Archive for May, 2008
Livros de Visualização Criativa
A Visualização Criativa é uma técnica que está difusa em várias áreas e correntes, sejam terapêuticas, sejam de auto-ajuda. A PNL tem muito de visualização em suas técnicas, principalmente quando trabalha com mudança de submodalidades. Para os praticantes de Visualização, a mudança de submodalidades é perfeitamente adequado para ser encaixado em suas práticas. Mas a Visualização Criativa é uma corrente que tem vários livros publicados – uns mais “psicológicos”, sobre aprendizado, interação e melhoria mente-corpo, e outros mais “holísticos”, sobre influência metafísica, energética e sucesso pessoal. Quer dizer, tem para todos os gostos.
Como a Visualização é uma técnica que é utilizada a séculos, para mim ela é anterior à PNL. Até a Gestalt, que é anterior à PNL, utiliza técnicas que são inspiradas na visualização… E a terapia Cognitiva-Comportamental, mesmo que não o afirme, usa hoje também muitas técnicas similares. Nunca fiz uma pesquisa sobre isso, mas tenho a opinião que quem começou a descrever as bases científicas da Visualização foram os estudantes de magia mental, no fim do século dezenove, que buscaram conciliar as técnicas de imaginação dirigida ensinadas nas antigas escolas esotéricas com o conhecimento científico da Revolução Industrial.
Outros consideram a Visualização como um tipo de auto-hipnose. Contudo, o pessoal mais especializado em Hipnose enfatiza que a Hipnose é básicamente hiperconcentração. E a Visualização (ou Imagery, para ficar mais sofisticado) é uma espécie de “homeopatia mental” onde usamos imagens para estimular respostas nos vários sistemas humanos – seja imunológico, se for para apoio em tratamentos de doenças, tais como o Dr. Simonton faz com pacientes com câncer, seja no sistema muscular, se for para treinamento de esportistas ou até no sistema emocional-cognitivo, tal como no treinamento de dessensibilização de fobias, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) utiliza.
Mas para mim o substrato de todas estas técnicas é similar. Todas utilizam o poder da amígdala, uma regiãozinha miraculosa no cérebro humano, que redireciona as emoções e afeta o corpo, a partir do que é pensado pelo ser humano. E este processo é similar, seja na hipnose, na meditação e na imaginação dirigida. Reputo que é até o mesmo processo que usamos na PNL…
O que varia uma ou outra aplicação é o grau, a intensidade do processo de concentração e emoção utilizada e, também, alguns “temperos” adicionais que utilizam, tais como dramatizações, metáforas, sequências específicas para indução dos estados.
A visualização é um reprocessamento mental. E como toda percepção e pensamento afeta o corpo, a mente, o aprendizado e o comportamento, a visualização serve para que, pelo “efeito dominó”, possamos fazer muito a partir de uma pequena mudança mental…
Não advogo para ficarmos apenas pachorrentamente visualizando, como uma maneira preguiçosa de resolver os problemas. Ao contrário, enfatizo que a ação positiva, junto com o pensamento concentrado na solução – algo que a visualização pode ajudar – é a melhor maneira de agir na vida.
A visualização fornece um feedback de cenas positivas, o que afeta a memória de longo prazo, modificando a reação às cenas do passado. Na verdade, a visualização é uma técnica principalmente de aprendizagem, ou reaprendizagem, no caso.
A quantidade de livros publicados no exterior é enorme – no Brasil há muitos também. Eu já li vários e vou comentar os que eu li. Considero que estudar visualização pode ser útil para os praticantes de PNL e para aumentar a criatividade, seja no espaço terapêutico, seja em interações profissionais de aprendizado, liderança e negócios, bem como na vida pessoal.
Alguns podem rejeitar a Visualização porque a consideram pseudocientífica, algo “mágica”. Eu por mim a considero “metamágica”, isto é, meta é um radical grego que significa “além”, como também “referente a si mesmo” e até é um radical latino que significa “objetivo”. Logo, para mim Visualização é uma técnica que busca refletir o conceito íntimo do que significa “mágica”, independente de crenças filosóficas, em uma reflexão sobre os mais profundos objetivos pessoais..
Vamos à literatura:
- Visualização – Um Guia Introdutório – Helen Graham – Editora Nova Era
Um livro fácil, simples e pequenininho, para começar. Apresenta a visualização principalmente para objetivos de autoterapia e melhoria de personalidade. É bem similar, em suas aplicações e forma de descrever as técnicas, ao trabalho de uso de metáforas na PNL e na auto-hipnose. Tem exercicios para trabalhar com dor, com cura física e melhoria mental. No finalzinho, ensina algo mais transpessoal, um exercício para a conexão do Eu. Acho um bom livrinho para começar.
- Visualização – O Sucesso através dos Olhos da Mente – Ana Maria Rossi – Editora Rosa dos Tempos
Esta é uma psicóloga e hipnoterapeuta de Porto Alegre que tem uma Clínica de Biofeedback. Apesar do nome, não tem parentesco com o Ernest L. Rossi da hipnose ericksoniana… O livro dela também é fininho e fácil de ler. Ao livro anterior ela acrescenta alguns exercícios mais bem elaborados, detalha mais como é o mecanismo da cura mente-corpo, tem auto-testes. Também vale a pena para iniciar.
- Visualizar para Mudar – Patrick Fanning – Editora Siciliano
Este livro eu gosto muito. É mais pesado, detalha vários exercícios e aplicações interessantes, é bem completa a forma como descreve a visualização. No final do livro ele colige as fontes de informação para o trabalho de visualização, descrevendo o xamanismo, as tradições gregas, egípcias, orientais, na Idade-Média, no século dezenove e vinte. Fala da popularização da visualização no movimento New Age, onde estas técnicas começaram a ser utilizadas por várias correntes terapêuticas.
- Imaginação Ativa – A Arte de Curar-se Através do Poder da Mente – Serge King – Pensamento
Um livro mais antigo e bem interessante. A primeira parte apresenta os conceitos da visualização, enfatizando que ela deve ser multissensorial – isto tem muito a ver com o VACOG da PNL, não é? E fala também das imagens mentais implícitas nas palavras que usamos para metaforizar o nosso mundo. Tudo a ver com a PNL. A segunda parte são algumas receitas de bolo: sugestões para trabalhar estados psicossomáticos e problemas em regiões específicas do corpo, tais como a cabeça, o tórax, o abdomen, as pernas. Ele conceitua como Centros: da Comunicação, da Identidade, da Segurança, do Progresso. É uma espécie de metaforização do corpo. Como isso só tem neste livro, vale a pena adquiri-lo, mesmo que você não concorde com todos os pontos de vista do autor. No final ele mostra um grande elenco de técnicas. É um livro pequeno, barato e bom.
- Com a Vida de Novo – O. Carl Simonton, Stephanie Matthews-Simonton e James Creighton – Summus Editorial
Um excelente livro escrito por um médico oncologista, sobre a abordagem de terapia de apoio da visualização em pacientes terminais de câncer. Os depoimentos são impressionantes. Livro imperdível. Só digo isto. Imperdível. Compre. E leia. Ah, saiu também “A Família e a Cura – O Método Simonton para Famílias que Enfrentam uma Doença” de Stephanie Matthews-Simonton. Também pela Summus. Só é válido se você estiver trabalhando com oncologia ou tem parentes enfrentando o problema. Não é de técnicas de visualização.
- A Imaginação na Cura – Xamanismo e medicina moderna – Jeanne Achteberg – Summus
Pelo nome “xamanismo” e pela capa você pensaria que é um livro mais esotérico, não é? Pois se enganou. É um livro super-científico sobre as pesquisas que comprovam a eficácia da imaginação como fator de cura, na medicina e na psicoterapia. Muito bom mas é só teórico. Faz uma extensa análise das aplicações da visualização em várias correntes terapêuticas.
- Visualização Criativa – Shakti Gawain – Editora Pensamento
Ah, agora cheguei no livro mais conhecido da área, o verdadeiro campeão de vendas… Shakti é uma terapeuta holística americana, da linha Osho, que escreveu este livrinho, facílimo de encontrar em qualquer lugar. É simples? É. É receita de bolo? É. É meio esotérico? É. Mas vale a pena ler, se você quer ficar por dentro da visualização. E ela escreve de um jeito bem motivante. Se você não tem nada contra as idéias de um Eu Superior, leia-o. Encare-o como uma nominalização e vá em frente. A propósito, este livro fez tanto sucesso que ela escreveu outros, dos quais eu tenho também “Vivendo na Luz – Um Guia para a Transformação Pessoal e Planetária”, com Laurel King, também da Pensamento. É um livro mais técnico, até melhor escrito, mais foge um pouco dos conceitos específicos de Visualização e não vou recomendar aqui.
- Imagens que Curam – Guia Completo para a Terapia pela Imagem – Gerald Epstein.M.D. – Editora Xenon
O psiquiatra Gerald Epstein se tornou um dos especialistas mais conceituados na análise da Visualização como técnica terapêutica. Este livro também é um campeão de vendas. Na verdade, não é um livro técnico, teórico, apesar dele ter escrito vários livros teóricos do assunto. É um livro com sugestões de visualizações, para vários problemas de saúde. É receita de bolo sim. Mas é tão completinho que pode dar boas sugestões para aplicações específicas. Ele se arrisca um pouco perante o establisment médico: há visualizações até para tratamento da Aids… Em suma, se gostou da visualização e quer trabalhar com ela como técnica terapêutica no seu dia a dia, vale a pena comprar este livro. Em português tem também um livro novo dele, mais teórico, “A Terapia do Sonho Acordado” – Editora Livro Pleno. Este é um dos livros dele teóricos, com histórias de pacientes que usaram imagens mentais e sonhos para se curar. Só é válido se você é terapeuta especializado. Tem também o livro “Curar para a Imortalidade”, pela Editorial Psy. É mais metafísico e filosófico, mas é válido. Compre só se você virou fã do Epstein (como eu, que comprei, mas só folheei).
- Visualize a sua Cura – Exercícios de visualização inspirados nos salmos – Anita Moraes – Cultrix/ Pensamento
É um similar ao Imagens que Curam – várias receitas específicas para se utilizar em questões específicas. Apesar da menção aos salmos no título, o livro não tem nada de religião católica ou protestante. São sugestões de exercícios bem interessantes. Vamos prestigiar o similar nacional e comprar este também.
- Visualização Criativa com Crianças – Jennifer Day – Editora Cultrix
É um livro de técnicas adaptadas exclusivamente para as crianças experimentarem o poder maravilhoso da visualização criativa. Recomendo se você é professor ou tem filhos entre cinco a onze anos. Veja bem, não é um livro super-fantástico, muitas das técnicas de visualização ensinadas em outros livros você pode usar com crianças e terá ainda mais facilidade. Mas este livro pode lhe dar dicas boas. Existe também o livro “Meditando com Crianças”, de outra autora, que não vou colocar nesta lista pois apesar de utilizar muita visualização, é um livro específico de aprendizado da meditação.
- Psico-Pictografia: a nova maneira de usar o miraculoso poder de sua mente – Verno Howard – Editora Bestseller
Vocês podem estar pensando: “agora o Azevedo aloprou de vez”. Mas calma, gente. Estou colocando este livro como um exemplo de como o movimento de auto-ajuda usou e abusou à exaustão dos conceitos da Visualização Criativa, transformando-a em panacéia. Verno Howard, Norman Peale e outros autores, nas décadas quarenta, cinquenta, sessenta e setenta do século vinte publicaram centenas de livros, misturando conceitos de pensamento positivo com técnicas de imaginação dirigida, algumas melhores e outras piores. Eu só separei este livro porquê o Vernon Howard, destes autores todos, foi o que fez o livro mais específico sobre Visualização – pelo menos que eu conheço. Este livro é de 1965.É um livro interessante, porque ele no final sugere que os leitores façam “reuniões de psico-pictografia”, onde treinem os Quadros Mentais de Sucesso etc. Não estou recomendando que procurem este livro, é apenas para ilustrar o uso. Coloquei ele aqui para não incluir os livros de Dianética e Psicocibernética, que usam bastante Visualização, mas tem também outros conceitos e acabam fugindo dessa listinha específica de quem quer aprender visualização.
- Imaginação Criadora – Roy Eugene Davis – Editora Seicho-No-Ie
É um livro baratinho à venda nas organizações Seicho-No-Ie, que o utilizam, apesar de não ser um livro específico da Seicho. Acho que vale a pena ler.
- A Cura pelas Imagens Mentais – Mike e Nancy Samuels – Editora Xenon
Mais um livro específicamente psicoterapêutico. Bem equilibrado entre teoria e exercícios. Só compre se você quer realmente se aprofundar mais.
- Imagine-se magro – técnica de visualização para perder peso sem dieta nem exercícios – Debbie Johnson – Editora Record
Interessante… um livro inteiro para uma aplicação específica. Boa jogada de marketing, concordo. Mas acho que vale a pena. Tem técnica e teoria. Compre apenas se pretende trabalhar com emagrecimento alternativo, como terapeuta de atitudes. Ou se estiver enorme de gordo.
- A Arte e a Prática da Visualização Criativa – Ophiel – Editora Pensamento
Coloquei este livro aqui apenas pelas cartelas coloridinhas de treinamento de visualização que ele tem. Mas não acho que valha muito a pena. É um livro de visualização esotérica. Se você (como eu) também gosta de um ritualzinho esotérico de visualização, aí sim, pode comprar…
- A Visualização Criativa pode Mudar Sua Vida – Shakti Gawain – editora Sextante, 2002
Com o subtítulo de “Usando o poder da imaginação para curar o que você quer em sua vida” é um livro-CD (com técnicas de relaxamento e visualização), encontrável em qualquer boa livraria. E agora vai sair um DVD com o mesmo título – mas bem diferente. O texto é meio autobiográfico, Shakti conta como foi desenvolvendo seu interesse e abordagem da visualização. Não achei o texto lá grande coisa, não me fisgou, mas tem gente que vai gostar, por estar em forma de relato.
Ufa, agora chega. Há outros livros, mas acho que a lista já está boa. Aproveitem e divirtam-se.
Ah, e visualizem-se como ficarão após ler todos estes livros…. aquilo que aprenderão… e como se sentirão… assim…. AGORA!
3 commentsComo desenvolver a Intuição Criativa?
Uma mente tensa e agitada é muito “barulhenta” para “ouvir” a intuição. O primeiro passo para aprender a escutar a própria intuição é aprender a verdadeira tranqüilidade mental e emocional.
Nesta aula, aprenderemos técnicas de como nos conectarmos com a intuição. Existem várias técnicas que podem ser resumidas em técnicas básicas, de forma a serem praticadas sem interferir muito em nossos compromissos do dia a dia. Estas são:
- Respiração Básica
- Relaxamento Básico
- Concentração Básica
- Meditação Básica
- Iluminação Intuitiva Básica
Todos os exercícios devem ser feitos lentamente e com grande tranqüilidade. Podem ser feitos com os olhos abertos ou fechados. Se de olhos abertos, mantenha-os em um ponto fixo, não rígida, mas relaxadamente. O importante é “olhar para dentro” mentalmente, não fisicamente.
A imobilidade física ajuda, mas não é rigidez muscular. Esteja imóvel, não se force a ficar imóvel. E a “Imobilidade mental” também auxilia. Mas imobilidade mental não é expulsar pensamentos. Acompanhe o pensamento desejado, e apenas deixe fluir os outros pensamentos, não conscientemente escolhidos. Mas seja amável com estes outros convivas em sua casa mental.Talvez eles tenham alguma mensagem útil para você.
Se começar a agitar-se demais, por falta de hábito ou apenas por estar com muita tensão acumulada, não se force demais a continuar. Faça uma pausa, levante-se e retorne depois para o exercício. Não entre em violência consigo mesmo. Respeite e perceba o fluxo de sua energia interna.
Sentir sono é normal, no inicio da prática de relaxamento. E é até esporadicamente comum, inclusive para os praticantes mais avançados. Não se incomode com isso. Se preferir, antecipe o exercício para uma hora mais “ativa”.
Pratique mais os exercícios que preferir e até que possa combiná-los. Mas às vezes experimente um de cada, por vários dias, para usufruir dos benefícios específicos que cada um possa ter.
Após um período especial de estresse, depressão ou desgaste físico, um exercício de relaxamento pode ser muito mais eficaz do que apenas descansar ou apenas o sono. E pode prepará-lo para poder efetivamente dormir melhor.
Respiração Básica
Sente-se em uma cadeira cômoda. Mantenha o peso do corpo na vertical. Respire de forma despreocupada, sem controlar o ritmo respiratório, apenas observando o inspirar e o expirar dos seus pulmões por 2 a 3 minutos, sem modificar nada, sem interferir. Sinta o ar fresco entrando e o ar quente saindo.
Depois, busque inspirar dilatando o diafragma e expirar contraindo o diafragma (o diafragma é aquela membrana que serve de base para os pulmões e sua distensão auxilia na expansão destes). Repare se é o seu normal ou se é o inverso do que normalmente faz. Pratique isso por 2 a 3 minutos.
Faça mais um minuto de respiração despreocupada. Expire diafragmaticamente, pelo dobro de tempo a mais do que inspira. Isto é, se inspirar naturalmente por 3 segundos, exale por 6 segundos. Se inspirar naturalmente por 5 segundos, exale por 10 segundos e assim sucessivamente. Faça isso por 3 a 5 minutos, mas não se preocupe com o relógio, apenas “sinta” o tempo. Termine com um minuto de respiração despreocupada.
Com a prática, busque dar uma pausa maior entre a inspiração e a expiração. Esta pausa é até desejar respirar, não precisar respirar. Procure sentir a energia acumulada no corpo pelo pulmão cheio, o coração batendo, neste intervalo. Sinta as artérias transportando o sangue renovado, o ar fresco se espalhando pelo corpo. Este último passo é a base da energização física e mental, além de desenvolver a concentração e a vontade, essenciais para os próximos passos.
Pratique em dupla com outra pessoa, uma observando se a outra está fazendo os passos de forma correta.
Relaxamento Básico
Procure uma posição confortável (sentada ou deitada), sem pressões sobre os músculos ou roupas muito apertadas.
De preferência faça a Respiração Básica por 1 a 3 minutos (o passo principal). Preste atenção a cada parte do corpo. Vá “sentindo-as” , passando em revista todo o corpo. Sinta o calor, o pulsar e o latejar do sangue, o peso dos músculos e a “vibração” dos nervos, por 2 a 3 minutos.
Retorne a cada área do corpo, agora imaginando “soltar” cada parte. Pode ajudar contraindo antes, de forma física ou usando a memória interna de contração, e depois soltando. Faça isso dos pés a cabeça, e retorne da cabeça aos pés, por alguns segundos. Faça isso rapidamente, de forma rápida e descontraída, sem forçar, até completar todo o corpo.
Após, envie “ondas” de sensação de relaxamento, ou imagens simbólicas que representem isso, ou ordene mentalmente ao seu corpo que relaxe. Por exemplo, visualize cores serenas como verde claro ou azul suave na área a ser relaxada, ou diga mentalmente “serenidade”, “paz”, “sossegue” ou apenas conceba a sensação de relaxamento.
Experimente todas as maneiras e verifique qual a melhor para você. Demore 10 a 15 segundos em cada parte do corpo. Comece pelos pés ou pela cabeça, como preferir, uma vez só (completando uma “passada” pelo corpo).
Com a prática, depois de 2 a 3 semanas fazendo a seqüência inteira, experimente de forma simplificada: concentre a atenção na parte do corpo a ser relaxada e sinta este relaxamento; depois passe para outra parte. A mente inconsciente aprende rapidamente a relaxar, fazendo tudo o que é necessário, sem necessitar de tanta interferência consciente. Pratique em dupla com outra pessoa, uma orientando o relaxamento da outra.
Concentração Básica
Faça a respiração básica por 1 minuto.
Faça o relaxamento básico por 1 minuto.
Feche os olhos, caso esteja mantendo-os abertos. Imagine-se sentado ou deitado em uma área branca. Veja-se de um ponto de vista externo ou dissociado flutuando nesta área branca e depois alterne vendo a área branca à sua frente, de um ponto de vista interno ou associado. Alterne os dois pontos de vista por um a dois minutos, terminando de forma associada.
Depois torne toda a área mental escura. Repita o exercício por 30 segundos, alternando as posições. Observe se está confortável nesta área escura. Se não estiver, retorne ao relaxamento básico e depois tente de novo.
Após uma pausa, imagine uma grande pedra, pesada, imóvel, insensível, cristalina, estável. Mentalmente identifique-se com esta pedra. Primeiro de forma dissociada e depois de forma associada. Fique imóvel como esta pedra por 1 a 2 minutos. No máximo, não ultrapasse 5 minutos desta prática.
Medite sobre os “insights” e idéias sobre si mesmo que possa ter recebido. Em outras oportunidades, repita o exercício com outros objetos com características simbólicas definidas:
- uma árvore frondosa;
- um pássaro;
- uma nuvem branca;
- uma nuvem de chuva relampejante ;
- um sol;
- um rio;
- o planeta Terra ;
- uma nave espacial;
- um Mestre Espiritual de sua escolha ;
- um animal de poder (simbólico).
Pratique com outra pessoa, uma sugerindo um símbolo para a outra.
Meditação Básica
Faça a Respiração Básica por 2 minutos.
Faça o Relaxamento Básico por 3 minutos.
Faça a primeira parte da Concentração Básica, até o estágio de visualizar (e se associar) com a área branca. Apenas por 1 minutos, para “limpar” a mente de pensamentos erráticos.
Esvazie a mente, imaginando que seus pensamentos são como uma piscina ou tanque e você pode colocar uma pequena torneira no fundo que, pingando pouco a pouco, esvazia o tanque de seus pensamentos. Faça por 3 minutos, persuadindo-se de que todos os pensamentos estão saindo da consciência, até secar o tanque. Alterne esta idéia de forma dissociada e associada. No final, permaneça associado.
Ê uma pequena pausa com a mente vazia. Registre a sensação íntima proveniente deste estado de consciência.
Depois, busque preencher a mente, imaginando um filtro em uma torneira no alto do tanque, só deixando passar os pensamentos úteis e necessários, que fazem bem ao corpo e a mente. Faça este exercício por 3 minutos.
Pratique em dupla, uma pessoa sugerindo ao outro usando palavras tais como “vazio”, “menos pensamentos e outros na etapa de esvaziamento da mente e depois com palavras como “pensamentos apropriados” na segunda parte. Com a prática, poderá usar o período intermediário, entre o esvaziamento e o preenchimento da mente, como um período propício para o recebimento de sensações intuitivas.
Iluminação Intuitiva Básica
Faça a Respiração Básica e o Relaxamento Básico em 2 minutos. Depois, a primeira parte da Concentração Básica e a primeira parte da Meditação básica: 30 segundos para esvaziar a mente.
Encontre um ponto, no centro do corpo, que simbolize para você o portal da Consciência Intuitiva. Nem sempre escolha o mesmo ponto, como por exemplo na cabeça. Experimente deixar que a sua intuição lhe posicione o lugar. Pode ser às vezes na altura do coração, ou no estômago, ou entre os olhos.
Associe-se a este ponto (seja este ponto) e “passe” por ele. Perceba a si como uma Identidade Espiritual, una com o Universo. Abstraia da sua personalidade humana e identifique-se como uma parcela da Divindade Universal. Perceber isso não é pensar sobre isso. É como se fosse evidente, óbvio, natural, espontâneo. Não é deduzir ou raciocinar. Mantenha por um período de tempo confortável para você, sem forçar, possivelmente por 1 a 2 minutos.
Deste ponto de vista, oriente o Ser corporal e aconselhe sobre alguma determinada questão, sobre a melhor forma de escolher ou agir. Após, retorne ao Portal da Intuição Consciente. Preencha de novo o corpo físico.
Complete o final da Meditação Básica, ‘reenchendo” o tanque de pensamentos com pensamentos adequados, dando ênfase aos que a Consciência Espiritual Interior lhe orientou.
Você pode pedir uma pessoa para lhe ajudar, lendo este procedimento enquanto você pratica ou então pode gravá-lo para escutá-lo depois.
1 commentDecisões Intuitivas
O que mais observamos ao nosso redor são pessoas que tomam decisões cruciais na vida baseadas em um mínimo de informações. Algumas vezes o resultado é um sucesso; outras vezes não. O que faz a diferença entre essas pessoas? Como elas puderam escolher, entre dados desconexos, os indícios seguros da melhor iniciativa?
Agir da melhor maneira possível significa, normalmente, optar baseando-se na maior quantidade e qualidade das informações disponíveis, processadas de forma sistemática. Isto deve ser feito não só pelo intelecto e sim pela mente como um todo, razão e emoção, e levado a cabo através de um plano de ação coerente e organizado, com bastante autodisciplina. É importante nos conscientizarmos de o que não escolhermos também não nos escolherá. E também que nenhuma ação posta em prática pode ser desfeita sem algum custo. Tudo na vida tem um preço, seja em tempo, dinheiro, esforço, atenção ou conhecimento, que são os principais recursos da vida de onde todas as coisas são feitas.
A frequência com que tomamos decisões erradas faz com que muitas vezes ansiemos por dispor de uma “bola de cristal” que nos permita ver o futuro. Pressupomos que o futuro já exista, isto é, acreditamos em um determinismo das circunstâncias e ou nos resignamos a ele ou o maldizemos, vivendo em uma permanente insatisfação e até desespero.
O determinismo é uma corrente filosófica que diz que não importa o que seja feito, tudo o que deve acontecer, acontecerá (”Maktub!”, exclamam os maometanos). Esta postura, muito difundida na sabedoria popular (”não adianta lutar contra o destino”), costuma redundar em uma visão fatalista, passiva, impedindo o total engajamento na mudança das condições de vida.
Na realidade o futuro não é pré-determinado (determinado previamente). O futuro pode ser sim “de-terminado” (de agora para o término), no sentido de que é uma extensão do presente, uma continuação lógica deste. E para escolher o nosso futuro, precisamos aprender a agir da melhor maneira possível neste presente.
Muitos se consideram emotivos, passionais, instintivos. E tomam decisões principalmente baseadas em seus impulsos momentâneos. Tais pessoas renegam a lógica fria, alegando que o mundo é por demais complexo para se avaliar todas as questões. São intitulados de “aqueles que pensam apenas com o lado direito do cérebro”, com nossa parte emocional.
Outros se consideram principalmente lógicos, analíticos e racionais. E tomam decisões principalmente baseadas em deduções, com base nos fatos disponíveis. Tais pessoas costumam ridicularizar o comportamento impulsivo das anteriores, considerando que reagem apenas de forma “animal”, sem usar o pensamento dedutivo, que é apanágio exclusivo do ser humano. São muitas vezes chamadas de “pensadores do lado esquerdo do cérebro”, como é chamada a nossa parte racional.
A maioria se situa em um meio termo entre esses dois extremos. Porém, essa mesma maioria não possui uma posição definida de como deve ser a melhor forma de pensar e resolver problemas. E por isso procede muitas vezes de forma impulsiva e outras de forma racional – sem avaliar adequadamente em quais momentos é melhor optar por uma decisão emocional e em quais é melhor optar por uma decisão racional. A motivação para agir de uma forma ou de outra é claramente externa, proveniente das circunstâncias, não um procedimento auto-orientado. São indivíduos eminentemente reativos, não proativos perante um problema.
Não é suficiente utilizar-se apenas formas lógicas de pensar e tomar decisões, acreditando que todo tipo de questões de vida podem ser resolvidas desta forma. Como também não é suficiente nos apoiarmos apenas em formas emocionais e impulsivas de agir. O importante é conciliar estas duas vertentes.
Os atuais conceitos sobre Inteligência Emocional mostram efetivamente a importância de obtermos o equilíbrio entre estas duas formas de pensamento. A conciliação não passa apenas por uma verificação sobre o que a nossa lógica e nossa emoção estão nos dizendo. Muitas vezes estes dois aspectos estão em conflito. Podemos, por exemplo, dispor de várias alternativas de ação, todas elas com seus prós e contras, e nosso intelecto não dispõe de fatos suficientes para escolher. E podemos também, estar com sensações de ansiedade não específicas sobre os vários cursos de ação, com nossa emoção contaminada por crenças de limitação sobre nossas capacidades e recursos – atitudes que muitas vezes são intituladas como “auto-sabotagem”.
É importante que possamos integrar estas duas ferramentas – o pensamento lógico e o pensamento emocional – debaixo da égide de uma terceira forma de pensar mais elevada – e esta pode ser chamada de pensamento intuitivo.
Para muitas pessoas o pensamento intuitivo se confunde com pensamento emocional; só que não há nada mais distante da verdade. O pensamento intuitivo está situado em um nível acima dos pensamentos anteriores. Ele é a chave da criatividade, da expressão artística e da realização real do homem.
O pensamento intuitivo é uma característica bem mais humana do que o pensamento lógico. Podemos até dizer que todos os homens podem praticar o pensamento lógico, mas nem todos estão preparados para o pensamento intuitivo, que requer uma integração de todas as facetas da mente humana. O pensamento intuitivo leva em consideração tanto os ditames da natureza emocional bem como as ilações dedutivas do pensamento lógico. E não só combina tais elementos como acrescenta uma nova visão baseada na estrutura dos valores essenciais do indivíduo. Esta perspectiva não apenas adiciona e sim multiplica fatores, acrescentando uma perspectiva mais alta, permitindo uma visão tridimensional das questões a serem tratadas.
O Eu, pensado como individualidade, se considera apartado e sente e pensa em termos de “Eu versus Não-Eu”. Por causa das frustrações pelas quais passou, deseja obter o máximo e doar o mínimo ao Universo. Para ele é importante o conceito de “benignidade” e “altruísmo”, pois isto significa um esforço especial, justificável apenas em nome de uma melhor convivência com os Outros.
Contudo, quando usamos efetivamente o pensamento intuitivo, tais conceitos deixam de ser importantes. Torna-se natural agir de forma harmônica com todas as pessoas envolvidas. Isso não é ser bom e nem ser altruísta, é apenas estar de acordo com a verdadeira lógica de ser e de viver. E isto requer bastante autoconhecimento e auto-análise, com momentos de introspecção frequentes, de forma a possibilitar a eclosão em nós desta mais ampla forma de pensamento, o pensamento intuitivo.
É como se o homem observasse agora as suas questões sob um distanciamento maior, não mais centrado em si mesmo, como se fosse o ponto central da Criação. Ele se sente como parte de uma Força de Vida mais ampla. Suas preocupações baseadas na ansiedade e medo de risco pessoal desaparecem. A compreensão do futuro e das relações de causa e efeito é mais abrangente; de linear é agora sistêmica. E, tal qual como em um enorme tabuleiro de xadrez, se permite analisar as várias estratégias e cursos de ação com isenção e paz de espírito.
E também, não mais sendo limitado por medos pessoais e crenças de incapacidade, pode recorrer a forças e recursos insuspeitados, tanto diretos, em seu próprio inconsciente, quanto indiretos, através de tudo que o Universo pode fazer em seu favor.
O pensamento intuitivo permite um exercício criativo que o pensamento lógico e o emocional não podem abarcar. Ele nos proporciona uma fusão com o Universo, do qual anteriormente tínhamos nos separado, ao assumir a consciência do Eu.
É importante reconhecer que somente com OBJETIVOS e METAS definidos é que poderemos ter êxito em equilibrar adequadamente as escolhas entre razão, emoção e intuição. Vale a pena compreendermos bem esta diferença:
Objetivos são uma descrição contextual, do ambiente, isto é, onde queremos chegar e como nos sentiremos ao chegar lá. Eles são discursivos, isto é, não são mensuráveis e se traduzem principalmente em termos de situações. Para clarear os objetivos, fazemos normalmente as seguintes perguntas:
Para onde vou?
Quais são as principais tendências em minha vida?
Quais são meus interesses e vocações principais?
Pelo o quê me sinto estimulado?
Se eu fosse milionário, o que eu faria com o meu tempo livre?
Metas são marcos específicos que sinalizam o caminho até o objetivo alcançado. Um objetivo pode se compor de várias metas. Elas ajudam a definir o que está sendo feito, e nos permitem aferir se estamos nos encaminhando para o objetivo desejado ou nos distanciando dele.
Normalmente fazemos as seguintes perguntas para especificar metas:
Como eu posso agir para alcançar o meu objetivo?
Como eu estou indo?
Que planos de ação eu tenho?
Que tipo de avaliação posso fazer?
Como posso registrar o meu sucesso dia a dia?
Cronogramas, orçamentos, relatórios, ações de correção e ajuste são utilizados aqui. Neste momento o que era Sonho e que tinha se transformado em Visão passa a ser um Plano de Ação realístico.
E podem ser feitos exercícios para estimular a integração da razão e da emoção com a intuição, facilitando uma melhor tomada de decisão:
Síntese Criativa (*)
1. Imagine o oposto da situação
2. Examine o ambiente
3. Imagine-se encontrando a resposta perfeita
4. Imagine que todas as suposições que fez estejam erradas
5. E se soubesse que não poderia falhar?
6. Use outras pessoas como modelos
7. Pense do futuro para o passado
8. Olhe o problema de outro planeta
9. Modifique, reposicione o problema
10.Olhe com os olhos de uma criança
(*) adaptado das técnicas de Criatividade e da PNL
Tomar decisões é fazer escolhas. E escolhas não podem ser tomadas apenas com base na razão ou apenas com base na emoção. No interior de cada ser humano pende a cada momento esta balança de três pratos: razão, emoção e intuição. O indivíduo sopesa cada decisão por cada um destes pontos de vista, mesmo que não o faça conscientemente. Quando evitamos ficar presos ao dilema – apenas ouvir à nossa razão ou apenas ouvir à nossa emoção, podemos, de maneira mais segura, tomara as rédeas de nosso destino.
1 commentExercício de Conexão com o centro do Universo
Como mais uma prática meditativa, gravei este áudio com um breve exercício (8´:15´´) de centralização.
Exercícios como esse reforçam a auto-estima, fazendo-nos perceber a nossa conexão com o todo e dificultando que vicissitudes momentâneas abatam o humor.
Link para download: (8:15 minutos – 7,753 Mb – 128 kbps – estéreo – mp3)
Conexão com o Centro do Universo
Antonio Azevedo
Conteúdo
Durante poucos minutos, de vez em quando, onde estiver sentado, feche os olhos, tome uma respiração profunda e se concentre que no seu centro está um atalho, um canal para o centro do Universo.
E que não importa os seus fracassos ou sucessos, e como está a sua vida, esta conexão está sempre presente.
Sinta o fluxo de energia e vitalidade vindo dela, chegando até você, e retornando de você, fluindo para o centro do Universo.
Você é parte do centro de tudo, você é conectado com tudo, e seu conhecimento e sabedoria amealhados durante a vida, mesmo em momentos de sofrimento e dor, não são desperdiçados. Servem para a evolução do Universo.
Busque integrar-se com ele com esperança, expectativa positiva, e conecte-se com este influxo de energia do centro.
Depois, faça afirmações e visualizações positivas, que lhe ajudem a se focalizar em seus objetivos.
1 commentAs 12 (ou 13) Crenças Irracionais e como superá-las
Albert Ellis é um famoso psicólogo e psicoterapeuta, dissidente de Freud, falecido em 24 de julho de 2007 aos 93 anos, que desenvolveu a Terapia do Comportamento Emotivo Racional (TCER, mais conhecida pela sigla em inglês REBT – Rational Emotive Behavior Therapy).
Autor de 75 livros, durante trinta anos apresentava conferências sobre suas terapias, e contribuiu em muito para o desenvolvimento das terapias cognitivas e comportamentais.
Numa época em que os modelos psicanalíticos estavam muito em voga, Ellis ensinava em Nova York que eles eram uma perda de tempo e era melhor que as pessoas praticassem os comportamentos de sucesso que desejavam desenvolver, ao invés de se questionarem por anos a fio do porquê manifestarem comportamentos inadequados.
Também sugeria analisar os comportamentos inadequados e eliciar (descobrir) as crenças irracionais que servem de base para tais comportamentos. E depois de destacar as consequências óbvias destes comportamentos, fazer um processo regressivo – isto é, do fim para o princípio – decidindo quais seriam os comportamentos desejados, estabelecer que crenças são adequadas para manifestar tais comportamentos e, por fim, praticar tais comportamentos até que tais crenças se tornassem naturais.
Ele tratava os distúrbios emocionais segundo o modelo ABC:
(A) Antecedentes
(B) Beliefs (Crenças)
(C) Consequências.
A técnica ABC ensina que, através de modelos cognitivos, as pessoas podem se conscientizar de que é possível superar suas próprias inibições através da detecção do que chamava de “pensamentos contraproducentes” e das crenças irracionais subjacentes, opondo a elas uma análise de sua sustentação empírica (baseada em fatos reais) e também do exercício de pensamentos e crenças mais úteis.
Os textos mais atuais tratam esta técnica como “ABCD”, sendo o (D) Debater, isto é, o confrontamento das crenças irracionais. Assim fica mais claro que apenas conhecer cognitivamente as (C) Consequências dos próprios comportamentos disfuncionais e das crenças irracionais não é suficiente; é necessário praticar comportamentalmente a mudança, isto é, o (D) Debate, seja no plano da linguagem ou da ação.
Os estudiosos de PNL (Programação Neurolinguística) muito se beneficiariam em estudar mais as teorias de Albert Ellis. Suas práticas são de fácil aplicação, sem necessidade de técnicas laboratoriais tão em voga nas terapias comportamentais atuais. A prática do metamodelo linguístico e do trabalho de modelagem, como também o trabalho de linguagem da PNL para a mudança de crenças, são muito enriquecidos com o conhecimento da REBT.
Entre os seus livros disponíveis no Brasil, estão “Como Conquistar sua Própria Felicidade”, “Fique Frio: como Manter a Calma em meio a pressões”, “Sexo sem culpa e sem medo” e “Caminho para a Libertação Feminina”. São meio difíceis de encontrar, mas espero que este post estimule as editoras (Ibrasa, Papelivros e Best Seller) a republicá-los…
Em 1970 Albert Ellis formulou uma lista de onze crenças irracionais, e asseverou que a oposição a elas produziria um ser humano mais satisfeito, motivado e eficiente.
O texto das crenças do autor está muito empolado para os dias atuais, e em alguns textos a lista das crenças difere ligeiramente. Já vi esta lista com doze itens.
Fazendo uma compilação de vários textos acabei encontrando treze itens importantes, ao invés de doze. E por isso aproveito para acrescentar minha contribuição, listando abaixo a minha interpretação, tanto da forma de listar as crenças irracionais quanto as sugestões do que considero a melhor abordagem cognitiva para sua confrontação.
Minhas Ressignificações:
1 – Extrema necessidade para o adulto ser amado ou aprovado por outra pessoa significativa.
Res: Os outros refletem o amor que sentimos por nós mesmos. Decida o que deseja ser, fazer e agir no mundo e se sentirá amado pela pessoa que mais importa: você mesmo.
2 – Certas pessoas são más e deveriam ser punidas.
Res: Ser mau ou bom é um ponto de vista após o acontecido. O importante é agir de forma justa no presente, ao invés de analisar o passado.
3 – É horrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem.
Res: Seria mais horrível se nunca houvesse nada inesperado. O mundo sem novidade é horroroso.
4 – A felicidade é externamente causada.
Res: felicidade é um hábito interno, isto é, o mundo é um jogo divertido, e não uma luta feroz.
5 – Devemos ficar preocupados com as coisas que podem ser perigosas ou assustadoras.
Res: O sentido do perigo é como a sirene do bombeiro: incômoda, mais muito útil. Mas quando já apagamos o fogo, não adianta deixar a sirene ligada. Prevenir-se de forma calma e atenta é muito mais garantido do que se preocupar.
6 – É mais fácil evitar do que enfrentar certas dificuldades ou responsabilidades.
Res: evitar é correr em círculos, sem sair do lugar. Enfrentar é subir uma escada, cada degrau levando para algo
7 – Precisamos nos apoiar em alguém ou alguma coisa mais forte do que nós próprios.
Res: Pense em uma tenda, onde todos os cordéis contrabalançam todos. Quando todos se sustentam e apoiam uns aos outros; somos em conjunto mais fortes.
8 – Deve-se ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos para ter valor.
Res: ser perfeito é muito chato e cansativo. Fazer bem algo é muito mais satisfatório do que fazer de tudo de forma medíocre.
9 – O passado de alguém é um determinante do seu comportamento para sempre.
Res: O passado é história, e o que conta é a interpretação dela no presente. Interprete-a da forma mais positiva possível e ela lhe servirá para um futuro melhor.
10 – Há uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e precisamos encontrá-la para controlar a situação.
Res: Só há uma solução única para problemas préviamente montados com soluções convergentes, tais como questões de escola. Na vida, os problemas são questões de soluções divergentes, isto é, “cobrir um santo descobrindo um outro”. As soluções reais são sempre uma questão de equilíbrio entre vários fatores.
11 – Os problemas e as preocupações de outras pessoas devem nos preocupar.
Res: Cada um tem sua cota de desafios no jogo da vida. Resolver os desafios dos outros torna o jogo de todos muito chato.
12 – As pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus distúrbios emocionais e como se sente.
Res: A Habilidade vem com a prática.
13 – Não fazer nada ou protelar uma solução pode ajudar na resposta a uma solução de conflito.
Res: há pouquíssimas chances do adiamento ou protelação ser eficaz. É estatísticamente mais útil jogar uma moeda para o ar e fazer a opção que ocorrer. E é ainda mais útil esforçar-se para decidir a melhor solução, a partir do método de solução de problemas mais prático de todos, conforme descrito abaixo.
MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS “OPADIA”
(Orientação / Problema / Alternativas / Decisão / Implementação / Verificação)
Orientação
- distancie-se emocionalmente da questão;
Problema
- reconheça o problema e defina-o de forma sintética;
- especifique o que quer no lugar, isto é, a solução;
- transforme-a em uma pergunta, isto é, “como consigo sair daqui e chegar ali?”;
Alternativas
- colha informações;
- examine como e onde ocorre e como e onde não ocorre o problema e as soluções satisfatórias;
- liste hipóteses alternativas possíveis para a solução;
Decisão
- analise o custo/benefício de cada alternativa;
- tome a decisão de aplicar uma das alternativas, mesmo que de forma provisória;
Implementação
- acompanhe os efeitos da aplicação desta alternativa;
- crie uma estratégia para manter de forma constante a nova solução;
Verificação
- avalie se a implantação da alternativa atingiu os critérios da solução desejada préviamente;
- se não atingiu, faça um novo ciclo de análise do problema, até ficar satisfeito com os resultados;
- faça checagens periódicas, seja para manter ou para aprimorar a solução, readequando às mudanças ambientais.
Se quiser ler um pouco mais sobre as diferentes correntes de psicoterapia, acesse esta página .
No comments
