela não é má em si. Depende muito de como é aplicada. O que ela diz, em essência, é que somos seres muito mais flexíveis e adaptáveis do que podemos supor.

Nossa mente cria modelos da realidade, usando referências dos cinco sentidos. E estes modelos são “filtrados” pela focalização da atenção, de modo que o mesmo estímulo percebido se transforma em comportamentos totalmente diferentes, para várias pessoas. Um esquimó, por exemplo, percebe o gelo e a neve de forma completamente diferente de mim, caso eu o visite em seu iglu gelado. Sua experiência da neve é mais rica, com muito mais referências do que a minha. E mesmo que eu estudasse a neve com afinco, teria sempre uma percepção diferente dele…

Então isso é a mente para a PNL – uma construção de experiências perceptivas, em um processamento em várias camadas. Por praticidade, chamamos de níveis conscientes e inconscientes, mesmo sem nos preocuparmos em científicamente encontrarmos o inconsciente. Usamos o termo porque funciona. A PNL usa tudo o que funciona.

Ferrari
Você diz que a PNL se interessa pelo que funciona. Mas o que é “funcionar” para a PNL? E, a PNL que funciona em um determinado caso, funciona da mesma forma em outro também? Porque?

Azevedo
Você me pergunta duas coisas: vou resumir a minha impressão, baseado no que aprendi de PNL desde 1992: “Funcionar” para a PNL é atingir objetivos préviamente definidos. Se uma pessoa queixa-se de excessivo desânimo, independente do fato de que há outras coisas em sua personalidade / ambiente, o parâmetro de realização é ela encontrar novas fontes de ânimo, ou se focalizar melhor nas fontes de ânimo que já tem.

No entanto a PNL busca também criar objetivos positivos, nas pessoas cujos objetivos são inadequados ou construídos de forma negativa, e portanto, de difícil realização ou satisfação.

Quanto a segunda parte, eu repito que a PNL é mais uma arte do que uma técnica padronizada. Por isso não é possível aplicá-la como se fosse apenas um apertar de botões. A palavra” programação” nos cria uma impressão algo mecanizada e, talvez, crie expectativas exageradas em alguns casos. No entanto, mesmo com estas expectativas, considero muito mais fácil perseguir objetivos definidos pela abordagem da PNL. Vou me estender mais sobre isso depois.

Ferrari
Vamos entrar então na parte da programação. Porque “programação” neurolinguistica? Em que isto implica?

Azevedo
A PNL utilizou o conceito de programação baseado mesmo no modelo “computacional” da mente humana. Isto é, analisando o cérebro como um hardware e a mente e os pensamentos como um software, a hipótese é que podemos “reprogramar” a mente, retirando “bugs”, ou seja, erros de programação gerados no passado.

Isto não é uma novidade da PNL – a Dianética já buscava fazer isso desde a década de quarenta. A Dianética chamou os padrões mentais de “engramas” – algo a ver com programas, mas é melhor entendê-los de forma similar ao conceito de “scripts” ou roteiros da Análise Transacional ou de “padrões mentais” da PNL. Os padrões são sistemas de crenças e percepções filtradas da realidade, criadas em um momento do passado e que podem, por mudanças das circunstâncias ou da próprias pessoa, se tornarem inapropriadas. Assim, “reprogramar” uma pessoa, pelo ponto de vista da PNL, é ajudá-la a modificar os seus padrões mentais.

Assim, vocês poderiam dizer: “mas então o que a PNL faz já era feito exatamente igual pela Dianética, pela Gestalterapia ou pela Análise Transacional, antes dela? A questão é que a PNL deu um passo além destas abordagens – um grande passo além. Ela analisou tudo o que podia ser útil mas não se restringiu à estrutura descritiva criada por uma pessoa só. Ela defende que as pessoas tem estruturas. E que o interessante é usar de forma positiva esta estrutura, usando-a para ampliar a FLEXIBILIDADE da pessoa.

Por exemplo, se uma pessoa apresenta comportamentos infantis em uma situação e comportamentos adultos em outro, ela até se encaixaria em um trabalho no formato de Pai-Adulto-Criança (PAC), como faz a Análise Transacional. No entanto, nem todos se encaixam neste padrão. Há milhares de pessoas diferentes no mundo, e as abordagens de aprendizagem, de motivação e de terapia devem se adaptar às pessoas, e não as pessoas se adaptarem as abordagens. Nem todo mundo tem um complexo de Édipo ou de Electra…

Por isso, a “Programação” na PNL não é algo engessado, tal como acionar botões e sempre encontrar a mesma resposta. Inclusive considero este nome inadequado, apesar de ser quase impossível mudá-lo, depois de trinta anos de desenvolvimento.

Ferrari
Você disse: “As abordagens de aprendizagem, de motivação e de terapia devem se adaptar às pessoas, e não as pessoas se adaptarem as abordagens.”. Minha pergunta é:De que forma a PNL se adapta a estrutura da pessoa? E, para a PNL ser PNL ela tem que ter alguma coisa fixa, ou engessada, como você diz. O que seria esta coisa? Está baseada em que?

Azevedo
A PNL juntou vários conceitos e constatações da Teoria da Comunicação, da Linguística, da Cibernética, da Teoria dos Sistemas e da Gestalt, da Terapia Familiar, da Hipnose Ericksoniana, da Neurociência…. E a partir deles criou alguns pressupostos, uma série de parâmetros para entender a “caixa preta” da mente humana, e assim entender como mudar o comportamento humano a partir da comunicação.

Se você observar as pressuposições da PNL, perceberá que a estrutura que ela preconiza não é fechada, afirmativa; é mais aberta, interrogativa. Ela nos diz, sobre a estrutura mental do indivíduo, apenas, que ELE É CAPAZ DE MUDAR. E só isso. Para facilitar, vamos listar aqui as principais definições:

  1. O cérebro da imensa maioria dos seres humanos é similar. Não há grande diferença entre os “gênios” e os indivíduos “normais” além de uma maneira maiseficiente de usar os pensamentos;

  2. Padrões de pensamento e comportamento podem ser aprendidos, se aprendermos a eliciar (investigar/descrever) os componentes das crenças (como percebemos o mundo), valores (o que priorizamos no mundo), filtros perceptivos (em que focalizamos a atenção no mundo) e fisiologia (como reagimos corporalmente ao mundo);

  3. Não há substituto para canais sensoriais limpos e abertos;

  4. Todas as distinções que os seres humanos são capazes de fazer em relação ao ambiente e aos comportamentos podem ser representados por registros sensoriais modais (visuais, auditivos, cinestésicos, gustativos e olfativos). Seus subcomponentes são chamados submodalidades de percepção;

  5. O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém, independente de sua intenção;

  6. Resistência é um comentário sobre a inflexibilidade do comunicador;

  7. As pessoas têm todos os recursos necessários para fazer as mudanças desejadas;

  8. O valor positivo de uma pessoa é mantido constante mesmo que o valor e a adequação do seu comportamento seja questionado;

  9. O mapa não é o território;

  10. Todo comportamento tem uma intenção positiva;

  11. Ao invés de um eu único, é mais eficaz para conseguir mudanças representarmos a mente como uma coleção de estados internos: constelações de percepções, cognições (crenças/valores) e fisiologias.;

  12. Consciente e inconsciente são apenas áreas por onde o foco da atenção flutua, não compartimentos estanques;

  13. Se você fizer o que sempre fez, terá a resposta que sempre obteve;

  14. A natureza do Universo é mudança, tudo é um sistema aberto e tende a mudar. Sistemas fechados, por melhor que pareçam ser, estagnam e decaem;

  15. Não há erros, só resultados;

  16. Não há fracassos, apenas experiências de aprendizagem;

  17. Crenças, valores, percepções, filtros e identidade pessoal transparecem na linguagem, seja a falada, a escrita ou a corporal. Modificações na linguagem podem afetar as anteriores.

Há outras listagens maiores ou menores, mas esta é a que gosto e uso. Algumas pressuposições são mais polêmicas do que outras, mas juntas dão a entender o que significa “estrutura da mente” para a PNL. Esta diz que a mente é flexível, pensa através de representações dos sentidos, e que a melhor maneira de se orientar para resultados é aumentando a flexibilidade, de tal forma que possa transformar cada experiência em aprendizagem.

Agora, depois destes prolegômenos, respondendo as suas trê perguntas de uma só vez (aliás, vou analisar a sua estrutura de pensamento, para saber porque sempre pergunta em ciclos de três), a PNL se adapta à estrutura da pessoa buscando criar, no momento, um modelo que seja compatível com a mudança desejada. Ela usa o repertório de técnicas e pressuposições da PNL para alcançar isso (esta seria a parte engessada, vamos dizer assim), mas se mantém livre de pré-concepções, de rotular a pessoa como algo fixo.

Ferrari
Azevedo, quando descobrir o porque das santissima trindade, me conta.

Agora vamos a próxima pergunta: destes 17 presupostos da PNL que você citou, quais são os mais fundamentais? Porque? Como comprová-los?

Azevedo
Eu poderia sair fácil pela tangente dessa pergunta, lembrando que a PNL, como tem a premissa da flexibilidade, considera fundamental o princípio que for mais útil no momento… Mas vamos lá.

Nesta área há discussões. Na prática, os mais úteis são o 2, 4, 9, 10 e o 16, porque são mais abrangentes e de certa forma explicitam melhor a visão sistêmica da PNL.

O 2 mostra o modelo de como tratar da “caixa preta” da mente, pela PNL; o 4 explica o que é submodalidades, um conceito que é o substrato de muitas técnicas; o 9 reforça o fato de que tudo é representação, não realidade completa – e nem precisa ser; o 10 reforça o conceito de “inconsciente bom”, uma visão focada em resultados mas diametralmente oposta à abordagem freudiana do inconsciente; e o 16 é a base da ressignificação, uma ferramenta cognitiva que é muito utilizada.

Agora, comprovação… Minha opinião é que a Psicologia é que deve se encarregar de testar as técnicas da PNL em laboratório, pois a Psicologia é que é a abordagem científica mais próxima da PNL. Se rastrearmos os teóricos que foram amalgamados na PNL encontraremos muitas observações científicas exatas. Porém falta ainda verificar se a fusão de tantas abordagens é efetivamente mais eficaz do que o uso delas em separado.

Nem tudo que está na PNL passou por teste científico rigoroso. Muito é aplicado antes, como um modelo útil e que faz sentido no conceito sistêmico da PNL. Os resultados são relatados mas ainda não há uma completa sistematização. No site de O Golfinho ( http://www.golfinho.com.br ), por exemplo, há artigos com algumas pesquisas de cunho mais científico. E sou o primeiro a reconhecer que a PNL não é uma ciência, e sim uma arte da Mudança, baseada em Comunicação e Persuasão, com aplicação na Aprendizagem, Negócios e Terapia, entre outras áreas.

O pressuposto 2 está bem calcado na interação das descobertas da neurociência com a visão mais moderna da psicologia cognitiva-comportamental. Considero este ponto pacífico. O 4 é uma hipótese ainda polêmica para alguns, pois entendem os pensamentos abstratos como não calcados em submodalidades sensoriais. Ao meu ver isto é um erro, pois os conceitos abstratos remetem à idéias sensoriais sim, só que estilizadas, simplificadas, despidas da associação sensorial. O 9 é um conceito teórico, contudo muito útil. É uma ferramenta mental, não uma lei científica. O 10 é uma constatação prática de grandes terapeutas, tais como Virgínia Satir e Milton Erickson, fruto de suas vivências. E o 16 comprovou-se como uma abordagem de êxito, e é a base da terapia familiar, terapia sistêmica e de toda a terapia cognitiva-comportamental.

Assim como estes, os outros pressupostos podem ser rastreados e justificados. Analisar isto detidamente é um trabalho de monta, e foge da alçada deste nosso papo. Recomendo a quem se interessar a procurar os autores que citei, e pesquisar também nas bibliografias dos livros de PNL, onde há citações de muitas pesquisas. Uma das melhores biografias está no livro “A Estrutura da Magia”, de John Grinder e Richard Bandler.

Ferrari
Você citou uma divergência de paradigma entre a Psicologia tradicional e a PNL. Poderia falar a respeito disto?

Azevedo
Esta é uma polêmica muito comum. Para a maioria das pessoas, a PNL é uma forma de psicoterapia. E a maioria dos livros de PNL considerados mais “sérios” são, na verdade, de aplicações da PNL na mudança de comportamentos individuais, e, assim, apresentam descrições de resultados terapêuticos.

No entanto os praticantes de PNL afirmam que a PNL não é terapia – é aprendizagem. Como pode ser isso?

Para entender bem isso, vamos falar da Psicoterapia. A psicoterapia herdou da Medicina e da própria Biologia o paradigma da investigação científica – investigue o que está errado, isole a causa do erro, da disfunção, e busque soluções de conserto, de “cura”.

Esta abordagem obteve grande sucesso na Medicina – e algum na Psicoterapia. Acontece que, à medida que passamos para questões mais intangíveis, torna-se cada vez mais difícil isolar a “causa” do insucesso, da disfunção. No caso, por exemplo, da causa ser de origem física – genética, um vírus ou bactéria, problemas ambientais – esta abordagem é útil. No entanto, para a maioria dos casos, os problemas vêem de questões difusas. De certa forma um problema aparece quando a pessoa está às voltas com tantas questões complicadas que ultrapassou a sua capacidade pessoal de superar o estresse de conviver com eles… Buscar isolar “uma causa” ou mesmo “algumas causas” pode ser uma investigação lenta, onerosa e, em muitos casos, infrutífera.

A abordagem psicoterapêutica básica, ensinada nas faculdades, ainda é a clássica “descrição de sintomas – encaixe em um diagnóstico – preceituação de tratamento”. As pessoas são ajustadas ao tratamento, e não o contrário…. O estudo do DSM-IV, alentado livrão que descreve toda e qualquer desordem mental e sua abordagem de tratamento, torna-se, muitas vezes um antolho para o psicoterapeuta iniciante, que busca enquadrar o paciente em categorias rígidas.

Devemos fazer ressalvas aqui: nem todo psicoterapeuta é tão rígido, inflexível em sua forma de atuar, que siga estreitos caminhos de psicodiagnóstico e tratamento. Com a experiência, buscam lidar com a imensa flexibilidade do ser humano e adaptar seus conceitos para o indivíduo real que está ali, à sua frente.

Em contrapartida, a PNL seguiu o caminho que poderemos chamar, de forma genérica, de Modelagem de Sistemas Eficientes. Isto é, começou com a investigação do que dava certo, não no que estava errado. É uma outra abordagem. Sim, em seu início se beneficiou muito daqueles geniais psicoterapeutas que aprenderam a agir assim, ao tratar o outro: Virgínia Satir, Milton Erickson, Fritz Pearls… Mas não se ateve só a isso. A PNL desenvolveu um ferramental de comunicação e persuasão e aprendizagem, não específicamente uma psicoterapia.

Nesta abordagem é privilegiada, desde o início, aquilo que a pessoa já sabe fazer certo, e aquilo que ela pode melhorar. São experimentados modelos novos, mudanças de pontos de vista, sejam cognitivos ou comportamentais (metaposicao, ressignificação e remodelagem), se motiva o indivíduo – agora encarado como um aluno, e não como um paciente – a experimentar estratégias novas de pensar, sentir e agir. O indivíduo reaprende a tomar rápidamente o leme de sua própria vida, a “fazer força”, ao invés de aguardar passivamente que se descubra uma cura milagrosa para ele…

Ferrari
Azevedo, vamos então entrar neste paradigma. Neurolinguisticamente falando, me diga, o que é aprender?

Azevedo
Ainda bem que você mencionou “neurolinguísticamente falando”. A área da Aprendizagem é um tema caro a muitas áreas profissionais, e aqui vou fugir um pouco de alguns conceitos difundidos.

A Neurolinguística encara o Aprendizado de duas formas: o Aprendizado pela cópia – a chamada Modelagem – e o aprendizado pela inovação – a chamada Ressignificação e Reestruturação/ Reframing.

No primeiro tipo de Aprendizado, o indivíduo faz uma conexão com uma pessoa (que é chamada de “Modelo”) ou uma descrição de pessoa, dotada de uma habilidade, comportamento ou estratégia de sucesso.

Esta conexão é chamada de “link neurológico” e, em essência, é um estado de focalização mental desencadeado pela atenção, interesse, motivação, envolvimento total. Neste estado nós descrevemos que o indivíduo está “neurológicamente aberto ao aprendizado”. É um estado especial, chamado “pleno de recursos”.

Neste estado, com as habilidades sensoriais focalizadas no Modelo, pressupomos (vide a 1, 2, 3, 4 e 7 pressuposições) que as pessoas têm a capacidade de copiar, imitar e adaptar o comportamento observado ou descrito para suas próprias especificidades – isto é chamado Modelagem.

Observa-se este comportamento muito facilmente em crianças pequenas. É impressionante a rapidez e habilidade com que elas imitam os outros, principalmente os adultos que são importantes para ela. Não adianta dizer o que a criança deve fazer. Ela aprende a fazer o que observa, não o que lhe dizem para fazer…

No segundo tipo de Aprendizagem, a pessoa faz uma síntese criativa e, utilizando descrições inusitadas advindas de outras áreas do conhecimento, refaz a percepção (modificando os filtros de percepção, pelos mecanismos de Omissão, Distorção e Generalização) e, também, modifica as Crenças e Valores provenientes desta percepção. Um dos mecanismos que usamos para isso são as analogias e metáforas e o objetivo é que o significado da experiência seja modificado (Ressignificação) ou a estrutura ambiental ou contextual da experiência seja refeita, ou, pelo menos, percebida de forma diferente (Reestruturação ou reposicionamento ou reframing).

Ferrari
Azevedo, temos então duas faculdades humanas de aprendizagem “imitação” e “criatividade”. O que elas tem em comum, o que tem de diferente?

Azevedo
Em comum, imitação e criatividade dependem de grande capacidade de observação. A PNL chama esta habilidade de estar “para fora”, totalmente conectado com o objeto de sua percepção, o mínimo possível fechado em seu próprio mapa de descrição de mundo.

Também há outra semelhança: no fundo, a imitação é uma forma de criatividade. O indivíduo “recria”, construindo dentro de si, com tijolinhos próprios, o edifício percebido apenas de fora, em que o outro habita. Há muito de inferência aí, de preencher lacunas não percebidas. E isso também é criatividade.

E de diferente, a imitação é “subida”, e a criatividade é uma “descida”.

Como? A PNL descreve a dinâmica do indivíduo dentro de um conceito que chama de Hierarquia de Valores, um termo criado por Bateson e absorvido pela PNL. Esta hierarquia
começa a partir de baixo:

  • sistema global
  • identidade
  • crenças/valores
  • capacidades potenciais
  • comportamento expresso
  • ambiente externo

Na imitação (ou modelagem) nós “subimos” na hierarquia, observando algo que dá certo no ambiente e decupando detalhes sobre o comportamento, capacidades, crenças e valores que conseguem alcançar aquele êxito no ambiente. Fazemos adaptações sim, mas de início imitamos mesmo, até descobrir o que é essencial e o que é acessório e, portanto, descartável.

Na criatividade, ao contrário, partimos de “cima para baixo”. Analisamos o ambiente global e o conectamos com nossa identidade – qual é o nosso lugar no mundo? Depois criamos valores e crenças que reforcem este lugar e nossa missão e assim por diante. Algumas pessoas poderiam alegar que é “de dentro para fora”, mas reafirmo que é necessária muita capacidade de observação para criar algo útil. Não é só devanear, sem contato com a realidade e suas necessidades objetivas.

Ferrari
Vou usar uma analogia que é muito popular na PNL para lhe fazer a próxima pergunta. É o seguinte: Um computador também é capaz de aprender por imitação, mas não é capaz de criar (re-criar). Porque? Em termos de aprendizagem, e baseado nesta analogia, qual é a diferença entre o computador e o ser humano?

Azevedo
Aí teremos que explicar a diferença entre raciocínio indutivo e dedutivo.

O raciocínio dedutivo é aquele que parte do geral para chegar ao particular. Elegemos uma premissa e tentamos prová-la ou contestá-la. Este é o pensamento mais lógico, trabalhoso, fastidioso, mas de grandes resultados, e que nos ajudaram a desenvolver a nossa civilização tecnológica, passo a passo. O raciocínio dedutivo é a base da imitação, como falamos, pois ele utiliza “modelos prontos”, estratégias mentais já disponíveis, buscando encaixar as pecinhas…

De certa maneira poderíamos dizer que o computador, em um futuro não tão distante, poderá ser capaz de apresentar raciocínio dedutivo do quilate que se apresenta no homem, graças à sua velocidade em buscar padrões gerais e sua capacidade de comparar situações. Em termos de PNL diríamos que o raciocínio dedutivo é aquele em que o homem faz uso do filtro de Generalização, buscando entender um conceito em termos gerais e então, depois, encaixar o particular neste estado geral.

O raciocínio indutivo é aquele que observa pistas e detalhes aparentemente desconexos e busca fazer analogias. Seu intento é partir do particular para o geral. É exatamente o caso do pensamento metafórico, que é a base da criatividade – fazer conexões inusitadas e depreender fenômenos gerais destes. Ele é o “insight”, o “eureka”, o “satori” e muitos termos mais… Neste caso poderíamos dizer que o homem utiliza mais o filtro perceptivo de Distorção e Omissão.

Um computador, até, poderia ser programado para, aleatóriamente, fazer distorções e conexões inusitadas, para encontrar idéias novas. Mas, em todo caso, ele teria que verificar através do raciocínio dedutivo se estas conexões são válidas mesmo. Pode ser até que seja isso que o ser humano faz, dentro de seu inconsciente. No momento, a maioria dos pesquisadores da mente e do cérebro acreditam que estas mudanças de percepção e compreensão não são aleatórias, e sim estimuladas por enquadramentos mentais provenientes do ambiente interno e externo.

Um computador dificilmente trabalhará neste nível… O que nos faz crer que é provável que o pensamento dedutivo um dia poderá ser imitado com perfeição por um computador, mas teremos uma boa diferença na forma interna como o computador procederá a um pensamento indutivo, que é a base da criatividade. Ele até poderá aparentar ser criativo. No entanto a sua indução poderá ser, no fundo, uma sucessão hiper-rápida de aleatórias deduções.

Ferrari
Podemos dizer então que a PNL é uma técnica de reapredizagem? Uma técnica que se vale da dedução e da indução, é isto? Mas se a dedução e a indução são faculdades natas no ser humano, qual a vantagem de se usar esta técnica chamada PNL?

Azevedo
E quem disse que dedução e indução, ou a arte do pensamento, é uma capacidade inata do ser humano? São faculdades aprendidas. E, como tal, podem ser mal aprendidas. Temos o potencial para, mas não a habilidade inata. Pensar não é um instinto nosso, e sim uma capacidade. Aprendemos a pensar na escola, na família e com os amigos. E assim herdamos determinadas características culturais, em nossa forma de pensamento, que podem nos ajudar ou prejudicar.

A maioria das pessoas possui desvios de pensamento. Pensa de forma errônea, incompleta, ou distorcida. Deixa-se levar por conclusões apressadas, não sabe sopesar prós e contras, não sabe transformar decisões em comportamentos, não sabe planejar.

A PNL, repito, não inventou os modelos que ensina. Ela buscou normatizar estes modelos, a partir de uma ferramenta descritiva, com base na cibernética e na teoria dos sistemas. Ela faz um corte transversal em várias disciplinas psicológicas, comunicacionais, gerenciais, pedagógicas, neurológicas e até físicas, para montar modelos efetivos – isto é, que alcancem os objetivos desejados.

As práticas de PNL, com os exercícios de mudança, podem ser considerados “mecanismos de Eureka”. Isto é, eles visam alinhavar o pensamento lógico e o intuitivo, a dedução e a indução, conectando toda a motivação e emoção que podem estar dispersas no indivíduo, para ficarem à serviço de suas decisões. A PNL utiliza técnicas que poderíamos chamar de meditativas e hipnóticas para recuperar “estados focalizados” e assim fazer com que a pessoa utilize o seu pensamento da melhor maneira possível.

Por isso muitos dos exercícios recorrem a “estados alterados de consciência”, ou estados de transe… Diria até melhor, eles não são estados alterados de consciência; são “estados normais de consciência”. Estado alterado é aquele em que vivemos neste mundo moderno, em perpétuo distresse (estresse negativo), com a consciência fragmentada…

Ferrari
Continuando na metáfora do computador e assumindo que aprender (dedutivamente e indutivamente) é igual a programar e re-programar, perguntou:Por que um computador não consegue se auto-programar e se auto-reprogramar e o ser humano consegue? Qual é o truque?

Azevedo:
Na verdade os pesquisadores já conseguem fazer computadores capazes de aprender, o que é o mesmo que se auto-programar… O que é diferente, é claro, é a imensa complexidade do cérebro humano, que ainda não foi sequer aproximada, mesmo dos mais sofisticados computadores modernos.

Apesar de muitas vezes utilizarmos a analogia do cérebro com um computador, convém lembrar que é uma analogia bem pobre. O sofisticado supercomputador Deep Blue, aquele que derrotou Kasparov no xadrez, em comparação com o mesmo cérebro na cabeça do Kasparoz, é apenas uma brincadeira de criança. Pode ser muito mais rápido em fazer algo especializado, mas não tem a flexibilidade necessária para cuidar de um organismo vivo e autoconsciente, que ao mesmo tempo que jogava xadrez com ele, fazia o coração bater, cuidava das emoções e percepções e mantinha em funcionamento bilhões de células… Seria como comparar um ábaco a um computador real. Os dois computam dados e fazem processamento, mas quanta diferença…

Respondendo rápidamente a sua pergunta, diria que não há truque. O computador não consegue ainda se reprogramar porque ele trabalha de forma apenas linear. Ou ele faz uma coisa ou não faz. Ele segue trilhas rígidas. O ser humano, em contrapartida, trabalha com tendências conflitantes. Uma parte dele deseja algo e, ao mesmo tempo, outra parte dele deseja o oposto. Ele sopesa alternativas. Entra em conflito. Pensa em prós e contras. Fica angustiado ao tomar decisões, pensando se está fazendo a coisa certa e se não ficará arrependido. E devemos dar os parabéns a alguém, quando está fazendo isto, pois é apanágio do ser humano; nenhuma máquina pode duvidar, hesitar, mudar de idéia ou se arrepender. Nenhuma máquina busca ser melhor do que foi construida – pois quando o conseguir, terá autoconsciência, e será humana, não uma máquina.

Nós nos auto-programamos porque avaliamos muitas escolhas. Podemos mudar de idéia. É como diz a PNL: “se você tem uma escolha, você é uma máquina. Se você tem duas escolhas, está em um dilema. Tendo três ou mais escolhas, está sendo flexível e verdadeiramente humano”.

Eu aventaria até que a melhor comparação com o cérebro humano seria a própria Internet. A Internet é uma rede que se amplia e onde cada computador seria similar a um neurônio cerebral. Hoje em dia o “cérebro” que é a Internet deve ter cerca de 500 milhões de “ciber-neurônios”, que são computadores individuais conectados, em um dado momento. Em comparação, no cérebro humano há mais de 10 bilhões de neurônios. Mas alguns autores dizem que na verdade há 100 bilhões de neurônios. Eu não os contei, mas de qualquer modo é coisa à beça. E, ainda mais, as conexões entre computadores normalmente são feitos de forma um-para-um. Enquanto isso, um neurônio costuma se conectar com outros neurônios de forma múltipla, usualmente um número entre 10 a 100. Estas conexões (sinapses) tornam o cérebro muitíssimo mais eficiente do que se tivesse uma conexão linear.

Por isso aqueles que se surpreendem com as maravilhas do “cérebro eletrônico” não percebem que este não tem a capacidade cerebral de uma simples mosca. Um dia, talvez, assim como nos filmes de ficção científica, poderemos nos surpreender em ver a Internet decidindo e escolhendo por conta própria, como se fosse um ser senciente. O que ela fará com esta capacidade? Algo bom, espero, pois seremos partes dela, e preferiria não fazer parte de um organismo auto-destrutivo…

Ferrari
Azevedo, ainda na analogia, quando vamos programar um computador, temos um sistema trino: programador – programação – programado, onde o programador é o ser humano, a programação é a linguagem e o programado é o computador. Sendo assim, pergunto: Quando um ser humano vai programar a si mesmo, como se dá este sistema? Quem é o programador, o programado e a programação?

Azevedo
Nesta questão está implícita uma pressuposição: a da indivisibilidade do Eu. Fomos educados a nos perceber como um eu, um conceito monista, um bloco único de ser, apenas uma personalidade. E a PNL advoga, bebendo da fonte das neurociências, que isto é apenas uma simplificação. Somos vários eus, ou várias partes, como costumamos dizer. Não somos um só, somos legião – que não me apedrejem os carolas…

Isto é, temos várias sub-personalidades, estados de ego, aspectos de ser. E estas partes agem e reagem de forma bem similar à câmara dos deputados e senadores de nosso país – há opiniões expressas, acordos velados, negociações intestinas… Há o “partido da situação” e há “partidos de oposição”, várias facetas diferentes da mente.

Entendendo bem este conceito, sabemos então quem programa quem, em um exercício de “reprogramação neurolinguística”. Este é, na verdade, uma “chamada à assembléia” de todas as nossas partes internas. E elas se põem a negociar, a procurar um denominador comum. Evidentemente que o partido da situação, que normalmente detém o controle da “presidência da câmara”, é que fez a chamada geral. Ele é o programador. Mas deve ouvir a todas as opiniões, e fazê-las entrarem em acordo.

Muitas vezes há um dos “severinos” na posição de controle, em nossa câmara interna, prejudicando o equilíbrio e a ecologia total de nossa personalidade. E, então, pedimos a presença de um interventor, de um negociador externo. Somos acudidos por programadores ou consultores externos, um expert em neurolinguística, por exemplo. Contudo, na maior parte das vezes, podemos cuidar de nossas próprias assembléias constituintes e constituidas, em nossa mente.

Então, depois destas metaforadas todas, quem é o programador, e quem é o programado? Normalmente a parte dominante é aquela que deseja o bem maior, mas está sendo obstada por “táticas intervencionistas” de partes rebeldes. A parte dominante é a programadora, e busca alianças com a parte programada, bem como pede apoio de outras partes, que possam colaborar.

E o que é o programa? É a carta de intenções, é a constituição interna, as leis de comportamento aceitas tácitamente por nossa mente e personalidade. São leis, e muitas delas precisam de apoio para “pegar”, não é? Esta metáfora política nos faz entender melhor que não estamos lidando com algo mecânico, exatamente como um hardware e um software, e sim com uma coisa mais flexível, que tem a ver com comunicação, negociação e motivação…

Ferrari
Entrevista Concluida
Azevedo, eu poderia atravessar o ano falando sobre PNL com você, mas não quero esticar demais o tópico e acho que para os leitores do Caneca já foi uma boa colherada sobre o assunto. Agradeço imensamente a sua disposição e colaboração. A partir de agora considero a entrevista concluida e abro espaço para as perguntas dos leitores e qualquer consideração que quiser deixar. Você fica livre pra responder as perguntas ou não. Mais uma vez, muito obrigado. E forte abraço.

Transformando seu Sonho em um Projeto

Neste texto Antonio Azevedo avalia que um Projeto ou Objetivo de Vida,para ser criativo e pró-ativo e, portanto, eficaz, precisa preencher vários requisitos.

Um check-list (lista de verificação) pode ser uma ferramenta útil para auxiliar no desenvolvimento de um plano que tenha êxito.O tema “Sucesso” é sujeito a várias interpretações. Alguns o encaram como sendo principalmente um fruto da sorte. Outros enfatizam a rede de contatos, o círculo de relações que uma pessoa pode desenvolver. Outros, ainda, colocam a ênfase no esforço diário e até na utilização de técnicas metafísicas, tais como as que são ensinadas sob o nome de “Pensamento Positivo”. Reconheçamos que tudo na vida começa com um Sonho. O Sonho é uma aspiração pessoal, um desejo de fazer algo mais no mundo. O Sonho é o desejo de mundo melhor, e aquelas pessoas que não sonham vivem de maneira automática, quase como robôs. O Sonho nos faz humanos. No entanto, criar um Sonho é só o primeiro passo. O Sonho está apenas em um nível lógico muito alto. Ele precisa ser concretizado em um Plano de Ação e, depois, este Plano deve ser detalhado em um Plano. E este, por fim, será consubstanciado em uma Realidade. Continue reading