Archive for August, 2008

Como fazer a auto-hipnose funcionar?

Recentemente um visitante de meu site me perguntou como fazer para que a auto-hipnose seja eficaz. Disse que já tinha praticado por diversos métodos, mas nunca tinha atingido estados profundos como relatados por outras pessoas e por isso as suas auto-sugestões pareciam não fazer efeito.

Minha resposta é um resumo que pode auxiliar a mais pessoas com a mesma dúvida, e por isso a posto aqui:

Em um sábado desses voltei de viagem, cansado, e fui assistir o programa “Pânico” na TV, para relaxar e rir um pouquinho… Uma das cenas, a mais hilária, mostrava um dos comediantes do Pânico praticando uma das artes da Olimpíada: a “luta greco-romana consigo mesmo”. Ele rodopiava, se dava rasteiras e se estapeava, algo muito engraçado. E finalmente se deu uma chave em si mesmo e ganhou de si mesmo… :)

Além de ser bem engraçado, me fez lembrar o que muita gente faz enquanto medita, visualiza, se concentra ou se auto-hipnotiza: muita força para “ganhar domínio sobre si mesmo” como se a força de vontade fosse a solução para tudo.

Não é. A vontade é um subproduto de uma crença no sucesso e uma imagem mental coerente sobre o sucesso de uma determinada decisão. Assim, unificamos a emoção e a razão, e podemos nos sentir motivados para entrar em ação. Poderia explicar isso até neurológicamente, mas não cabe aqui no momento. O importante a ressaltar quanto à auto-hipnose é que praticar em si mesmo dificilmente será tão intenso quanto se o fizer guiado por outra pessoa. Isto porque quando se faz em si mesmo estamos nos dividindo em três pessoas diferentes: um deles vai pensar o que dizer a si mesmo, outro vai observar os resultados e, por fim, o terceiro vai passar pela experiência…

Mesmo que para alguns a hipnose não seja nada mais do que uma meditação orientada, ela tem uma sutil diferença, pois a relação comunicativa entre duas mentes é bem mais intensa do que a relação interna, de auto-sugestão. Assim, entendermos esta diferença já é um bom sinal – sim, realmente não dá para fazer que a “hipnose em si mesmo” seja tão intensa quanto a hipnose de outra pessoa. Pelo menos não se estivermos querendo “comandar a mente a força”. A presença da parte crítica da mente poderá interferir na profundidade do transe, e a atenção será mais flutuante; a mente não estará unifocalizada.

Também vale a pena entender que os objetivos que podemos conseguir com a hipnose necessáriamente não obrigam um estado profundo de transe. Se diz “meu transe é superficial e e por isso não consigo incutir sugestões em minha mente”, se incorre no erro de que esta relação não é real, pois podemos incutir sugestões em nossa mente até quando acordados – aliás, a maioria das sugestões que incutimos em nossa mente é feita enquanto estamos acordados, apenas pensando normalmente… Por isso é impossível que não se consiga incutir sugestões. O que acontece é que cremos que precisamos de um estado todo especial, tão profundo que nunca sentimos antes, para ter um melhor resultado no auto-sugestionamento. E por isso, criticamos o próprio estado mental.

Afinal, o que queremos é incutir sugestões ou apenas experienciar sensações corporais e emocionais intensas? Sim, um áudio pode ajudar, mas, mais importante do que o áudio, é a postura mental. Esqueça a preocupação com o nível da experiência. Apenas CREIA FIRMEMENTE que a mente inconsciente – ou subconsciente, como prefira chamar – está alerta e atenta à mensagem. Isso é uma verdade, pois não existe verdadeira divisão entre a mente consciente e a inconsciente, não é?

Com o tempo, a mente irá parar de questionar tanto sobre “qual o nível em que está” e se concentrará apenas nas sugestões mentais percebidas. Assim, não haverá uma divisão mental tripla – a mente que sugestiona, a mente que avalia e a mente que é sugestionada. Apenas uma divisão mental dupla – a mente que sugestiona e a mente que é sugestionada. E, com a prática regular, o processo de auto-sugestionamento será pouco a pouco automatizado, até que só reste, de forma similar à hipnose por terceiros, a mente que é sugestionada…

Outra dúvida freqüente é se é necessário visualizar intensamente. Não é necessário visualizar – se enxergar realizando. Basta acreditar que está sendo sugestionado. A visualização intensa costuma ser subproduto do estado de transe – o cérebro em transe pode gerar imagens mais nítidas, pois está super-focalizado. Por isso visualizar bem pode nos auxiliar a entrar em transe, mas se fizermos muita força para isso, é possível que atrapalhemos o processo, ao invés de ajudar. É melhor apenas gerar algumas imagens junto com o sentimento e deixar fluir a mente para dentro, ajudando apenas com leves “empurrões mentais”, ao invés de fazer muita força…

Mas há uma pegadinha ai: muitas pessoas se preocupam se estão acreditando com toda a força possível… Como poderemos saber se estamos acreditando profundamente? Se nos preocuparmos demais com isso, ficarmos atentos demais para investigar se estamos profundos o suficiente… Incorreremos no mesmo problema quando estávamos fazendo força para relaxar, ou força para entrar em transe, ou força para visualizar… Desta forma, não podemos fazer força para acreditar. Quando fazemos assim, ativamos o lado crítico, um estado observador, e dividindo ainda mais a atenção.

A questão é que não é necessário que se avalie nada durante o processo de sugestão. Esta avaliação é prejudicial. Basta entrar em um estado relaxado, tranqüilo, e raciocinar que neste estado já se está em contato com a mente inconsciente. Relaxe e pense em suas sugestões. Se o relaxamento não é super-profundo – não importa. Se a visualização não é nítida – não importa. Apenas envolva-se emocionalmente naquilo que deseja e repita mentalmente. Não precisam ser frases exatas e nem perfeitas. Elas estão aí para gerar pensamentos e sentimentos e atenção sobre eles, não para ser um discurso perfeito. Mas, se quiser mais exatidão, grave em um áudio – ou peça a um especialista um especial áudio gravado – por uma módica quantia, é claro… :-) E isso será o suficiente, se tiver paciência e tranquilidade no processo.

Na verdade, não são necessárias muitas repetições para que uma sugestão penetre em sua mente. Muitas vezes basta fazer uma vez – feito da maneira certa – para a sugestão ser “absorvida”. O importante é alcançar o adequado foco mental – isto é, parar de dividir a mente, e se concentrar em um só pensamento, sem questionar. E isso sim, exige alguma prática.

Como exemplo, imagine uma pessoa que deseja parar de fumar. Ela leu a respeito da hipnose e, por qualquer razão, decidiu experimentar a auto-hipnose. Estudou a respeito e se preparou, aprendendo noções de relaxamento e auto-indução. Também poderia utilizar alguns áudios de apoio, seja o específico contra o fumo do Dr. Alcimar Vidolin ou algum feito sob encomenda para ela por um Coach.

Aí ela relaxou, utilizou algum método para entrar em transe – pode ter sido contagem regressiva, ou cenas relaxantes visualizadas, ou aprofundamento do relaxamento autógeno ou algum método já embutido no áudio gravado – e esperou “um sinal” de que já estava em um bom transe, para começar a fazer as suas sugestões.

E esperou, esperou e esperou.

Já não tendo certeza se o transe estava adequado, e como o tempo estava passando e não queria ficar impaciente, proferiu mentalmente as suas sugestões (ou as ouviu gravadas) dizendo “A partir de agora não fumo mais” ou “O cigarro é repulsivo para mim” ou “O cigarro tem gosto ruim e deixa mau cheiro nas roupas” ou outras frases deste teor. E, depois, saiu do estado. Não tinha certeza se tinha funcionado, e volta e meia “se checava” mentalmente, para perceber alguma diferença.

E a diferença era praticamente inexistente. Talvez uma ligeira atenção maior às propagandas contra o fumo, ou uma rejeição emocional maior ao cigarro ou ao cheiro dele, mas ainda sentia vontade de fumar – ainda sentia o impulso. Nada compulsivamente modificado, como já tinha ouvido que seria em uma hipnose… Se sentiu fracassada.

Agora, vamos imaginar um outro caso. Depois de repensar a sua estratégia inicial, esta mesma pessoa decidiu mudar o seu foco. Percebeu que não existia esta separação tão grande entre mente consciente e mente inconsciente. Que não adiantava entregar totalmente a responsabilidade pela mudança para uma outra parte de si mesmo, e sim compartilhar o processo com a mente como um todo.

Esta pessoa fez o mesmo processo: arranjou um momento e um espaço tranquilo, sem ser incomodado, e relaxou, respirou profundamente e decidiu entrar em um estado de transe. Mas desta vez, sabia que o estado de transe se resume a principalmente um estado de FOCALIZAÇÂO DA ATENÇÂO. Não necessariamente sente algo diferente no corpo, seja rigidez, moleza ou emoções específicas. Estas sensações são produzidas na medula tronco-encefálica pelo hipotálamo – que rege as emoções – e pelo sistema reticular ascendente – uma área do cérebro que rege o estado de alerta e atenção – em momentos onde pode ocorrer o inesperado. E isto é menos provável quando se faz um processo auto-guiado, pois a mente já sabe, de antemão, para onde está sendo conduzida. Estas sensações físicas e emoções não são essenciais ao processo de transe – apenas a atenção focalizada o é.

Assim, quando esta pessoa se sentiu bastante atenta – e nem se preocupou em medir se estava muito, pouco ou totalmente atenta – simplesmente começou a proferir mentalmente as suas sugestões de se sentir como uma pessoa que já fumou, mas que agora não fuma mais. Que está consciente dos malefícios do fumo, e percebe que a cada dia sem o cigarro sente sua respiração mais livre, seus pulmões se regenerando, e isso a faz gostar mais de si mesma. E mais e mais elaborou sugestões e compreensões do benefício da mudança, conforme planejado antecipadamente, seja em uma fita gravada ou por sua própria conta.

Teve a certeza de que elas iriam penetrar na sua mente – ora, com certeza, pois se sua mente estava ali, e as sugestões foram escolhidas por ela mesma, as sugestões já faziam parte de sua mente, não é? A questão era apenas ESPALHAR estas sugestões para TODAS as partes da mente, sem se preocupar se elas estavam sendo percebidas ou não – pois era impossível que não fossem percebidas.

Pode ser que esta pessoa tenha repetido algumas vezes as sugestões. Mas, a cada vez, não era a sua idéia fazer um “reforço”. Não é necessário se reforçar a mudança. Ou se decide uma mudança ou não se decide. Se a atitude da mente consciente era decidir pela mudança, proceder a mudança era simples questão de passos. Não era necessário pedir a autorização da mente inconsciente, e sim apenas ensiná-la como mudar – com a sua participação, é claro.

A atitude correta, desta vez, envolvia uma compreensão até humilde, que o processo não é apenas o de comandar sugestões para “dentro da mente” e sim estabelecer uma conversa interior, uma espécie de “disseminação de sementes”. E sabe agora que, caso fosse necessário, os vários aspectos da mente envolvidos no processo poderiam também apresentar sugestões de melhoria, pois com certeza o objetivo da mente como um todo é o mesmo, não é?

Desta vez o seu objetivo era apenas alcançar um estado de atenção mental, onde as emoções e a razão estejam integrados de forma harmoniosa – e nem se preocupar se este estado era o melhor possível. Que importância tinha isso? Se a mente consciente já tinha optado pela mudança, não importava muito o estado mental – apenas a certeza da mudança desejada. Assim, em um dado momento, a experiência de transe fez um CLIQUE. A mudança se fez. E, como toda mudança para melhor, por si mesma é estável e tende a permanecer.

A pessoa então saiu da sua experiência do transe. Notou logo de início que a percepção do cigarro mudou. Ainda poderia sentir sensações físicas desconfortáveis, causadas pela ausência da nicotina no organismo. Mas, desta vez, elas não geravam uma sensação emocional de impotência, de que nada poderia ser feito, e sim uma sensação emocional de determinação, que o processo de limpeza e depuração do organismo era esse mesmo. E, até por causa deste estado emocional, as sensações fisiológicas seriam provavelmente bem menos intensas…

No entanto, não significa que as formas antigas de pensar e de sentir foram apagados da mente. Elas podem permanecer e serem relembradas. A pessoa ainda pode se recordar experiências boas que no passado foram associadas ao cigarro. Só que agora o cigarro não seria mais parte indissolúvel destas lembranças – apenas um componente desimportante a mais, tal como a cor das paredes seria pouco importante ao se relembrar uma conversa memorável… O importante é manter o foco – quando relembradas, recordar que elas são uma experiência passada, e não do presente. E, se por acaso forem relembradas, não significa que tenham força compulsória atualmente – são apenas um hábito mental, e assim devem ser tratados.

Com esta prática, em pouquíssimo tempo a mente inconsciente – ou melhor, os aspectos subconscientes da mente – podem ter a certeza de que a parte consciente objetiva está sendo séria com o seu processo de mudança. E isto faz com que se sintonizem cada vez mais rápido com as mudanças desejadas. Chegará um momento que bastará poucos momentos de auto-sugestão, praticamente sem um processo de relaxamento, para que a mente aceite as mudanças.

Antonio Azevedo

http://antonioazevedo.com.br

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A torre

a torre

Podemos usar a visualização para objetivos metafísicos ou energia mística para o sucesso material? Como eu escrevo volta e meia sobre o uso da visualização, e este termo é bastante empregado na àrea espiritualista, sempre me perguntam se eu recomendo as chamadas “visualizações energéticas” ou visualizações para “atrair as coisas”, de forma mágica.

A melhor maneira de esclarecer o meu ponto de vista é contando uma pequena história.

A muito tempo atrás, uma bela (e inteligente) princesa foi aprisionada em uma alta torre sem portas por uma bruxa malvada. Esta torre só tinha uma pequena janelinha, lá do alto – a bruxa podia entrar e sair com sua vassoura, mas a princesa estava presa – a não ser se quisesse pular e se esborrachar lá embaixo….

Mas ela amava um príncipe – tudo bem, ele era bonito mas não muito inteligente… E este principe a procurou, procurou, até chegar à torre. Quedando-se lá embaixo, sem saber como fazer, e como subir para salvar sua amada, o principe estava quase se desesperando.

Mas a princesa, do alto da torre, o chamou: – Meu principe, traga-me amanhã as seguintes coisas: um carretel de linha de seda para costura, um novelo de barbante, uma corda forte de tenda, uma corda forte de amarrar barco, um favo de mel e um besouro.

O principe achou que a sua doce princesa tinha enlouquecido, por ter ficado tanto tempo presa nesta torre. Mas, como tinha se acostumado a obedecer sem pensar (ele não era muito inteligente mas sabia disto, o que é uma forma de sabedoria, ao menos) decidu trazer tudo o que a princesa pediu.

No dia seguinte, cedinho, verificando primeiro que a bruxa não estava pelas imediações, o principe chamou a princesa, que apareceu na janelinha bem lá no alto.

- Trouxe tudo o que pedi? – Disse a princesa.
- Sim, está tudo aqui. Mas para que serve isso?
- Faça o seguinte – explicou a princesa. – Pegue o besouro, amarre em sua cauda o fino fio de linha de costura, e unte suas antenas com um pouco do mel. Depois, coloque-o na parede, bem embaixo da janela, voltado para cima.

O principe assim o fez. O besouro, sentindo o cheiro do mel, foi subindo, subindo, cada vez mais, alongando atrás de si o frágil e leve fio de linha. E foi subindo cada vez mais, galgando com suas patinhas a parede, até alcançar a janelinha da princesa.

Mais do que depressa a princesa segurou o pequeno besouro, delicadamente o desamarrou da linha de seda e o soltou em um local agradável na beirada da janela, onde pudesse mordiscar um pouco do saboroso musgo.

Segurando firme o fio de seda, a princesa pediu: – Agora, amarre na ponta deste fio de seda a linha do barbante.

O principe assim o fez. Com cuidado, a princesa puxou e puxou, e o delicado fio de seda foi trazendo o barbante até acima, até sua janela.

Segurando o barbante, a princesa pediu agora: – Amarre no barbante agora a corda de tenda.

Feito isso, a princesa puxou e puxou, até ter em mãos a ponta da corda de tenda. E repetiu tudo de novo, até que conseguisse segurar firmemente a corda forte de atracar barcos.

A princesa amarrou esta corda em uma das pilastras de sua prisão aérea e desceu por esta escada de corda para a liberdade, para os braços de seu pouco inteligente mas fiel amado…

E assim fugiram, e a bruxa nunca mais os viu.

Visualizou esta história? O que representa para vocé os objetos da fuga da princesa? Pense um pouco e volte a ler abaixo.

•    o besouro representa o foco da atenção e da vontade humana, que persiste, incansável, em direção ao seu objetivo. Pode ser fraca em si mesma, mas com o tempo e paciência, alcança o seu objetivo (a janela no alto da torre).

•    o mel é uma imagem do objetivo, estimulante e representativa do que vai se obter no final, e que estimula a vontade a permancer em ação.

•    o fio de seda é o pensamento, a sutil energia intangível de nossa mente – em si mesma não tem força para fazer os objetivos se realizarem, mas é o fio inicial e, por isto, mais importante, que faz a conexão entre a vontade e o objetivo.

•    o novelo de barbante são as palavras. Elas apoiam e são suportadas pelos pensamentos. Confere mais segurança e força ao caminho em direção ao objetivo mas não são suficientemente fortes para fazer as coisas acontecerem por si sós.  Muitas pessoas falam de um projeto ainda não terminado como “amarrado com barbante”, isto é, cheio de palavras vazias e pouca ação…

•    a corda de tenda: tal como na montagem de uma tenda, esta corda dá resisténcia e permite que as coisas comecem a se construir no mundo material. A corda de tenda representa nossos comportamentos exteriores, nossas ações. A corda faz com que o que planejamos na dimensão interna de nossa mente comece a produzir resultados exteriores.

•    a corda de barco: o barco representa o caminho definitivo: soltar as amarras do porto e se aventurar seguindo a própria rota. A corda de barco representa o que nos liga aos nossos relacionamentos e imagem pública, o que conseguimos e realizamos, história pessoal e planejamento de vida, para o futuro. É o que nos dá solidez e que permite que os objetivos se transformem em realidade, que o sonho se transforme em uma visão de futuro real, e que a Idéia se transforme em Meta…

Não parece suficiente, para trabalhar de forma objetiva, apenas atuar no nível dos pensamentos e palavras. Pensamentos e palavras são poderosos, mas ainda frágeis como fios de seda e barbante. Precisam servir de fio condutor, e depois complementados com ações e planejamento sólido.

Esta história representa o fato de que, para entender bem o fenômeno do uso de imagens mentais, é importante aceitar que estaremos iniciando um efeito dominó: um nível de energia sutil afeta outro mais denso, que afeta outro e outro cada vez mais objetivo e material, até que se concretize o objetivo. Emoções afetam pensamentos, que afetam palavras, que afetam atitudes e comportamentos, e estes são traduzidos em consequências exteriores.

Tudo depende de quais objetivos se deseja realizar. Exercícios de cunho mais metafísico são úteis para objetivos metafísicos. Se alguém está buscando experiências culminantes (peak experiences) tais como Consciéncia Cósmica ou efeitos parapsicológicos, podem ser excelentes. No entanto, para resultados materialísticos, como prosperidade ou sucesso no trabalho, em si não são suficientes.

Por isso, quando se fala em visualização e energia, respondo diretamente que práticas espirituais podem ser muito boas, e já me beneficiaram imensamente. No entanto, não os considero como uma forma eficiente de acelerar a realização de objetivos exteriores, e sim uma forma de reforçar estados mentais e atitudes, conferindo mais energia de VONTADE e DETERMINAÇÂO.

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