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Como aprender melhor

Como aprender melhor
Sobre o uso das emoções para acelerar o aprendizado, vale lembrar que elas ajudam a você estudar com mais partes do cérebro.

Um resumo disso pode ser útil: para aprender bem, precisamos utilizar o melhor possível a ATENÇÃO, o INTERESSE e a IMPORTÂNCIA do que estamos estudando.

A ATENÇÃO é o foco sensorial. Ele é determinado pelo córtex pré-frontal, a área de nosso cérebro que toma decisões.

Isto é: a maioria dos estudantes só utiliza uma pequenina parte do cérebro para estudar: o lobo temporal esquerdo, da linguagem. Eles ficam lendo e relendo várias vezes um texto, até entender bem e decorar.

E enquanto isso ouvem música, comem, até batem papo com outras pessoas. Por mais que se diga que isso “cria um estado” confortável para o estudo, também diminui a quantidade de neurônios envolvido no foco principal, que é o estudo.

Para usar melhor a Atenção, DETERMINE-SE a estudar de forma intensiva, sem dar espaço para nada mais em sua mente. Comprometa-se com o fato de que vai estudar por um período determinado, e afirme isso, como uma decisão inabalável.

O INTERESSE é o foco emocional. Ele é determinado pelo sistema límbico.  Para usá-lo melhor, torne o estudo divertido, ou aprenda a gostar do que estuda. Mas isso não significa adicionar diversão que não seja parte intrínseca ao estudo, pois estará fazendo isso em detrimento da atenção. Por exemplo, faça associações estranhas, ou cante músicas com o assunto do tema ou pesquise mais sobre as aplicações interessantes daquilo que decidiu estudar. Eu fiz isso com Matemática, por exemplo. Quando percebi alguma dificuldade com ela, parei e fui ler alguns livros do Malba Tahan, que apresentavam a matemática de forma divertida. E também utilize a técnica “como se” da PNL: faça de conta que adora o assunto, que seu cérebro começará a segregar mais endorfinas sobre este assunto, até que efetivamente passará a gostar mais dele…

A IMPORTÂNCIA tem a ver com o mecanismo de sobrevivência básica do ser humano. Pensar que algo é vital para nós ativa a base do hipotálamo, e do sistema reticular, do mecanismo de alerta. Imagine então que aquilo que está estudando é vital para você – mas faça isso de forma interessante e divertida, não de forma punitiva… Imagine, por exemplo, que saber esta questão pode lhe dar um grande prêmio em um quiz na televisão… Ou imagine-se ensinando isso no futuro, e sendo muito bem recompensado por isso. Focalize-se em imagens positivas, estimulantes, que possivelmente serão mais úteis do que imagens de medo de fracasso.

Em resumo, estudar com o “cérebro inteiro” é mais fácil do que parece: é incluir mais componentes de outras áreas do cérebro. Visualize o que estudou, para utilizar mais a região occipital, a área responsável pela criação de imagens. Fale mentalmente (ou até em voz alta) o que estudou. Ensine a si mesmo, explicando de outras maneiras. Visualize-se mentalmente dando aulas sobre o assunto do estudo para outras pessoas, e dramatize o processo, até gesticulando. Isto reforça a utilização da área motora e a visualização com os outros sentido até adiciona conexões sensoriais tácteis.

Pesquisas na área de Neurociência comprovaram que a memória é uma espécie de rede. Isto é, cada memória não está inclusa em um determinado neurônio mas é uma conseqüência da interação entre os neurônios. E, quanto mais neurônios diferentes estão envolvidos no processo de criação de memórias, inclusive de partes diferentes do cérebro, mais intensa e fácil de acessar é aquela memória. Quando envolvemos neurônios em um complexo de memórias, mais fácil se torna lembrar. Por isso que existe o ditado: “o que ouço, esqueço; o que vejo e ouço, lembro; o que vejo, ouço e faço, aprendo”.

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