Executive Coaching

Antonio Azevedo – Artigos sobre PNL, Coaching e Desenvolvimento Pessoal

Archive for July, 2005

Palavras Negativas

Já mais de algumas vezes me perguntaram: É melhor dizer “agradecido” do que “obrigado”?

Antes de comentar, aproveito para ressaltar que a Neurolinguística não é uma onda políticamente correta nas palavras. É verdade que consideramos que certos modos de falar expressam atitudes internas e as reforçam, de modo que nos auxiliam ou prejudicam em nossas atividades diárias. No entanto, a PNL não defende “poderes místicos” das palavras ou das letras, algo mágico em si… Pressupõe apenas que, quando falamos, desencadeamos “marés sinápticas” em nossos cérebros, abrindo caminhos em termos de padrões mentais e comportamentos, mudando nosso metabolismo e disposição.

De início parece bem mais lógico dizer “agradecido” do que “obrigado”. A palavra “agradecido” conota mais a sensação positiva de gratidão e graça – por um presente incondicional, o elogio. A palavra “obrigado” conota mais uma sensação de obrigação, um presente condicional, que deve ser pago, retornado ao emitente. Só que “agradecido” me parece um pouco pernóstico. Prefiro “grato”.

Alguns podem dizer que quase não há diferença emocional entre as duas palavras. Que as duas formas de dizer são ditas hoje em dia quase mecânicamente, sem emoção. Então me pergunto: se é para não sentir nada, porquê dizer então?

Se respeitarmos toda palavra que sai de nossas bocas, conferimos a elas imenso poder. Seja para nós mesmos – profecias auto-realizáveis – seja para outras pessoas – a nossa reputação. De preferência evite dizer qualquer coisa de forma mecânica, um agradecimento ou uma saudação. Busque colocar veracidade em tudo o que diz e as outras pessoas, e você mesmo também, sentirão a diferença.

Há outras frases que são ditas hoje em dia como lugares-comuns, quase clichês, e que provavelmente perceberemos, ao dizê-las, conotações emocionais mais fortes. Vale a pena observarmos algumas. Por exemplo:
“Eu vou me lembrar” ao invés de “não me esquecerei”;
“Estou começando” ou “Estou aprendendo” ao invés de “estou tentando” ou “vou tentar”;
“Quero fazer isso” ao invés de “Preciso fazer isso”;
“Tenho uma questão para resolver” ao invés de “Tenho um problema para resolver…”;
“Tenho a intenção de” ao invés de “Eu gostaria de”.

Poderíamos discutir por horas qual a diferença que sentimos quando mudamos estas estruturas gramaticais. É o campo da psicolinguística, disciplina teórica da qual a PNL se aproveita para estruturar suas técnicas pragmáticas. Muitos chamam este campo de “neurosemântica”.

Por exemplo, mudar o “preciso” pelo “quero” ou “tenho a intenção de” visa nos devolver a percepção de que controlamos nossas vidas, somos agente causador, não vítimas, títeres das circunstâncias. Mesmo que algo nos pressione a fazer algo, sempre temos a decisão final: de aceitar ou recusar a situação. Por isso, se a aceitamos, em última análise o nosso querer que está em jogo, não o precisar, certo?

Há uma história corrente sobre Gandhi, o grande estadista indu. Dizem que ele, um dia, foi visitada por uma mãe, trazendo seu jovem filho adolescente pelo braço. A mãe humildemente pediu a Gandhi que falasse com o menino, e o fizesse parar de comer tanto doce, tanto açúcar, pois poderia lhe fazer mal. O garoto respeitava muito Gandhi – todos o respeitavam – e com certeza obedeceria melhor a ele do que a própria mãe. Lembrando que, na época, a cárie dentária era algo muito severo na Índia, sem serviços médicos e odontológicos adequados. Muitas pessoas poderiam morrer a partir de uma pequena infecção. E havia preceitos religiosos contra o excesso de comidas doces.

Gandhi a escutou. E pediu que voltasse na semana que vem. A mãe assentiu, e voltou depois. Então Gandhi dirigiu-se ao garoto e falou: “Meu filho, pare de comer açúcar”. O garoto concordou e saiu. A mãe agradeceu muito a Gandhi, mas, intrigada, perguntou: “Mestre Gandhi, porquê o senhor não disse isso na semana passada, quando estive aqui com o meu filho?”. E Gandhi respondeu: “Porque, minha senhora, até a semana passada eu também comia açúcar”.

Esta historieta nos fala da importância de sermos congruentes entre o que falamos e o que fazemos. Se levarmos isto com rigor, fica mais fácil sermos respeitados pelos outros e por nós mesmos – inclusive por nossos inconscientes.

Um exagero que vejo muito por aí é falar que não devemos nunca usar o não, pois o “não” não representa uma imagem específica do que se quer. Apesar de ser verdade, torna-se impossível banir o “não”, o “nunca” etc da lingua, sob pena de começarmos a falar bem esquisito…

Em livros importados de PNL, traduzidos por aqui, é falado que devemos evitar dizer o “não”. E construçães gramaticais com base no “não” são um pouco mais comuns aqui do que lá (mesmo que pese o “isn’t” inglês). Já ouvi pessoas fazendo ingentes esforços para evitar dizer um “não” sequer, o que fica muito engraçado. O não parece que vira palavrão…

Os povos de origem saxônica possuem uma estrutura gramatical radicalmente diferente da nossa – e a estrutura dos pensamentos, a lógica usada também é diferente. Isso torna a psicolinguística dos povos de lingua latina um pouco diferente da mesma dos povos de lingua anglo-saxônica. As linguas germânicas e saxônicas foram desenvolvidos por povos bárbaros – inteligentes mas bárbaros. Foi um dialeto criado principalmente com base em pedaços de outras linguas, uma lingua montada para facilitar a comunicação durante as batalhas (a invasão do Império Romano). É uma lingua franca (nome dado principalmente pela presença dos Francos).

Como uma lingua meio que “artificial”, tem características predominantes do hemisfério esquerdo do cérebro – construções gramaticais lineares, secas, não-emocionais, principalmente baseadas em substantivos e verbos simples, de ação. Uma ótima língua para lutar. Os alemães a adaptaram bem para exprimir conceitos abstratos mas continua sendo uma lingua seca, pouco afeita às emoções.

Os povos da península ibérica, ao contrário, desenvolveram a sua língua a partir do latim e do grego, línguas que cresceram naturalmente por séculos. São linguas mais emocionais, de intensidade, com muitos advérbios e sutis gradações evidenciadas pelo uso em maior escala de adjetivos. É uma lingua onde predomina o hemisfério direito do cérebro.

Todo este intróito foi para falar do “não”… Nas linguas anglo-saxônicas, o “não” é sempre uma negativa formal. Tanto é assim que, nas construções gramaticais inglesas, dois “nãos” equivalem a um “sim”. Isso É lógico, já que duas negativas invertem duas vezes o sentido, dando o sentido original. Mas na maioria das linguas latinas não é assim. São línguas de intensidade, e assim, dois “nãos” equivalem a um “não” ainda mais forte. Um bom exemplo está na frase: “isso não é assim, não! “. Está na cara que este “não” final é de intensidade, reforçando o primeiro não. Os americanos, ao estudarem o português, se embatucam muito com isso…

Outra curiosidade: É provável que algumas palavras freqüentemente usadas tenham, sim, uma influência psicossomática, pelo menos em termos estatísticos. Já vi uma pesquisa por aí dizendo que na Espanha há um termo comum que, traduzido, significaria que “fulano é um chute nos fundilhos”. E estão estudando uma correlação entre o uso deste termo e o índice de câncer no reto… não sei se vão encontrar uma significância estatística para tal. De qualquer modo, lembrei-me que aqui no Brasil falamos muito “fulano é um pé no saco”. E parei para pensar se não podíamos aqui pesquisar a correlação deste tipo de frase com as chances de desenvolver tumor de próstata…

Palavras nada mais são do que um tipo de pensamentos – expressos, o que os torna mais intensos, “cristalizados” por assim dizer. Palavras habituais são especialmente poderosas. Convém lembrar que o importante é o sentimento expresso nas palavras. Estes são o principal fator. Não precisamos temer quaisquer palavrinhas desairosas que usamos conosco ou com os outros. Não são tão perigosas. Mesmo assim, evito dizer “estou morto de cansaço….”.

Em suma, para não prolongar muito o assunto, verifique se a sua linguagem reflete uma atitude positiva com referência às ações que se pretendem realizadas. Caso existam “cacoetes” verbais que representem uma expectativa de não realização ou um sentimento muito destrutivo, vale a pena se modificar as construções gramaticais habituais.

Lembrando sempre das palavras de Indira Gandhi, filha do grande Gandhi:

Valorize seus pensamentos; eles são as raízes de suas palavras.
Valorize suas palavras; elas são as raízes de suas atitudes.
Valorize suas atitudes; elas são as raízes de suas ações.
Valorize suas ações; elas são as raízes de seu futuro.

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Pergunta: PhotoReading e Sculpt Reading

Já faz um bom tempo recebi a seguinte pergunta: “ouvi falar de um método de aprendizagem acelerada utilizada na leitura, ou seja, a FotoLeitura. Comprei o livro do criador da técnica Paul R. Scheele. Estou Fotolendo alguns livros. No entanto ainda não tenho controle sobre as informações fotolidas, elas apenas acontecem (mesmo com a “ativação”). Visitei o amazon.com para ler as opiniões dos compradores, a maioria não parece satisfeita. Entretanto como o autor cita que leva algum tempo para ‘aprender’ a fotoler, pensei que seria interessante perguntar a alguém com mais experiência sobre o assunto. Se for possível que você dê a sua opinião sobre a técnica, ficarei imensamente grato.

Resposta
Eu já li, muito tempo atrás, o livro de fotoleitura. E não me convenceu muito a técnica, por isso não a experimentei. Só posso falar a partir de depoimentos de terceiros.

Acho que há muito poucos fotoleitores por aí, para termos um testemunho de confiança… Verifiquei no Yahoo Groups Internacional e no Nacional para saber se há um grupo de Photoread ou de fotoleitura.

O melhor dentre eles parece ser o http://www.learningstrategies.com/forum.html
. Se consegue se virar em inglês, talvez valha a pena dar uma olhadinha nele.

De qualquer maneira, é necessário uma certa prática de auto-hipnose para ficar bom em resgatar as informações absorvidas por fotoleitura. Na minha opinião o processo requer abertura profunda do inconsciente, para podermos ter acesso à memória fotográfica.

Uma boa parte do que é ensinado lá também é ensinado em cursos de Aprendizagem Acelerada – a preparação para a leitura, a leitura em vários níveis, a busca de palavras chaves… No entanto, a parte de “fotoler” específicamente falando, na maior parte das vezes ouvi relatos de frustração. Várias pessoas a experimentam e não ficam satisfeitos com os resultados. Persistem por algum tempo e depois desistem.

Então, atualmente só posso interpretar – lembre-se, a partir de relatos de terceiros, eu mesmo não experimentei – que a técnica não entrega o que promete. Talvez seja possível, em algumas situações, mas não como regra geral.

Mas sobre este assunto eu tenho outras considerações. Uma vez fiz um curso de Aprendizagem Acelerada com Maurício Aguiar, um colega meu da formação de Master Practitioner em PNL. Uma frase que ele falou ficou ecoando em minha mente: “Não leia livros. Absorva conceitos. Não mensure livros pelo número de páginas. Mensure pela fertilização de suas idéias”.

E muito tempo atrás eu li, na introdução do livro “O Meio é a Mensagem”, de Marshal MacLuhan, que os editores de livros costumam publicar um livro se este tem pelo menos 10% de informação nova entre 90% de “cozinha” de informações retiradas de outros livros. Isto significa que, em média, estamos lendo e relendo cinco a nove vezes a mesma informação, se lemos dez livros sobre o mesmo assunto…

Isso pode parecer ruim, mas tem seu lado bom. A PNL nos diz que na maior parte das vezes precisamos repisar um fato umas seis vezes para o colocarmos em nossa memória de longo prazo, de onde dificilmente será esquecido. Se lemos dez livros de um assunto, a probabilidade de estarmos realmente detentores dos dados adequados sobre o assunto é muito grande. Contudo, também significa que boa parte da leitura é desperdiçada.

E por isso sugiro a você que não se preocupe tanto em “ler rápido” e sim em “ler bem”. Eu de minha parte prefiro trabalhar, ao invés de “photoreading”, com “sculpt reading”. Ler bem pode ser até mais lento, pois é uma leitura reflexiva.

Eu leio muito – ocupo bastante do meu tempo com leitura – mas atualmente leio com o computador do lado, construindo mapas mentais e quadros sinópticos (sistemas de palavras-chaves) e fazendo anotações do que entendo e crio a partir do que leio. Assim, pode ser que até eu demore mais para ler um texto. Mas é uma leitura ativa e produtiva e não algo passivo.

Se você não sabe como fazer mapas mentais, visite o excelente site http://www.mapasmentais.com.br, do Virgílio Vilela. E estude os tutoriais. Há uma apostila ótima que pode ser baixada de graça, no site.

Leio bem mais devagar, é certo, e tenho livros não-lidos e semi-lidos em profusão, mas o que eu leio é meu, faz parte de meus conceitos de vida, está bem digerido e assimilado. Se estudarmos um livro procurando, classificando e fazendo mapas mentais de tudo o que é novo e faz sentido, o próximo poderemos ler ainda mais rápido, e cada vez mais rápido… E sem a técnica de fotoleitura.

E o principal: não precisaremos de reler todo o livro, se for necessário uma segunda vista. Nossas fichas de mapas mentais e nossa estruturação de idéias servirão como uma perfeita sinopse, facilitando que encontremos os 10% criativos que só estão naquele livro.

Suponho que esta técnica seja dez vezes mais lenta do que a fotoleitura para ler um livro pela primeira vez e cerca de três vezes mais lenta do que a leitura normal.

Mas, no entanto, para ficarmos realmente com o entendimento de um livro-texto (não me refiro a um romance, fique bem entendido) costuma ser necessário que nós o releiamos umas cinco vezes. E a fotoleitura seria mais rápido, mas quanto tempo precisamos até termos a confiança nela?

Posso estar errado, mas por enquanto prefiro ser um “sculpt reader”. Pois a leitura é um processo de “garimpagem” de idéias. E toda boa idéia exige um tempo de “ruminação”, de comparação inconsciente com outras percepções, valores e crenças que já fazem parte de nosso mundo mental.

Feito isso, vamos ao que faço. Vou descrever minha técnica com rigor. Esta técnica é adaptada dos princípios da Aprendizagem Acelerada, um curso que fiz em 1994 com Maurício Aguiar (que também publicou um livro sobre este assunto, junto com o professor Rousseau, um conhecido consultor de treinamento empresarial). Eu já usava técnicas similares antes, aprendidas em livros, mas o curso apurou meu sistema.

Começo dando uma boa olhada no livro, na orelha, na sinopse da contra-capa, no índice e leio cuidadosamente os nomes dos capítulos. Já observei que 90% dos leitores têm preguiça de fazer isso, ou o fazem descuidadamente, e começam a ler o livro para ver se este o “captura”. Isto é, ao meu ver, uma forma passiva de ler, pois o transforma em refém do livro… Se este for construido para instigá-lo emocionalmente, a gente o lê de uma assentada. Se for mais cerebral, mais frio, a gente pode até parar para ler depois e, por alguma razão, é “capturado” por outro livro.

Eu me pergunto também qual é o propósito que tenho ao ler este livro. Se é um propósito meramente informativo, se viso enriquecer uma idéia que já tenho ou se estou motivado a acrescentar uma nova compreensão de vida, um novo ponto de vista. Isto é, se estou preparado para ser confrontado, para a mudança. Pode parecer bobagem fazer isso, mas considero extremamente importante, pois nos prepara para sermos senhores do livro, não seus servos.

A partir disto eu posso começar a fazer uma leitura pró-ativa do livro. Eu é que escolho o que quero ler, em que quero me aprofundar e o que quero reter como recordação e aceitar como ponto de vista. Me permito discordar, desta maneira, dos autores, e fazer o meu próprio processo de leitura, seja na diagonal, do início para o final ou do final para o início.

Maurício Aguiar diz que devemos mudar até a forma como falamos a respeito de um livro-texto. Não devemos dizer que nós “já lemos” o livro. Devemos dizer que nós “já processamos” o livro. E que, muitas vezes, ele pode estar “em processo” por anos, enquanto “cozinhamos” vários livros ao mesmo tempo.

Começo procurando as idéias-chave. Folheio o livro em primeiro lugar, em uma espécie de “sobrevôo”. Identifico as passagens mais interessantes, leio algumas anedotas e histórias, observo os diagramas e quadros sinópticos.

Findo isto, eu começo a ler o livro, com um bloquinho ou o computador ao lado. Começo a anotar as palavras-chaves do livro e, de forma bem sintética, a minha opinião sobre algum conceito, demarcando com um colchete ou balão e encimando com a palavra “eu”. Isto para mostrar que eu tenho um ponto de vista diferente.

Antigamente eu marcava o livro com um lápis (jamais com caneta ou marca-texto, é um desrespeito com o livro). Hoje considero que esta forma é desorganizada demais, pois nos obriga a catar o livro inteiro por trechos grifados. E, quando grifamos desta maneira, não prestamos tanta atenção no que estamos pensando e, depois, o esquecemos.

Quando transcrevemos o texto de forma sintética, buscando transformar em uma ou duas palavras-chaves, o esforço neural é muito maior, e assim o conceito fica melhor marcado no cérebro.

Feito isto em uma estrutura lógica do livro – que às vezes pode ser um capítulo, às vezes pode ser uma estrutura dividida em dois ou três capítulos – eu paro, volto ao meu bloco ou arquivo texto no computador e busco criar um mapa mental daquela estrutura – mas não me preocupo em englobar todo o livro, e sim apenas a idéia que eu entendi, a que fixei, que é a minha forma de ver e compreender.

Isto é, faço um mapa mental de *minhas* idéias sobre o livro, não do livro. Não vou descrever detalhes de como fazer um mapa mental. Veja no site do Virgílio.

Completada esta etapa, das duas uma: se eu *sinto* que minha opinião parece bem diferente do livro, releio os capítulos para identificar os pontos de discordância e verificar qualquer falha de compreensão minha. Mas, na maioria das vezes, eu prefiro seguir adiante, pois, talvez, em uma parte posterior, o autor poderá se repetir de outra maneira e assim enriquecer a sua idéia. Mas aí eu já terei uma forma de pensar, pela qual avaliar o que li.

Detalhe: não faço quadros sinópticos e mapas mentais de todo e qualquer detalhezinho do livro. E não recomendo fazer os mapas mentais detalhados, enquanto se lê. Ao contrário, prefiro e recomendo que se leia o livro de uma forma global, definindo em forma de rascunho rápido mapas mentais e quadros sinópticos apenas daquilo que é interessante ou se discorda, e portanto se deseja esclarecer as idéias, através de um mapa mental.

No final, o livro “processado”, posso (ou não) parar e fazer um mapa mental do livro todo. Contudo, nem todo livro é recomendável ou possível de se fazer isso, pois os livros não são tão bem estruturados assim. É melhor fazer mapas mentais apenas das partes interessantes, mantendo uma ligação fraca entre os mapas, pela referência de assunto. O tempo perdido em confeccionar o mapa mental completo e perfeito é desgastante demais. No geral, não paro para fazer o mapa mental do livro integral, me contento em mapear idéias coesas.

Isto é, prefiro ler com cuidado, refletindo bem no que estou lendo, fazendo mapas mentais e tecendo elucubrações sobre o que leio… Paro toda hora e converso mentalmente comigo, fazendo diagramas em um papel à parte sobre minhas idéias, descobrindo se eu concordo ou não, se entendo ou não o que está proposto no livro. Me imagino (visualizo) explicando isso para alguém. Ficaria com dúvidas? Verifico. Só vou adiante quando estou satisfeito com as minhas idéias próprias sobre o livro, não sobre as idéias do livro. Se estou cansado, paro, pego outro livro, não me preocupo em ler de fio a pavio.

Se é um livro de ficção, puro lazer, óbviamente não sigo estes passos de forma tão rigorosa. Em alguns livros este processo todo pode demorar três, quatro dias. Em outros pode demorar meses. Ou anos. E daí? Isso não importa. Não vivo de citar livros, e sim de manifestar idéias, em minha vida e em minha interação com meus parentes, amigos, conhecidos e clientes. Algumas destas leituras frutificam em artigos, outras em idéias próprias. Não é isso o que se quer? O pensar é a consequência da leitura, não o acúmulo desta.

Agora, um adendo: se uma pessoa está estudando para um concurso, ou vestibular, ela quer enfocar mais a memória. Talvez ela precise fazer mapas mentais mais detalhados e coesos. Mas é um caso específico. E, mesmo assim, os concursos e vestibulares hoje em dia estão privilegiando mais a compreensão e as idéias próprias do estudante, não tanto o “decoreba” puro.

Esperar aprender rápido é uma distorção dos tempos modernos – todos preferem livros condensados, extratos etc. Então, porque a maioria das pessoas não conseguem aprender uma nova língua apenas lendo dicionários? É necessária uma exposição gradual a idéias, para que formemos nossos pontos de vista. E quem quer ler rápido também absorve sem análise crítica o que está sendo lido – pode acabar acreditando em qualquer coisa.

Experimente uma vez pesquisar na revista Seleções se existe um livro condensado que você queira ler. Mas não leia ainda o texto condensado. Leia o livro original e depois leia o condensado. E faça uma comparação do que sente, a partir dos dois. Faça a experiência ao contrário, também: ler o condensado primeiro e depois o em formato normal. Se a qualidade do texto for boa e o autor não for daqueles que “enche linguiça”, perceberá que, mesmo por melhor que seja a condensação, perderá muito do impacto emocional do texto completo.

E hoje em dia o jovem prefere ver um filme ou um documentário, ao invés de ler um livro. Não nego o poder das imagens, e a beleza de um bom filme ou documentário, e retiro muitas idéias criativas do que vejo neles. Recomendo, especialmente, os documentários sobre o mundo natural, no estilo do National Geographic. Aprende-se muita coisa interessante sobre o comportamento, que podemos tirar ilações para o mundo dos homens… No entanto, as idéias em um filme já estão prontas, e direcionadas. É bem mais difícil sair da trilha das idéias apresentadas na forma de imagens, e gerar idéias novas. E, afinal, nós queremos apenas aprender as idéias dos outros ou aprender a gerar nossas próprias idéias?

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Crenças – o diferencial para o sucesso

As crenças são generalizações que criam, no nível inconsciente, regras sobre nós mesmos, sobre aquilo que somos e sobre a nossa relação com o mundo que está a nossa volta. Crenças são o resultado da filtragem, processamento e avaliação da informação obtida em experiências e tomadas de decisão passadas.
Algumas definições sucintas:

Crenças
Como achamos que o mundo é, isto é, como funciona.
Como achamos que nós somos, isto é, como somos construídos e nos comportamos.
Relações de Causa e Efeito e seu significado (interpretação) para nós.

Valores
O que, principalmente, buscamos no mundo.
Nossas prioridades e orientações.
Decisões pessoais de como aplicar nossas crenças para a nossa satisfação e realização.

Começamos a vida com dois crítérios sensoriais: prazer e dor. Estes dão origem a duas impressões subjetivas que costumam ser rotulados de segurança e perigo. Grande parte de nosso desenvolvimento pessoal se inicia a partir destas impressões e dão origem à crenças e à valores. Tendemos a buscar aquilo que nos dá prazer e confere segurança. Com o tempo, esta busca se transforma em um Valor.

Pense em suas Crenças como a mobília de sua casa mental. Podem ser individualmente valiosas e até úteis em certos momentos; mas ás vezes atravancam o caminho e se tornam de difícil manuseio. E podem ficar antiquadas. E, as vezes, podemos gostar de certas Crenças, mas elas não “combinam” com o resto da decoração de nossa casa mental.

Outras definições:
Critérios de Referência
Uma forma de avaliarmos cada experiência. Uma evidência sensorial de que atingimos um determinado valor ao nos comportamos de uma determinada maneira. São “materializações de crenças”, pois a sua observação nos faz corroborar ou renegar crenças já existentes.

Princípios
Valores éticos principais, ecológicos e congruentes em nível de Identidade e Essência. São como valores, só que em um nível mais abrangente e interpessoal.

Crenças Limitantes
Foram úteis e atualmente estão obsoletas.

Crenças Capacitantes
São efetivas (eficazes e eficientes) para os contextos atuais.

Condições para a boa formulação de Crenças Capacitantes:

As crenças são relações de causa e efeito conforme percebidas pelo indivíduo.
São ferramentas úteis para entender o mundo e também para transformá-lo.
E, lógico, as descrições de Crenças são uma ótima forma de utilizar a mudança de Crenças para o sucesso pessoal.
As Descrições de Crenças devem ter uma FORMA, um CONTEÚDO e um IMPACTO (emocional).

FORMA
- afirmativa e curta na sua descrição verbal;
Exemplo: “Eu consigo emagrecer e me manter magro!”

- não contenha generalizações;
Melhor falar “Há pessoas capazes de aprender uma nova língua e sou capaz de aprender também” do que
“Todo mundo é capaz de aprender uma nova língua e logo eu posso também” pois pode criar comparações e gerar insegurança.
Outro exemplo para ficar mais claro:
“Sou capaz de acordar na hora certa” é melhor do que “Sempre acordo na hora certa” pois isto pode criar uma dúvida inconsciente.

- expressa na primeira pessoa.
“Eu consigo ou estou conseguindo” é melhor do que “Os outros percebem o meu êxito e sucesso…”.

CONTEÚDO
- congruente com a forma individual de perceber o mundo;
Exemplo: se eu acho importante manter um programa de ginástica diária mas não gosto de horários rígidos, é melhor uma frase afirmativa tal como “Sinto-me motivado e escolho a cada dia um bom horário para me exercitar” do que “Comprometo-me com o horário que escolhi”.

- pode ser aferida por critérios baseados em Valores;
Exemplo: se é um valor importante para mim a convivência, posso incluir tais valores em minhas descrições de Crenças, tais como “Realizo o meu objetivo e percebo como isso me aproxima de meus amigos”

- abrange e é útil vários contextos (ecológica).
Exemplo: se analiso que uma Crença afeta tanto o contexto da Saúde quanto do Relacionamento, posso conectá-los na descrição da Crença:
“Emagreço e me sinto bem comigo mesmo e em minha imagem perante os Outros.”

IMPACTO
- produz uma sensação positiva característica (fisiológica);
Uma descrição de Crença efetiva faz-se sentir positivamente no corpo. Se ela não tem responsividade emocional, não está bem descrita e deve ser reformulada de modo mais entusiástico.

- repetida poucas vezes já se torna inconsciente;
O objetivo não é que sua repetição seja mecânica, e sim que a força do envolvimento emocional seja tão grande que a frase seja memorizada com poucas repetições e absorvida de modo completo. Em breve ela é “esquecida” pois o inconsciente já a repete por si mesmo.

- baseia-se em Valores e Princípios já existentes no indivíduo.
Quanto mais alinhada aos Valores pessoais melhores são as descrições das Crenças – e isto serve para os Princípios, pois estes são Valores também, porém pertencentes a um nível não só de Identidade como Além da Identidade, no sentido que são Valores compartilhados por grupos, com noções éticas mais abrangentes.

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Há vários tipos de Crenças e existe alguns fatores que podem influenciar na construção de uma Crença, de forma que ela se torne inadequada ou, ainda pior, simplesmente ineficaz. Podemos até chamá-las de “obstruções”, pois dificultam a formação de uma Crença de Sucesso, e facilitam a construção de Crenças Limitantes.

Crenças a respeito das Causas: limita-nos a procurarmos apenas um tipo de Origem para uma determinada situação.

Nem sempre há uma Causa única para uma determinada situação. Muitas questões são de origem sistêmica, e uma junção de vários fatores criou a situação. Procurar a Causa ùnica muitas vezes é buscar desatar um nó por demais apertado, desperdiçando tempo e esforço. O melhor a se fazer é “cortar o nó górdio” ( lembre-se da história de Alexandre O Grande e como ele cortou o nó górdio – http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_g%C3%B3rdio ) O objetivo de deixar de entender a relação Causa-Efeito como uma simples relação direta nos permite entender o mundo de maneira mais tridimensional e compreender melhor as relações sistêmicas complexas, tais as descritas na Teoria do Caos e nas equações fractais.

Crenças a respeito do Efeito: orienta-nos a perceber apenas um tipo de Consequência para nossos actos.

Esta é uma correlação da anterior, e mostra a mesma miopia. Como exemplo, se fazemos uma mudança em nosso comportamento em face da forma como uma outra pessoa reage, com certeza a reação seguinte não é exatamente a esperada, e sim um “mix” de resposta ao nosso comportamento anterior mais o comportamento atual. Buscar isolar a reação ao comportamento como se fosse isolado do contexto geral e da história do comportamento é uma visão distorcida, que requer uma melhor compreensão sistêmica.

Crenças a respeito do Significado: apresenta apenas um aspecto da questão.

O significado dado a um determinado evento também é uma Crença, e muitas vezes é uma explicação “ad hoc”, isto é, uma explicação desenvolvida para se encaixar a uma determinada situação e não necessáriamente adequada como uma idéia geral.

Estas “obstruções” são estreitamente ligadas aos Valores principais do indivíduo.

As Crenças influenciam os Valores, impondo-nos limites sobre o que achamos que podemos Ser, Fazer e Obter no mundo. Os Valores compartilhados transformam-se em Princípios sociais, e retornam ao indivíduo, reforçados por suas conexões com o grupo, e ampliando a atuação dos Valores com os quais estão ligados, em um ciclo permanente… Esta é uma das razões do que chamamos “sabotagem social” para mudanças comportamentais.

Conscientize-se do seu trabalho de formular Crenças!
Pense em Crenças como Paradigmas – hipóteses de trabalho que são pressuposições úteis para realizar tarefas, mas que não podemos ter certeza absoluta se são verdadeiras ou falsas.

Como modificar Paradigmas
(1) Identifique as suas Crenças e pergunte-se: o que esta crença está fazendo por mim? O que faz pela minha saúde? Pelo meu sucesso no futuro? Pelos meus objetivos? Pelos meus relacionamentos? Ela me ajuda (Crença Capacitante) ou me limita (Crença Limitante)? Que benefícios ocultos (secundários) ela me traz de bom, mesmo que me limite em alguma coisa?

Para ajudar, liste para você algumas Crenças que podem ser muito eficazes:
- o meu corpo é naturalmente saudável.
- o meu estado básico é flexível de acordo com as situações de vida.
- eu aprendo com cada experiência.
- não existem erros, existem explorações de caminhos de vida.
- corpo e mente são um único sistema.
- a minha criatividade se expressa nas minhas ações, emoções, pensamentos e intuições.
- sintomas de doenças são alertas para a busca do reequilibro.

(2) Reconheça que não é fácil apenas abandonar uma crença. É necessário colocar uma alternativa no lugar, para manter o equilíbrio em seu universo mental. Pergunte-se: em que eu gostaria de acreditar? Como minha saúde melhoraria com esta nova Crença? E meu sucesso? Meus objetivos? Meus relacionamentos? Conseguiria obter, com esta nova Crença, os mesmos benefícios secundários que a Crença antiga me trazia?

(3) Verifique a congruência desta nova Crença. Pergunte-se: há algo em mim que possa resistir ou tentar me impedir que eu mude para este novo paradigma? Há algo em mim que já se encaixa e favoreça este novo paradigma?

(4) Pense em analisar sobre a forma como imagina acerca de algo que acredita e sobre algo que não acredita. Pense como estes padrões de pensamento – Certeza e Dúvida – influenciam a forma como suas Crenças e Valores influenciamm sua vida. É possível realizar exercícios especiais de relaxamento, auto-hipnose, sugestão e PNL para facilitar a forma de mudar os padrões de pensamento, aumentando a dose de certeza naquilo que se quer acreditar mais e a dose de dúvida naquilo que se quer deixar de acreditar como válido.

Crenças Limitantes mais comuns
As Crenças costumam apresentar uma Descrição Limitante (vocalizada) na primeira pessoa e uma Internalização desta crença, na forma de um sentimento pessoal de auto-estima e de valor. A descrição é uma espécie de “justificativa lógica”, cognitiva, da internalização, que é mais emocional.

Exemplos de Descrições:
Eu só existo pelo que faço no meu trabalho…
Ninguém gosta de mim!
Se demonstrar minhas emoções, fico vulnerável…
Se não for o melhor em tudo, sou um fracasso…
Só relaxo quando tudo sai perfeito…
Só vale à pena se tiver que se esforçar muito para conseguir…
Quem quer faz. Quem não quer, manda.
Vem fácil, vai fácil.
Sempre quis fazer, mas…
O mundo é uma luta, uma selva!
Prefiro não arriscar…
Eu sempre fico….quando….
Se os outros fizessem….
Eu preciso….mas….
Se eu fosse capaz de….
Gostaria de poder….
Gostaria de saber….
Um dia ainda irei…

Exemplos de Internalizações:
Sou feio, estúpido, burro…
Eu não mereço…
Sou o centro do mundo…
Eu não consigo….
Não sou bom nisso…
Acho muito difícil….
Eu gostaria….
Vou tentar…
Eu nasci assim…
Sou desse jeito mesmo…

Pergunte-se, para descobrir suas Crenças Limitantes:
Como você sabe que acredita em algo?
Como você sabe que é capaz de fazer algo?
Como você sabe que pode conseguir algo?

* – Referência Externa – comunicação de outros, elogios, prêmios etc.
* – Referência Interna – sensações internas (algo que diz, vê ou sente internamente)

Toda referência externa, suficientemente repetida (sem mecanismo de bloqueio consciente) pode ser internalizada e se tornar automática, tornando-se uma Crença Limitante ou Capacitante.
Antonio Azevedo

“Quando acreditamos firmemente que alguma coisa é verdadeira, é como se déssemos ao nosso cérebro uma ordem sobre a maneira de representar os acontecimentos.”
Anthony Robbins

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GTD (Getting Things Done) – Produtividade Pessoal

Utilize as mais modernas metodologias de estruturar suas tarefas e controlar o tempo e metas, tanto na área pessoal quanto profissional.Para quem não quer perder tempo, invista quatro horas de sua vida e ganhe em média mais de dois anos de vida útil, com modernos conceitos de organização pessoal, segundo a metodologia de David Allen, o criador do GTD. Aplique da melhor maneira o seu tempo, aprendendo a relaxar e ser mais criativo, sem sobrecarga de informações.

O que esperar do curso:
É um evento que visa aumentar a eficiência, apresentando ferramentais e estratégias para controlar metas e objetivos – já que o tempo, ao contrário do que possa parecer, não é um recurso, pois ele é imutável… Mas podemos entender como as prioridades e a atenção se relacionam com a forma de estruturar o tempo e descobrir métodos de fazer mais com o mesmo tempo disponível.

O curso não ensina milagres; e sim algumas metodologias testadas por milhares de pessoas no mundo todo, baseadas na moderna metodologia do consultor David Allen: GTD (Getting Things Done). Algumas dinâmicas são baseadas na PNL – Programação Neurolinguística. E analisaremos as estratégias de sucesso de pessoas famosas em cuidar bem do seu tempo.

Temas:
* ferramentas do uso do tempo * direcionamento por ações * as cinco fases do planejamento de projetos * organize o seu tempo já! * formulários e dispositivos * foco nos resultados * planejamento em equipe * controle sua vida

Público-Alvo:
Profissionais com o tempo muito ocupado. Em suma: todos.

Local e data:
cursos contratados para turmas empresariais, fechadas.

Valor:
R$ 450,00 por pessoa.
Reserve a sua vaga pelo Formulário de Inscrição, neste site.
Não são feitas inscrições no dia de início.

Instrutor:
Antonio Azevedo – administrador e comunicador, tem como principal foco o impacto da comunicação e da criatividade no desempenho pessoal e profissional. Atua desde 1990 no Treinamento do Potencial Humano, como Trainer, Coach, Consultor e Mentor Executivo e Organizacional.

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Reuniões de Equipe – Como torná-las dinâmicas e criativas?

Obter o máximo do trabalho em equipe, principalmente em reuniões de grupo – consideradas, muitas vezes, um evento monótono e desperdiçador de tempo – requer o uso de metodologias especiais, seja para engajar o conhecimento, a participação, a criatividade e a motivação de cada participante, seja para permitir o acompanhamento das decisões tomadas em reunião.

O propósito deste workshop é discorrer sobre técnicas de resolver problemas e direcionamento da criatividade em grupo. O objetivo é auxiliar os profissionais de qualquer área em tornar suas reuniões mais participativas, favorecer ao máximo o rendimento do trabalho em conjunto, auxiliando a tomada de decisão e a implementação de estratégias de execução.

Programa:

Instrutor:
Antonio Azevedo, administrador e comunicador, Consultor de RH, presta serviços para consultorias independentes na área organizacional. Trabalhou anteriormente na Telemar, na Texaco e na Nashua do Brasil, como também em agências de propaganda (JMM Publicidade, Free Propaganda, Archi Comunicação) e em empresas de serviços (DIMERJ Sistemas, GC Construtora).Desenvolve trabalhos de Consultoria e Coaching, para empresas e profissionais, como Coach Executivo. E é certificado como Trainer em PNL (Programação Neurolingüística), como Consultor Interno de RH e Facilitador de Qualidade e Produtividade. Modera grandes grupos online de discussão na área de Recursos Humanos.

Inscrições:
Entre em contato pelo Formulário de Contato neste site e agende um grupo em sua cidade ou empresa.

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Exercícios mentais em áudio MP3

July 12th, 2005 | Category: áudio,indução

Estão liberados para download alguns exercícios mentais, de meditação, visualização, neuroprogramação e auto-hipnose, gravados em MP3, para quem quiser aproveitar.

Para que o áudio seja perfeitamente escutado é interessante utilizar, em seu computador, headphones estéreos. Isto é, escutar com fones de ouvido, ao invés de caixas de som mono, que retiram a qualidade estéreo da audição. Se escutar no Windows Media Player, configure neste a visualização de uma imagem circular, com figuras concêntricas, e a contemple, de olhos semicerrados, enquanto escuta o exercício. E também disponha de uma cadeira confortável, é claro…

Outra opção, cada vez menos onerosa atualmente, é adquirir um player de mp3, um pequenino aparelho portátil que permita escutar arquivos mp3 em qualquer lugar. O custo destes aparelhos não é muito alto e facilita bastante usar arquivos de auto-programação mental em qualquer lugar, seja relaxando confortavelmente na cama, seja meditando à beira da praia, de um lago ou cachoeira…

Uma última opção é para quem tem um sistema de “Home Theater”, isto é, um DVD-player que também lê arquivos mp3 e um bom equipamento de som estéreo, com pelo menos duas caixas bem posicionadas. A pessoa recebe o arquivo, o grava com um gravador de CD-RW e escuta o CD em seu aparelho de som, confortavelmente em sua poltrona da sala. Não é muito comum, mas já fizeram isso.

Para evitar preocupações com o conteúdo do arquivo e possíveis alegações de “lavagem cerebral”, lembramos que toda indução utilizada pode ser ouvida – não é possível técnicamente se colocar uma informação que não possa ser ouvida também conscientemente e que afete só o inconsciente.

E um exercício curto, com um breve relaxamento preparatório – que não precisa chegar a ser um “torpor” completo, onde os membros ficam rígidos – costuma ser mais efetivo, para ajudar as mensagens sugestivas a penetrarem na mente inconsciente. Não é a duração do exercício o importante, mas o que ele faz pensar – seja consciente ou inconscientemente. Seu objetivo não é “empurrar” a pessoa em uma dada direção, automáticamente como um robô, e sim estimular a sentir vontade em agir em uma direção.

Algumas pessoas gostariam que o exercício demorasse mais tempo, para poderem relaxar melhor. Usualmente não é necessário que um exercício de indução seja muito grande. Em geral os exercícios que faço tem em média entre 10 a 18 minutos. A proposta de gravar arquivos pequenos é para motivar o uso mais frequente. CDs de 45 a 60 minutos são ouvidos apenas esporádicamente. O tamanho grande é útil principalmente para exercícios de relaxamento, pois é seu objetivo também serem indutores de sono. Exercícios de “reprogramação mental” e meta-hipnose são mais úteis quando curtos, pois são ouvidos mais frequentemente e o efeito cumulativo é importante.

Algo que às vezes é esquecido neste tipo de técnica é que relaxamento não é sugestão. O relaxamento pode ajudar, mas em excesso induz ao sono. O estado propício à sugestão hipnótica é chamado “hipnogógico” e é um estado limiar, entre o totalmente consciente e o totalmente inconsciente. Se adormecemos de todo, não escutamos mais a sugestão. No sono a mente consciente não está presente o suficiente para servir de “tradutora” das mensagens entre a mensagem sugestiva e o inconsciente.

O ideal hoje em dia é, como eu disse, utilizar um pequeno aparelho mp3, pois é portátil e se pode usar a indução em qualquer lugar, em algum intervalo de tempo disponível. Existem até telefones celulares sofisticados que também permitem escutar mp3. Vale a pena o investimento, pois assim se pode obter o principal de um arquivo como esse: o efeito cumulativo. Repito, é muito mais importante usá-lo de forma frequente, todo dia, do que eventualmente. Por isso precisamos transformá-lo em um hábito.

A questão a ressaltar é que nenhum sistema em si é “mágico”. É necessário que nos engajemos na mudança, e façamos um esforço pessoal para superar quaisquer limites auto-impostos, seja pela nossa história pessoal ou por crenças que desenvolvemos.

Em alguns casos é importante que a pessoa aprenda que é possível mesmo fazer mudanças comportamentais usando o inconsciente – nossa cultura, de certa forma, nos “hipnotiza” de modo negativo, ensinando-nos a sermos limitados, e precisamos ser “deshipnotizados”, aprendendo a aceitar que é possível nos transformarmos.

Por isso, como cada pessoa possui uma bagagem cultural, estilo de personalidade e preparação prévia diferente, não podemos afirmar que todos podem obter completos resultados apenas por um exercício regular, mesmo feito com um arquivo de áudio gravado.

No entanto, é um poderoso “empurrão” na direção correta. Um sistema como esse é uma maneira prática de ter um incentivo a mais para uma mudança comportamental. Todos nós estamos envolvidos a cada dia no próprio aperfeiçoamento; e um coadjuvante nos relembra nossas metas e objetivos, e, progressivamente, vai implantando em nossos pensamentos, atitudes e hábitos, aquilo que nos propomos a fazer.

Vamos recapitular a forma de utilizar. Lembre-se, escute apenas com headphones, para aproveitar o efeito binaural. Sente-se ou deite-se confortávelmente, faça um breve relaxamento e ligue o som. Busque ouvir toda manhã, de preferência e, se quiser, pode repetir à noite. Pela manhã é essencial, pelo menos na primeira semana. Depois pode ser esporádico, na hora que quiser, e nem precisa de relaxamento.

E ouça em tom baixo, não coloque o volume muito alto, enquanto estiver ouvindo. O importante é ser audível, mas não forçar a audição.

E os que baixarem por favor me enviem um feedback, por email, sobre como está sendo a sua prática dos exercícios e se lhe estão ajudando em seus objetivos propostos.


Exercício de Harmonização com o Fluxo e Reflexão sobre a vida
Harmonização com o Fluxo


Exercício de Conexão com o Centro do Universo
Conexão com o Centro do Universo


Assembléia Interior
Dados Técnicos:
Um exercício para trabalhar a conversa interior e a organização pessoal.
Nome do arquivo: assembleiainterior.mp3
Tamanho: 8,1 Mb – 17:42 minutos
64 kbps – 22050 Hz – 16 bits
Álbum: Meta-Hipnose 01
Autor: Antonio Azevedo
Faixa: 08 – Assembléia Interior


Espelho de Imagem Mental


Massagem Mental e atenção relaxante


Reflexão sobre a vida


Se tiver tempo, visite todos os folders da pasta do 4 Shared. O link principal é o seguinte:
http://www.4shared.com/dir/1293869/c9920339/sharing.html

Entre no link http://www.4shared.com/dir/1293869/c9920339/sharing.html vá até a pasta “Audios de Hipnose / Português / Antonio Azevedo ” e de lá clique em cada um dos links e baixe um a um os três áudios que estão lá.

Para baixar, clique em um link, e depois clique no botão verde escrito “Go”. Vai abrir uma outra página e terá que esperar que o link apareça (no serviço gratuito do 4Shared só dá para baixar depois de uma espera). Quando aparecer o link, clique em “Download file”.

Em banda larga deve demorar uns 10 a 15 minutos para baixar cada um.


Os dois arquivos citados abaixo são mais antigos, e ainda não foram refeitos para melhorar a qualidade. Mas, se quiser experimentar, pode baixar. Os links de download não funcionam se não estiver logado no Multiply – já que os MP3 estão no servidor Multiply. Por isso, se quiser os áudios e tiver conta (mesmo gratuita) no Multiply, vá até a página Arquivos , logue-se no Multiply e tente baixar de lá.

Clique em cada link escrito “Download”. Se tiver problemas, clique com o botão da direita e, nas opções do menu, escolha salvar em seu micro. Lembre-se, só dá para baixar se você se logar no Multiply.


Meditação Básica
Não é um exercício de PNL ou de Auto-Hipnose, é de meditação com respiração. Foi criado por outras pessoas, mas como gosto muito dele fiz uma adaptação, para uso pessoal e de clientes, que muitas vezes me perguntam de como meditar.

Não tem cunho espiritualista em si mesmo, mas pode ser utilizado de forma metafísica, se assim o desejarem. Fica a critério de cada um.

Dados Técnicos:
Nome do arquivo: meditacao_basica_antonio_azevedo.mp3
Tamanho: 16,1 Mb – em conexão discada deve demorar 1 hora para baixar.
160 kbps – 14:04 minutos – 44.100 Hz
Álbum: Práticas de Meditação e Visualização
Autor: Antonio Azevedo
Faixa: 02 – Meditação Básica de Respiração


Exercício de Auto-Programação Mental em MP3
Este não é um áudio meditativo e sim um roteiro de auto-programação mental – um tipo de condicionamento para ser feito durante um exercício de relaxamento e visualização, com sugestões de melhoria física e mental.

O áudio não está trabalhado – é um arquivo que resgatei de um trabalho feito a bastante tempo, e não o reeditei. De qualquer modo acredito que pode ser interessante como coadjuvante de trabalhos pessoais na linha da Programação Mental, Pensamento Positivo e Controle da Mente. Não segue específicamente a linha da PNL (Programação Neurolingüística) e nem da Hipnose Ericksoniana.

Dados Técnicos:
Nome do arquivo: exercício_programacao_antonio_azevedo.mp3
Tamanho: 6,9 Mb – 15:00 minutos
64 kbps – 22050 Hz – 16 bits
Álbum: Práticas de Meditação e Visualização
Autor: Antonio Azevedo
Faixa: 03 – Exercício de Programação Mental Básica


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O Futuro da PNL e do Coaching

July 11th, 2005 | Category: Coaching,PNL

Transcrição da palestra ocorrida no dia 30 de Maio 2005 no MSN, com a participação de 14 pessoas.
Azevedo: Chamando todos para a palestra. Ana.gaia: ana aqui

Azevedo: Boa Noite! Temos nove presentes. E nove interessados, que se cadastraram, mas ainda estão off-line.

Marianne: ueba, boa noite a todos(as)

Brito: Boa noite!

Azevedo: Podem teclar de qual cidade e estado estão falando?

Mauro : Curitiba

Azevedo: Estou no Rio de Janeiro, capital do Rio de Janeiro.

lainfor2000 : Ribeirão Preto

Marianne: Legal, Itajaí / SC

ana.gaia: ana , de porto união , sc

Brito: estou em Jundiai-SP

Azevedo: São Paulo e Santa Catarina estão em maioria. Parabéns!

Arline: Estou no Rio de Janeiro também

Carol: Ops. Não é Carol, é o Inté+ Mauro usando o computador da esposa.

Azevedo: Eu vou começar pontualmente as 00:05.

Azevedo: Aos que estão presentes esta noite, esta é o primeiro encontro da Comunidade da PNL brasileira via chat, pelo MSN. Eu queria fazer um pedido a vocês: neste momento, retirem do nome de sua ID as propagandas ou frases bonitinhas, de efeito. Isto é, entrem agora em “Tools – Options… – My Display Name – e cortem tudo o que está escrito ao lado do nome, só deixando um nome bem curtinho, assim como o meu: Azevedo. E colem estes textos adicionais em “Type a personal message”. E depois apertem em “OK”.

Azevedo: Somos 11 agora.

Eduardo: boa noite a todos

Brito: boa noite!

Azevedo: Diga de qual cidade é, Eduardo.

Eduardo: vitória, ES

Azevedo: Ok, já fizeram? Então vamos começar. Em primeiro lugar, gostaria de fazer uma enquete: o horário escolhido é adequado ou não? Vocês gostaram de meia-noite ou prefeririam mais cedo? Qual é o melhor dia da semana e horário?

ana: 23 era melhor

lainfor2000 : sim

Marianne: está ok

Azevedo: Pense em dia da semana. É para o próximo.

Mauro: 23

ana: segunda é bom

lainfor2000 : sexta-feira

Eduardo: p/ mim está ok, tanto o dia da semana qto o horario

Azevedo: Boa noite, Tatiana.

Brito: 23 horas estaria Ok para mim também. 24 está Ok também, mas se fosse as 23 melhor dia da semana também Ok.

Azevedo: Diga a sua cidade e vote qual é o melhor dia da semana para a reuniao.

Tatiana: Tatiana de Vitória – ES
segunda está bom. 24h é melhor… infelizmente ainda uso linha discada

Arline: Segunda-feira, tudo bom. Meia noite é tarde para mim. Faria poucas vezes se permanecesse neste horário.

Azevedo: Afinal, quantos aqui usam linha discada?

Eduardo: eu uso

Tatiana: Eu também.

Arline: Estou na banda larga

Mauro: eu — aqui em casa

Marianne: Azevedo , a questão é aula a noite … mas, no meu caso chegarei em tempo , mesmo sendo 23 horas

ana: se é pra ficar melhor para todos , fiquemos com 24 h, então

Azevedo: Em 12 pessoas, temos 25% de linha discada. Isto é, fazer a reunião durante a semana às 23 horas sairia caro para alguns.

Azevedo: A alternativa é fazer domingo pela manhã.

Mauro : Ok, nem pensar!

Eduardo: domingo pela manhã para mim também é legal

ana: 24 horas de segunda

Tatiana: é difícil ter tranqüilidade num domingo de manhã… rs rs

Arline: Quase todos os domingos deste ano, estou em treinamento.

Azevedo: Então, por enquanto, fica definido: a próxima reunião, em Junho, ainda será Segunda à Meia-Noite.

Mauro: o meu problema é que provavelmente estarei bêbado, enfim…

Marianne: Ok

Brito: Pra mim tudo bem

Azevedo: Tomem um bom café e vamos começar.

Brito: vamos nessa

Azevedo: Nosso objetivo aqui é falar do futuro. O futuro da PNL e do Coaching. Isto é, teremos um bate-papo virtual sobre “O Futuro da PNL e do Coaching” no MSN. Eu falarei por uns cinco minutos sobre a minha opinião das tendências futuras. Peço que aguardem, com paciência, eu completar a minha “palestrinha” antes de postar alguma pergunta ou discussão. É similar a uma palestra ao vivo: dúvidas, no final.
A propósito, vocês configuraram os seus MSN para salvarem os logs das conversas? Senão, não tem problema. eu postarei este log de chat na lista PNL-Brasil. Mas, para facilitar, busquem escrever da forma mais legível possível. Sem muitas abreviaturas, por favor.
Retomando: Atualmente estamos desenvolvendo um esforço para aumentar a sinergia entre os vários institutos de PNL no Brasil. Acreditamos que o futuro da PNL e do Coaching acontece com uma maior colaboração de todos os practitioners, masters practitioners e trainers, e especialmente dos fundadores. O reforço das conexões entre os fundadores é a base de uma PNL brasileira integrada, com uma estrutura de formação e certificação – mesmo que a PNL não seja profissão, e sim uma área do conhecimento. Por isso eu convidei alguns fundadores e instrutores renomados para falar também neste evento.
Antes de abrirmos os debates para falar do futuro da PNL, precisamos relembrar os esforços que já estão sendo feitos neste sentido, para preservar o Movimento da PNL aqui e no mundo.
Não sei se vocês sabem, mas há um esforço internacional de ampliar o uso da PNL e utilizá-la da maneira adequada. Eu traduzi uma parte do que está escrito em inglês no site http://nlpu.com – NLP University (Universidade da PNL), pois acredito que serão úteis nesta discussão.
Aqui vão eles:
O ponto mais importante do desenvolvimento da PNL no mundo é o trabalho sobre Valores compartilhados da Comunidade Internacional de PNL. Este assunto pode ser lido no site http://www.nlpu.com/Values.html .
Em essência está lá que Valores são qualidades desejáveis. Isto é, aquelas qualidades intrínsecas que desejamos ou procuramos obter, e que estão por trás de nossa descrição de objetivos e metas. São sentimentos de realização, e, por definição, são qualidades abstratas. Os valores são a base da motivação. Valores compartilhados são a base da ética e da cultura.
Valores compartilhados dão um sentimento de rapport. Os valores apoiam a Identidade e a Missão de um indivíduo e dão o reforço (motivação e permissão) que promove os comportamentos particulares.
Muitas pessoas pensam na PNL como um grupo de técnicas e de modelos integrados, tais como um kit “3 em um” e pensam que são uma caixa de ferramentas sem um coração. Os princípios e as ferramentas e as habilidades da PNL, no entanto, pressupõem determinados valores e dão a base emocional para um determinado compromisso. Os praticantes de PNL devem compartilhar os valores chaves que dão ímpeto à sua participação.
Em Junho de 1997- exatamente oito anos atrás, 190 trainers de PNL,como também autores, desenvolvedores e fundadores de institutos de PNL se reuniram em Santa Cruz, como membros do Projeto de Liderança da Comunidade de PNL (NLP Community Leadership Project).
Seu objetivo foi criar uma visão sobre o futuro da PNL e das regras em que esta atuaria no futuro. Também definir caminhos da forma como a PNL pudesse expandir suas comunidades e sistemas e formular projetos comunitários.
Os participantes formaram 23 grupos de trabalho, na área de Ambiente, Saúde, Comunicação e Rede de Contatos, Família e Comunidade, Pesquisa, Relações Inter-Culturais, Epistemologia e Modelagem, Meios de Comunicação de Massa (Mídia), Direitos Humanos, Espiritualidade, Educação, Gestão de Negócios, Liderança, Política, Arte e Criatividade.
Cada grupo desenvolveu uma visão e como colocá-la em prática; e um documento de mais de uma centena de páginas foi publicado, sendo disponível para todos os praticantes de PNL e institutos ao redor do mundo. Um resumo deste documento está disponível no site da Universidade – http://www.nlpu.com – em inglês.
Com o sucesso deste encontro inicial foi planejado um segundo encontro. Ficou claro que esta era apenas a fase “Sonhador” do processo criativo. Os participantes começaram a desenvolver oportunidades para se preparar para o estágio de “Realista”, da fase de planejamento e ação.
Com isto em mente, de 27 de Julho a a 8 de Agosto do ano 2000, foi realizado um segundo encontro mundial, intitulado de NLP Millennium Project. Este projeto envolve discussões de como cada representante pode se tornar um afiliado regional, para assim poder levar a diante os objetivos de planejamento e adaptação às características regionais.
Este tipo de afiliação não é uma afiliação paga, mas sim uma afiliação voluntária, com compartilhamento dos valores e aceitação das linhas guias e protocolos de colocação destes valores em ação. Ao invés de impor uma estrutura hierárquica de padrões e ética ou regras, o Projeto Millennium acredita ue os membros da Comunidade de PNL devem aprender a compartilhar valores essenciais. E assim acabarem chegando a um consenso e interação entre todos, para se conduzirem de forma profissional.
Um dos propósitos do primeiro encontro foi o começo do diálogo e partilhamento das idéias sobre o que se pensava ser a maneira de elevar a auto-estima da comunidade de PNL e aumentar o networking entre eles. As afiliações podem nos permitir trabalhar em conjunto e obter um maior nível de habilidade e harmonização.
Talvez o mais importante seja a satisfação pessoal dos membros, pois poderão trabalhar de maneira mais próxima a seus colegas, encontrando meios de partilhar boas idéias e resolver assuntos comuns.
As atividades ocorridas em 1997, durante a Assembléia da Comunidade Internacional de PNL incluíram:
- Planejamento de encontros de implementação
- Encontro da Academia de Tecnologia do Comportamento
- Encontro do Projeto de Mentoring
- Workshops para practitioners e masters
- Workshops específicos para trainers
- Projeto para Liderança Jovem e “NLP Olympics”
- Assembléia das Nações Unidas da PNL – assinatura do Protocolo de Construção da Comunidade
- Encontro da Comunidade da Saúde Mundial – apresentação de Projetos de Pesquisa
Países representados: Argentina, Inglaterra, Estados Unidos,
Austrália, França, Áustria, Alemanha, Bélgica, Grécia, Hong Kong, Escócia, Itália, Japão, México, Noruega, Bulgária, Bulgária, Canadá, Rússia, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, Dinamarca.
Participantes do Brasil:
Marize Peron Amatucci
Eloisa Monteiro Braganza
Solange Camargo Brascher
Deborah Epelman
Cristina Zouein
Alain Moenaert
Allan F. Santos, Jr.
Mariangela Santos
Elysette Lima da Silva
Humberto Villela Vieira
A Assembléia realizada em Santa Cruz, Califórnia – o berço da PNL – que foi intitulada de NLP Millennium Project, foi um dos mais inspiradores encontros ocorrido. Institutos ao redor do mundo foram coordenados pela NLP University, com 110 participantes, de todo o mundo, entre trainers e fundadores.
Países representados:
* Argentina, Austria, Bélgica, Brasil, Bulgaria, Canada, Denmark, Inglaterra, França, Alemanha,
* Grécia, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Latvia, México, Noruega, Polônia, Rússia
* Escócia, Sérvia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, USA
O Millennium Project consistiu em discutir três temas ou “linhas de sinergia” cuja finalidade era criar um contexto que suportasse a visão, a liderança e a aprendizagem:
1. As habilidades novas e os desenvolvimentos que se relacionam à meta-liderança, co-liderança, habilidade de transmissão-trans-cultural, treinamento de negócios, negociação ganha-ganha e mudança de alto nível.
2. aprendizagem projeto-baseada escorada na conclusão e na atualização dos temas dos projetos de liderança da comunidade de NLP iniciados em 1997.
3. Desenvolvimento de afiliações da comunidade, networking e infra-estrutura baseados em valores, e uma visão comum sobre o futuro e a utilização das novas tecnologias da área de comunicações para estreitar o relacionamento dessas comunidades.
Esta estrutura foi facilitada por Robert Dilts, Judith DeLozier e uma variedade de instrutores conhecidos (Robert McDonald, Michael Hall, Ian McDermott, Tim Hallbom, Suzi Smith, e outros).
Os membros do Projeto Millennium deram forma a 14 equipes para desenvolver projetos da relevância profissional e social. A lista dos temas cobertos por estes projetos:
1. Artes e criatividade
2. Liderança
3. Negócio.
4. Comunidades Sustentáveis
5. Mágica
6. Liderança
7. Modelagem do Processo de Grupo
8. PNL e crianças
9. Desenvolvimento Organizational
10. Sintaxe Somática
11. Espiritualidade e PNL
12. Sistemas de Pensamento
13. Saúde Integral
14. Estratégia Ganha-Ganha
Um dos objetivos do Projeto Millennium no verão de 2000 era identificar alguns dos valores essenciais, nucleares, que tornam a PNL uma comunidade global. A identificação destes valores pode ajudar na solidificação das relações entre as pessoas da comunidade, como também atrair outras pessoas que também compartilham destes valores. E também definir linhas-guia éticas para a prática de NLP.
A comunicação destes valores aos grupos e à comunidade profissional pode reforçar a credibilidade da PNL e aumentar a aceitação sobre as motivações dos practitioners de PNL.
1. Cada membro do grupo compartilhou seus valores pessoais para a formação do núcleo. Perguntou-se a todos sobre sua Missão Pessoal” e que respondessem a pergunta: “Porque você está envolvido com a PNL?”, “Qual é a contribuição da PNL ao mundo?”.
2. Foi feita uma lista de valores-chaves e dos critérios dos membros dos grupos.
3. Identificados os valores mais profundos, em um nível mais elevado (Core Value), foram definidas em poucas palavras e frases que representem estes valores.
Assim se encontraram os valores abaixo:

Os doze valores do núcleo da comunidade global de NLP
Estão definidos de acordo com a hierarquia da importância dada pelos participantes ao todo. Isto foi determinado somando cada avaliação dadas a cada valor pelos indivíduos que fizeram parte do exame.
1. Utilidade: Ser pragmático e objetivo-orientado. Para procurar fazer uma diferença, com foco em aplicações práticas. Buscar usar todos os recursos disponíveis para alcançar um objetivo. Para pensar e agir com a extremidade na mente. Para encontrar-se com necessidades em uma maneira objetivo-orientada e verificável.
2. Integridade: Buscar a congruência na linguagem e na ação. Alinhar a opinião, os valores e o comportamento aos valores do núcleo. Integração de todos os aspectos do trabalho da PNL, seja qual for a área de atuação individual.
3. Respeito: Para reconhecer limites pessoais. Para honrar o potencial interno de uma outra pessoa. Para escutar e dar a espaço às outras necessidades e expectativas. Para dar a todas as pessoas o espaço e o tempo iguais. Para pedir permissão. Para manter uma consideração positiva incondicional para outra. Para honrar as contribuições originais de cada pessoa.
4. Ecologia: Para trabalhar sempre dentro do resultado bem-formado da outra pessoa. Para responder a nossos próprios sinais do congruência. Para ser orientado sistêmicamente. Para considerar as conseqüências de nossas ações. Para respeitar a intenção positiva. Para alcançar resultados equilibrados. Para procurar manter um contrapeso saudável entre todos os sistemas. Para considerar nosso impacto em cima do sistema maior.
5. Criatividade: Para sermos construtores livres de nossas próprias vidas. Para estar aberto às possibilidades. Para não aceitar um dado como uma informação. Para encontrar perguntas novas. Para fazer modelos novos. Para encontrar maneiras novas de alcançar um objetivo. Para incentivar os outros a expressar e compartilhar de seus sonhos internos. Para desafiar constantemente a maneira como nós fazemos coisas e para inovar sempre.
6. Amor (Universal): Para fazer exame em segunda posição com o outro (colocar-se em seus sapatos). Para conectar com a fonte de energia dentro do outro. Para sentir e mostrar a compaixão pelo outro. Para aceitar os outros como são. Para oferecer um espaço onde algo possa acontecer e mudar. Para avaliar-se, e para avaliar os outros como nós mesmos. “ver” e reconhecer o melhor no outro.
7. Liberdade: Para ter a escolha. Para adicionar mais escolhas. Para poder escolher. Para permitir que outros façam escolhas para si mesmos. Para apresentar nossos pensamentos e sentimentos sem medo da retribuição. Para honrar a pessoa que prossegue em seu próprio desenvolvimento.
8. Diversidade: Para não ter medo da diferença. Para dar boas-vindas ao desafio da diferença. Para ver o valor em todos os mapas do mundo. Para reconhecer e honrar e avaliar as diferenças em outras. Para aceitar estilos diferentes. Para incluir perspectivas diferentes. Para respeitar culturas diferentes.
9. Elegância: Para procurar o trajeto mais curto e mais simples a um resultado. Para procurar a beleza e a simplicidade. Para agir com graça. Para selecionar o trajeto e as ferramentas que permitem que nós realizem o a maioria com menos esforço.
10. Profissionalismo: Para trabalhar com competência, criatividade e alegria. Para observar precisamente. Para ajustar padrões elevados. Para saber nossos limites. Buscar o modelo de excelência. Para ser congruente, desobstruído e hábil em todas as vezes em que em algum contexto nós formos representantes da PNL em algum campo. Para saber o que nós estamos fazendo, e para fazer o que nós sabemos. Para poder demonstrar todas as habilidades de PNL. Para manter-se aprendendo.
11. Flexibilidade: Para ter mais possibilidades no comportamento. Para ter mais instrumentos para o trabalho. Para poder ter uma grande escala de maneiras para alcançar um objetivo. Para estar aberto à mudança e às adições das influências externas. Para adaptar-se aos povos diferentes e às situações. Para poder ajustar e adaptar-se às situações inesperadas. Para utilizar corretamente e reagir ao gabarito que nós começamos.
12. Criando uma Comunidade Artística: Para promover a conexão e a parceria para os projetos futuros. Para ter o interesse no “nós.” Para agir no serviço a outro. Para avaliar os presentes que diferentes cada pessoa traz. Para criar a afiliação e a associação que incorporam a variedade larga dos aspectos da expressão humana.
Alguns outros valores notáveis incluíram: Curiosidade e Aventura; Humor e Autenticidade.
Deve-se recordar que estes não são deveres éticos no estilo de “operadores modal rígidos” (isto é, “obrigações”). Essencialmente são os princípios que nós aspiramos por aplicar de forma mais consistente em nossas interações pessoais e profissionais.
Agora que eu já apresentei a essência do que foi o Projeto Millennium, gostaria de pedir que a Arline Davis, como formadora da PNL, que falasse alguma coisa aos participantes sobre o Projeto Millennium ou sobre as intenções da PNL para o futuro. Arline, está aí?
Agora, vale a pena lembrar que começamos, em 2003, um ainda tímido movimento brasileiro para unificar os formadores. Este movimento está evidenciado na página http://br.groups.yahoo.com/group/formadores-pnl-brasil/ , mas para fins deste debate vou resumir aqui:
Em Agosto 2003 uma Carta Aberta foi enviada a todos os Institutos formadores de Practitioner, Master Practitioners e Trainers em Programação Neurolingüística (PNL) do Brasil, no intuito de convocar uma união de esforços com vistas a aumentar o prestígio, a qualidade e a relevância da PNL na sociedade.

Arline: Estou aqui, relembrando o evento. Teve uma dinâmica específica em que elaboramos a lista.

Azevedo: Sim, eu comentei sobre ela, mas não estive presente. Pode comentar o que se discutiu no Evento sobre o futuro da PNL?

Mauro: Os ” formadores” se basearão nestes princípios ou há possibilidade de reformular, aprimorar ou mesmo incluir algo tropicalizado?

Arline: Na minha opinião, a proposta de regulamentar é que está pegando. Acredito no caminho de criar laços em que agrega para cada um dentro de sua percepção subjetiva. O que faria com que os institutos ficassem motivados a unirem?

Azevedo: Mauro, é por isso que começamos um movimento de união aqui no Brasil. Em 13 de Setembro 2003, durante o transcorrer do I Congresso Pan-Americano de Programação Neurolingüística, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, vários participantes do Congresso, principalmente os representantes dos Institutos presentes, decidiram estreitar as relações através desta Lista de Discussão, e definir objetivos comuns.

Arline: Mauro, acho importante constantemente aprimorar, mesmo para o mesmo local geográfico. No evento do 2000, foi muito um fórum para apresentação de trabalhos dos treinadores convidados. Para os participantes, formamos estes grupos de trabalho com o intuito de ensaiar umas colaborações

Mauro: Ok. Não há um compromisso rígido com o que foi estabelecido no congresso? É possível deixar as regras éticas menos subjetivas e mais claras a realidade brasileira? Há interesse dos institutos nisso – e por que?

Azevedo: O debate atual aqui no Brasil é voltado especificamente para a discussão do uso profissional da PNL e sobre a qualidade e homogeneização dos cursos de formação, particularmente no nível de Master Practitioner, Coaching, Trainer e Master Trainer, já que o nível de Practitioner não visa especialmente a uma profissionalização.

Mauro: Ops, desculpe Azevedo já está liberado o debate ou me apressei?

Azevedo: Mauro, eu por enquanto liberei só a Arline, pois ela foi testemunha viva do Projeto Millennium. Mas não tem problema.

Mauro: Sorry

Azevedo: Arline, mais alguma coisa?

Arline: Interessante, quanto mais avançado na formação, mais caminhos e opções existem. O Master Practitioners são mais diferentes entre si do que o Practitioner. Tem a ver com a linha de cada um e as preferências. Acho que o ganho do Projeto Millennium foi o encontro SEM a intenção e homogeneizar.

Azevedo: Ao meu ver, a principal discussão atual, aqui no Brasil é igual ao que estava antes do Projeto Millennium: como deve ser o trabalho em conjunto dos institutos: fazer uma associação formal, no estilo de um Conselho de Auto-Regulamentação, ou apenas estreitar as parcerias entre os vários institutos, mas manter como está, cada um trabalhando por si mesmo.
Confesso a vocês que eu ERA da opinião da primeira postura: um órgão da PNL, supra-institutos, seria uma forma de homogeneizar as diferenças, supervisionar os masters e trainers em seu trabalho, fornecendo um aval de sua competência, e uma forma de propagandear a PNL em conjunto, criando um porta-voz da área.

Arline: quero dizer alinhar valores enquanto permite uma diversidade de estratégias. A PNL, podemos dizer, uma arte-ciência com a margem de criar.

Azevedo: Ao estudar o Projeto Millennium, percebi mais claramente que a PNL deve ficar sem este tipo de amarra, tal como um conselho de auto-regulamentação. Isto porque só funciona uma estrutura dessas quando há uma homogeneização muito grande no formato de trabalho.
E, como a Arline disse, a PNL é livre demais para isso. No entanto, ao mesmo tempo que corria aqui esta iniciativa, o Coaching se instalou como opção profissional. E, aos poucos, fui entendendo que a PNL deve se conservar como está: uma metodologia e uma fonte de conhecimentos, aberta a todos os profissionais, sejam de psicoterapia, negociação, liderança ou educação, sem que precisem se auto-intitular “profissionais de PNL”.
Por que isso? Por que o Coaching é uma profissão estruturada, com chances de viabilização social, pois não representa apenas uma vertente, uma abordagem do conhecimento.

Arline: Auto-regulamentação…auto-organização é confiar na competência de sistemas vivos. Pois é, tem tantas linhas de Coaching e tantas coisas que funcionam.

Azevedo: Em geral o que é o Coaching? É uma forma de aconselhamento e orientação. Tem uma vertente profissional – Coaching Executivo, Coaching de Carreira, Coaching de Equipes, Coaching Profissional – e uma vertente pessoal – Coaching de Vida, Coaching de Metas.

Arline: Acredito que cada coach, cada practitioner de PNL pode ter uma eficácia com clientes que atrai. Os mesmos clientes não se dariam bem com os mesmos Coaching. Deixe os clientes e coaches se encontrarem. Que cada um aprenda a comuncar para se encontrar da melhor forma para todos.

Azevedo: Sim, concordo, Arline. Mas o Coaching é uma profissão em ascensão, com forte tendência a entronizar-se e ser regulamentado, por pressão do mercado. Talvez em uns dez anos ou até menos… – é provável que os profissionais de Mentoring e Coaching, que utilizam, dentre o seu ferramental, a PNL, prefiram investir em associar-se à comunidade de Coaching, e não a uma comunidade de PNL.
Porque acho que o Coaching crescerá tanto como profissão? Se você ler a matéria “O Futuro do RH”, em http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/fique_por_dentro/170804-pn_futur\\o_rh.shtm , observará que a tendência nesta área será cada vez mais abrir um espaço para profissionais externos trabalharem junto da empresa.
O RH moderno deverá terceirizar muitas coisas – e também o aconselhamento. Veja abaixo as principais tendências:
- Ser um líder: ou ele é visto como líder ou ele não vai ser respeitado e seu discurso vai cair no vazio;
- Ter foco em resultados: tanto em resultado do próprio RH, ou seja, a eficiência do RH, como em resultados que tenham impacto no negócio;
O RH deverá ter tudo isso e mais:
- Terceirizar todas as atividades que são commodity do RH devem estar bem resolvidas para que possa se dedicar a questões mais estratégicas,
- Buscar parcerias: enxergar e atuar nas áreas como parceiro, tendo como foco o cliente externo;
- Buscar soluções: por meio do desenvolvimento, do treinamento, da retenção, de comunicação;
- Preocupar-se com talentos: identificar e reconhecer as pessoas que fazem a diferença.
Todas estas tendências privilegiam o Coaching – tanto os profissionais de RH deverão cada vez mais se interessar pela formação de Coaching quanto o serviço de RH formal passará cada vez mais a sub-contratar Coaches externos. Haverá uma saudável troca de Coaches entre empresas, assim como hoje existe os Conselhos em empresas, onde diretores de uma são conselheiros (Coaches) do Board Executivo de outras.
Eis que, por isso, apresento a minha perspectiva sobre o futuro da PNL e do Coaching, para os próximos quinze anos:
- cada vez mais o Coaching se firmará, tanto como alternativa de atendimento profissional como pessoal;
- A PNL não “perderá força”, como pensam, e sim será cada vez mais entendida como uma abordagem conceitual, útil para aplicação profissional de Coaches, psicoterapeutas, professores, gerentes e vendedores, bem como para o uso pessoal. Isto é, ela será um dos substratos conceituais do Coaching;
- Entidades, tais como o ICF – International Coaching Federation – e o ICC – International Coaching Community provavelmente estreitarão parcerias aqui no Brasil, e se tornarão mais fortes.
- O Coachïng provavelmente terá subdivisões – “Coach Profissional”, “Coach Executivo” e “Coach Pessoal”, conteúdos e avaliações diferenciadas para cada um deles;
- Os acordos de auto-regulamentação, que até hoje só se transformaram no Project Millennium, tomará nova força com o entrosamento com a área de Coaching. Aos poucos o novo Projeto Millennium (2006 ou 2007?) incluirá o Coaching em suas discussões;
- A formação de PNL continuará, a nível de practitioners e master practitioners. Mas aos poucos será englobada dentro da formação de Coaching, que deverá ser expandida e reforçada;
- Possivelmente a formação de Coaching deverá se dividir em “Coaching Básico” (que englobará o nível de Practitioners e Master Practitioners e provavelmente buscará ser oferecida com 160 horas de duração) e “Coaching Master” (com também 160 horas de duração);
- Os nomes de marca na formação de Coaching – que são parte do posicionamento mercadológico dos institutos – continuarão sendo usados, mas serão sutilmente ignorados pela comunidade;
- Um prazo de supervisão – Coaching assistido – será aconselhado a todo Coach iniciante, tal e qual existe na formação para Psicanalista (o prazo de seis meses será o mais provável de ser implementado);
É isso que preparei para vocês. Agora vou por em debate aberto o assunto. Sintam-se livres para opinar a respeito, discordando ou concordando com a minha opinião. E também outras opiniões diversas, é claro. É apenas um exercício de futurologia.

Arline: Deve ser assim mesmo. As associações de coaching estão com força. As associações de PNL devem ficar para quem gosta mesmo da PNL.
Uma notícia: haverá um encontro este ano na NLPU para institutos.

Azevedo: ESTÁ EM ABERTO
Comentem também o seu interesse pela PNL e Coaching. Arline, este encontro será uma continuação do Projeto Millennium?

Arline: Posso falar do que estou fazendo agora. Resolvi fazer um nicho de Coaching PNL que tem Practitioner como pré-requisito. Isto dá 145 horas de Practitioner + 80 horas de Coaching PNL. Dá mais ou menos isso, sua idéia de Coaching Practitioner. O encontro é uma continuação sim, estou convocando treinadores e donos de institutos.

Mauro: A abordagem do Azevedo me surpreendeu, estou digerindo ainda. A princípio acho que isso resolve vários problemas. Ninguém mexe na PNL (como os institutos querem), mas cria-se o Coaching com uma estrutura bem mais profissional.

Azevedo: O Coaching se fundindo com a PNL torna a PNL menos visível, mas ela continua sendo muito útil.

Arline: Está havendo um boom. Não sabemos todos os assuntos que o movimento vai levantar

Azevedo: O que acho importante é que os Institutos formadores – de Coaching e PNL – devem melhorar a comunicação entre si.

Mauro: Em certa altura a Arline disse que o cliente deve encontrar o serviço que melhor lhe convier, ms isso também foi feito na PNL e ajudou a queimar a marca no mercado. O profissionalismo é desejado pelo mercado! E ninguem está propondo engessamento de um modelo, só principios éticos e talvez um local para onde os clientes possam
reclamar ou se informar melhor.

Azevedo: A lista de Formadores é para isso. E existem outros caminhos, bem como a necessidade de criar um futuro desejado.

Arline: Aprender Coaching faz com o Practitioner use melhor sua PNL. O Coach que aprende PNL comunica de forma aprimorada, entende coisas importantes sobre a formulação de metas e tem intervenções variadas para usar.

Azevedo: Eu concordo com você, Mauro. Hoje em dia é necessário algum tipo de supervisão sobre o desempenho do Coach e do “Pnelista”, sob pena de criar má reputação.

Mauro: Ok, Azevedo, útil e base, mas a ´boa´ PNL — não todo aquele oba-oba que grudou com o tempo a tiracolo.

Arline: Tenho como parte da missão do Núcleo educar a toda oportunidade, explicar o que é a PNL de raiz. Será que estávamos comunicando bem para dar a opção para aqueles clientes nos encontrarem.

Tatiana: O Mauro tocou num ponto que sempre me incomodou… O da má utilização da pnl…

Azevedo: Na verdade 90% do que é PNL é a boa comunicação, com engenho e arte. Contudo, percebo a pouca base de muitos praticantes de PNL. Eles não lêem o suficiente.

Arline: Foi a má utilização da PNL ou uma incompetência no uso da PNL?

Azevedo: E sem conteúdo, sem leitura, não se sustenta a boa prática.

Tatiana: acho até que ficou um pouco banalizado… muitos cursos de formação e pessoas com pouco aprofundamento… que só participam dos módulos e saem usando de maneira inadequada… até dando cursinhos de pnl por aí

Azevedo: Arline, considero que o profissional que só faz bem os “processos padrão” ainda não é nem um praticante (practitioner). Logo, é a incompetência no uso da PNL.

Tatiana: isso… como acontece em todas as áreas, convenhamos… mas é algo delicado…

Mauro: Arline, como você faria hoje para comunicar melhor o que é a PNL se aparentemente dá liberdade (ao meu ver demais) para o uso do termo por qualquer pessoa em qualquer situação possível? Isso seria possível de contornar? Você não acabaria dizendo ” a PNL assim é mais certa que assado” ?

Azevedo: O problema que a PNL é um “corte transversal” no conhecimento da comunicação.

Arline: Isso aí. A PNL tem como pressuposto epistemológico – não se pode isolar uma parte do sistema. Quem se comporta há de experimentar o retorno das suas ações.

Tatiana: com certeza. Mas vejo muita gente que tem até preconceito com a PNL por achar que é charlatanismo… provavelmente porque tiveram experiências ruins

Arline: Gostaria de ter muito cuidado com pensamento nós versus. eles, tipo, nós queremos cuidar para que eles não consigam isso ou aquilo.

Azevedo: Ou apenas receberam da mídia – que sempre ironizou a PNL – uma imagem ruim.
Tudo bem, este “sempre” é um filtro de generalização…

Marianne: legal Arline

Arline: Bem, falando da minha estratégia…aquilo que foca aumenta, então fico cuidando das pessoas que vão se formar comigo para apresentar os conceitos de ecologia e criar uma cultura onde posso ter uma influência. Quer dizer influência para transmitir os pressupostos e a idéia da importância de uma PNL feita com profundidade

Mauro: Tatiana, concordo contigo, mas não há uma parcela de culpa dos profissionais de PNL de deixam e até incentivam este tipo de associação? Parece-me que a liberdade está começando a sair pela culatra. E o problema da PNL é que ela não quer abrir mão da liberdade, nem tenta imaginar um modo de adaptação ao quadro atual. A proposta do Azevedo me parece mais coerente para resolver uma série de problemas

Azevedo: Pessoal, já é uma e dez da manhã. Oficialmente precisamos ser pontuais. Acho que o meu papo inicial ficou grande demais e reduziu o tempo do debate. Desculpe, foi a primeira experiência. Continuamos abertos, mas quem precisar ir dormir, a sineta vai tocar… (moon.gif)

Mauro: Azevedo, você poderia expor (só com ex. fictícios) algumas das “regras éticas” que poderão nortear o Coaching?

Azevedo: O Coaching precisa se definir como bem diferenciado da psicoterapia.

Arline: Realmente, a luazinha é convidativa. Mas, devo dizer que o papo foi bom de modo que fiquei acordada bem depois da hora que normalmente durmo. Parabéns para todos.

Azevedo: Na lista “Coaching-Brasil” houve uma discussão séria neste sentido.

Marianne: Acho esta postura colocada por Arline muito interessante …. estratégico é gastar anergias na construção do que se refere aos “valores de qualidade desejáveis”, e não perder tanto com as defesas em relação a imagem negativa que ” fazem ” da PNL.

Azevedo: O problema é que, nos últimos vinte anos, os psicoterapeutas assumiram muito as funções de Aconselhamento, com a psicologia humanista. No entanto, isto cria um certo conflito – tanto que os profissionais de Serviço Social, que também são aconselhadores, ficaram com vários problemas para tornar bem identificado o seu trabalho. O Aconselhamento Pessoal – Life Coaching, para ficar mais modernoso – não é necessáriamente psicoterapia. Mas acho difícil que isto seja visto assim sem polêmica. A sociedade vai ter que criar regras mais claras do que é orientação e do que é psicoterapia.

Mauro: Vero, você já leu o ´regimento´ que estas classes usam (sobretudo do Serviço Social)?

Azevedo: Quanto ao Coach profissional, a polêmica é para diferenciar da figura de consultor.

Mauro: Acha que é um problema de definição? Podemos pensar nisso…

Azevedo: É bem diferente – o Consultor orienta por um processo, uma metodologia já aprovada. Isto é, encaixa o cliente (pessoa física ou jurídica) em uma metodologia. O Coach desenvolve o cliente, a partir de sua busca interna, em suas pesquisas criativas pessoais ou profissionais. O sistema é do cliente.

Tatiana: Gente… a conversa foi muito proveitosa e o assunto mais abrangente do que eu imagina. Muito bom! Mas agora tenho que ir… boa noite a todos.

Azevedo: Vamos fechar a janela 01:15, tá? A não ser que alguém reclame…

Mauro: ok dá para levantar o assunto na PNL-brasil ou acha que é mais apropriada outra lista?

Azevedo: A questão de diferenciação do Coaching para o Consultor é de tipo de processo, não de de objeto.

Marianne: é … pego carona com Tatiana ( inté + Mauro : você ficou show na roupagem de Carol, parabéns ) … agradeço, viu Azevedo? Saio super satisfeita !! Boa noite

Mauro: Fiquei menos chato?

Azevedo: Gente, então vamos fechar. Como primeiro chat de PNL, valeu bem a discussão.

Marianne: hehe

Mauro: Inté+

Azevedo: Em resumo, o Coaching vai crescer (tudo leva a crer que sim).

Romeu: Pessoal, também vou indo nessa..

Azevedo: E a PNL vai ficar como uma base.

Romeu: Parabéns pela primeira conferência, sucesso!

Marianne: é isso aí Azevedo, anotei teu recado.

Mauro: mande bala na PNL-Brasil. Palpite… Parabéns!

Azevedo: FECHANDO O DEBATE AGORA.

lainfor2000: Boa noite Azevedo e a todos…. ótima palestra.

Eduardo: boa noite a todos

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