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	<title>Executive Coaching &#187; Decisão</title>
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	<description>Antonio Azevedo - Artigos sobre PNL, Coaching e Desenvolvimento Pessoal</description>
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		<title>Como usar a PNL para tomar boas decisões</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 19:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Azevedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas. Gosto de abordar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.<br />
<span id="more-96"></span><br />
Gosto de abordar este tema com uma metáfora: comparo o uso da nossa capacidade de tomar decisões com o mito da entrada no Labirinto de Creta, onde o Minotauro estava escondido. Quem lembra desta história antiga sabe que os heróis entravam no Labirinto buscando alcançar o tesouro que estava escondido lá. E muitas vezes se perdiam, pois os caminhos de entrada e saída eram tão intrincados que esqueciam por onde tinham vindo e ficavam presos lã dentro, até serem encontrados e devorados pelo Minotauro.</p>
<p>Um grande herói decidiu entrar no Labirinto; seu nome era Teseu. Ele utilizou um novelo de lã e o foi desfiando atrás de si, para marcar o caminho. Conseguiu assim alcançar o centro do Labirinto e voltar – e ainda teve a chance de matar o Minotauro.</p>
<p>Da mesma maneira, se queremos controlar nossos esforços de controlar os problemas (”matar o minotauro e encontrar o tesouro”), precisamos estabelecer uma linha definida de nossos esforços em direção às nossas metas, que representam o alcance de nossos objetivos (”linhas para a saída do labirinto”). Toda decisão é um jogo de alternativas, e sempre há um preço a ser pago a cada escolha em nossa vida. Com base nesta metáfora, podemos discutir a estratégia da tomada de decisão.</p>
<p>Em primeiro lugar, os objetivos de vida precisam ser previamente definidos. Só se alcança um objetivo – ou se afere o quão próximos estamos dele – se o especificarmos antecipadamente, É necessário defini-lo em palavras – se possível por escrito, pois as palavras apenas ditas não cristalizam tão bem os pensamentos, e é possível cairmos em um redundante processo de perpétuamente rechecar as mesmas idéias&#8230;</p>
<p>Em segundo lugar é necessário ativar a colaboração dos aspectos mais inconscientes da mente, para que o engajamento na solução seja o melhor possível. A PNL usa vários recursos para nos auxiliar a definir objetivos e nos focalizarmos nas soluções. Um dos melhores deles é a chamada “Ponte-ao-Futuro”: visitamos futuros hipotéticos, onde jã fizemos uma escolha, e depois visitamos um outro, onde fizemos outra escolha e assim sucessivamente, até que, com esta prática em nossa imaginação, alcançamos uma melhor compreensão das dimensões de escolhas que dispomos.  Esta é uma das melhores maneiras de observamos de maneira completa o nosso comprometimento com cada uma destas escolhas.</p>
<p>Para quem tem alguma dificuldade em fazer isso, recomendo a leitura do livro “A Ponte para o Sempre”, de Richard Bach, que discorre o que poderia acontecer se, em um dado momento de nossas vidas, mudássemos a nossa escolha em um ponto critico, pequeno de início mas vital a longo prazo, pelos seus efeitos cumulativos.</p>
<p>Em termos de filmes de Hollywood, podemos também assistir “O Efeito Borboleta” (<em>The Butterfly Effect</em>), um filme mais leve mas que também explora esta questão, como cada microdecisão pode modificar totalmente o nosso futuro [1]. E há vários outros filmes no mesmo estilo, mas não cabe citá-los aqui.</p>
<p>Em terceiro, as soluções obtidas devem ser cuidadosamente avaliadas em sua relação custo-benefício e equilíbrio ecológico. Em outras palavras, estamos dispostos a abrir mão das outras coisas que também necessitam de nossos esforços e aplicarmos a soma de esforços necessária e suficiente para o sucesso em nosso objetivo planejado?</p>
<p>Para auxiliar nisso, pense em analisar, no momento que considerar uma decisão, um diagrama com as <strong>Vantagens</strong> e <strong>Prejuízos</strong>, <strong>Responsabilidades</strong> e <strong>Benefícios Secundários</strong> implicados na questão. Isso pode auxiliar a explicitar claramente o que está em jogo em sua tomada de decisão.<br />
<img style="vertical-align:text-top;" src="http://farm1.static.flickr.com/107/289510386_0f56ce02e3_o.jpg" alt="Matriz da Motivação" width="383" height="233" /><br />
Explicando melhor, há sempre fatores que nos incentivam a mudar e tomar uma decisão e há sempre fatores que nos desestimulam a tomar (ou manter) esta decisão. Deixá-los conscientes evita que as emoções negativas interfiram com o processo.</p>
<p>Os quadrantes I (<strong>Vantagens</strong>) e IV (<strong>Prejuízos</strong>) nos incentivam a mudar e tomar novas decisões, pois focalizam nossa atenção naquilo que é vantajoso obter (ou reduzir) quando mudamos.</p>
<p>Os quadrantes II (<strong>Responsabilidades envolvidas</strong>) e III (<strong>Beneficios secundários</strong> implícitos em nada fazer para mudar), nos desmotivam, facilitam conflitos internos (que consideramos “auto-sabotagem).</p>
<p>Em quarto, estamos comprometidos com o nosso ser integrado, com o alcance destas metas de tal maneira que elas tenham suficiente efeito motivacional? Além de percebermos racional e emocionalmente o nosso desejo de mudança, precisamos criar um momento <em>fiat lux</em>, ou um “cumpra-se”, internamente, que sirva de gatilho para a ação. Isto é obtido com a verificação ecológica de nossas motivações, algo que a PNL pode nos ajudar a fazer. Pode ser necessário que entremos em ação sem todas as informações necessárias; mas mesmo assim a nossa mente estará engajada em obter a melhor solução possível, e buscará fazer as correções de rumo que porventura ocorrerem.</p>
<p>Em quinto, que atitudes e comportamentos específicos podemos utilizar que serão úteis para este fim? Neste momento, uma cuidadosa seleção dos recursos cognitivo- fisiológicos- comportamentais disponíveis deve ser realizada.</p>
<p>Costumamos comentar que, em essência, cada indivíduo tem cinco tipo de recursos genéricos para empregar em seus esforços de sucesso: Tempo, Esforço, Dinheiro, Conhecimento e Atenção. Qualquer tipo de atitude, comportamento ou outra coisa qualquer que utilizamos é uma receita de bolo de um misto destes cinco componentes. Esta discussão está em outro artigo, neste site. [2]</p>
<p>Em sexto e último lugar, estamos abertos e perceptivos às oportunidades e eventos externos, sabendo utilizar da melhor forma possível as escolhas apresentadas (”saídas do labirinto”)? Neste momento precisamos ficar abertos à Deusa da Oportunidade. Os mais ligados em Física Quântica e na visão transpessoal da realidade podem neste momento falar em Sincronicidade [3], fatores acausais, sorte, Destino, visualização criativa, mentalismo etc. Isto depende da visão de mundo que quisermos adotar. O que importa é que achamos útil nos considerar abertos à essas oportunidades, sejam elas passíveis de influência pessoal ou não.</p>
<p>Para facilitar a compreensão e a execução destas seis etapas, vamos listá-las como os Seis Passos para a descoberta de uma boa solução para problemas:</p>
<p>1. Defina o problema em sua mente e faça perguntas sobre ele, para ajudar a sua mente a focalizar nas informações úteis para a resposta. Sature a mente consciente de informações.</p>
<p>2. Imagine o máximo possível de soluções, sem permitir o excesso de espírito crítico nesta etapa. Deixe o seu inconsciente “mastigar” os fatos e se orientar para a solução. Comprometa-se com a importância do que está fazendo e com o desejo da solução.</p>
<p>3. Analise as soluções obtidas de forma crítica e com a avaliação dos prós e contras de cada uma. Analise e teste todas as respostas, sejam racionais ou intuitivas. Aceite a ambiguidade das respostas e trabalhe a partir delas, não aguardando uma resposta “mágica” perfeita.</p>
<p>4. Desenvolva a concentração e a confiança na melhor solução possível após a análise feita. Uma “próação”, mesmo que imperfeita, é melhor que a inação. Decida entrar em ação.</p>
<p>5. Estabeleça um plano para utilizar todos os seus recursos de vida da melhor maneira possível, transformando a sua Solução – por enquanto ainda um Sonho &#8211; em um Projeto.</p>
<p>6. Não aguarde até ter todos os resultados, analisando de forma exaustiva todos os detalhes. Em poucos casos – normalmente em laboratórios – este procedimento é útil. Na vida real a ação mediana mas imediata supera estatisticamente em melhores resultados a ação perfeita mas atrasada. Experimente. Arrisque. Aprenda a confiar na Intuição.</p>
<p>Para facilitar a fixação mental do que falamos acima, e assim acelerar a absorção de uma estratégia genérica eficaz de resolução de problemas, vamos utilizar um recurso verbal útil, muito utilizado em Mnemotécnica. É a criação de acrósticos [4] e acrônimos [5].</p>
<p>Vamos elaborar um acrônimo que represente os valores que consideramos importantes em uma eficaz busca de objetivos, conforme citados acima:</p>
<p><strong>PARA OBTER ALGO NA VIDA<br />
PAGUE O PREÇO</strong><br />
<strong> P</strong>lanejamento<br />
<strong> R</strong>ealismo<br />
<strong> E</strong>ntusiasmo<br />
<strong> C</strong>omportamento<br />
<strong> O</strong>portunidades</p>
<p>Isto é, pagar o <strong>PREÇO </strong>para realizarmos o que queremos significa que devemos investir tempo em Planejar o que desejamos, e mantermos uma Realística percepção de nossas chances. Mas isto não significa trabalhar sem o importante Entusiasmo, que nos motivará a obter os melhores resultados. E também será necessário aprendermos a nos Comportarmos da melhor maneira, controlando as nossas atitudes e assim aproveitando o melhor possível as Oportunidades que a vida nos apresentar.</p>
<p>[1] <a title="Definição de &quot;Efeito Borboleta&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta</a><br />
[2] <a title="Artigo &quot;Os 5 Recursos da Vida&quot;" href="http://antonioazevedo.com.br/2006/07/30/os-5-recursos-da-vida/" target="_self">http://antonioazevedo.com.br/2006/07/30/os-5-recursos-da-vida/</a><br />
[3] <a title="Definição de Sincronicidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade</a><br />
[4] <a title="Definição de acróstico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B3stico" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B3stico</a><br />
[5] <a title="Definição de acrônimo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B4nimo" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B4nimo</a></p>
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