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Novas leis criam mecanismos de subvenção para a inovação

Novas leis criam mecanismos de subvenção para a inovação, diz ministro.

A expectativas para 2006, são as melhores de todos os tempos, em matéria de Ciência e Tecnologia. Precisamos estar por dentro das noticias da área. As pequenas e médias empresas serão beneficiadas. Confira a matéria. A Lei de Inovação e a “MP do Bem” (Lei 11.196) criam mecanismos inteiramente novos para estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação na indústria. Estes dois diplomas legais vão permitir que sejam alocados nas empresas recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sob a forma de subvenção. A Financiadora de Estudos e Projetos ((Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, deve começar a divulgar, em breve, quais as linhas de financiamento para a área, disse ontem (21) o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, após participar do Simpósio de Encerramento do Ano Mundial da Física no Brasil, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.

Segundo o ministro, “a prioridade será para as micro e pequenas empresas inovadoras, principalmente, nas áreas da política industrial”. Ele explicou que uma das quatro linhas de financiamento, que serão criadas a partir dos mecanismos da Lei de Inovação e da “MP do Bem”, será voltada para as micro e pequenas empresas que já investem ou querem investir em inovação. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) tenta, agora, a aprovação de uma emenda no orçamento da União, no valor de R$ 200 milhões, para atender a essas novas linhas de subvenção. A emenda já foi aprovada na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, e seguiu para a Comissão de Orçamento.

As quatro áreas priorizadas pela política industrial do governo federal são Microeletrônica, softwares, fármacos e medicamentos, e bens de capital. O segundo mecanismo são encomendas de projetos pelo Governo de pequenas, médias ou grandes empresas, também mediante subvenção (financiamento não-reembolsável). O terceiro mecanismo consiste na subvenção para que empresas contratem mestres e doutores. E o quarto é a subvenção ao crédito, onde o FNDCT vai cobrir parte da taxa de juros de mercado, resultando em um crédito com taxas de juros de 6% ao ano.

Regulamentada há dois meses, a Lei de Inovação foi criada com o objetivo de estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e processos na empresa privada, a partir da integração de esforços entre universidades, instituições de pesquisa e empresas de base tecnológica, anteriormente dificultada pela ausência de legislação que a regulamentasse. Já a “MP do Bem” possui um capítulo que trata da inovação tecnológica. Permite a redução de 50% do imposto sobre produtos industrializados (IPI), incidente sobre equipamentos importados para pesquisa e desenvolvimento, e ao assegurar a dedução do Imposto de Renda em valor equivalente ao dobro investido pela empresa em P&D.

Há muitos indicadores de que chegou o momento do setor de Ciência e Tecnologia contribuir decisivamente para o desenvolvimento social e econômico do Brasil”, disse Rezende, que é doutor em Física pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), durante a palestra que proferiu para físicos do Brasil e do exterior, sob o tema Ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável: o caso do Brasil.

Ele explicou que um novo modelo de gestão estimulou o aumento da eficiência na execução dos recursos dos Fundos Setoriais, atingindo a marca de 99% de execução dos recursos disponíveis em 2004, e ressaltou que o mesmo desempenho deverá ser alcançado neste ano. Segundo o ministro, a execução dos recursos do FNDCT – compostos, fundamentalmente, por recursos dos Fundos Setoriais – apresentou o seguinte desempenho: R$ 343 milhões em 2002; R$ 581 milhões em 2003, e R$ 601 milhões em 2004, devendo atingir R$ 800 milhões em 2005.

Vanderlan Vasconselos
Coordenação MCT/FINEP/RS
www.finep.gov.br
(51)3287.2199 (51)9998.5504

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Filed under Criatividade

Organização Pessoal e Profissional

Algumas vezes me perguntam sobre o que faço. Digo que faço consultoria e dou palestras sobre Criatividade e Resolução de Conflitos, Tomada de Decisão e Solução de Problemas e Organização Pessoal. Criatividade, Conflitos, Decisão, são nomes auto-explicativos. Mas Organização Pessoal ainda deixa dúvidas. Por isso pretendo escrever um pouco mais sobre o que é isso.A Organização Pessoal é um nome genérico. Existe um movimento de reorganização do tempo, do trabalho e da comunicação de equipes que atualmente está na moda, e que possui o nome GTD. Este engloba dicas para a reorganização, tanto pessoal quanto profissional, como também discute a reorganização do trabalho de equipes e organizações.

O mundo está caminhando cada vez mais rápido, e não é mais suficiente acelerarmos o passado. A tecnologia cada vez mais mutável, o fluxo de informações cada vez maior…. E a maioria das pessoas ainda quer trabalhar usando sistemas e procedimentos inventados na (e adequados para a) década de cinquenta.

Até o sistema do computador pessoal, que parece um modo de trabalho tão inovador para a maioria das pessoas, está fadado à obsolescência rápida. E o e-mail, método tão prático de comunicação? Já é caquético. Ah, você vai dizer que os sistemas de chat e comunicação online é que são o futuro, não é? Não, apenas ecos do passado.

A tendência de guardar documentos vitais online, ao invés de nos micros pessoais, que tanto defendo, é apenas uma das facetas. Leia o post anterior sobre HD virtual, que talvez explique isso melhor.

O importante é que as empresas estão procurando sistemas eficientes e nenhuma das formas mencionadas são, efetivamente, sistemas colaborativos de trabalho. Facilitam a comunicação, mas dificultam o trabalho a longo prazo – informações são espalhadas por pessoas de forma desorganizada, a forma de buscar os dados é complexa e não intuitiva. A tomada de decisão é prejudicada, os acordos e contratos são vagos, e tudo isso prejudica o trabalho.

Já ocorreu a robotização do trabalho nas fábricas. Estamos agora caminhando para a robotização do trabalho nos escritórios. E não adianta reclamar e chorar, pois o tempo não volta atrás. Acredito que é muito melhor ficarmos conscientes do que está sendo feito e nos ajustarmos às mudanças de forma ágil.

Um dos pontos importantes a destacar é que o futuro do trabalho será feito através de programas online. Mas não sistemas abertos, genéricos, como se fossem conversas online, tal como o email e os sistemas de bate-papo online permitem. Será mais como formulários, ferramentas mais estruturadas, interfaces para se clicar, apertar em sites – com acesso por computador, smartcard ou celular.

As informações serão todas guardadas em sistemas centralizados – curioso é que a informática começou assim, em servidores, e depois se fragmentou, em desktops. E agora tende de novo a se reagrupar, pois a informação é tão dinâmica e valiosa que é muito arriscado mantê-la na posse de somente um pequeno e frágil computador, sem backup e gerenciado por um não-técnico. Os computadores portáteis vão diminuir cada vez mais, até o tamanho de pulseiras, provavelmente, e servirão basicamente como entrada e saida de dados. Teremos as “jóias eletrônicas”…

O processo de organização do trabalho parece estranho, pois só agora possuimos desenvolvimento tecnológico para tornar isto uma realidade. Quer ver uma prova disso, bem recente? Veja o que aconteceu em Brasília, com o incêndio do prédio do INSS. Alguns desconfiam que foi uma literal “queima de arquivo”. 🙂 No entanto, aquilo que seria uma tragédia para todos os aposentados do Brasil, se fosse uns vinte anos atrás, hoje em dia é apenas uma perda menor. Isto porquê todos os dados sobre aposentadorias não estão em papel, e sim guardados em servidores ultra-seguros, e com redundância imediata de dados, em várias cidades do país. O ideal, até, é que houvesse um backup do outro lado do mundo, não é? Mas em breve isto deverá ser feito…

Quando falo em organização pessoal, falo em acompanharmos esta tendência social, ao invés de resistirmos ou a ignorarmos. Falo de nos prepararmos para usufruir dos benefícios desta nova maneira de pensar. Para quê se preocupar com ter micro? O importante é dispor dos dados, e trabalhar de onde quisermos, da maneira que for mais fácil e confortável, com total segurança – ou, pelo menos, uma maior segurança e rapidez de resgatar os dados do que da maneira convencional.

Hoje em dia existem vários sistemas – pagos e gratuitos – que podem dar a qualquer pessoa um gostinho de trabalhar de forma mais dinâmica. Sistemas de controle de tarefas, sistemas de escritório online – na prática isto sempre foi uma tendência, mas o custo era excessivo para a maioria das empresas. Hoje, não, esta tecnologia está disponível para qualquer pequena empresa – e até microempresas e profissionais liberais. É uma nova tendência, e saber acompanhá-la é importante.

Um dos propósitos deste blog é comentar os sistemas online que estou experimentando. Como um “early adopter” (usuário que adora novidades, vamos traduzir assim) venho testando principalmente sistemas de baixo ou de nenhum custo, e que podem ser experimentados por qualquer pessoa. Em breve postarei mais sobre cada um.

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No mesmo assunto

Já se passou um bom tempo desde o último post, mas o assunto ainda é o mesmo: hd virtual. Ou melhor, espaço online para guardar arquivos. O último post foi extenso, mas, como não podia deixar de ser, não foi exaustivo. E uma das melhores soluções de espaço de arquivo não foi mencionada: o Openomy.

O Openomy – http://www.openomy.com – foi desenvolvido utilizando os sistemas da chamada web 2.0 (sistemas AJAX). E, por isso, promete ser muito melhor do que sistemas desenvolvidos pelos métodos antigos. Ele institui o sistema de tags (marcadores), ao invés de folders (pastas) e permite que sejam desenvolvidos aplicativos online específicos para cada cliente, pois segue um padrão aberto. E, além do mais, oferece 1 Gb gratuitamente. Impressionante. Deixa os outros a anos-luz de distância…

A interface é clean, tal qual o Google (mas nada a ver com a empresa) e o manuseio é muito rápido. Tem um sistema de busca de arquivos e a manutenção deles é facilitada. Recomendo aos que utilizam o 4Shared (que tem o inconveniente, no modo gratuito, de apagar os arquivos, se não forem mexidos por 30 dias) a optarem pelo Opennomy. Vão sair ganhando.

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